Partida

Leni se foi no dia 12 de agosto de 2016.

      Gostava de letras, poesia, música e flores.
      Ia escrevendo, cantando e tocando violão, animando festas.
      Foi uma mãe maravilhosa, uma amiga generosa, uma esposa querida.
      Não vamos te esquecer, Leni!

Saudades de casa

 

Muito Obrigado Axé

Composição: Carlinhos Brown

Odô, axé odô, axé odô, axé odô
Odô, axé odô, axé odô, axé odô

Isso é pra te levar no ilê
Pra te lembrar do badauê
Pra te lembrar de lá

Isso é pra te levar no meu terreiro
Pra te levar no candomblé
Pra te levar no altar

Isso é pra te levar na fé
Deus é brasileiro
Muito obrigado axé

Ilumina o mirin orumilá
Na estrada que vem a cota
É um malê é um maleme
Quem tem santo é quem entende

Quanto mais pra quem tem ogum
Missão e paz
Quanto mais pra quem tem ideais e
Os orixás

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz um samba

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Traz a orquestra

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

 

Greve nas Ueba chega ao fim após governo assinar acordo com a categoria

 

Diretores da Adufs assinaram o acordo

Após mais de 80 dias, chegou ao fim a greve dos docentes das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Com a assinatura do acordo, em reunião na quinta-feira (5), a categoria sai vitoriosa de um movimento que conseguiu arrancar do governo a garantia da autonomia político-administrativa das instituições, questões orçamentárias e direitos trabalhistas.

Foram necessárias 16 mesas de negociação para que o Movimento Docente (MD) conseguisse uma proposta concreta que contemplasse parcialmente as reivindicações da pauta protocolada em dezembro do ano passado. Para fazer a discussão avançar, a categoria teve de apresentar uma contraproposta.

O acordo apresentado pelo governo e alterado inicialmente pelo Movimento Docente (MD) apresenta soluções para 2015 ao se comprometer, em um prazo de 60 dias, a revogar a lei 7176/97, garantindo o princípio da autonomia universitária, além de liberar as promoções, progressões e mudança de regime de trabalho que estavam emperradas nas secretarias estaduais da Administração (Saeb) e da Educação (SEC), algumas desde 2012. O documento também efetiva o remanejamento do quadro de vagas por universidade, viabilizando a implementação das promoções, e mantém a integralidade do orçamento de 2015 que vinha sendo contingenciado em 20 %, nos primeiros meses deste ano.

Ainda foi garantido que os recursos necessários para a implementação das promoções, progressões e mudança de regime, mais a efetivação do remanejamento do quadro de vagas por universidade serão disponibilizados pelo Estado, sem prejuízo aos demais direitos trabalhistas e sem comprometer as despesas com custeio, investimento e manutenção das Ueba.

Apesar do final da greve, as mobilizações continuam. As denúncias sobre os ataques que o governo vem fazendo aos direitos trabalhistas e todo processo de sucateamento que as Ueba enfrentam, tornadas públicas através das mobilizações dos docentes, evidenciam a necessidade de permanência das ações. A crise orçamentária que ameaça o funcionamento das universidades é uma luta que professores, estudantes e técnico-administrativos persistirão, já que o cenário que se avizinha é de aumento da precariedade nas instituições.

 

Termo de Compromisso

Ainda durante a reunião com governo, na quinta (6), o Fórum das ADs entregou um ofício com agendamento de reuniões. Inicialmente, isso estaria resolvido, se o governo tivesse assinado o Termo de Compromisso. O documento seria discutido no dia 31 de julho, mas a negociação não avançou porque os gestores públicos não apresentaram a proposta.

Responsável e comprometido com as Ueba, o Movimento Docente protocolou ofício junto à Governadoria, secretarias estaduais da Educação (SEC), Administração (Saeb) e Relações Institucionais (Serin). Nele, reivindica a criação de uma agenda de trabalho para tratar das questões pertinentes a 2016, como o novo quadro de cargos de provimento permanente do Magistério Público das Ueba e o planejamento do orçamento de pessoal, com o objetivo de garantir o fluxo contínuo das promoções na carreira, progressões, mudanças de regime de trabalho e concursos públicos. O agendamento prevê reuniões nos dias 13 de outubro, 18 de novembro e 10 de dezembro de 2015 com o objetivo de discutir a pauta.

Segundo Elson Moura, diretor da Adufs e coordenador do Fórum das ADs, é necessário que a categoria se mobilize ainda mais para combater a política de austeridade dos governos, que prevê cortes no orçamento destinado à educação. “Tivemos êxito com a greve. Através da nossa pressão e força, conseguimos colocar no acordo itens inicialmente negados. No entanto, ainda existem demandas para o próximo ano e que ficaram fora do documento por uma indisposição do governo de negociar”, explicou o professor.

Nas Ueba, a mobilização segue com debates, aulas públicas e tentativas de reunião com o governo. A proposta é forçar os gestores públicos a discutirem o orçamento para o próximo ano, com a perspectiva de resolver a grave crise financeira das instituições, garantir o funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como os direitos garantidos por lei ao trabalhador.

 

Greve na Uefs teve início em 11 de maio

Somente em abril, após um Ato Público que reuniu mais de 500 membros da comunidade acadêmica em protesto no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o MD arrancou a primeira reunião de negociação com o governo. Após horas de discussão, ficou evidente que os próximos meses seriam de grande enfrentamento, já que os representantes das secretarias não revelaram sequer conhecer as reivindicações, numa clara demonstração de descaso com o pleito docente.

Em maio, uma rodada de assembleias nas quatro Ueba deliberou o início da greve nas instituições. Na Uefs, a deflagração do movimento paredista aconteceu no dia 11 de maio. A decisão pela intensificação do movimento que já vinha realizando mobilizações, quando protocolou a pauta de reivindicações exigindo o início imediato das negociações, foi a última saída encontrada pelo MD para barrar os ataques que o governador do estado Rui Costa (PT) deu continuidade após assumir o lugar de Jacques Wagner (PT), ambos responsáveis pelo sucateamento das Ueba.

Desde então, outros atos foram realizados dentro e fora da capital baiana. Na tentativa de forçar o diálogo, o MD fez panfletagem, denunciou os ataques à imprensa, dialogou com a população, fechou BR em todo o estado e chegou a ocupar a Secretaria Estadual de Educação entre os dias 15 e 18 de julho. Para reprimir os docentes, o governo Rui Costa (PT) teve a mais clara demonstração de inabilidade e autoritarismo ao chamar um tenente da Rondesp (Rondas Especiais da Polícia Militar) para pressionar os professores e estudantes a saírem do prédio. Somente após 8 horas de negociação, a desocupação aconteceu.

As reuniões continuaram e em 4 de agosto, em assembleia, os professores condicionaram o fim da greve à assinatura do Termo de Acordo, o que aconteceu na quinta-feira (6).

 

SUSPENSÃO DE PAGAMENTO

Reitoria aguarda posição da Saeb sobre corte do adicional de insalubridade

Na última sexta-feira (31/07), alguns docentes e técnico-administrativos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) foram surpreendidos ao receberem o salário equivalente ao mês de julho sem o adicional de insalubridade previsto por lei. Segundo o Pró-reitor da Administração e Finanças (Proad), Carlos Eduardo Cardoso, a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) ainda não informou qual o motivo para a suspensão do pagamento.

Informalmente, o pró-reitor foi informado que os critérios utilizados para não realizar o pagamento foi a identificação de laudos antigos e pessoas em atividades administrativas, o que segundo ele, não procede já que algumas pessoas em iguais condições receberam o adicional enquanto outras não. A Proad encaminhou um ofício à Saeb solicitando explicações sobre os critérios para a suspensão do pagamento.

O adicional de insalubridade tem como objetivo compensar o servidor pelo exercício das atividades que podem causar danos à saúde. De acordo com o a constituição: Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.

Segundo Danilo Ribeiro, assessor jurídico da Adufs, o adicional de insalubridade não pode ser suspenso, a não ser que haja um processo em andamento em que o servidor seja notificado anteriormente a respeito do indeferimento ou suspensão do pagamento. Do contrário, a ação é ilegal. Caso seja constatada alguma irregularidade em relação aos docentes, medidas legais serão adotadas. Para tanto, será necessária cópia do processo administrativo, se houver, que resultou na suspensão do pagamento e o motivo informado pela Saeb.

 

 

 

 

Governo não cumpre o acordado: a greve continua

Na tarde desta sexta-feira (31.07), o Movimento Docente (MD) disposto a assinar a Minuta de Acordo e o Termo de Compromisso, reuniu-se com o governo do estado da Bahia. No entanto, os representantes de Rui Costa não apresentaram o termo de Compromisso discutido durante as negociações do dia 27 deste mês, que garantiria a criação de uma agenda de trabalho para debater os direitos trabalhistas em 2016.

Por deliberação das assembleias gerais, das quatro universidades estaduais da Bahia, a recusa do Governo em apresentar o Termo impede a conclusão das negociações e o fim da greve. Respeitando as decisões do conjunto dos professores, continuamos em greve e abertos ao diálogo.

Fonte: Boletim Adufs

 

Lançamento de livros em Cachoeira

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A UEFS Editora e a Prefeitura Municipal de Cachoeira, através da Secretaria de Cultura e Turismo, realizam nesta sexta-feira (31), na Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira (Ba), a partir das 19h, o lançamento dos livros “Imagens de roca: uma coleção singular da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira”, da professora Selma Soares de Oliveira, e “Jorge Amado em letras e cores”, da professora Rita Olivieri-Godet, com ilustrações do artista visual Juraci Dórea.

“Em “Imagens de roca: uma coleção singular da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira”, Selma Soares de Oliveira, a professora do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), estuda a importância das imagens sacras que se destinam a procissões e são vestidas com trajes de tecido. Em sua pesquisa nos acervos católicos da Bahia, a autora encontrou nessa igreja histórica de Cachoeira, no Recôncavo, a coleção de peças que mais lhe chamou a atenção.

“Jorge Amado em Letras e Cores” é um trabalho de parceria sobre o mais conhecido escritor baiano, em que os ensaios de Rita Olivieri-Godet, professora de literatura brasileira na Universidade de Rennes (França), dialogam com a criação plástica do artista feirense Juraci Dórea, que também é professor do Uefs. Na apresentação do livro, a escritora Myriam Fraga destaca que a autora “conseguiu mapear, nos ensaios apresentados nessa publicação, iluminada pela mágica beleza da arte de Juraci Dórea, alguns dos principais motivos da ficção amadiana: a liberdade como forma de afirmação na superação do sofrimento pela alegria de viver, a crença na força da natureza que se traduz na reverência ao culto dos orixás, a mestiçagem como projeto de convivência e de civilização”.

Assembleia aprova a continuidade da greve e indica intervenções na minuta do governo

 

A minuta do Termo de Acordo apresentada pelo governo no dia 19 de julho foi apreciada pelos professores da Uefs em assembleia realizada nesta quinta-feira (23). Apesar de contemplar minimamente as reivindicações, o documento representa uma grande conquista para a categoria, pois foi arrancada após forte mobilização e ocupação da Secretaria da Educação (SEC), entre os dias 15 e 18 deste mês. No intuito de avançar ainda mais o debate sobre a pauta, os docentes aprovaram a continuidade da greve, que segue também na Uesc, Uesb e Uneb.

 “Precisamos radicalizar as ações e ocupar a Secretaria da Educação para que o governo nos recebesse. A proposta, no entanto, atende uma pequena parte das reivindicações. A questão orçamentária, um dos pontos centrais da nossa luta, continua com poucos avanços. Já são 71 dias de greve”, disse o professor Adroaldo Oliveira. Na assembleia, os docentes discutiram a minuta do governo e aprovaram o documento com as alterações de texto indicadas pelo Fórum das associações de professores.

Também foi aprovada a elaboração de uma moção de repúdio ao secretário da Educação, Osvaldo Barreto, e ao governador Rui Costa por usar a Polícia Militar (PM) para reprimir e criminalizar o movimento dos professores e estudantes acampados na SEC, mais a construção de nota denunciando a omissão do Fórum de Reitores à greve e ao processo de ocupação da Secretaria.

Conforme a pauta da assembleia, os docentes definiram os nomes de Gracinete Bastos como delegada do 60º Conad, mais Elson Moura e Linesh Rossy como observadores. O evento acontecerá entre 13 e 16 de agosto, em Vitória (ES). Um grande ato público expondo a crise orçamentária nas Ueba, dia 29 deste, foi indicado para avaliação do Fórum das ADs.

O Fórum se reúne nesta sexta-feira (24), às 9h, na Aduneb, com a proposta de unificar a discussão das assembleias e apresentá-la ao governo na reunião que acontecerá às 15h do mesmo dia, na Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. Uma nova rodada de assembleias nas quatro Ueba está prevista para a próxima semana.

Proposta do governo

Conforme a minuta do Termo de Acordo apresentado ao Movimento Docente (MD), o PL que revoga a lei 7176/97 será encaminhado à Assembleia Legislativa (Alba) no prazo de 60 dias, contados a partir da data de assinatura deste. Sobre a pauta, a proposta do MD acrescenta que não deve haver qualquer texto que restrinja, reduza ou diminua a autonomia universitária.

Em se tratando das promoções, progressões e mudança de regime em trâmite na Secretaria da Administração (Saeb), a minuta prevê implementação dos processos em até 60 dias. O governo também encaminhará à Alba, PL efetivando o remanejamento do quadro de vagas por universidade, de modo a viabilizar a implementação das promoções em 2015. Para este caso, o Fórum das ADs reivindica o encaminhamento do documento em regime de urgência, além de uma agenda para discutir o novo quadro de vagas para as Ueba.

Por fim, a minuta estabelece que os recursos necessários para a implementação das promoções, progressões e mudança de regime, bem como o remanejamento do quadro de vagas serão disponibilizados pelo Estado, sem comprometer a verba de custeio e investimento das universidades. A proposta docente, por sua vez, estabelece: que os recursos mencionados acima sejam disponibilizados sem prejuízo dos demais direitos trabalhistas e sem comprometer a manutenção; que o governo se comprometa em suplementar o orçamento de manutenção, investimento e custeio em 2015; que assuma o compromisso de, em 2016, efetivar a recomposição do orçamento para manutenção, investimento e custeio retirado das instituições nos últimos dois anos; e que a categoria participe do GT da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016.

Os docentes se mantêm firmes e mobilizados na luta em defesa das Ueba, importante patrimônio do povo baiano.

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Professores em greve ocupam Secretaria da Educação do Estado da Bahia

 

Professores em greve ocupam Secretaria da Educação por tempo indeterminado e cobram solução do governador Rui Costa

Professores, estudantes e técnicos das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) ocuparam, na manhã desta quarta (15), a Secretaria de Educação (SEC), em Salvador, por tempo indeterminado. Os docentes estão em greve há mais de 60 dias e reivindicam respeito aos direitos trabalhistas e mais recursos para as instituições. O movimento responsabiliza o governo pela manutenção de mais de 60 mil alunos fora de sala de aula, além de cobrar solução breve para os problemas das universidades.

O protesto foi iniciado por volta das 9h30, enquanto representantes do movimento participavam de mesa de negociação. Com o retorno da reunião e a notícia de que o governo não avançou no atendimento das reivindicações, os manifestantes decidiram ocupar a SEC por tempo indeterminado.

Mobilização

No dia 9 de julho, o Movimento interditou trechos da BR 116, BR 101 e BR 415 nas cidades de Vitória da Conquista, Ilhéus, Eunápolis e Feira de Santana, contra o descaso do governo. Ainda nesta data, representantes sindicais abordaram o governador Rui Costa em cerimônia oficial do programa Todos pela Alfabetização. Mesmo sob truculência da segurança, os professores arrancaram uma reunião com o gestor, mas, por parte do governador, não houve compromisso em resolver os problemas.

Reivindicações

A categoria reivindica que promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho sejam garantidas. O Movimento cobra a ampliação do número de professores, valorização da carreira docente e investimento de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para o orçamento das instituições. Além disso, a criação de uma política de permanência estudantil efetiva que assegure aos alunos condições de concluírem os cursos.

Faltam professores, salas de aula, materiais para laboratórios, combustível e recursos para o pagamento de água, luz e telefone nas universidades estaduais. Mesmo com o crescimento total do orçamento, as verbas para manutenção, investimento e custeio sofreram uma queda de R$ 19 milhões nos últimos dois anos. Após a redução de recursos, o orçamento, que já era insuficiente, comprometeu ainda mais o funcionamento das instituições.

A ocupação da Secretaria de Educação, nesta quarta (15), é uma denúncia da política do Partido dos Trabalhadores contra a educação pública e os direitos trabalhistas.

#ABahiaQuerResposta

#OcupaçãoSec

Festival de Sanfoneiros e Caminhada do Folclore

 

Situação orçamentária faz Uefs cancelar eventos culturais

Dois eventos culturais do calendário da Universidade Estadual de Feira de Santana, o Festival de Sanfoneiros e a Caminhada do Folclore, não serão realizados esse ano. O motivo é a atual situação orçamentária da Instituição, que enfrenta dificuldades financeiras para o exercício de 2015. Outros dois importantes eventos foram mantidos: o Bando Anunciador e o Aberto.

De acordo com Rosa Eugênia Vilas Boas, diretora do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), unidade responsável pela execução dos eventos, a realização do Festival e da Caminhada demandaria um custo estimado de R$ 171 mil, valor que a Administração Central da Uefs não tem como disponibilizar nesse momento, já que teve seu orçamento reduzido em R$ 1,8 milhão em relação ao ano de 2014. Em comparação ao exercício de 2013, a redução é ainda maior: cerca de R$ 6 milhões.

Tradicionalmente realizado no mês de maio, o Festival de Sanfoneiros, que esse ano estaria em sua 8ª edição, chegou a mobilizar um público de mais de 1.500 pessoas em 2014. As últimas edições do evento registraram a presença de sanfoneiros de diversos estados, que disputaram premiações em dinheiro em duas categorias: até oito baixos e acima de oito baixos. E já contou também com a participação de músicos renomados, como Targino Godim, Celo Costa e Carlos Capinan, no corpo de jurados, e de Xangai, que encerrou o Festival do ano passado.

Realizada há 15 anos ininterruptamente, a Caminhada do Folclore, por sua vez, chegou a ter a participação de mais de 100 grupos folclóricos de Feira de Santana e de mais dez municípios circunvizinhos, tendo se tornado um importante espaço para as mais diversas manifestações da cultura de raiz.

Oficinas

Segundo a professora Rosa Eugênia, nem o apoio de alguns parceiros, que anualmente colaboram para a realização dos eventos, seria suficiente para cobrir os custos. “Foi uma decisão difícil. Lamentamos muito, mas seria irresponsabilidade manter os eventos. Não tivemos verbas sequer para empreender a logística que o Festival e a Caminhada demandam nos meses que antecedem a realização dos mesmos, a exemplo das viagens para a divulgação da abertura de inscrições em outros municípios”, ressaltou, lembrando que os eventos não poderiam ser redimensionados sem um estudo prévio.

Sobre a continuidade no próximo ano, Rosa Eugênia salientou que ainda não há uma perspectiva, mas que a Instituição, reconhecendo a importância dos eventos para a cidade, espera ter condições de voltar a realizá-los em 2016. “Nosso esforço será em prol da continuidade, ainda que, futuramente, precisemos adequá-los à realidade orçamentária. Para esse ano, vamos manter dois outros eventos importantes do calendário municipal: o Bando Anunciador, que desfila pelas ruas da cidade em 19 de julho, e o Aberto, a ser realizado no dia 18 de setembro”, informou.

Conforme o professor Aldo José Morais Silva, assessor do Cuca, a Instituição também está realizando ajustes nos custos de manutenção das 89 oficinas e cursos básicos nas áreas de artes visuais, música, teatro, dança e atividades corporais. “O objetivo é tentar mantê-los em funcionamento sem nenhum prejuízo para comunidade feirense, principal público-alvo dessas atividades. A oferta desses cursos tem grande relevância, já que se trata de um projeto de inclusão social, que visa o acesso à arte e à cultura por parte de pessoas que normalmente não têm essa oportunidade”, destacou.

Na opinião da vice-reitora da Uefs, professora Norma Lúcia Almeida, essa medida, ainda que temporária, “representa um duro golpe para a cultura popular regional, diminuindo a visibilidade de grupos tradicionais e interditando a apresentação de jovens sanfoneiros”. Aponta, também, conforme salienta, “para um encolhimento do importante papel da Uefs na fomentação de atividades culturais”.

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Observação: Simplesmente lamentável!.

Bahia recebe exposição da ONU sobre tráfico de escravos

Valongo (Debret)

Valongo (Debret)

A exposição “Forever Free-Livres para sempre”, sobre a história do tráfico de escravos no mundo, foi inaugurada, nesta segunda-feira (15), em Feira de Santana (BA), terceiro destino da mostra no Brasil, onde já foi montada no Rio de Janeiro e em Niterói.

Uma iniciativa conjunta da Central Única das Favelas Bahia (CUFA-BA) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), como parte das atividades da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a mostra – com entrada gratuita – ficará aberta, até o final de julho de 2015, no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). O espaço funciona das 9 às 12 horas e das 14h às 17h.

A inauguração contou com a presença de diversas autoridades, entre as quais os secretários municipais de Cultura e de Educação, o reitor da UEFS, representantes dos movimentos negros e de entidades da área jurídica, o presidente da Associação de Blocos Afros e Afoxés, o presidente da Câmara de Vereadores de Feira de Santana, deputados estaduais e o assessor de comunicação do UNIC Rio, entre outros.

A mostra, composta por painéis que retratam – e explicam – a história do comércio transatlântico de escravos, foi criada pelas Nações Unidas para lembrar os 400 anos nos quais mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas de um dos capítulos mais nefastos da história da humanidade que não deve ser esquecido.

 

Serviço

Exposição “Forever Free-Livres para sempre”

Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA)

Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS)

Rua Conselheiro Franco, 66

Centro – Feira de Santana (BA)

Horário: 9 às 12 horas e das 14h às 17h

 

 

Arraiá do Comércio

 

Com o intuito de resgatar, promover e valorizar as tradições juninas, o SESC em parceria com a Prefeitura Municipal e a ACEFS, estará realizando no período de 09 a 17de junho do corrente ano, uma autêntica festa de São João: o 14º ARRAIÁ DO COMÉRCIO.

Visando repetir o sucesso dos anos anteriores, estaremos proporcionando aos feirenses e visitantes um verdadeiro “arraiá” do interior, fomentando o aquecimento do comércio no Centro da cidade, atraindo a comunidade com uma programação temática de qualidade num espaço onde todas as classes sociais tenham acesso e promovendo a integração campo/cidade, através da propagação de atividades genuinamente rurais (artesanatos, bebidas e comidas típicas). É importante frisar que todos os produtores passaram por um curso com duração de 02 dias (26 a 27/05) no SENAC sobre “Confecção e qualificação de produtos juninos e atendimento”, no qual tenham a oportunidade de desenvolver novos conhecimentos e aperfeiçoar o seu trabalho.

A Praça João Barbosa de Carvalho (Praça do Fórum), já consolidada como espaço cultural, será o palco onde se apresentarão diversos trios forrozeiros, quadrilhas e grupos culturais da nossa cidade e região, entre às 12:00h e 22:00h dos nove dias de festa (entre 09 e 17 de junho), mostrando toda a alegria e magia que compõem a maior festa popular do Nordeste, valorizando assim o nosso Patrimônio Cultural e Humano.

A ARRAIA

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Jornalista lança Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia

 

A Convite Lançamento - Dicionário de Escritores

Além do livro em destaque, os leitores terão acesso a outras publicações de escritores que integram o dicionário

Com o apoio da União Baiana de Escritores – UBESC e o Círculo de Estudo, Pensamento e Ação – CEPA, será lançado no dia 12 de junho (sexta-feira), às 18h, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Salão Nobre Kátia Mattoso), nos Barris, em Salvador, o “Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia”, uma publicação organizada pelo jornalista Carlos Souza Yeshua, que apresenta 206 verbetes de autores baianos. A obra sairá pela Editora CEPA e tem prefácio do professor Germano Machado. Durante a apresentação do dicionário, também será lançado o livro de poesia “Criação”, da escritora Morgana Gazel. A noite dedicada aos amantes da literatura será um momento de celebração e contatos profissionais entre os participantes.  “Teremos um lançamento coletivo, pois diversos integrantes do dicionário farão sessão de autógrafos de suas obras. Portanto, os leitores não terão apenas o livro biobibliográfico, mas publicações de diversos gêneros. Vale apena marcar presença para prestigiar os autores baianos”, recomenda Yeshua. Livros da Editora Òmnira (Roberto Leal), do Movimento Cultural Artpoesia (José da Boa Morte e Carlos Alberto Barreto), da Cogito Editora (Ivan de Almeida), do Projeto Alma Brasileira (Sandra Stabile), também serão disponibilizados.

O trabalho de catalogação e preparação das notas biobibliográficas durou aproximadamente dois anos e embora não registre todos os artistas da palavra em atividade no estado, nomes importantes do cenário literário estão disponíveis em suas páginas, como por exemplo: Antônio Torres (Academia Brasileira de Letras); Aleilton Fonseca, Antônio Brasileiro, Aramis Ribeiro Costa, Carlos Ribeiro, Florisvaldo Mattos, Ruy Espinheira Filho, Cyro de Mattos (Academia de Letras da Bahia); Valdomiro Santana, Hugo Homem, Jolivaldo Freitas, José Inácio Vieira de Melo, Adelice Souza, Morgana Gazel, Állex Leilla, Roberto Leal, Valdeck Almeida de Jesus, César Romero, Felisbelo da Silva, Germano Machado, Heloísa Prazeres, Vanda Angélica, Karina Rabinovitz, Mariana Paiva, Luislinda Valois, Oleone Coelho Fontes, José Carlos Limeira, Henrique Ribeiro, Cymar Gaivota, Igor Rossoni, Marcos A. P. Ribeiro, entre muitos outros.

Escritores que desenvolvem trabalhos importantes em diversas regiões da Bahia, além de Salvador, também enquerissem o dicionário com suas participações: Araken Vaz Galvão, Alfredo Gonçalves (Valença); Almir Zarfeg, Celso Kallarrari, Fabiana Pinto Silva, Athylla Borborema (Teixeira de Freitas); Maria Izabel – Bebela (Juazeiro); Clarissa Macedo, Franklin Maxado, Eduardo Kruschewsky, Lidiane Nunes, Jotta Rios, Sandra Popoff, Lélia Fernandes, João Rocha Sobrinho, Josué Brandão, Raymundo Luiz Lopes (Feira de Santana); Luiz Américo Lisboa Junior, Pawlo Cidade, Hans Schaeppi (Itabuna), Pablo Rios (São José do Jacuípe / Mairi); Zilda Freitas, Maria Afonsina Ferreira Matos, Jorge Luiz Rosa, Domingos Ailton (Jequié); Crispim Quirino (Maragogipe).

O principal objetivo desse trabalho é promover os autores e suas obras, reunindo em um só lugar as mais completas e confiáveis informações dos escritores da Bahia, além de resgatar e valorizar a memória da literatura do estado onde começou o Brasil. “Este dicionário visa também ser um livro de referência e um instrumento de pesquisa para leitores, estudantes, historiadores, jornalistas, bibliotecários, além de instituições culturais, universidades, veículos de imprensa e outros segmentos interessados em literatura, especialmente a da Bahia”, destaca Carlos Souza.

“Eu participo deste dicionário porque acho de suma importância estar numa obra que reúne artistas da palavra da contemporaneidade, pessoas com as quais eu convivo, outras das quais ouço falar, tantas outras que conheço pelas escritas. É um espaço democrático, de registro histórico-literário, que vai ficar de herança para pesquisadores, historiadores, estudiosos, amantes da literatura”, diz o escritor Valdeck Almeida de Jesus.

No prefácio o professor Germano Machado destaca que “um dicionário é de importância fundamental para todos: no caso, contém o que os autores produziram, quer seja em textos de prosa, de poesia, de conto, em suma, de suas tendências literárias pessoais. É a inicial importância, seguindo-se que serão conhecidos e até mesmo reconhecidos no amanhã a partir de hoje”.

Organizador – Carlos Souza Yeshua é jornalista, profissional de marketing e professor. Presta serviço de assessoria de imprensa e marketing pessoal para escritores, instituições culturais e artistas em geral. Autor dos livros: João Alfredo Domingues – Pau pra toda obra: e Revolução Pessoal – Seu Próximo Desafio. É organizador dos livros: Carta ao Presidente – Brasileiros em busca da cidadania (2012) e Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no séc. XXI (2010). É associado da União Brasileira de Escritores – UBE e da União Baiana de Escritores – UBESC.