Exposição Itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios

A partir do dia 03 de setembro, o Centro de Cultura Amélio Amorim, localizado em Feira de Santana, abriga a exposição itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios. A mostra é uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado, em parceria com o Centro de Cultura e fica em cartaz até 28 de setembro, das 8h às 21h. A entrada é gratuita.

Idealizada pelos museólogos Guilherme Figueiredo e Ana Cristina Coelho, a exposição apresenta o perfil dos museus vinculados à estrutura da DIMUS e das 217 instituições museais mapeadas no estado. São 23 painéis que, através de mapas, fotografias e dados estatísticos, evocam o patrimônio integral de 25 territórios de identidade baianos. O total de municípios com espaços museais, situação quanto ao funcionamento e a distribuição dos museus no estado são algumas das informações apresentadas. No território Portal do Sertão, que inclui Feira de Santana e mais 16 municípios, foram mapeados sete espaços museais.

Em Salvador, a exposição Museus da Bahia: Identidade e Territórios já foi apresentada no Centro de Convenções, durante a 10ª Bienal do Livro da Bahia, na Praça Municipal, por ocasião da 10ª Semana de Museus, e em escolas dos bairros de Cajazeiras e Itapuã. A mostra também já circulou por Ilhéus e Vitória da Conquista e nos meses de novembro e dezembro será montada em Jequié e Porto Seguro.

O Centro de Cultura Amélio Amorim fica situado na Av. Presidente Dutra, 2222, Capuchinhos, Feira de Santana. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (75) 3625-0572.

Serviço:

O que: Exposição itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios

Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim – Av. Presidente Dutra, 2222, Capuchinhos, Feira de Santana.

Quando: Abertura dia 03 de setembro. Visitação até 28 de setembro, das 8h às 21h. Tel: (71) 3117-6381 (DIMUS). (75) 3625-0572 (Centro de Cultura Amélio Amorim).

 

Uefs divulga os gabaritos finais do concurso da Prefeitura de Feira

 A Uefs divulgou os gabaritos finais do concurso público da Prefeitura Municipal após a análise dos recursos interpostos por candidatos. Ao contrário do anunciado anteriormente, foram anuladas questões das provas de conhecimentos específicos dos cargos de Contador (questões 22 e 23), Engenheiro Agrônomo (44) e Engenheiro Químico (37). Houve, ainda, alterações, sem anulação de questões, nos gabaritos das provas de conhecimentos específicos para os cargos de Contador (25, 26 e 32), Engenheiro Agrônomo (40) e Médico (questão 29).

Os gabaritos estão disponíveis na internet, no endereço www.uefs.br/portal.

Ainda esta semana, a Uefs divulga o resultado da prova objetiva. O processo foi retomado nessa segunda-feira (27) com a decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, que suspendeu os efeitos da liminar/antecipação de tutela deferida em março pela 1ª Vara da Fazenda Pública, que impossibilitou o andamento do concurso.

Nesta terça-feira (28), os candidatos que entraram com pedido de anulação de questões já podem solicitar o resultado dos respectivos recursos, o que deve ser feito pessoalmente na Coordenação de Seleção e Admissão da Uefs, localizada no primeiro andar do prédio da Reitora, campus universitário.

Nos próximos dias, a Uefs divulga as datas da segunda etapa do concurso, de prova de títulos e psicoteste. O cronograma das demais etapas será divulgado no momento oportuno.

O pedido de suspensão teve como argumento a não nomeação de alguns candidatos aprovados no concurso realizado em 2006. Mas, o presidente do TJ-BA, Mário Alberto Hirs, decidiu que o Município comprovou, mediante apresentação de documentos, que não existem irregularidades na contratação de candidatos aprovados em concurso anterior.

Ascom/Uefs

Caminhada do Folclore volta às ruas de Feira de Santana

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) já tem tudo pronto para a realização da 13ª Caminha do Folclore, no próximo domingo (26). A iniciativa tem o propósito de preservar, valorizar e divulgar as manifestações culturais do povo nordestino, a chamada cultura de raiz, dando visibilidade aos diferentes aspectos dos traços culturais de Feira de Santana e de outros municípios da Bahia, com expectativa de participação de mais de milhares de pessoas.

O cortejo, mais uma vez, vai percorrer cerca de dois quilômetros da Getúlio Vargas, uma das principais avenidas de Feira de Santana, dando oportunidade para que o público presencie as manifestações culturais. A saída está prevista para as 8h do Centro de Cultura Amélio Amorim, localizado na esquina da rua Frei Aureliano com a avenida Presidente Dutra, no bairro Capuchinos. Os grupos prosseguem pela  avenida Getúlio Vargas até confluência com a avenida Maria Quitéria, local da dispersão.

Estão inscritos 108 grupos de Feira de Santana e de outras cidades baianas.  Eles vão apresentar puxada de rede, quadrilha, capoeira regional e de angola, literatura de cordel, bumba meu boi, samba de roda, afoxé, reisado, samba e caretas, dentre outras manifestações.

Inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil, a Caminhada do Folclore, promovida pelo Centro Universitário de Cultura e Arte, o Cuca/Uefs, é o único evento com esse perfil em toda a Bahia. Vem há 13 anos desencadeando um movimento de resgate e revitalização dos grupos locais, evitando a extinção. Marca também o encerramento das comemorações da Semana do Folclore.

Celismara Gomes, diretora do Cuca, observa que ao longo desses 13 anos, “a Caminhada vem passando por um processo de revitalização, levando às ruas os grupos realmente comprometidos com a cultura de raiz”. A partir desse enfoque, o evento tem apresentado várias mudanças, alcançando repercussão fora dos limites de Feira de Santana.

Ascom/Uefs

 

Caixa Cultural abre inscrições para Ciclo Mandacaru de Oficinas de Caligrafia

A Caixa Cultural apresenta mais um Ciclo de Oficinas de Caligrafia produzidos pela Mandacaru Design. Serão quatro oficinas por cidade, com capacidade para 20 pessoas cada. O objetivo do projeto é atender 320 pessoas, dentre profissionais e amadores ligados às artes gráficas e manuais, como artistas plásticos, designers, publicitários, diretores de arte, criativos e interessados em geral. As atividades são gratuitas e buscam exercitar a liberdade criativa. O Ciclo de Oficinas acontece  na CAIXA Cultural Salvador de 19 a 23 de setembro. As oficinas também serão realizadas em Brasília (DF) e Fortaleza (CE). A programação para as próximas cidades pode ser consultada no site do evento, www.mandacarudesign.com.br/caligrafia.

A proposta do projeto é compartilhar o conhecimento de grandes nomes da caligrafia nacional com pessoas que tenham interesse pelo tema, seja iniciante ou experiente, e ainda fomentar nos jovens talentos o prazer de trabalhar sua escrita. Os calígrafos convidados para participar são: Andréa Branco (SP), Cláudio Gil (RJ), Matheus Barbosa (PE) e Tony de Marco (SP). Para se inscrever basta acessar o site do evento e fazer o cadastro. As vagas serão determinadas por sorteio, sempre uma semana antes de cada início de programação. Os sorteados serão notificados pelo e-mail cadastrado e, caso haja desistência, a vaga será liberada para eventual lista de espera.

 

Programação:

Cláudio Gil: 19 de setembro (quarta-feira)

Kalligraphos, Oficina de Caligrafia Experimental – Com um material audiovisual selecionado e o desenho de caligrafias em aula, o instrutor traçará diversos alfabetos que vão desde a Roma antiga até os dias atuais. O objetivo é proporcionar aos alunos uma visão da evolução do alfabeto latino através do tempo e das diferentes culturas em que ele se estabeleceu. Os alunos desenharão, estudarão um alfabeto fundamental, terão noções básicas para a composição de textos e também construirão seu instrumento de trabalho. Não há pré-requisito.

Matheus Barbosa: 20 de setembro (quinta-feira)

Livreto Caligráfico – Será desenvolvida a capacidade de análise, criação e modificação de diferentes escritas: gótica, árabe, grego e devanagari. Para isto, serão utilizadas ferramentas caligráficas recicláveis (penas feitas de lata de refrigerante e cartão magnético) para cópia e modificação destas escrituras. O módulo conta com um grande aporte de imagens para ampliar o repertório do aluno bem como incentivo para a criação dos textos que serão a base para o desenvolvimento de livretos caligráficos. As atividades contemplarão análise de escritas, estrutura das escritas, construção de ferramenta, cópia da escrita, modificação da escrita, composições de textos e construção de livreto. Não há pré-requisitos.

Andréa Branco: 21 de setembro (sexta-feira)

Caligrafia para Designers – A oficina oferece uma introdução à caligrafia, tanto em seu contexto histórico quanto prático. Através de exercícios práticos e observação de alguns trabalhos nacionais e internacionais, o participante conhece as origens do nosso alfabeto e obtém uma introdução dos fundamentos da história da tipografia. É destinada a designers gráficos, artistas plásticos, ilustradores, publicitários, tatuadores e público em geral. O programa inclui um estudo breve da história da escrita e da caligrafia ocidental; a caligrafia e as formas do alfabeto ocidental romano com manejo da pena quadrada; surgimento das minúsculas; estudo prático da pena quadrada no alfabeto romano sem serifas; relações da caligrafia com a tipografia; instrumentos, suportes e tintas; demonstração da pena de bico no alfabeto cursivo inglês; grandes designers calígrafos e publicações.

Tony de Marco: 23 de setembro (domingo)

Safári Foto tipográfico – O grupo sai às ruas para “caçar” letras com celulares ou minicâmeras, para então, na sala de aula, desenhar e remixar o que foi registrado em novas criações, num exercício de observação e alteração criativa das imagens. Como pré-requisito, o participante deverá levar qualquer máquina fotográfica (pode ser celular com câmera), e é recomendado uso de laptop com software de configuração de imagens e cabo para descarregar as fotos.

Ficha Técnica:

Bebel Abreu – Curadora

Andréa Branco – Calígrafa profissional. www.flickr.com/andreabranco

Cláudio Gil – Artista plástico, designer, calígrafo, professor.

www.flickr.com/photos/49471096@N00/

Matheus Barbosa – Designer gráfico.  www.matheusbarbosa.com.br

Tony de Marco – Ilustrador, designer tipográfico digital e pioneiro na street-art tecnológica, criador de mais de 50 alfabetos premiados mundialmente.

www.flickr.com/photos/tonydemarco

Para mais informações acesse:

site www.mandacarudesign.com.br/caligrafia

twitter @MandacaruDesign #CicloCaligrafia

facebook: http://www.facebook.com/MandacaruDesign

CAIXA Cultural Salvador – 19 a 23 de setembro

Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador/BA.

Informações: (71) 3421-4200

Horário: de 10h às 18h, com intervalo para almoço

Entrada: franca

Recomendação etária: 8 anos

Acesso para pessoas com necessidades especiais

CAIXA Cultural Brasília – 3 a 7 de outubro

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Salvador(BA)

(71) 3421-4200 / 8726 9600

www.caixa.gov.br/caixacultural

 

Resultado do 12º Concurso Feirense de Fotografia

 

Mais uma vez os associados do Clube de Fotografia Gerson Bullos são os grande campeões do 12º Concurso Feirense de Fotografia promovido pelo Sindicato dos Fotógrafos Profissionais de Feira de Santana – SINDFOFS. O resultado foi divulgado ontem 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia no blog do Sindicato no endereço http://sindfofs.blogspot.com.br. Conheça abaixo os vencedores do Prêmio Elydio Azevedo Lopes, com o tema “A Arquitetura de Minha Cidade”, nas categorias Profissional e Amador. A exposição acontece no Museu Parque do Saber de 19 a 31 de agosto de 2012.
Das 10 premiações previstas no concurso, os associados do Clube de Fotografia Gerson Bullos ganharam 04 na categoria profissional e 04 na categoria amador, totalizando 08 prêmios.
CATEGORIA PROFISSIONAL
1º Lugar: Antônio Vieira
2º Lugar: Antônio Vieira
4º Lugar: Angelo Pinto
5º Lugar: Lula Mascarenhas
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CATEGORIA AMADOR
1º Lugar: Nicolau Almeida
3º Lugar: Nicolau Almeida
4º Lugar: Rafael Vieira
5º Lugar: Claudia Freire
Parabéns aos ganhadores!
As fotos são lindas. Clique no link abaixo e conheça as fotografias  vencedoras.
Clube de Fotografia Gerson Bullos
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Largar tudo e recomeçar

Se eu pudesse

                                                                                                     Danuza Leão

Se eu pudesse, mudava minha vida toda; não que ela esteja ruim, mas só para ver que ela pode ser diferente.

Se eu pudesse, me desfaria de muitas coisas, da minha casa e de quase todas as roupas. Afinal, quem precisa de mais do que dois pares de sapatos, dois jeans, quatro camisetas e dois suéteres, sobretudo quando anda pensando em mudar de vida?

Se eu tivesse muitas joias, enterrava todas elas na areia da praia para que um dia alguém enfiasse a mão brincando, assim para nada, e tivesse a felicidade de encontrar um colar de brilhantes. Afinal, dá para viver sem, não dá?

Das algumas garrafas de champanhe guardadas cuidadosamente, na horizontal, daria para abrir mão, sem nenhuma possibilidade de remorso futuro; champanhe, além de engordar, não passa de um espumante metido a alguma coisa, e nem barato dá, de tão fraquinho que é. Dos vinhos, mais fácil ainda; nada melhor do que o velho e bom uísque, com o qual sempre se pode contar.

E as amizades? Aliás, as amizades, não: as relações. Ah, se tivesse coragem, compraria um novo caderno de telefones e passava só aqueles pouquíssimos nomes que realmente têm algum significado, e que são tão poucos que nem precisaria escrever. Guardaria todos de cor, não na cabeça, mas no coração, e um dia me esqueceria de todos eles.

Se eu pudesse, iria recomeçar a vida em outra cidade, talvez em outro país, para nada, só para começar tudo do zero. Para às vezes sofrer bastante, pensando que poderia ter tido mais juízo e não ter feito tantas bobagens, pois se tivesse errado menos poderia ter sido mais feliz -talvez. Mas alguém tem o poder de fazer alguém sofrer, ou a capacidade do sofrimento é um bem pessoal e intransferível?

Se alguém conseguisse ainda me fazer sofrer, seria um acontecimento a ser festejado.

Se eu pudesse -e não tivesse tantos compromissos-, seria vegetariana, passaria as noites em claro e teria muito amor pelos animais e pelas crianças. Mas como tenho horror a qualquer bicho e nenhuma paciência com criancinhas, a não ser com meus bichos e minhas crianças, vou ter que atravessar a vida levando essa pesadíssima cruz -afinal, ficou combinado que de certas coisas não se pode não gostar, e se não se gostar não se pode dizer, que vida.

Se pudesse, largaria tudo e iria embora para um lugar onde ninguém me conhecesse, onde não teria passado nem futuro; para um lugar esquisito no qual não entenderia a língua do povo nem ninguém entenderia a minha. Seríamos todos, assumidamente, estranhos -como somos no edifício onde moramos, no local de trabalho, dentro de nossa família. Ou você pensa que alguém conhece alguém porque dá beijinhos no elevador?

Se eu pudesse, quando acordasse hoje de madrugada saía descalça só com um casaco em cima da pele e ia molhar os pés na água do mar, sozinha. Depois, ia tomar um café no balcão de um botequim, como fazem os homens.

Se eu pudesse, rasgava os talões de cheques, cortava os cartões de crédito com uma tesoura, fazia uma linda fogueira com os casacos de pele e ia saber como é que vivem os que não têm, nunca tiveram e nunca vão ter nada disso. E aproveitava o embalo para cortar os fios dos telefones, jogar o celular na tela da televisão e o computador pela janela -deve ser lindo, um computador voando.

Se eu pudesse, raspava a cabeça, acendia dois cigarros ao mesmo tempo e tomava uma vodca dupla, sem gelo, num copo de geleia. E pegaria uma gilete para picar em pedacinhos a carteira de identidade, o passaporte e o CPF, sem pensar um só instante nas consequências e sem um pingo de medo do futuro.

E jogava na lata de lixo meus lençóis, meus travesseiros de pluma, meu cobertor e engolia minhas pestanas postiças, só para aprender que a vida não é só isso.

Se eu pudesse, esquecia o meu nome, o meu passado e a minha história e ia ser ninguém. Ninguém.

Se eu pudesse, não, se eu quisesse. Pois é, tem dias que a gente está assim, mas passa.

Danuza Leão, jornalista e escritora, aborda temas ligados às relações entre pais e filhos, homens e mulheres, crianças, adolescentes, além de outros assuntos do dia-a-dia. Publicou seu primeiro livro em 1992. Escreve aos domingos na versão impressa do caderno “Cotidiano”.

Fonte: Folha/UOL – Colunista

Feira de Santana – Público marca presença na 5ª Feira do Livro

 

 

A quinta edição da Feira do Livro – Festival Literário e Cultural tem atraído centenas de estudantes à Praça do Fórum, além de professores, artistas e outras pessoas da comunidade. Com uma programação variada até domingo (19) que atende a todos os gostos, o evento é visto como o melhor e mais movimentado de todas as edições, tanto por expositores, quanto pelos organizadores e o público visitante.

A Praça do Cordel Luiz Gonzaga foi uma das mais animadas nesta quinta-feira (16), terceiro dia da 5ª Feira do Livro. Centenas de visitantes de todas as idades paravam para ouvir recitais de poesias e causos contados pelos poetas populares presentes nos estandes.

Para o cordelista Jurivaldo Alves da Silva, esta é a maior e melhor Feira do Livro. “Fomos muito bem recebidos e as vendas estão correspondendo às expectativas; a Feira do Livro divulga o cordel entre os jovens que agora também compram e lêem nossos folhetos, o que é muito positivo”. Segundo observou, “antes, somente as pessoas mais idosas ou os intelectuais é que compravam cordel”.

Presente mais uma vez na Feira do livro como contador de histórias, o arte-educador e dramaturgo carioca Augusto Pessôa elogiou o número de visitantes. “É muito bom ver tantas crianças nos estandes, e o prazer delas manuseando os livros ou ouvindo as histórias com os olhos brilhantes de alegria. Isso desmistifica a idéia de que o livro é uma coisa pesada, que elas não gostam”, salienta Pessôa, que é também ator, cenógrafo e figurinista.

 

Fomento à leitura

Para o coordenador de Extensão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), professor Washington Moura, mesmo com as chuvas, a visitação é intensa. “Somente na quarta-feira recebemos a visita de estudantes de 28 escolas”, comenta Moura. As pessoas são atraídas, conforme frisou, pelas diversas opções da Feira, com palestras e debates com escritores, recitais de cordel, shows variados e o lançamento de livros.

Entre as obras lançadas está o gibi “Feira de Santana – do Nascimento à Emancipação”, do presidente da Academia Feirense de Letras, o escritor Eduardo Kruschewsky. “O leitor conhece a história da cidade de maneira lúdica, obtendo conhecimento através da brincadeira”, disse o autor.

Ainda na manhã desta quinta-feira, foi realizada a mesa-redonda Políticas Estaduais de Livro e Leitura, sobre ações desenvolvidas no fomento à leitura na Bahia. Os presentes discutiram a formação não apenas leitores, mas também de cidadãos. Participaram representantes da Pró-Reitoria de Extensão da Uefs, do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho Estadual do Livro e Leitura, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e da Secretaria da Cultura da Bahia.

A Feira do Livro é realizada através de parceria entre a Uefs, Arquidiocese de Feira de Santana, Direc 2, Sest/Senat, Sesi, Fundação Pedro Calmon e Prefeitura Municipal através da Secretaria Municipal da Educação.

A programação completa pode ser conferida na internet: (www.uefs.br/feiradolivro).

Marly Caldas – Ascom/Uefs

 

Centenário de Jorge Amado – Mostra mergulha na vida e na obra do escritor baiano

A partir de hoje, 09 de agosto às 19h, o público baiano poderá participar da abertura da exposição “Jorge, Amado e Universal”, em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A mostra, aberta até o dia 14 de outubro, já passou pelo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e atraiu mais de 130 mil pessoas.

Salvatore Carrozzo

Tereza, Flor, Gabriela, Dora. São muitas e diversas as mulheres de Jorge Amado (1912- 2001). Assim como os homens: Nacib, Vadinho, Pedro Arcanjo… Eles habitam os romances e o imaginário de leitores no Brasil e no mundo. Todos saídos da cabeça inventiva do autor, que por sua vez também não era um só.

As diversas facetas de Jorge – o escritor, o marido, o pai, o político, o amigo, o viajante – são a tônica da exposição Jorge Amado e Universal, um dos destaques da programação do  centenário de Jorge, comemorado amanhã. A mostra tem abertura para convidados, hoje, e para o público, amanhã. Depois de estrear no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, chega ao Museu de Arte Moderna da Bahia, no Solar do Unhão.

Quem é Jorge?

Para um nome forte da literatura, um time de peso. A direção geral é de William Nacked, que produziu as exposições sobre Clarice Lispector (1920–1977) e Gilberto Freyre (1900–1987) no Museu da Língua Portuguesa. A cenografia é de Daniela Thomas e Felipe Tassara; e a parte multimídia foi desenvolvida pela O2 Filmes, do cineasta Fernando Meirelles.

“Quando nós começamos a montar a exposição, eu disse: ‘ninguém conhece Jorge’. Me chamaram de louco. As pessoas conhecem algumas obras de Jorge Amado. Com a mostra, vamos apresentar quem é esse Jorge, essa Bahia, esse Brasil, esse mundo”, afirma o diretor, em referência ao contexto sócio-histórico.

Jorge Amado e Universal foi dividida em módulos. O primeiro é dedicado aos personagens, como Gabriela e Nacib (Gabriela, Cravo e Canela), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres) e  Antonio Balduíno (Jubiabá). O segundo espaço apresenta a faceta política do autor, que foi eleito deputado federal por São Paulo no ano de 1945, pelo Partido Comunista Brasileiro.

Há ainda espaço para a malandragem e a sensualidade presentes nos livros, depoimentos de amigos, artistas e críticos, além de uma cronologia da vida do escritor. O visitante pode ver curiosidades, como fotos de Jorge Amado com sua mãe, Eulália Leal Amado; e escritos originais de Tieta do Agreste.

O custo da exposição, em São Paulo e na Bahia, foi de R$ 3 milhões, metade foi captado com patrocínio via Lei Rouanet. O plano é fazer com que a mostra fique circulando até 2014. No Brasil, já estão definidas duas cidades: Recife – local da próxima etapa – e Rio de Janeiro. Paris, na França, Frankfurt, na Alemanha, e Porto, em Portugal, estão em fase de negociação.

Múltiplos

A cineasta Cecília Amado, neta de Jorge, é só alegria para falar da exposição. “Está incrível. Deram um olhar contemporâneo, de modo a aproximar meu avô das novas gerações. É uma exposição sensorial bem completa, todos os detalhes, os sons. Tem até cheiro de cacau torrado”, observa.

Em pouco mais de dois meses, a mostra foi vista por 143 mil pessoas em São Paulo. E a amadomania ultrapassa o Brasil. Neste ano, aumentou o  número de pedidos de editoras estrangeiras interessadas em editar sua obra.

Para a exposição, a equipe do MAM preparou uma programação com debates, oficinas, contação de histórias e ações voltadas para o público infanto-juvenil. As atividades podem ser conferidas em www.bahiamam.org. “Quem for na exposição vai entrar com um Jorge na cabeça e sair com vinte”, afirma William. Bem que dizem: toda leitura é, na verdade, múltipla.

Fonte: MAM e Correio da Bahia

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