Banda Estação Retrô

Gosta de Axé Music, está com saudade dos carnavais do passado, quer ouvrir Cazuza e outros cantores “retrô”: agora Feira de Santana tem uma banda que produz um espetáculo ótimo, no restaurante La Pasta Place, rua Adenil Falcão (bairro Brasília). Pessoalmente, fiquei encantado!

Estação Retrô

Para conhecer melhor essa banda clique nesse link: Site da banda Estação Retrô :


Caminhada do Folclore volta às ruas de Feira de Santana no dia 18 de outubro

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Mais de 50 grupos prometem levar animação e reviver tradições e costumes transmitidos de geração para geração na avenida Getúlio Vargas, no dia 18 de outubro (domingo), durante a 16ª Caminhada do Folclore. O evento, organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), resgata diversas manifestações da cultura popular.

Os grupos são de Feira de Santana e mais 12 municípios da região. Cerca de 2.700 pessoas estão inscritas. A concentração está marcada para as 7h do dia 18. Diferente dos outros anos, o início do desfile será em frente à Escola do Centro de Assistência Social Santo Antonio (Ecassa), na avenida Presidente Dutra. O cortejo segue pela rua Frei Aureliano, avenida Getúlio Vargas, em direção ao centro da cidade, até a rua Professor Fernando São Paulo.

Realizada desde 2000 com a participação e incentivo da comunidade, a Caminhada do Folclore tem o objetivo de preservar, valorizar e divulgar as manifestações culturais do povo nordestino, a chamada cultura de raiz. A proposta é realizar um desfile de grupos folclóricos que mostrem diferentes aspectos dos traços culturais de Feira de Santana e de outros municípios da Bahia.

Inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil, a Caminhada do Folclore, único evento com esse perfil em toda a Bahia, vem desencadeando um movimento de resgate e revitalização dos grupos locais, evitando a extinção. O evento atrai milhares de pessoas que se deslocam dos mais diferentes lugares para prestigiar o cortejo.

Esta edição conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e de parceiros como o Sesc, secretarias municipais de Educação, de Transporte e Trânsito e de Saúde, Associação de Contabilistas, Embasa, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Exército.

Mais informações através do telefone (75) 3221-9766 e da página do Cuca na internet: www.uefs.br/cuca).

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Juraci Dórea conta em livro a história de Feira de Santana

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Eron Rezende

Embora esteja no centro de Feira de Santana, apinhado de motos, vendedores de rua e negociantes de megafone, a casa de Juraci Dórea, feita à semelhança da arquitetura árida (barro e tijolos aparentes, plantas urticantes, terreno pedregoso), tem o som de um mosteiro no sertão. “Me apeguei fácil, por isso não consigo sair”, diz ele, erguendo os braços, como se apontasse para a invisível camada que abraça sua casa e a distingue da urgência mundana. “Dizem que um artista tem que encarar o silêncio como fonte de criatividade. Aprendi isso desde cedo”.

Sua reverência ao silêncio, no entanto, parece ser menos resultado da disciplina de um artista, e mais de um traço perene de personalidade. Juraci Dórea é um sertanejo. Seu corpo viceja o sertão. Nascido, criado e “enraizado”, com ele diz, em Feira de Santana, cidade que oscila entre a geografia árida e a litorânea, ele aparenta sempre habitar o lado árido da história. “A maior parte da minha infância passei vendo os vaqueiros, as boiadas no meio da rua. A minha vivência foi em cima dessa cultura”.

Daí vem o ímpeto que o fez colocar em telas, murais e esculturas o cotidiano das terras ressequidas, a ponto de utilizar o próprio semiárido baiano como superfície de exposição, espelhando obras em comunidades do interior – algo que está na base do Projeto Terra, iniciado há 30 anos, que levou o nome de Dórea para importantes mostras de arte, como as bienais de São Paulo, Havana e Veneza. Em seu ateliê, situado ao fundo da casa, ele, com 70 anos, trabalha agora num novo projeto, uma mescla de biografia, memórias e colagem: pretende, num livro, contar a história de Feira de Santana.

“Eu queria fazer um trabalho sisudo e histórico, mas, aos poucos, percebi que o maior legado que posso deixar é uma história subjetiva”, diz, indicando uma mesa atulhada de livros, fotos e revistas que versam sobre a cidade, acumulados em quase 50 anos de carreira. Com a mente livre de um ensaísta, Dórea pretende, a partir das mudanças arquitetônicas (como a extinção de prédios históricos de arquitetura eclética), fazer uma narrativa pessoal sobre sua cidade natal.

O livro, que será concluído no final do primeiro semestre, terá edição da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde Dórea atuou como professor do Departamento de Letras e Artes. Hoje aposentado, ele debruça-se exclusivamente sobre a feitura da obra. “É um projeto que martela minha cabeça há tanto tempo que eu achava que nunca fosse realizar. Quando a universidade colocou prazo, pensei: ‘É agora’”.

Terra

A formação em arquitetura pela Ufba o ajudará na análise das mudanças urbanas, mas é o talento de arquivista que parece sustentar a empreitada. Dórea possui catalogado praticamente tudo referente a sua própria trajetória. Numa estante próxima ao computador, que usa para digitalizar registros ainda em papel, ele guarda negativos de fotos que exibem suas primeiras exposições, a passagem das telas em carvão para as de tinta, a utilização das primeiras peças de couro em esculturas e, claro, todo o percurso do Projeto Terra.
“Esse foi um trabalho que não achava muito espaço nas mostras de arte oficiais. Aí me ocorreu  não expor na cidade, nos museus, nos circuitos oficiais, mas devolver esse trabalho para o sertão”, diz sobre o Projeto Terra. “Em vez de fazer a exposição nos museus, eu fiz a exposição no próprio ambiente de inspiração”.

Os registros mais curiosos da saga do Projeto Terra são os da interação dos moradores com as obras, sobretudo com as esculturas abstratas feitas com madeira e couro curtido. Há sempre uma reverência cautelosa, como a que exibe Edwirges, senhora que, durante o início do projeto, em 1984, auxiliou Dórea no contato com os moradores de diversos povoados do sertão, como Monte Santo, Canudos e Raso da Catarina – a estação ecológica próxima a Santa Brígida, local das aventuras de Lampião e seu bando.

“Sertão é uma palavra abrangente, porque em cada estado do país tem um. Mas o meu  é o do Nordeste. Começa em Feira e se espalha pelo oeste”, diz. “Mais do que isso,  para mim, é o lugar das coisas essenciais, onde nada é supérfluo, nada pode sobrar”.

No ano passado, quando a trajetória de Dórea foi reverenciada com uma mostra na 3ª Bienal da Bahia e com o documentário O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão: Veredas, dirigido por Tuna Espinheira, passou pela sua cabeça que a vida, dali em diante, seria feita com o “ócio de quem se  aproxima do fim”. Ideia que, ele diz, “chegou e foi em dois segundos”. Após concluir o livro, já planeja retomar a série de quadros Cenas Brasileiras (que emulam a literatura de cordel) e já não acha descabido aventurar-se numa nova expedição para o Projeto Terra. Um fruto, ele lembra, da produtividade germinada no silêncio.

Fonte: Jornal A Tarde

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Uefs inscreve para o mestrado em Planejamento Territorial

 

A Universidade Estadual de Feira de Santana inscreve até 25 de fevereiro para a seleção do Mestrado Profissional em Planejamento Territorial, destinado a portadores de diploma de nível superior. Das 25 vagas oferecidas, 15 são reservadas a servidores estaduais da Bahia. No caso de não preenchimento, essas vagas ficarão disponíveis para o público em geral.

Os procedimentos para inscrição estão disponíveis em edital publicado no site www.uefs.br,  nas seções Notícias e Editais.

O mestrado tem duas linhas de pesquisa. Na primeira, “Políticas públicas, planejamento territorial e participação social”, será abordada a relação entre as políticas públicas, desde a gênese até a execução dos projetos e programas, com o planejamento territorial nas diversas escalas. Na outra, “Planejamento territorial e geoprocessamento”, o objetivo é realizar estudos de ordenamento territorial tendo por base a interface entre a sociedade e a natureza.

Outras informações através dos telefones (75) 3161-8142 e 3161-8211 ou pelo e-mail: mppt@uefs.br.

Ascom/Uefs

 

Universidades Estaduais da Bahia – Manifestação dos docentes na Lavagem do Bonfim

O Movimento Docente (MD) das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) continua realizando mobilizações como parte da campanha salarial de 2012, cuja pauta foi protocolada junto ao governo em junho do ano passado. Nesta quinta (17), vão realizar uma manifestação na tradicional Lavagem do Bonfim para denunciar a condição de piores salários pagos aos professores entre as Universidades estaduais nordestinas. A concentração será às 8h, em frente ao Elevador Lacerda.

Vestindo as camisas da campanha salarial, que trazem as principais reivindicações do movimento, e portando faixas, pirulitos, balão e cartazes, ao som de uma banda de fanfarra, os professores irão denunciar a política de descaso do governo com as universidades estaduais, em particular o estrangulamento orçamentário das Ueba e a desvalorização do trabalho docente.

As mobilizações ganham mais força principalmente porque a Mesa de Negociação com o governo sobre a incorporação do restante da CET, instalada em 8 de janeiro deste ano, e a discussão do reajuste salarial de 28% precisam ser aceleradas, pois existe um indicativo de greve para ser avaliado nas assembleias das quatro universidades no início de abril.

Segundo a diretoria da Adufs, a participação nas festas populares da Bahia é muito importante para dar visibilidade à luta dos professores, além de manter um diálogo com a população baiana e contribuir para que o Movimento Docente se fortaleça ainda mais.

Para os que residem em Feira de Santana, a Adufs disponibilizará transporte. Os veículos sairão da Uefs, em frente ao Módulo IV, às 6h30, retornando de Salvador às 15 horas. O DCE e o Sintest também estão convidados a participar da manifestação.

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Caminhada do Folclore volta às ruas de Feira de Santana

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) já tem tudo pronto para a realização da 13ª Caminha do Folclore, no próximo domingo (26). A iniciativa tem o propósito de preservar, valorizar e divulgar as manifestações culturais do povo nordestino, a chamada cultura de raiz, dando visibilidade aos diferentes aspectos dos traços culturais de Feira de Santana e de outros municípios da Bahia, com expectativa de participação de mais de milhares de pessoas.

O cortejo, mais uma vez, vai percorrer cerca de dois quilômetros da Getúlio Vargas, uma das principais avenidas de Feira de Santana, dando oportunidade para que o público presencie as manifestações culturais. A saída está prevista para as 8h do Centro de Cultura Amélio Amorim, localizado na esquina da rua Frei Aureliano com a avenida Presidente Dutra, no bairro Capuchinos. Os grupos prosseguem pela  avenida Getúlio Vargas até confluência com a avenida Maria Quitéria, local da dispersão.

Estão inscritos 108 grupos de Feira de Santana e de outras cidades baianas.  Eles vão apresentar puxada de rede, quadrilha, capoeira regional e de angola, literatura de cordel, bumba meu boi, samba de roda, afoxé, reisado, samba e caretas, dentre outras manifestações.

Inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil, a Caminhada do Folclore, promovida pelo Centro Universitário de Cultura e Arte, o Cuca/Uefs, é o único evento com esse perfil em toda a Bahia. Vem há 13 anos desencadeando um movimento de resgate e revitalização dos grupos locais, evitando a extinção. Marca também o encerramento das comemorações da Semana do Folclore.

Celismara Gomes, diretora do Cuca, observa que ao longo desses 13 anos, “a Caminhada vem passando por um processo de revitalização, levando às ruas os grupos realmente comprometidos com a cultura de raiz”. A partir desse enfoque, o evento tem apresentado várias mudanças, alcançando repercussão fora dos limites de Feira de Santana.

Ascom/Uefs

 

Feira de Santana – Público marca presença na 5ª Feira do Livro

 

 

A quinta edição da Feira do Livro – Festival Literário e Cultural tem atraído centenas de estudantes à Praça do Fórum, além de professores, artistas e outras pessoas da comunidade. Com uma programação variada até domingo (19) que atende a todos os gostos, o evento é visto como o melhor e mais movimentado de todas as edições, tanto por expositores, quanto pelos organizadores e o público visitante.

A Praça do Cordel Luiz Gonzaga foi uma das mais animadas nesta quinta-feira (16), terceiro dia da 5ª Feira do Livro. Centenas de visitantes de todas as idades paravam para ouvir recitais de poesias e causos contados pelos poetas populares presentes nos estandes.

Para o cordelista Jurivaldo Alves da Silva, esta é a maior e melhor Feira do Livro. “Fomos muito bem recebidos e as vendas estão correspondendo às expectativas; a Feira do Livro divulga o cordel entre os jovens que agora também compram e lêem nossos folhetos, o que é muito positivo”. Segundo observou, “antes, somente as pessoas mais idosas ou os intelectuais é que compravam cordel”.

Presente mais uma vez na Feira do livro como contador de histórias, o arte-educador e dramaturgo carioca Augusto Pessôa elogiou o número de visitantes. “É muito bom ver tantas crianças nos estandes, e o prazer delas manuseando os livros ou ouvindo as histórias com os olhos brilhantes de alegria. Isso desmistifica a idéia de que o livro é uma coisa pesada, que elas não gostam”, salienta Pessôa, que é também ator, cenógrafo e figurinista.

 

Fomento à leitura

Para o coordenador de Extensão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), professor Washington Moura, mesmo com as chuvas, a visitação é intensa. “Somente na quarta-feira recebemos a visita de estudantes de 28 escolas”, comenta Moura. As pessoas são atraídas, conforme frisou, pelas diversas opções da Feira, com palestras e debates com escritores, recitais de cordel, shows variados e o lançamento de livros.

Entre as obras lançadas está o gibi “Feira de Santana – do Nascimento à Emancipação”, do presidente da Academia Feirense de Letras, o escritor Eduardo Kruschewsky. “O leitor conhece a história da cidade de maneira lúdica, obtendo conhecimento através da brincadeira”, disse o autor.

Ainda na manhã desta quinta-feira, foi realizada a mesa-redonda Políticas Estaduais de Livro e Leitura, sobre ações desenvolvidas no fomento à leitura na Bahia. Os presentes discutiram a formação não apenas leitores, mas também de cidadãos. Participaram representantes da Pró-Reitoria de Extensão da Uefs, do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho Estadual do Livro e Leitura, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e da Secretaria da Cultura da Bahia.

A Feira do Livro é realizada através de parceria entre a Uefs, Arquidiocese de Feira de Santana, Direc 2, Sest/Senat, Sesi, Fundação Pedro Calmon e Prefeitura Municipal através da Secretaria Municipal da Educação.

A programação completa pode ser conferida na internet: (www.uefs.br/feiradolivro).

Marly Caldas – Ascom/Uefs

 

5ª Feira do Livro de Feira de Santana

Fortalecer a proposta de mobilização da comunidade para fazer da leitura um elemento facilitador da compreensão do mundo através da participação de cada ser na construção coletiva da cidadania.  Esta será uma das vertentes da 5ª Feira do Livro, evento promovido em parceria entre entidades de Feira de Santana e de Salvador que será realizada no período de14 a19 de agosto.

Os estandes já começaram a ser armados na Praça do Fórum de Feira de Santana e a expectativa de público é de aproximadamente 40 mil pessoas, número que representa um acréscimo de mais 15 mil visitantes, se comparada à edição do ano passado.

A Feira tem como objetivo geral mobilizar a comunidade feirense e da região circunvizinha para a importância da leitura como elemento facilitador da compreensão do mundo e da participação de cada ser na construção coletiva da cidadania. Espera-se contribuir para articulação entre os diversos conhecimentos produzidos sobre leitura e formação do leitor.

A Feira do Livro nasceu do desejo de educadores em despertar os dirigentes de instâncias públicas, privadas e filantrópicas para a importância de implementar políticas públicas do livro e da leitura na sociedade e possibilitar o acesso de pessoas excluídas do universo da leitura e de atividades culturais.

O sonho de executar o evento se tornou realidade em 2008, graças à união de esforços da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Arquidiocese de Feira de Santana, Secretaria da Educação do Estado (Direc-02), Secretaria Municipal de Educação, Serviço Social do Comércio de Feira de Santana (Sesc), Serviço Social da Indústria de Feira de Santana (Sesi), Serviço Social do Transporte / Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/- Senat) e Fundação Pedro Calmon.

Além da exposição e venda de livros, a Feira terá vasta programação que envolve lançamento de livros; contação de histórias e de causos; conversa com o escritor; mesas redondas e palestras; seminário novas letras: outros novos autores; recitais; oficinas; teatro; música; exibição de filmes; biblioteca móvel; planetário – Observatório Antares; apresentação com fantoches; apresentação dos ganhadores do 4º Festival Anual da Canção Estudantil (Face) da Rede Estadual de Ensino; apresentação dos ganhadores do 3º Tempos de Arte Literária ( TAL) da Rede Estadual de Ensino; lançamento de editais de premiação pela Fundação Pedro Calmon; encontros de escritores, de cordelistas e de música.

Maiores informações podem ser obtidas através do site: www.uefs.br/feiradolivro, pelo e-mail feiradolivrouefs@gmail.com e pelos telefones (75) 3161-8154 ou 3161-8254 e da Pró-Reitoria de Extensão da Uefs.

Ascom/Uefs

26 de julho, dia da Padroeira de Feira de Santana

 

Desde o dia 17  de julho, a Paróquia da Catedral Metropolitana de Sant’Ana está em festa. O encerramento das festividades aconteceu hoje, dia 26 de julho. Sant’Ana é a avó de Jesus, padroeira da cidade de Feira de Santana e padroeira dos Professores.

Este ano a Festa da Padroeira também comemorou o Jubileu de Ouro da Arquidiocese de Feira de Santana. Pela manhã houve missa festiva na Catedral  e à tarde, uma procissão percorreu as ruas da cidade.

Como Sant’Ana é a avó de Jesus e como o dia 26 de julho é  dedicado às avós, ofereço a todas elas a linda crônica de Rachel de Queiroz.

 

A arte de ser Avó

Rachel de Queiroz

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo… Quarenta anos, quarenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração. Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e alhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas asvantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar. Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café – café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna…

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhãde sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto! E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno. E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague…

In, O brasileiro perplexo, 1964.

Bando Anunciador da Festa de Santana 2012

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realiza, nesta quinta-feira (4), a partir das 19h, mesa redonda sobre o Bando Anunciador da Festa de Santana. Está confirmada a presença da professora Ana Rita Neves, do jornalista e publicitário Zé Coió e do foto-jornalista Reginaldo Tracajá. A mesa redonda, aberta à comunidade, será realizada no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), localizado na rua Conselheiro Franco, centro.

Dentro da programação, haverá escolha da Rainha do Bando e a exposição “O Bando Anunciador – Registro Iconográfico 2011”, com fotografias de Beto Souza, George Lima, Juraci Dórea, Tomaz Coelho e de membros do Clube de Fotografia Gerson Bullos.

O Bando Anunciador da Festa de Santana volta às ruas domingo (8), com saída às 7h Cuca. O cortejo seguirá em direção à praça Froes da Motta, retornando pela rua Tertuliano Carneiro, praça da Bandeira, rua Marechal Deodoro, com apoteose no tradicional Beco do Mocó e na praça da Catedral Matriz.

A diretora do Cuca, Celismara Gomes, disse que este ano haverá novidades como o encontro de charangas no final do cortejo, com entoação do Hino de Senhora Santana e apresentação de canções populares. No café da manhã desta quinta-feira, os presentes assistiram uma prévia, com apresentação da Charanga Furiosos, do bairro Feira 10, comandada pelo mestre Roque Marques.

O Projeto Bando Anunciador da Festa de Senhora Santana foi executado pela primeira vez em 2007 numa iniciativa da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), à qual está vinculado o Cuca. O objetivo foi resgatar uma das principais festas populares que, durante décadas, atraiu milhares de pessoas ocupando as largas ruas centrais de Feira de Santana com cortejos diversificados.

Ascom/Uefs

 

Seca na Bahia

 

O Nordeste é estigmatizado pela seca, pela pobreza e pela imigração. O verão foi quente e seco e as trovoadas, tão esperadas nessa época, não aconteceram. Em consequência, os  leitos dos rios e riachos estão secos e mesmo quando ainda resta um pouco d’água deixam aparecer a terra esturricada e rachada.

Os animais com sede e fome definham até morrer; os homens, entre desolados e tristes esperam resignados pela ajuda divina, pois os milhões prometidos pelos governantes não chegam até eles devido à burocracia e ao descaso. A falta de chuva e as lavouras perdidas os impedem até de comer, pois as árvores frutíferas não produzem e o feijão que mata a fome não vingou e está custando caro nos supermercados.

Há cerca de quatro meses eram cerca de 150 municípios baianos vítimas da estiagem; hoje são mais de 200 em estado de emergência. No entanto, nas propagandas oficiais a “água para todos” jorra nas profundezas do sertão. Não é o que mostra a realidade.

Hoje encontrei uma cópia de um poema, quase desconhecido, que transcrevo abaixo, escrito pela poeta feirense Georgina Erismann, na primeira metade do século XX. Ele continua atual:

Inclemência

Georgina Erismann

O coração da terra anda chorando

Com saudades da chuva…

Por mais que o céu prometa

dos olhos das estrelas

as lágrimas não caem…

O sol devora tudo.

Tornou-se cor de bronze,

a mata, que era verde.

Calaram-se todas as fontes…

Morreram os passarinhos…

Há fome pelas estradas.

Há sede pelos caminhos.

Matéria sobre a seca (02/04/2012) no Jornal Nacional.

 

Seca

 

Cau Gomez. Belo Horizonte, Minas Gerais, 1972. Artista gráfico, caricaturista e ilustrador. Colabora com a revista Courrier International na França e atua como artista plástico. Conquistou mais de 40 premiações em diversos festivais e salões de humor no Brasil e exterior, dentre eles: Primeiro Prêmio, Portocartoon 2002, Portugal, na Bienal Internacional de Caricaturas y Dibujo Humorístico. Santa Cruz de Tenerife e o premio Curuxa na Espanha.   Participou de várias exposições coletivas, incluindo a curadoria do 8º RIDEP Rencontres Internationales du Dessin de Presse, França 2007. Chargista do Jornal A Tarde, Salvador (BA).

Triste Bahia

À COMUNIDADE DO COLÉGIO LUIS EDUARDO MAGALHÃES

(FEIRA DE SANTANA -BA)

“A direção do Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães vem a público informar a todos que formam essa comunidade escolar que a partir de hoje, 02 de abril do ano em curso, as atividades dessa unidade que dependam de recusros financeiros estarão suspensas pelo motivo de que , até então, não houve nenhum repasse pelo governo do Estado da Bahia das verbas de custeio, manutenção e merenda escolar que são indispensáveis para o bom funcionamento administrativo e pedagógico do colégio. Diante da gravidade do não repasse dos recursos, a exemplo, FAED (fundo de assistência ao estudante) 4ª parcela referente ao recurso de 2011 e a 1ª parcela do exercício/2012, não liberados; SOS ESCOLA (recursos destinados a pequenos reparos e manutenção da rede física) previstos para serem liberados até dezembro/11 – não liberados; e o PNAE ( recurso destinado à merenda escolar) até a presente data – não liberado.

Sendo assim, a direção suspende as avaliações previstas e que ainda não foram produzidas, a distribuição da merenda escolar e o serviço de limpeza que dependa de produtos para higienizar. Pedimos o empenho e apoio de todos dessa comunidade para que possamos solucionar juntos às autoridades responsáveis esse crucial momento em que o Colégio se encontra.”

Texto enviado pela professora Silvana Capua Carvalho, mãe de um estudante deste colégio.

 

 

Programação CINE SESC

 Fevereiro 2012

 A programação do CINESESC do mês de fevereiro propõe ao público a observação de como as tradições musicais que compõem a rica diversidade cultural do Brasil, contribuíram para transformar o país em uma referência mundial em festas de rua, dando-lhe o status de país do carnaval. Além disso, integrando o Projeto SESC Meio Ambiente Verão, nós teremos alguns filmes que abordem temas de Educação Ambiental.

 

Programação de filmes

 01/02/2012 (quarta-feira) – 13h: Maracatu, maracatus  – Clas. 10 anos

02/02/2012 (quinta-feira) – 18h: Brasil – Clas. 12 anos

04/02/2012 (sábado) – 14h: Pixinguinha e a velha guarda  – Clas. Livre

05/02/2012 (domingo) – 14h: De volta a terra boa – Clas. Livre

 

07/02/2012 (terça-feira) – 18h: Carmen Miranda – Clas. Livre

09/02/2012 (quinta-feira) – 18h: Carmen Miranda: Banana is my business – Clas. livre

11/02/2012 (sábado) – 14h: O homem que bota ovo – Clas. Livre

12/02/2012 (domingo) – 14h: Cidadão Jatobá – Clas. Livre

 

14/02/2012 (terça-feira) – 18h: Partido Alto – Clas 10 anos

16/02/2012 (quinta-feira) – 18h: Os Doces Bárbaros – Clas 12 anos

18/02/2012 (sábado) – 14h: Malasarte vai à feira – Clas. Livre

19/02/2012 (domingo) – 14h: Pajerama – Clas. Livre

20/02/2012 (segunda-feira) – 14h: O planeta de Pispsqueak I – Clas Livre

21/02/2012 (terça-feira) – 14h: Minha Rainha – Clas. Livre

23/02/2012 (quinta-feira) – 18h: Moro no Brasil – Clas. Livre

25/02/2012 (sábado) – 14h: Jornada Kamayurá – Clas. Livre

26/02/2012 (domingo) – 14h: O planeta de Pispsqueak II – Clas. Livre

28/02/2012 (terça-feira) – 18h: Samba e Bossa Nova: música do Brasil – Clas Livre