Hoje é dia da Baiana

 

 O dia da Baiana foi instituido por razões político-econômicas e visava difundir a Bahia nas principais capitais brasileiras. Escrevi um artigo sobre o tema, publicado na Revista da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, que descreve a trajetória destas trabalhadoras urbanas. “A Baiana do acarajé: imagerns do real e do ideal”, por ser um pouco longo, foi dividido em três partes. Quem se interessar e quiser conhecer melhor as “baianas do acarajé” pode ler aqui, aqui e aqui.

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Ser especial

 

Danuza Leão

 

Afinal, qual a graça de ter muito dinheiro? Quanto mais coisas se tem, mais se quer ter e os desejos e anseios vão mudando –e aumentando– a cada dia, só que a coisa não é assim tão simples. Bom mesmo é possuir coisas exclusivas, a que só nós temos acesso; se todo mundo fosse rico, a vida seria um tédio.

Um homem que começa do nada, por exemplo: no início de sua vida, ter um apartamento era uma ambição quase impossível de alcançar; mas, agora, cheio de sucesso, se você falar que está pensando em comprar um com menos de 800 metros quadrados, piscina, sauna e churrasqueira, ele vai olhar para você com o maior desprezo –isso se olhar.

Vai longe o tempo do primeiro fusquinha comprado com o maior sacrifício; agora, se não for um importado, com televisão, bar e computador, não interessa –e só tem graça se for o único a ter o brinquedinho. Somos todos verdadeiras crianças, e só queremos ser únicos, especiais e raros; simples, não?

Queremos todas as brincadeirinhas eletrônicas, que acabaram de ser lançadas, mas qual a graça, se até o vizinho tiver as mesmas? O problema é: como se diferenciar do resto da humanidade, se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?

As viagens, por exemplo: já se foi o tempo em que ir a Paris era só para alguns; hoje, ninguém quer ouvir o relato da subida do Nilo, do passeio de balão pelo deserto ou ver as fotos da viagem –e se for o vídeo, pior ainda– de quem foi às muralhas da China. Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros –não é melhor ficar por aqui mesmo?

Viajar ficou banal e a pergunta é: o que se pode fazer de diferente, original, para deslumbrar os amigos e mostrar que se é um ser raro, com imaginação e criatividade, diferente do resto da humanidade?

Até outro dia causava um certo frisson ter um jatinho para viagens mais longas e um helicóptero para chegar a Petrópolis ou Angra sem passar pelo desconforto dos congestionamentos.

Mas hoje esses pequenos objetos de desejo ficaram tão banais que só podem deslumbrar uma menina modesta que ainda não passou dos 18. A não ser, talvez, que o interior do jatinho seja feito de couro de cobra –talvez.

É claro que ficar rico deve ser muito bom, mas algumas coisas os ricos perdem quando chegam lá. Maracanã nunca mais, Carnaval também não, e ver os fogos do dia 31 na praia de Copacabana, nem pensar. Se todos têm acesso a esses prazeres, eles passam a não ter mais graça.

Seguindo esse raciocínio, subir o Champs Elysées numa linda tarde de primavera, junto a milhares de turistas tendo as mesmas visões de beleza, é de uma banalidade insuportável. Não importa estar no lugar mais bonito do mundo; o que interessa é saber que só poucos, como você, podem desfrutar do mesmo encantamento.

Quando se chega a esse ponto, a vida fica difícil. Ir para o Caribe não dá, porque as praias estão infestadas de turistas –assim como Nova York, Londres e Paris; e como no Nordeste só tem alemães e japoneses, chega-se à conclusão de que o mundo está ficando pequeno.

Para os muito exigentes, passa a existir uma única solução: trancar-se em casa com um livro, uma enorme caixa de chocolates –sem medo de engordar–, o ar-condicionado ligado, a televisão desligada, e sozinha.

E quer saber? Se o livro for mesmo bom, não tem nada melhor na vida.

Quase nada, digamos.

 Fonte: Folha/UOL

Entre o segundo e o penúltimo ato

 Roberval Pereyr

Há muito que me persigo (e deformo)

com receitas e diagnósticos

desastrados.

Por isso caí do jegue

pisei na bola, rezei padre nosso

para o vigário.

                         Por isso me aposto

e me desmereço: dou-me a um preço

irrisório.

                        E encalho.

Ante o espelho, olhos nos olhos,

me olho:

porque não me compram, dou-me

de volta.

                 Mas sou recusado.

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Fim de viagem

Viajar é muito bom, mas voltar pra casa é melhor ainda.

Alguns pequenos obstáculos complicaram a estadia, entre eles, muito frio, gripe e todas as suas mazelas. No final, tudo muito positivo; passeios agradáveis, re-encontros com amigos queridos e muita gulodice. Até breve!

Uma receita deliciosa

A receita deste sanduiche delicioso  foi enviada por meu amigo Antonio Machado. Preparei, gostei e decidi compartilhar com os leitores do blog. O sucesso entre as crianças foi extraordinário e os adultos repetiram a dose. Acompanhei a iguaria com salada de alface e tomates cereja. Sucesso garantido!

 

 

 

MISTO QUENTE DE FORNO:

Ingredientes:

1 pão de forma sem casca

500g de requeijão cremoso

350 gr de presunto

500 gr de queijo mussarela

2 cxs de creme de leite light

batata palha

óregano à vontade

Modo de fazer:

Em um pirex untado com margarina ou azeite, faça uma cama de pão, molhe com creme de leite,

vá arrumando as fatias de mussarela e de presunto, em seguida o requeijão cremoso e o óregano.

Repita até completar o pirex, por último regue o pão com creme de leite e salpique a batata palha.

leve ao forno a 180° por 20 a 30 minutos.

 

Projeto Xaxado, meu bem, xaxado – O centenário de Luiz Gonzaga

O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO, filiado a ARTEPE, está de malas prontas para percorrer vinte cidades do Nordeste ministrando oficinas de xaxado, palestras com Anildomá Willans de Souza e apresentações com o Projeto XAXADO, MEU BEM, XAXADO – O CENTENÁRIO DE LUIZ GONZAGA, patrocinado pelo Funcultura / Fundarpe / Secretaria de Cultura / Governo de Pernambuco / Ministério da Cultura. A jornada começa no dia 23 de novembro e irá até o final do ano prestando homenagem ao Rei do Baião, que este ano comemora cem anos de nascimento. “Muito nos honra essa empreitada, sobretudo porque Luiz Gonzaga canta em seu repertório as músicas do cangaço e foi quem melhor manteve viva a dança do XAXADO, nos permitindo reproduzir no placo com originalidade e autenticidade”, comemora a diretora e coreógrafa do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, Cleonice Maria. Segue abaixo as cidades que receberão o Projeto XAXADO, MEU BEM, XAXADO: O CENTENÁRIO DE LUIZ GONZAGA:

 

Águas Belas (Pernambuco);

Olinda, (Pernambuco);

Recife, (Pernambuco);

Delmiro Gouveia (Alagoas);

Água Branca (Alagoas);

Paulo Afonso (Bahia);

Nazaré Da Mata,  (Pernambuco);

Aliança, (Pernambuco);

Exu (Pernambuco);

Serrita (Pernambuco);

Barbalha (Ceará);

Juazeiro Do Norte (Ceara);

Crato (Ceará);

Cajazeiras (Paraiba);

Parnamirim (Pernambuco);

Salgueiro, (Pernambuco);

Limoeiro, (Pernambuco);

Orobó, (Pernambuco);

Caruaru, (Pernambuco).

 

MUSEU DO CANGAÇO

Ponto de Cultura Cabras de Lampião

Vila Ferroviária, S/Nº – Centro

CEP: 56.903-170

Serra Talhada – Pernambuco

Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035

E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com

www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com

Divulgação

Manifestação pública em favor dos índios Guarani-Kaiowá em

Feira de Santana-BA

Dia 09 de novembro, sexta-feira, foi a data escolhida para manifestação pública nacional em favor dos índios Guarani-Kaiowá. Aqui em Feira de Santana,Ba, o ato público será às 07:30h da manhã, no cruzamento da Av. João Durval com a Presidente Dutra, na calçada central em meio às pistas.

Nossas 170 cruzes brancas já estão prontas, assim como faixas e banners e contamos com a disposição de cada um de vocês para fazer esta causa conhecida em Feira e no Brasil. Que possamos fazer ecoar nossa voz e entender que a história de um país acontece quando seu povo é ativo. Lembrando de usar blusa-camisa preta, adereço indígena (se tiver), pintura no rosto como os índios. Até sexta!

Jaqueline Guarani Kaiowá Umanzor

 

Ato em defesa dos Guarani-Kaiowá

Atos em solidariedade ao povo Guarani Kaiowá estão sendo organizados em diversas capitais do Brasil e a Adufs participa da mobilização. Os protestos são em defesa dessa comunidade indígena, que luta contra a liminar expedida pela Justiça Federal para que se retirem de suas terras, no Mato Grosso do Sul.

Em Salvador, foi convocada uma manifestação no dia 9 de novembro com concentração às 17h30, no Campo Grande. A Adufs participa da mobilização em apoio ao povo indígena e disponibiliza transporte para a capital baiana. Os interessados em participar do ato devem procurar a secretaria da Associação para confirmar presença.

A CSP Conlutas aprovou uma resolução de apoio à luta dos Guarani Kaiowá em reunião da Coordenação Nacional, realizada entre os dias 26 e 28 de outubro, em São Paulo. O encontro contou também com a presença do índio Ladio Veron, que foi buscar a solidariedade dos trabalhadores organizados na Central e denunciou a situação que seu povo está vivendo.

O ato está sendo convocado pelo Comitê Internacional de Solidariedade ao Povo Guarani Kaiowá.