Partida

Leni se foi no dia 12 de agosto de 2016.

      Gostava de letras, poesia, música e flores.
      Ia escrevendo, cantando e tocando violão, animando festas.
      Foi uma mãe maravilhosa, uma amiga generosa, uma esposa querida.
      Não vamos te esquecer, Leni!

Caminhada do Folclore volta às ruas de Feira de Santana no dia 18 de outubro

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Mais de 50 grupos prometem levar animação e reviver tradições e costumes transmitidos de geração para geração na avenida Getúlio Vargas, no dia 18 de outubro (domingo), durante a 16ª Caminhada do Folclore. O evento, organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), resgata diversas manifestações da cultura popular.

Os grupos são de Feira de Santana e mais 12 municípios da região. Cerca de 2.700 pessoas estão inscritas. A concentração está marcada para as 7h do dia 18. Diferente dos outros anos, o início do desfile será em frente à Escola do Centro de Assistência Social Santo Antonio (Ecassa), na avenida Presidente Dutra. O cortejo segue pela rua Frei Aureliano, avenida Getúlio Vargas, em direção ao centro da cidade, até a rua Professor Fernando São Paulo.

Realizada desde 2000 com a participação e incentivo da comunidade, a Caminhada do Folclore tem o objetivo de preservar, valorizar e divulgar as manifestações culturais do povo nordestino, a chamada cultura de raiz. A proposta é realizar um desfile de grupos folclóricos que mostrem diferentes aspectos dos traços culturais de Feira de Santana e de outros municípios da Bahia.

Inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil, a Caminhada do Folclore, único evento com esse perfil em toda a Bahia, vem desencadeando um movimento de resgate e revitalização dos grupos locais, evitando a extinção. O evento atrai milhares de pessoas que se deslocam dos mais diferentes lugares para prestigiar o cortejo.

Esta edição conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de parceiros como o Sesc, secretarias municipais de Educação, de Transporte e Trânsito e de Saúde, Associação de Contabilistas, Embasa, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Exército.

Mais informações através do telefone (75) 3221-9766 e da página do Cuca na internet: www.uefs.br/cuca).

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Revista bilíngue difunde obra de escritores de diversos países

 

 

Lançada em formato digital, a revista Portal Literário quer se constituir numa ponte que, tendo a tradução como material constitutivo, põe em diálogo escritores de várias partes do mundo, e tem como objetivo principal difundir a produção literária de escritores lusófonos e francófonos. Idealizada pelo professor doutor Humberto Luiz Oliveira, pesquisador vinculado ao Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a revista, bilíngue, quer contribuir para a difusão da literatura como ferramenta para o conhecimento de si mesmo, do outro e do mundo.

Neste primeiro número o Portal literário conta com narrativas (contos e novelas) de autores de vários espaços lusófonos  ( Adna Couto, Assis Freitas Filho, Humberto de Oliveira, Júlio César Martins Monteiro, Luciano Penelu e Victor Mascarenhas) e francófonos (Claire Varin, Patrick Imbert e Zakaria Lingane (Quebec) e  Sèverine Arnaud (França) cujos textos versam, diretamente ou indiretamente, sobre a errância, o exílio, a reconfiguração identitária.

Segundo Humberto Oliveira, “a tradução para o português de textos de escritores ainda desconhecidos do público lusófono se reveste de importância indiscutível, assim como a tradução para o francês de textos literários de escritores baianos e nordestinos e daqueles que estão fora dos chamados grandes centros, tem o inegável mérito de dar visibilidade a uma produção que ficaria restrita ainda a um público especializado e local”.

A primeira edição da revista pode ser acessada através do endereço eletrônico http://www.portalrevistaliteraria.com.br.

 

Saudades de casa

 

Muito Obrigado Axé

Composição: Carlinhos Brown

Odô, axé odô, axé odô, axé odô
Odô, axé odô, axé odô, axé odô

Isso é pra te levar no ilê
Pra te lembrar do badauê
Pra te lembrar de lá

Isso é pra te levar no meu terreiro
Pra te levar no candomblé
Pra te levar no altar

Isso é pra te levar na fé
Deus é brasileiro
Muito obrigado axé

Ilumina o mirin orumilá
Na estrada que vem a cota
É um malê é um maleme
Quem tem santo é quem entende

Quanto mais pra quem tem ogum
Missão e paz
Quanto mais pra quem tem ideais e
Os orixás

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz um samba

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Traz a orquestra

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

 

Jorge Amado em letras e cores

 

A Amado 1

Amanhã, 14 de agosto, será lançado o novo livro “Jorge Amado em letras e cores”, de Rita Olivieri-Godet e Juraci Dórea, editado pela UEFS Editora.

O lançamento faz parte da programação do Curso Jorge Amado 2015 – V Colóquio de Literatura Brasileira, promovido pela Academia de Letras da Bahia e pela Fundação Casa de Jorge Amado.

Local: Fundação Casa Jorge Amado – Pelourinho – Horário: 17 horas

 

Greve nas Ueba chega ao fim após governo assinar acordo com a categoria

 

Diretores da Adufs assinaram o acordo

Após mais de 80 dias, chegou ao fim a greve dos docentes das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Com a assinatura do acordo, em reunião na quinta-feira (5), a categoria sai vitoriosa de um movimento que conseguiu arrancar do governo a garantia da autonomia político-administrativa das instituições, questões orçamentárias e direitos trabalhistas.

Foram necessárias 16 mesas de negociação para que o Movimento Docente (MD) conseguisse uma proposta concreta que contemplasse parcialmente as reivindicações da pauta protocolada em dezembro do ano passado. Para fazer a discussão avançar, a categoria teve de apresentar uma contraproposta.

O acordo apresentado pelo governo e alterado inicialmente pelo Movimento Docente (MD) apresenta soluções para 2015 ao se comprometer, em um prazo de 60 dias, a revogar a lei 7176/97, garantindo o princípio da autonomia universitária, além de liberar as promoções, progressões e mudança de regime de trabalho que estavam emperradas nas secretarias estaduais da Administração (Saeb) e da Educação (SEC), algumas desde 2012. O documento também efetiva o remanejamento do quadro de vagas por universidade, viabilizando a implementação das promoções, e mantém a integralidade do orçamento de 2015 que vinha sendo contingenciado em 20 %, nos primeiros meses deste ano.

Ainda foi garantido que os recursos necessários para a implementação das promoções, progressões e mudança de regime, mais a efetivação do remanejamento do quadro de vagas por universidade serão disponibilizados pelo Estado, sem prejuízo aos demais direitos trabalhistas e sem comprometer as despesas com custeio, investimento e manutenção das Ueba.

Apesar do final da greve, as mobilizações continuam. As denúncias sobre os ataques que o governo vem fazendo aos direitos trabalhistas e todo processo de sucateamento que as Ueba enfrentam, tornadas públicas através das mobilizações dos docentes, evidenciam a necessidade de permanência das ações. A crise orçamentária que ameaça o funcionamento das universidades é uma luta que professores, estudantes e técnico-administrativos persistirão, já que o cenário que se avizinha é de aumento da precariedade nas instituições.

 

Termo de Compromisso

Ainda durante a reunião com governo, na quinta (6), o Fórum das ADs entregou um ofício com agendamento de reuniões. Inicialmente, isso estaria resolvido, se o governo tivesse assinado o Termo de Compromisso. O documento seria discutido no dia 31 de julho, mas a negociação não avançou porque os gestores públicos não apresentaram a proposta.

Responsável e comprometido com as Ueba, o Movimento Docente protocolou ofício junto à Governadoria, secretarias estaduais da Educação (SEC), Administração (Saeb) e Relações Institucionais (Serin). Nele, reivindica a criação de uma agenda de trabalho para tratar das questões pertinentes a 2016, como o novo quadro de cargos de provimento permanente do Magistério Público das Ueba e o planejamento do orçamento de pessoal, com o objetivo de garantir o fluxo contínuo das promoções na carreira, progressões, mudanças de regime de trabalho e concursos públicos. O agendamento prevê reuniões nos dias 13 de outubro, 18 de novembro e 10 de dezembro de 2015 com o objetivo de discutir a pauta.

Segundo Elson Moura, diretor da Adufs e coordenador do Fórum das ADs, é necessário que a categoria se mobilize ainda mais para combater a política de austeridade dos governos, que prevê cortes no orçamento destinado à educação. “Tivemos êxito com a greve. Através da nossa pressão e força, conseguimos colocar no acordo itens inicialmente negados. No entanto, ainda existem demandas para o próximo ano e que ficaram fora do documento por uma indisposição do governo de negociar”, explicou o professor.

Nas Ueba, a mobilização segue com debates, aulas públicas e tentativas de reunião com o governo. A proposta é forçar os gestores públicos a discutirem o orçamento para o próximo ano, com a perspectiva de resolver a grave crise financeira das instituições, garantir o funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como os direitos garantidos por lei ao trabalhador.

 

Greve na Uefs teve início em 11 de maio

Somente em abril, após um Ato Público que reuniu mais de 500 membros da comunidade acadêmica em protesto no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o MD arrancou a primeira reunião de negociação com o governo. Após horas de discussão, ficou evidente que os próximos meses seriam de grande enfrentamento, já que os representantes das secretarias não revelaram sequer conhecer as reivindicações, numa clara demonstração de descaso com o pleito docente.

Em maio, uma rodada de assembleias nas quatro Ueba deliberou o início da greve nas instituições. Na Uefs, a deflagração do movimento paredista aconteceu no dia 11 de maio. A decisão pela intensificação do movimento que já vinha realizando mobilizações, quando protocolou a pauta de reivindicações exigindo o início imediato das negociações, foi a última saída encontrada pelo MD para barrar os ataques que o governador do estado Rui Costa (PT) deu continuidade após assumir o lugar de Jacques Wagner (PT), ambos responsáveis pelo sucateamento das Ueba.

Desde então, outros atos foram realizados dentro e fora da capital baiana. Na tentativa de forçar o diálogo, o MD fez panfletagem, denunciou os ataques à imprensa, dialogou com a população, fechou BR em todo o estado e chegou a ocupar a Secretaria Estadual de Educação entre os dias 15 e 18 de julho. Para reprimir os docentes, o governo Rui Costa (PT) teve a mais clara demonstração de inabilidade e autoritarismo ao chamar um tenente da Rondesp (Rondas Especiais da Polícia Militar) para pressionar os professores e estudantes a saírem do prédio. Somente após 8 horas de negociação, a desocupação aconteceu.

As reuniões continuaram e em 4 de agosto, em assembleia, os professores condicionaram o fim da greve à assinatura do Termo de Acordo, o que aconteceu na quinta-feira (6).

 

SUSPENSÃO DE PAGAMENTO

Reitoria aguarda posição da Saeb sobre corte do adicional de insalubridade

Na última sexta-feira (31/07), alguns docentes e técnico-administrativos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) foram surpreendidos ao receberem o salário equivalente ao mês de julho sem o adicional de insalubridade previsto por lei. Segundo o Pró-reitor da Administração e Finanças (Proad), Carlos Eduardo Cardoso, a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) ainda não informou qual o motivo para a suspensão do pagamento.

Informalmente, o pró-reitor foi informado que os critérios utilizados para não realizar o pagamento foi a identificação de laudos antigos e pessoas em atividades administrativas, o que segundo ele, não procede já que algumas pessoas em iguais condições receberam o adicional enquanto outras não. A Proad encaminhou um ofício à Saeb solicitando explicações sobre os critérios para a suspensão do pagamento.

O adicional de insalubridade tem como objetivo compensar o servidor pelo exercício das atividades que podem causar danos à saúde. De acordo com o a constituição: Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.

Segundo Danilo Ribeiro, assessor jurídico da Adufs, o adicional de insalubridade não pode ser suspenso, a não ser que haja um processo em andamento em que o servidor seja notificado anteriormente a respeito do indeferimento ou suspensão do pagamento. Do contrário, a ação é ilegal. Caso seja constatada alguma irregularidade em relação aos docentes, medidas legais serão adotadas. Para tanto, será necessária cópia do processo administrativo, se houver, que resultou na suspensão do pagamento e o motivo informado pela Saeb.

 

 

 

 

Governo não cumpre o acordado: a greve continua

Na tarde desta sexta-feira (31.07), o Movimento Docente (MD) disposto a assinar a Minuta de Acordo e o Termo de Compromisso, reuniu-se com o governo do estado da Bahia. No entanto, os representantes de Rui Costa não apresentaram o termo de Compromisso discutido durante as negociações do dia 27 deste mês, que garantiria a criação de uma agenda de trabalho para debater os direitos trabalhistas em 2016.

Por deliberação das assembleias gerais, das quatro universidades estaduais da Bahia, a recusa do Governo em apresentar o Termo impede a conclusão das negociações e o fim da greve. Respeitando as decisões do conjunto dos professores, continuamos em greve e abertos ao diálogo.

Fonte: Boletim Adufs

 

Lançamento de livros em Cachoeira

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A UEFS Editora e a Prefeitura Municipal de Cachoeira, através da Secretaria de Cultura e Turismo, realizam nesta sexta-feira (31), na Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira (Ba), a partir das 19h, o lançamento dos livros “Imagens de roca: uma coleção singular da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira”, da professora Selma Soares de Oliveira, e “Jorge Amado em letras e cores”, da professora Rita Olivieri-Godet, com ilustrações do artista visual Juraci Dórea.

“Em “Imagens de roca: uma coleção singular da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira”, Selma Soares de Oliveira, a professora do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), estuda a importância das imagens sacras que se destinam a procissões e são vestidas com trajes de tecido. Em sua pesquisa nos acervos católicos da Bahia, a autora encontrou nessa igreja histórica de Cachoeira, no Recôncavo, a coleção de peças que mais lhe chamou a atenção.

“Jorge Amado em Letras e Cores” é um trabalho de parceria sobre o mais conhecido escritor baiano, em que os ensaios de Rita Olivieri-Godet, professora de literatura brasileira na Universidade de Rennes (França), dialogam com a criação plástica do artista feirense Juraci Dórea, que também é professor do Uefs. Na apresentação do livro, a escritora Myriam Fraga destaca que a autora “conseguiu mapear, nos ensaios apresentados nessa publicação, iluminada pela mágica beleza da arte de Juraci Dórea, alguns dos principais motivos da ficção amadiana: a liberdade como forma de afirmação na superação do sofrimento pela alegria de viver, a crença na força da natureza que se traduz na reverência ao culto dos orixás, a mestiçagem como projeto de convivência e de civilização”.

Assembleia aprova a continuidade da greve e indica intervenções na minuta do governo

 

A minuta do Termo de Acordo apresentada pelo governo no dia 19 de julho foi apreciada pelos professores da Uefs em assembleia realizada nesta quinta-feira (23). Apesar de contemplar minimamente as reivindicações, o documento representa uma grande conquista para a categoria, pois foi arrancada após forte mobilização e ocupação da Secretaria da Educação (SEC), entre os dias 15 e 18 deste mês. No intuito de avançar ainda mais o debate sobre a pauta, os docentes aprovaram a continuidade da greve, que segue também na Uesc, Uesb e Uneb.

 “Precisamos radicalizar as ações e ocupar a Secretaria da Educação para que o governo nos recebesse. A proposta, no entanto, atende uma pequena parte das reivindicações. A questão orçamentária, um dos pontos centrais da nossa luta, continua com poucos avanços. Já são 71 dias de greve”, disse o professor Adroaldo Oliveira. Na assembleia, os docentes discutiram a minuta do governo e aprovaram o documento com as alterações de texto indicadas pelo Fórum das associações de professores.

Também foi aprovada a elaboração de uma moção de repúdio ao secretário da Educação, Osvaldo Barreto, e ao governador Rui Costa por usar a Polícia Militar (PM) para reprimir e criminalizar o movimento dos professores e estudantes acampados na SEC, mais a construção de nota denunciando a omissão do Fórum de Reitores à greve e ao processo de ocupação da Secretaria.

Conforme a pauta da assembleia, os docentes definiram os nomes de Gracinete Bastos como delegada do 60º Conad, mais Elson Moura e Linesh Rossy como observadores. O evento acontecerá entre 13 e 16 de agosto, em Vitória (ES). Um grande ato público expondo a crise orçamentária nas Ueba, dia 29 deste, foi indicado para avaliação do Fórum das ADs.

O Fórum se reúne nesta sexta-feira (24), às 9h, na Aduneb, com a proposta de unificar a discussão das assembleias e apresentá-la ao governo na reunião que acontecerá às 15h do mesmo dia, na Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. Uma nova rodada de assembleias nas quatro Ueba está prevista para a próxima semana.

Proposta do governo

Conforme a minuta do Termo de Acordo apresentado ao Movimento Docente (MD), o PL que revoga a lei 7176/97 será encaminhado à Assembleia Legislativa (Alba) no prazo de 60 dias, contados a partir da data de assinatura deste. Sobre a pauta, a proposta do MD acrescenta que não deve haver qualquer texto que restrinja, reduza ou diminua a autonomia universitária.

Em se tratando das promoções, progressões e mudança de regime em trâmite na Secretaria da Administração (Saeb), a minuta prevê implementação dos processos em até 60 dias. O governo também encaminhará à Alba, PL efetivando o remanejamento do quadro de vagas por universidade, de modo a viabilizar a implementação das promoções em 2015. Para este caso, o Fórum das ADs reivindica o encaminhamento do documento em regime de urgência, além de uma agenda para discutir o novo quadro de vagas para as Ueba.

Por fim, a minuta estabelece que os recursos necessários para a implementação das promoções, progressões e mudança de regime, bem como o remanejamento do quadro de vagas serão disponibilizados pelo Estado, sem comprometer a verba de custeio e investimento das universidades. A proposta docente, por sua vez, estabelece: que os recursos mencionados acima sejam disponibilizados sem prejuízo dos demais direitos trabalhistas e sem comprometer a manutenção; que o governo se comprometa em suplementar o orçamento de manutenção, investimento e custeio em 2015; que assuma o compromisso de, em 2016, efetivar a recomposição do orçamento para manutenção, investimento e custeio retirado das instituições nos últimos dois anos; e que a categoria participe do GT da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016.

Os docentes se mantêm firmes e mobilizados na luta em defesa das Ueba, importante patrimônio do povo baiano.

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Professores em greve ocupam Secretaria da Educação do Estado da Bahia

 

Professores em greve ocupam Secretaria da Educação por tempo indeterminado e cobram solução do governador Rui Costa

Professores, estudantes e técnicos das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) ocuparam, na manhã desta quarta (15), a Secretaria de Educação (SEC), em Salvador, por tempo indeterminado. Os docentes estão em greve há mais de 60 dias e reivindicam respeito aos direitos trabalhistas e mais recursos para as instituições. O movimento responsabiliza o governo pela manutenção de mais de 60 mil alunos fora de sala de aula, além de cobrar solução breve para os problemas das universidades.

O protesto foi iniciado por volta das 9h30, enquanto representantes do movimento participavam de mesa de negociação. Com o retorno da reunião e a notícia de que o governo não avançou no atendimento das reivindicações, os manifestantes decidiram ocupar a SEC por tempo indeterminado.

Mobilização

No dia 9 de julho, o Movimento interditou trechos da BR 116, BR 101 e BR 415 nas cidades de Vitória da Conquista, Ilhéus, Eunápolis e Feira de Santana, contra o descaso do governo. Ainda nesta data, representantes sindicais abordaram o governador Rui Costa em cerimônia oficial do programa Todos pela Alfabetização. Mesmo sob truculência da segurança, os professores arrancaram uma reunião com o gestor, mas, por parte do governador, não houve compromisso em resolver os problemas.

Reivindicações

A categoria reivindica que promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho sejam garantidas. O Movimento cobra a ampliação do número de professores, valorização da carreira docente e investimento de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para o orçamento das instituições. Além disso, a criação de uma política de permanência estudantil efetiva que assegure aos alunos condições de concluírem os cursos.

Faltam professores, salas de aula, materiais para laboratórios, combustível e recursos para o pagamento de água, luz e telefone nas universidades estaduais. Mesmo com o crescimento total do orçamento, as verbas para manutenção, investimento e custeio sofreram uma queda de R$ 19 milhões nos últimos dois anos. Após a redução de recursos, o orçamento, que já era insuficiente, comprometeu ainda mais o funcionamento das instituições.

A ocupação da Secretaria de Educação, nesta quarta (15), é uma denúncia da política do Partido dos Trabalhadores contra a educação pública e os direitos trabalhistas.

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#OcupaçãoSec