Museu da Arte Moderna

mamcestralidade-ABERTURA

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) preparou uma programação especial para o mês da consciência negra. O projeto intitulado MAMcestralidade está repleto de atividades, que vão desde palestras em combate a intolerância religiosa à oficinas e atrações musicais voltadas para a temática.

A abertura do projeto envolve ainda a vernissage da exposição ‘Caminhos’ do artista e curador Roddolfo Carvalho.

O evento é gratuito.

O que: Abertura do MAMcestralidade
Quando: 10 de novembro, a partir das 18h
Onde: Galeria 3 do Museu de Arte Moderna da Bahia – Av. Contorno, s/n – Solar do Unhão, Salvador – BA

O grande dia – Reinauguração do Museu Regional

 

1 A CUCA PRÉDIO FACHADA

É hoje!

 A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), reinaugura, o Museu Regional de Arte de Feira de Santana (MRA). O coquetel comemorativo, que está marcado para começar às 20 horas, contará com uma vasta programação cultural. Além de um recital de música clássica, a ser executado pelo Grupo de Câmara do Cuca, serão realizadas diversas performances e intervenções artísticas.

2 A cesar_romero

Cesar Romero

Ontem, sexta-feira (8), a diretoria do Cuca convidou a imprensa a conhecer as novas instalações do prédio, que passou por um minucioso processo de restauração, sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), órgão responsável pela salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis e pela política pública estadual voltada ao patrimônio cultural. Na ocasião foi servido um café da manhã.

5 A raimundo_de_oliveira

Raimundo de Oliveira

Primeira instituição museológica do município, o Museu Regional de Arte foi fundado em 26 de março de 1967, pelo embaixador Assis Chateaubriand, magnata das comunicações no Brasil, que idealizou a Campanha Nacional dos Museus Regionais, com o objetivo de dotar as diferentes regiões do Brasil com expressivos acervos de arte. Por iniciativa de Chateaubriand, o Museu Regional de Arte de Feira de Santana tem hoje uma das mais importantes coleções de arte do mundo.

1 A carlo_barbosa

Carlo Barbosa

Inicialmente instalado no prédio onde hoje funciona o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Regional de Arte foi incorporado ao Cuca em 1995, passando a funcionar no imponente prédio de estilo eclético que, no passado, abrigou a Escola Normal de Feira de Santana. Localizada na Rua Conselheiro Franco, antiga Rua Direita, a atual sede do Museu Regional permaneceu fechada por dois anos, período em que não apenas a sua estrutura física foi restaurada, mas também o seu imponente acervo, que passou por um meticuloso processo de limpeza e conservação, realizado pelo Studio Argolo Antiguidades e Restaurações, de Salvador, sob o comando do renomado restaurador José Dirson Argolo.

3 A gil_mario

Gil Mário

Acervo histórico

Com a reabertura do Museu Regional, o público terá a oportunidade de voltar a contemplar o valioso conjunto de obras assinadas por Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro, precursores do Movimento Modernista Brasileiro. A Coleção Inglesa, composta por 30 telas confeccionadas a óleo nas décadas de 50 e 60, pertencentes a consagrados artistas modernos ingleses, como Antony Donaldson, Alan Davie, Bary Burman, Bryan Organ, David Leverret, Derek Hirst, Derek Snow, Joe Tilson, John Kiki e John Piper, será um dos destaques da exposição de reinauguração, assim como a Coleção de Arte Naïf e a Coleção Nipo-Brasileira, que têm grande importância no cenário das artes plásticas mundial.

Juraci Dórea

Juraci Dórea

De acordo com Selma Oliveira, diretora do Cuca, também comporão a mostra obras pertencentes a importantes artistas estrangeiros naturalizados brasileiros, como Manabu Mabe, Carybé, Hansen Bahia e Reinaldo Eckenberger, e telas de artistas feirenses e outros artistas baianos que alcançaram projeção internacional, a exemplo de Raimundo de Oliveira, Carlo Barbosa, Juraci Dórea, César Romero, Gil Mário, Mario Cravo, Calasans Neto, Carlos Bastos, Jenner Augusto, Juarez Paraíso e Sante Scaldaferri. “A ideia é montar a exposição através de um recorte do acervo histórico. Vamos comemorar 48 anos de atuação institucional e contribuição para o imaginário cultural feirense”, salientou.

Com informações de Ísis Moraes – Ascom/Uefs

Mário Cravo

Mário Cravo

Calasans Neto

Calasans Neto

Hansen Bahia

Hansen Bahia

Vicente do Rego

Vicente do Rego

Carybé

Carybé

Di Cavalcante

Di Cavalcante

A. Reynoldes

A. Reynoldes

 

Aberto do Cuca – 24 horas de arte

 

O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) promove, sexta-feira (19), mais uma edição do Aberto, com 24 horas de música, dança, teatro, artes visuais, cultura popular, literatura e muito mais. As atividades do Aberto Virado, como é denominada a edição 2014, têm acesso livre do público e serão desenvolvidas em diversos pontos de Feira de Santana.

cuca_aberto_5_artista_plastico_jorge_galeano

O público poderá contemplar e participar de atividades no Cuca, campus da Universidade Estadual de Feira de Santana – Uefs (Biblioteca Julieta Carteado), Praça da Matriz, Biblioteca Monteiro Lobato, Casa do Sertão, Centro de Cultura Amélio Amorim (CCAAm), Museu de Arte Contemporânea (MAC) e Sesc.

A proposta é proporcionar espaço para pessoas que trabalham com arte e cultura nas mais diferentes linguagens, além de sinalizar para a comunidade que o Cuca/Uefs é totalmente aberto para todas as manifestações de cunho artístico e cultural.

A cuca_aberto_2

O Aberto é realizado desde 2007 pelo Cuca, órgão responsável pela execução da política cultural e artística da Uefs.  Nesse sentido, tem desempenhado papel importante na promoção e difusão da arte e da cultura no município, oferecendo à comunidade, gratuitamente, uma série de atividades nas mais diversas linguagens artísticas.

A cuca_aberto_6

.

Artista encanta povoado de Feira de Santana decorando casas com paisagens

Fotografias em tamanho real instaladas pela artista visual Maristela Ribeiro em fachadas de casas no povoado de Morrinhos, próximo à cidade de Feira de Santana,  mudam a paisagem e a autoestima da população.

24/04/2014 - Thais Borges (thais.borges@redebahia.com.br)

Ao sair de casa pela manhã, a lavradora Maria Luísa Lopes, 84 anos, deu uma olhada na fachada de casa. Há um mês, a visão era familiar: paredes brancas e janelas verdes. No fim da tarde, quando voltou, o susto. No lugar da casa estava uma estrada de terra, rodeada por grama e por uma cerca de arame farpado.

Estava na rua errada? Não. Todos os vizinhos pareciam estar no mesmo lugar – a Rua das Flores, no povoado de Morrinhos, a cerca de 40 quilômetros  de Feira de Santana. Avistou o telhado e viu que o imóvel não tinha desaparecido. Mas… Cadê a porta?

 AMaristela RTEmagicC_morrinhos_1_amanadultra_jpg

 Dona Doralice, 88 anos, tomou um susto: ‘Pensei que a minha casa tinha sumido’, conta como foi ver o lugar onde mora após o trabalho da artista visual Maristela Ribeiro. (Foto: Amana Dultra)

É verdade que a estrada, a grama e a cerca são comuns em Morrinhos.  Só que, nesse caso, não passava da fachada da casa onde mora desde que nasceu, com uma pitada de ilusão de ótica.

Quem olha rápido – e até quem olha atentamente – pode não perceber que ali existe uma fotografia adesiva, impressa em tamanho real e colada no que antes era a parede branca. A intervenção faz parte de um trabalho da artista visual Maristela Ribeiro, professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba). Há um ano, ela  começou um projeto que pretendia mostrar a realidade de Morrinhos aos seus próprios moradores e ao mundo.

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_2_amanadultra_jpgNão, dona Maria Luísa não está numa estrada de chão. Está na frente de sua casa em Morrinhos, Feira. Mais especificamente, na frente da porta – que até ela tem dificuldade de ver. (Foto: Amana Dultra)

Após oferecer oficinas de arte e fotografia à população, Maristela partiu para a última fase do projeto, que começou em dezembro e se estendeu até março. “Não encontrei nenhuma imagem da comunidade, que existe desde 1940. Imaginei trazer a paisagem regional e usar as casas como telhado”, afirma Maristela, que usa o projeto na pesquisa no doutorado em Artes na Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Metáfora

Apesar de chamar atenção dos quase 400 moradores e também dos forasteiros, a casa de dona Luísa não é a única: as paisagens de Morrinhos foram transportadas  para outras nove das cerca de 90 residências do local.

“Meu objetivo era que as casas desaparecessem. Para mim, era uma metáfora sobre o esquecimento do local, sobre como essas pessoas são deixadas de lado e se tornam invisíveis”. Lá, a maioria dos moradores vive em casas de taipa, sem saneamento básico. A principal fonte de renda, além da agricultura familiar, é o Bolsa Família, segundo a pesquisadora.

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_3_amanadultra_01_jpg

Morrinhos: cerca de 90 casas, 400 moradores e muito esquecimento. (Fotos: Amana Dultra)

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_4_amanadultra_jpg

José Boaventura, o seu Nonô, é só sorriso após a mudança nas casas: ‘Todo mundo amou’. (Foto: Amana Dultra)

Pois, o objetivo foi alcançado. A casa de Luísa, assim como as outras, sumiu. “Eu demorei para achar a porta, na primeira vez”, lembra. Por sorte, viu o poste que fica quase ao lado da casa. “Agora, olho o poste! A porta fica perto dele”. Até os vizinhos estranhavam. “Perguntavam: cadê a casa de Luísa? Agora, todo mundo está encantado”, orgulha-se.

Confusão

A reação de dona Doralice Lopes, de 88 anos, foi parecida. Seis dias atrás, ela não fazia ideia de que sua casa tinha se transformado em uma cerca que separa a estrada de terra de um rebanho de cabras.

Nos últimos quatro meses, o filho, o lavrador José Boaventura, 68, esteve sozinho na casa de três quartos – ela descansava na casa de outra filha, em Salvador, depois de uma cirurgia “nas vistas”. Quando chegou, não reconheceu a residência onde sempre morou.

“Perguntei: cadê minha casa, gente? Achei que tinha sumido! Quando saí, minha casa era branca. Voltei e estava verde!”, comenta, deslumbrada. Ela nunca tinha visto uma foto em tamanho real. Agora, sentada em um banco de madeira sem recosto, dona Doralice também vê a Rua das Rosas, embora a tal rua não fique ali. O que ela vê, na verdade, é  a fachada de outra casa que reproduz a via do povoado.

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_5_amanadultra_jpg

A artista Maristela Ribeiro (ao centro), em frente à casa de dona Doralice (de saia laranja) – (Foto: Amana Dultra)

“Eu nasci, me criei e perdi os dentes em Morrinhos, mas nunca tinha visto uma coisa tão bonita!”.  Acostumado a ouvir promessas de políticos que não se concretizam, o filho dela, seu Nonô, achou que o mesmo fosse acontecer com a nova casa. “A gente pensava que não ia sair nada. Quando ela (Maristela) chegou e jogou o papel, foi que a gente viu. Todo mundo amou”.

Atração 

Das dez casas, seis ficam na praça central da comunidade – que também concentra a maior parte da vida do povoado. Quase de frente para a igreja, a cachorra Pintada corre em direção às garças que sobrevoam os mandacarus. Contudo, só a cadela está realmente ali. Garças e mandacarus estão representados na casa da lavradora Joana Lopes, 52.

“O povo vem filmar, gravar, tirar foto. Eu fico até preocupada, do jeito que as coisas estão hoje, né?”, dizia, enquanto um grupo de crianças parava em frente à casa para admirar a paisagem. “Ver a casa assim é bom demais. Pena que a gente ainda não tem condições para reformar dentro, né?”, lamentou, mostrando a parede lateral do imóvel, construída com adubo de barro.

Hoje, Maristela é reconhecida por onde passa, em Morrinhos. Não é política, nem popstar. Mas, lá, é quase uma celebridade. “No início, eles tinham desconfiança, mas são muito hospitaleiros. Perceberam que seria uma troca, porque eles têm uma estética própria”. E se depender dos moradores, essa estética vai ficar exposta por muito tempo, como garantiu dona Doralice: “Não deixo tirar. Só o tempo pode levar embora”, avisa.

 População reclama que abastecimento  de água foi interrompido há 15 dias

Castigados pela seca, os moradores de Morrinhos têm se virado sem água há 15 dias. Para completar, a maioria das casas também não tem saneamento básico. “A gente vai buscar água num tanque duas, três vezes por dia”, conta o lavrador André Batista, 76 anos.

 AMaristela RTEmagicC_morrinhos_6_amanadultra_jpg

Sem água há 15 dias, moradores de Morrinhos são obrigados a carregar baldes e galões. (Foto: Amana Dultra)

 O tanque fica a cerca de dois quilômetros do povoado, no terreno que faz parte de uma fazenda da região. Todos os dias, eles caminham até lá com carros de mão e baldes na cabeça. “O tanque é fundo, quase do tamanho do poste, quando está cheio. Mas quem alimenta é a chuva e não está chegando nem nas pernas”, diz, apesar de não saber dizer há quanto tempo não chove.

A água que resta se mistura com a lama do fundo do poço. “Como se não bastasse, a gente disputa com animais que bebem a água. É cavalo, cachorro, porco…”, afirma o lavrador Ivonaldo Barbosa, 30.

Procurada pelo CORREIO, a assessoria da prefeitura de Feira de Santana não deu um posicionamento oficial até o fechamento desta edição, às 20h. Já a assessoria da Embasa, responsável pelo fornecimento de água, não confirmou a informação, devido à paralisação administrativa de 24 horas do órgão, ontem.

Povoado tem cerca de 400 moradores em 90 casas

Localizado no distrito de Jaguara, em Feira de Santana, o povoado de Morrinhos tem quase 400 habitantes, que vivem em cerca de 90 casas. Para chegar até lá, é preciso seguir pela BR-116 e pela Estrada do Feijão.

Apesar de os primeiros moradores terem chegado em 1890, o número de casas só aumentou em 1975, segundo o lavrador André Batista, 76 anos, popularmente chamado de “memória viva” da comunidade. “Só tinha seis casas. Depois, as famílias começaram a chegar e abrir as ruas”.

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_mapa_jpgFONTE: Correio da Bahia 

 

Exposição coletiva 30 x 30

 

Galeria de Arte Carlo Barbosa CUCA/UEFS 

 A Galeria de Arte Carlo Barbosa do CUCA/UEFS e a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, convidam para a mostra coletiva 30×30 (Pequenos Formatos), com abertura no dia 20 de março, quinta, às 19 h, reunindo 30 artistas visuais de Feira de Santana e Salvador. Cada artista apresentará uma obra medindo 30×30 cm.

Com a curadoria de Justino Marinho, Lígia Aguiar, Selma Oliveira e Cristiano Cardoso, a mostra abre a programação cultural de 2014, do Centro Universitário de Cultura e Arte. Reúne 30 artistas visuais, com trajetórias e estilos diferentes, de várias gerações, com nomes já consolidados e novos valores. A diversidade de técnicas e de linguagens segue a linha da arte contemporânea e suas múltiplas formas de expressão.

Ao agrupar nomes representativos de várias épocas, revelou-se uma visualidade harmônica, destacada pelas proposições e questões inseridas em cada obra.

São trabalhos nas mais diversas linguagens, como desenhos, fotos, pinturas e performance, dos artistas: Adenor Gondim, André Luiz, Andrea May, Arthur Scovino, Aruane Garzedin, Beth Sousa, Elisa Galeffi,Gabriel Guerra, Guache Marques, José Araripe Jr., Justino Marinho, Lígia Aguiar, , Rebeca Matta, Sara Victoria, Silvério Guedes, Ade Ribeiro, Antonio Brasileiro, Gabriel Ferreira, Gemicrê, George Lima, J. Sobrinho, Jorge Galeano, José Arcanjo, Luiz Gomes, Maristela Ribeiro, Nailson Chaves, Nanja, Rosalice Azevedo, Silvio Portugal e Wania Garcia.

Segundo Justino Marinho, reunir artistas que produzem linguagens técnicas diferentes é interessante por dar uma dinâmica mais abrangente ao evento e a possibilidade de oferecer ao público um leque de opções, dentro do que se faz na arte da nossa terra.  Estipulamos um formato determinado para as obras bidimensionais, a fim de melhor aproveitar o espaço disponível e tornar possível a aquisição de obras assinadas por nomes reconhecidos.

Durante a abertura, o artista visual Arthur Scovino realizará a performance Um Minuto Apenas, em que ele filosofa: “quanto pesa a nossa dor na balança da Justiça? Quantas penas serão necessárias para cobrir o preconceito e a intolerância?” A performance acontece entre notas de um samba-canção da década de 50 e a possibilidade de ser folha nova nadando contra a correnteza, acredita o artista.

Exposição coletiva: 30X30 (Pequenos formatos)

Local: Galeria Carlo Barbosa CUCA/UEFS

Dia: 20 de março de 2014

Horário abertura: 19h

Visitação: De 20.03.2014 a 20.04.2014

Segunda a sexta-feira das 8h às12h e das 14h às 18h

Entrada Franca

Cidade inegociável

Na última quinta-feira (12), às 18h, durante a programação da 6ª Feira do Livro de Feira de Santana, foi lançado o livro “INEGOCIÁVEL” (desenho artístico), de autoria do meu amigo George Lima. Trata-se do primeiro livro de arte (Arte –1), da editora TULLE (Editor: Roberval Pereyr), com apresentação de Juraci Dórea.

A Imagem 01

A arte é, provavelmente, a melhor forma para amenizar a aridez espiritual da Feira de Santana. Esta Feira de Santana que já assumiu ares de metrópole e que surpreende, a cada dia, pelo crescimento econômico, mas pouco avança em aspectos como cidadania, respeito ao meio ambiente e valorização das expressões artístico-culturais.

É por isso que o aparecimento de novos personagens no cenário artístico local deve ser aplaudido. George Lima é um desses novos e também uma das grandes promessas da arte contemporânea feirense. Primeiro, pelo rigor e seriedade com que vem desenvolvendo seu trabalho, notadamente no campo da fotografia. Segundo, pelo constante diálogo que sua obra estabelece com o cotidiano de Feira de Santana.

Inegociável é o primeiro livro do artista e nasceu de uma exposição planejada recentemente, mas ainda não viabilizada. Reúne 12 obras, todas de pequenos formatos, executadas em técnica mista. A proposta exige um observador atento e criativo, pois é uma espécie de conversa à meia-voz sobre o já combalido patrimônio arquitetônico de Feira de Santana. É também um alerta contra a especulação que humilha e vende a cidade, apagando suas referências identitárias.

Ou seja, um livro que diz coisas fundamentais, na contramão da “grande feira”, da selvageria e do mercantilismo como valor supremo.

 

Juraci Dórea

Arquiteto e artista visual

Julho de 2013

 A Imagem 07

George LimaArtista visual

Nasceu em Feira de Santana, Bahia, em 1967.

Integra: Grupo de Pesquisa em Arte Contemporânea – GEMA.

É um dos editores da Revista de Arte QUANTA.

Reside em Feira de Santana.

Mais um poema de Antônio Brasileiro

Os Barcos

Nenhum lugar é onde estamos.

A vida é para passar.

Os filhos, hoje, são homens;

os barcos, naves do mar.

Nosso destino, o jogamos

inteiro naquele ás.

Mas, da vida., que levamos?

As mágoas as marcas, as

plurivórtices lembranças?

Naves sábia, alto mar:

que filho não é criança?

IN:BRASILEIRO, Antônio. Dedal de Areia, Rio de Janeiro: Garamond, 2006, p. 34.

Nanja (2004) Foto: Leo Brasileiro

.

 

 

Juraci Dórea monta obra em madeira e couro para a Uefs

 

juraci_dorea_montagem_obra_

Juraci Dórea – Montagem de Escultura no campus da Uefs – 2007. Foto: Edvan Barbosa – Ascom/Uefs

O artista plástico Juraci Dórea confecciona uma nova obra de arte para exposição no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Mais uma vez, ele vai retratar o cotidiano do homem nordestino com escultura em madeira e couro.

Uma obra semelhante, com cerca de cinco metros de altura, foi montada no campus por Dórea em outubro de 2007, por ocasião da 2º Conferência de Cultura da Bahia. A estrutura foi destruída pela ação do tempo, “o que já era esperado para uma obra efêmera”, conforme explica Juraci Dórea. O trabalho, afirmou, integrou o Projeto Terra, que teve a participação de diversos artistas plásticos e consistiu na exposição de obras ao ar livre.

“Nestes quase cinco anos, registramos, com fotografias e filmagens, o processo de transformação e observamos as modificações apresentadas, assim como fizeram outros artistas que participaram do Projeto Terra”. Dentre as curiosidades observadas, o artista chama a atenção para o uso da estrutura por animais, como pássaros que construíram ninhos.

Um trabalho artístico sobre o mesmo tema, de autoria de Juraci Dórea, integra o aspecto visual do centro de Feira de Santana. A madeira e o couro são retratados em estrutura de ferro nas cores cinza e amarelo. Está situada em frente à Prefeitura Municipal, na praça João Pedreira.

Professor do Departamento de Letras e Artes da Uefs, Juraci Dórea Falcão é graduado em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). É pintor, desenhista, fotógrafo e programador visual, com exposição de obras no Brasil e no exterior.

 Fonte: Ascom/Uefs

terceira_escultura_do_tanque_novo_1993_projeto_terra

1. Terceira Escultura do Tanque Novo, 1993, Projeto Terra.
Direitos autorais: Enciclopédia Itaú Cultural – Artes Visuais