Observatório Antares abre inscrição para curso básico de Astronomia

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Estão abertas as inscrições para o 6º Curso Básico de Astronomia, promovido pelo Observatório Astronômico Antares, órgão vinculado à Uefs, e pelo Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana. São oferecidas 60 vagas para portadores de diploma de nível superior em qualquer área e outras 20 vagas abertas à comunidade, para pessoas de qualquer nível de escolaridade que tenham interesse pela Astronomia.

Para se inscrever os interessados devem acessar o site www.uefs.br/antares, clicar na seção Curso Básico de Astronomia e preencher o formulário que será exibido na tela. A inscrição deve ser feita até 1º de junho.

O curso terá carga de 20 horas. As aulas serão ministradas no turno noturno, de 10 a 15 de junho de 2013, no Observatório Antares, localizado na rua da Barra, 925, bairro Jardim Cruzeiro, Feira de Santana, BA.

O curso, destinado a iniciantes, vai abordar temas como História da Astronomia, Coordenadas Celestes, Tempo na Astronomia, Sistema Solar, Estrelas e Buracos Negros.

O Observatório Astronômico Antares, um dos primeiros do Norte e Nordeste, foi fundado em 25 de setembro de 1971 e incorporado à Universidade Estadual de Feira de Santana em agosto de 1992. As instalações são abertas para todas as pessoas que tenham interesse em Astronomia, atendendo a grupos de escolas, turismo, empresas e instituições afins.

Atualmente, o Antares se constitui em um centro de pesquisas no campo das ciências astronômicas e física solar. O centro desenvolve programas científicos, publicações periódicas, cursos de Astronomia em diversos níveis, inclusive de pós-graduação, e realiza seminários e congressos.

Contato com o Observatório Antares pode ser mantido pelo telefone (75) 3624-1921.

Ascom/Uefs

 

Final – VI Festival de Sanfoneiros leva mais de 2 mil pessoas ao campus da Uefs

 

 

A identificação do público nordestino com um dos símbolos da musicalidade regional, a sanfona, levou mais duas mil pessoas ao Auditório Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), na noite desta sexta-feira (24), para a grande final do 6º Festival de Sanfoneiros, organizado pelo Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). O público vibrou desde as 19h até os primeiros minutos da madrugada de sábado, contagiado pelas apresentações dos concorrentes e dos grupos que integraram a programação do festival.

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Cícero Paulo Feitosa – Foto: George Lima

Dentre as atrações que impressionaram o público, o garoto Cícero Paulo Feitosa, de nove anos de idade, representante de Juazeiro do Norte, CE, que recebeu a premiação do júri popular na categoria 2  (acima de oito baixos). Luiz Gonçalves de Andrade venceu na escolha do júri popular na categoria 1 (até oito baixos) e também faturou o prêmio da categoria pela escolha do júri oficial.

O segundo colocado na categoria 1 foi Elthon Dheime Machado Mascarenhas, o Machadinho, de Rafael Jambeiro, BA, de 16 nos, que já venceu o Festival de Sanfoneiros em duas oportunidades; o terceiro colocado foi Godealdo de Jesus, de Riachão do Jacuípe, BA.

Na categoria 2 , o campeão foi Jefferson Dias Rios, de Cruz das Almas, BA. A segunda colocação ficou para Thiago Mendes Souza, de Salvador, BA, enquanto que o terceiro lugar foi para Kelvin Diniz Gomes da Silva, de Capim Grosso, BA. Após receber o “Troféu Dominguinhos”, o campeão Jefferson Rios, em ato de reconhecimento, passou a taça para o garoto Cícero Feitosa, em ato bastante aplaudido pelo público. Os primeiros colocados, além do troféu, também receberam premiação em dinheiro.

O evento contou com a participação de representantes da sociedade de diversos municípios. O reitor da Uefs, José Carlos Barreto, afirmou que o Festival de Sanfoneiros deixou de ser um evento da Universidade, transformando-se em um patrimônio imaterial de toda a comunidade. A diretora do Cuca, Celismara Gomes, agradeceu a todos os envolvidos na organização do Festival, creditando o sucesso aos servidores que se empenharam, como nos anos anteriores, “para proporcionar este grande evento de resgate da cultura popular”.

A grande final do 6º Festival de Sanfoneiros de Feira de Santana contou, ainda, com a participação dos artistas Daniel de Araújo e Novais, Jadson Bastos de Macêdo, Joselito Ferreira Bezerra e Leandro da Conceição Aquino (categoria 1), além de Antônio Mendes Soares, José Apóstolo dos Santos, Joselino Pereira dos Santos, Manoel Ferreira de Oliveira e Pedro Pinheiro dos Santos (categoria 2).

Ascom/Uefs

Parabéns aos vencedores e viva a cultura  popular nordestina!

 

 

O fole vai roncar na grande final do 6º Festival de Sanfoneiros – Hoje, sexta-feira!

 Sanfoneiros

 

Dentre os elementos que melhor caracterizam a cultura popular nordestina, a sanfona se destaca quando o quesito é musical. Duelos entre os melhores sanfoneiros, de Feira de Santana e região, poderão ser vistos de perto pelo público, no Auditório Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), nesta sexta-feira (24). Nesta data, será realizada a grande final do VI Festival de Sanfoneiros, promovido pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). Este ano, o Festival distribuirá R$ 24 mil em prêmios.

Cinco jurados, com formação específica ou notório conhecimento na área de música e cultura popular, julgarão os 16 finalistas observando os seguintes critérios: execução do instrumento (harmonia, melodia e ritmo) e performance do sanfoneiro (desenvoltura e comunicação com o público). Serão premiados os 1º, 2º e 3º lugares da Categoria I (até oito baixos) e da Categoria II (acima de oito baixos).

Durante o evento, o público presente, através do voto popular, também poderá escolher o melhor sanfoneiro da noite. Serão concedidos dois “Prêmio Júri Popular”, sendo um para a Categoria I e um para a Categoria II. Vale lembrar que o evento terá início às 18h30 e tem entrada franca.

Além dos finalistas, também se apresentarão no evento, um trio sanfoneiro (foyer principal), Asa Filho e Trio de Forró (show de abertura), Pedro de Dário (forró pé-de-serra), Grupo de Câmara do Cuca e convidados (tocando Luiz Gonzaga) e o Maestro Rogério Ferrer, que participará de um duelo de sanfonas com o artista Marciano.

Ascom/Uefs

Em tempo: Para quem está fora da cidade, ou não pode comparecer ao teatro da UEFS, A TVE Bahia vai transmitir ao vivo, através da internet, a grande final do 6º Festival de Sanfoneiros, evento que será realizado nesta sexta-feira (24), a partir das 18h30, no auditório central da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), com entrada franca.

O endereço do site é www.irdeb.ba.gov.br/tveonline.

O Festival de Sanfoneiros também será gravado pela TVE Bahia para exibições futuras na televisão aberta.

Sanfoneiros J Sobrinho e Os Bambas do Nordeste

Foto: George Lima

 

 

Festa em família

 

Foto: Leni David

Aniversário de Hilda Carneiro

 

Minha mãe completou 87 anos de vida, ontem, dia 18 de maio. Filhos, netos, bisnetos, genros, noras, todos participaram da festa com muita alegria, não só pelo aniversário, mas por tudo que ela representa para nós.

Foto Leni David – Confecção do bolo – Iara Carneiro

Dona Hilda é mãe de 10 filhos, todos vivos – 7 mulheres e 3 homens. Mulher batalhadora e destemida, exemplo de força e coragem.

Familia reunida. Da esquerda para a direita; ana Sofia, Silvia, João, Iara, Eu e Cida; Atrás de Cida, Leonel; depois José Raimundo, Elísio (filho de criação) e Flor. Ao centro, sentada, a nossa mãe, Hilda Carneiro. Lígia não aparece na foto porque sumiu na hora do flash.

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“Precisamos redefinir, com urgência, o significado de URGENTE”.

 

 Eliane Brum

Dias atrás, Gabriel Prehn Britto, do blog Gabriel quer viajar, tuitou a seguinte frase: “Precisamos redefinir, com urgência, o significado de URGENTE”. (Caixa alta, na internet, é grito.) “Parece que as pessoas perderam a noção do sentido da palavra”, comentou, quando perguntei por que tinha postado esse protesto/desabafo no Twitter. “Urgente não é mais urgente. Não tem mais significado nenhum.” Ele se referia tanto ao urgente usado para anunciar notícias nada urgentes nos sites e nas redes sociais, quanto ao urgente que invade nosso cotidiano, na forma de demanda tanto da vida pessoal quanto da profissional. Depois disso, Gabriel passou a postar uns “tuítes” provocativos, do tipo: “Urgente! Acordei” ou “Urgente: hoje é sexta-feira”.

A provocação é muito precisa. Se há algo que se perdeu nessa época em que a tecnologia tornou possível a todos alcançarem todos, a qualquer tempo, é o conceito de urgência. Vivemos ao mesmo tempo o privilégio e a maldição de experimentarmos uma transformação radical e muito, muito rápida em nosso ser/estar no mundo, com grande impacto na nossa relação com todos os outros. Como tudo o que é novo, é previsível que nos atrapalhemos. E nos lambuzemos um pouco, ou até bastante. Nessa nova configuração, parece necessário resgatarmos alguns conceitos, para que o nosso tempo não seja devorado por banalidades como se fosse matéria ordinária. E talvez o mais urgente desses conceitos seja mesmo o da urgência.

Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia. Esse se apossar do tempo/corpo do outro pode ser compreendido como uma violência. Mas até certo ponto consensual, na medida em que este que é alcançado se abre/oferece para ser invadido. Torna-se, ao se colocar no modo “online”, um corpo/tempo à disposição. Mas exige o mesmo do outro – e retribui a possessão. Olho por olho, dente por dente. Tempo por tempo.

Como muitos, tenho tentado descobrir qual é a minha medida e quais são os meus limites nessa nova configuração. E passo a contar aqui um pouco desse percurso no cotidiano, assim como do trilhado por outras pessoas, para que o questionamento fique mais claro. Descobri logo que, para mim, o celular é insuportável. Não é possível ser alcançada por qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Estou lendo um livro e, de repente, o mundo me invade, em geral com irrelevâncias, quando não com telemarketing. Estou escrevendo e alguém liga para me perguntar algo que poderia ter descoberto sozinho no Google, mas achou mais fácil me ligar, já que bastava apertar uma tecla do próprio celular. Trabalhei como uma camela e, no meu momento de folga, alguém resolve me acessar para falar de trabalho, obedecendo às suas próprias necessidades, sem dar a mínima para as minhas. Não, mas não mesmo. Não há chance de eu estar acessível – e disponível – 24 horas por sete dias, semana após semana.

Me bani do mundo dos celulares, fechei essa janela no meu corpo. Mantenho meu aparelho, mas ele fica desligado, com uma gravação de “não uso celular, por favor, mande um e-mail”. Carrego-o comigo quando saio e quase sempre que viajo. Se precisar chamar um táxi em algum momento ou tiver uma urgência real, ligo o celular e faço uma chamada. Foi o jeito que encontrei de usar a tecnologia sem ser usada por ela.

Minha decisão não foi bem recebida pelas pessoas do mundo do trabalho, em geral, nem mesmo pela maior parte dos amigos e da família. Descobri que, ao não me colocar 24 horas disponível, as pessoas se sentiam pessoalmente rejeitadas. Mas não apenas isso: elas sentiam-se lesadas no seu suposto direito a tomar o meu tempo na hora que bem entendessem, com ou sem necessidade, como se não devesse existir nenhum limite ao seu desejo. Algumas declararam-se ofendidas. Como assim eu não posso falar com você na hora que eu quiser? Como assim o seu tempo não é um pouco meu? E se eu precisar falar com você com urgência? Se for urgência real – e quase nunca é – há outras formas de me alcançar.

Percebi também que, em geral, as pessoas sentem não só uma obrigação de estar disponíveis, mas também um gozo. Talvez mais gozo do que obrigação. É o que explica a cena corriqueira de ver as pessoas atendendo o celular nos lugares mais absurdos (inclusive no banheiro…). Nem vou falar de cinema, que aí deveria ser caso de polícia. Mas em aulas de todos os tipos, em restaurantes e bares, em encontros íntimos ou mesmo profissionais. É o gozo de se considerar imprescindível. Como se o mundo e todos os outros não conseguissem viver sem sua onipresença. Se não atenderem o celular, se não forem encontradas de imediato, se não derem uma resposta imediata, catástrofes poderão acontecer.

O celular ligado funciona como uma autoafirmação de importância. Tipo: o mundo (a empresa/a família/ o namorado/ o filho/ a esposa/ a empregada/ o patrão/os funcionários etc) não sobrevive sem mim. A pessoa se estressa, reclama do assédio, mas não desliga o celular por nada. Desligar o celular e descobrir que o planeta continua girando pode ser um risco maior. Nesse sentido, e sem nenhuma ironia, é comovente.

Por outro lado, é um tanto egoísta, já que a pessoa não se coloca por inteiro onde está, numa aula ou no trabalho ou mesmo em casa – nem se dedica por inteiro àquele com quem escolheu estar, num encontro íntimo ou profissional. Está lá – mas apenas parcialmente. Não há como não ter efeito sobre o momento – e sobre o resultado. A pessoa está parcialmente com alguém ou naquela atividade específica, mas também está parcialmente consigo mesma. Ao manter o celular ligado, você pertence ao mundo, a todo mundo e a qualquer um – mas talvez não a si mesmo.

Me parece descortês alguém estar comigo num restaurante, por exemplo, e interromper a conversa e a comida para atender o celular. Assim como me parece abusivo ser obrigada a aturar os celulares das pessoas ao redor tocando em todas as modalidades e volumes, invadindo o espaço de todos os outros sem nenhuma consideração. Ou ainda estar em um lugar público e ter de ouvir a narração de uma vida privada, uma que não conheço nem quero conhecer. Será que isso é realmente necessário? Será que uma pessoa não pode se ausentar, ficar incomunicável, por algumas horas? Será que temos o direito de invadir o corpo/tempo dos outros direta ou indiretamente? Será que há tantas urgências assim? Como é que trabalhávamos e amávamos antes, então?

Bem, eu não sou imprescindível a todo mundo e tenho certeza de que os dias nascem e morrem sem mim. As emergências reais são poucas, ainda bem, e para estas há forma de me encontrar. Logo, posso ficar sem celular. Mas tive de me esforçar para que as pessoas entendessem que não é uma rejeição ou uma modalidade de misantropia, apenas uma escolha. Para mim, é uma maneira de definir as fronteiras simbólicas do meu corpo, de territorializar o que sou eu e o que é o outro, e de estabelecer limites – o que me parece fundamental em qualquer vida.

Tentei manter um telefone fixo, com o número restrito às pessoas fundamentais no campo dos afetos e também no profissional. Mas o telemarketing não permitiu. É impressionante como as empresas de todo o tipo – e agora até os candidatos numa eleição – acham que têm o direito de nos invadir a qualquer hora. Considero uma violência receber uma ligação ou gravação dessas dentro de casa, à minha revelia. E parece que sempre encontram um jeito de burlar nossas tentativas de barrar esse tipo de assédio. Assim, também botei uma gravação no telefone fixo – e ele virou um telefone só para recados, porque foi o único jeito que encontrei de impedir o abuso do mercado.

Minha principal forma de comunicação é hoje o e-mail, porque sou eu que escolho a hora de acessá-lo. E, ao procurar alguém, seja por motivo profissional ou pessoal, tenho certeza de não estar invadindo seu cotidiano em hora imprópria. É assim que combino encontros e entrevistas ao vivo, que são os que eu prefiro. Ou marco horário para conversas por Skype com quem está em outra cidade ou país. E quando viajo ou preciso desaparecer do mundo, para ficar só comigo mesma, ou me dedicar a um outro por completo, ou à escrita de um livro, basta deixar uma mensagem automática. Tento me disciplinar para acessar o Twitter, que para mim é hoje uma ferramenta fundamental para dar, receber e principalmente compartilhar informações, em horários específicos. E desligo o computador antes de dormir, como gesto simbólico que diz: fechei a porta.

Uma amiga foi assaltada por uma insônia persistente. Ao despertar, na madrugada, tinha a sensação de que o mundo se movia em ritmo veloz enquanto ela dormia. Parecia que estava perdendo algo importante, que ficaria para trás. E parecia até que estava morta para o mundo, “offline”. Às vezes não resistia e saía da cama para caminhar até o escritório, onde ficava o computador, e entrar no Facebook e no Twitter, dar uma circulada nos sites de notícias, manter-se desperta, presente e alinhada ao mundo que não parava, correndo atrás dele. Depois, passou a deixar o notebook ao lado da cama e já acessava a internet dali mesmo, apesar dos protestos do marido.

Quando a insônia já estava comprometendo seriamente os seus dias, ela procurou um psiquiatra em busca de remédio. O médico perguntou bastante sobre seus hábitos, e ela descobriu que o pesadelo que a deixava insone era aquele computador ligado, com o mundo acontecendo dentro dele num ritmo que ela não podia acompanhar nem mesmo se mantendo acordada por 24 horas. Bastou desligar o computador a cada noite para que passasse a despertar menos vezes e menos sobressaltada nas madrugadas. Aos poucos, voltou a dormir bem. O mundo estava onde devia estar – e ela também, na cama. Estava offline, mas viva.

Conheço pessoas que botam fita adesiva sobre a câmera do computador. Foi o meio encontrado para se protegerem da sensação de que estavam sendo espiadas/monitoradas 24 horas por dia por algum tipo de Big Brother – no sentido do 1984, do George Orwell (não no do reality show da TV Globo). A câmera tinha se tornado uma espécie de olho do mundo, que podia abrir as pálpebras mesmo à revelia, como nas histórias fantásticas e nos filmes de terror.

Conto minhas (des)venturas, assim como as de outros, apenas porque acho que não somos os únicos a ter esse tipo de inquietação. É um momento histórico bem estratégico de redefinição de limites, de territórios e também de conceitos. Que tipo de efeito terá sobre as novas gerações a ideia de que não há limites para alcançar, ocupar e consumir o tempo/corpo dos pais e amigos e mesmo de desconhecidos? Assim como não há limites para ter o próprio tempo/corpo alcançado, ocupado e consumido?

Ainda acho que o gozo de ser imprescindível a quase todos os outros – no sentido de não poder se ausentar ou se calar – e também de ser onipotente – no sentido de alcançar, a qualquer hora, o corpo de todos os outros – é maior do que o incômodo. Mas talvez só aparentemente, na medida em que é possível que não estejamos conseguindo avaliar o estrago que esses corpos/tempos violáveis e violados possam estar causando na nossa subjetividade – e mesmo na nossa capacidade criativa e criadora.

A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.

Essa oferta 24 X 7 do nosso corpo simbólico para todos os outros – e às vezes para qualquer um – pode ter um efeito bem devastador sobre a nossa existência. Um que sequer é escutado, dado o tanto de barulho que há. Falamos e ouvimos muito, mas de fato não sabemos se dizemos algo e se escutamos algo. Ou se é apenas ruído para preencher um vazio que não pode ser preenchido dessa maneira.

Será que não é este o nosso mal-estar?

Viver no tempo do outro – de todos e de qualquer um – é uma tragédia contemporânea.

 (Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Fonte: Revista Epoca

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Seminário da Francofonia , Seminário Brasil Canadá e II Colóquio de Literatura Comparada

X Seminário da Francofonia, X Seminário Brasil Canadá e o II Colóquio de literatura Comparada, expandem horizontes culturais da Uefs

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) promove, de 29 a 31 de maio de 2013, um importante evento internacional que reunirá pesquisadores de países como Togo, Marrocos, Líbano, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Congo, Tunísia, Canadá, Hungria, Sérvia e França e também de diversos estados brasileiros. Trata-se do X Seminário da Francofonia, que congrega o X Seminário Brasil-Canadá de Estudos comparados e o II Colóquio internacional de Literatura comparada e que vai abordar o tema “Terras de exílio, terras de acolhida: identidades”.

A iniciativa é do curso de Especialização Vozes da Francofonia, sob a coordenação do professor Dr. Humberto Lima de Oliveira(DLA) em conjunto com o Núcleo de Estudos Canadenses sob a coordenação do Professor Dr. Gilton Aragão(DCIS). O objetivo é fortalecer a internacionalização das relações acadêmicas nas áreas de Língua Francesa, Língua Inglesa, Literatura comparada e Estudos Culturais.

O evento contará, além de grandes plenárias que oferecerão tradução simultânea, com sessões de comunicação e oficinas de temas variados em francês, inglês, espanhol e português.

A ficha de inscrição encontra-se no site http://necuefs.wix.com/seminarionec.

Outras informações no Núcleo de Estudos Canadenses, Mt 23 módulo II através do telefone (75) 3161-8133 31618514.

e-mail seminariosnec@uefs.br

Realização

Pós-Graduação , NEC-UEFS e Centro de Estudos em Literaturas e Culturas franco-afro-americanas

Apoio: Embaixada da França, DLA(UEFS) , Setor de Francês (DLA), Programa Palle e Programa Portal de Línguas

Gilton Aragão Coordenador do NEC

Humberto Oliveira  vice do NEC e coordenador do

Centro de Estudos em Literaturas e Culturas franco-afro-americanas e do curso de Especialização Vozes da Francofonia

Rita Suzarte – Secretária NEC, CEF, UEFS

Abertura da exposição Calangos, de Dida Murta

 

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Nesta sexta-feira 17 de maio, a partir das 20 horas, acontece no Salão de Eventos do Classe Apart Hotel em Feira de Santana, a abertura da Exposição CALANGOS, do artista DIDA MURTA.

As obras expostas com desenhos em bico de pena e aquarela, têm como figura de inspiração o “Calango”, lagarto típico do nordeste brasileiro, onde o artista cria diversas camuflagens e ambientes para o figura.

Dida Murta é natural de Serrinha, até os 15 anos morou em Feira de Santana, depois mudou-se para Salvador e de lá para os Estados Unidos, França e Portugal. Atualmente reside em Lençóis na Chapada Diamantina.

Trabalhou com design de jóias na H Stern, produção de programas na TV Aratu na década de 80, guia turístico e há 30 anos dedica-se às artes visuais.

A exposição está aberta ao público e permanece no Classe Apart Hotel até o dia  20 de junho.

Sobre Poemas e Poetas

 

Mario Quintana – Caricatura Arradium

 

“Às vezes você acha que está dizendo bobagens e está é fazendo poesias”

“A diferença entre um poeta e um louco é que o poeta sabe que é louco… Porque a poesia é uma loucura lúcida”.

                                                         (Mário Quintana)

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Documentário sobre o artista feirense Juraci Dórea

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Tuna Espinheira e Juraci Dórea – Foto: Bernardo Bezerra

A produção do filme “O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão – Veredas” iniciou as tomadas nesta segunda-feira (6) em Feira de Santana e o campus da Uefs fez parte das locações do primeiro dia do documentário. O protagonista da história, como o próprio título diz, é o artista plástico e arquiteto feirense Juraci Dórea.

O filme tem direção de Tuna Espinheira e produção de Wiltonauar Moura. “Estamos acompanhando o projeto de Juraci que tem mais três décadas de história. Vamos revisitar lugares que ele passou e deixou coisas que o tempo consumiu, mas o vento não levou”, afirmou Espinheira. O documentário terá 55 minutos e será filmado também em municípios como Monte Santo e Canudos.

O cenário da locação na Uefs foi o prédio da Reitoria, que possui obras de diversos artistas, dentre eles Juraci Dórea, confeccionadas com a técnica de pintura em azulejos.

Durante o período das filmagens, o artista plástico vai reinstalar escultura em frente ao Auditório Central da Uefs, utilizando madeira e couro, numa representação da técnica utilizada pelo homem do campo para secar o couro. Outra obra será instalada no centro da arena do Campo do Gado, área pública pertencente ao município de Feira de Santana e que serve para o abate de animais e a comercialização de produtos diversos.

 Ascom/Uefs

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Painel de azulejos na lateral da Reitoria da UEFS – Foto: Bernardo Bezerra

Cuca divulga selecionados para segunda etapa do Festival de Sanfoneiros

O Centro Universitário de Cultura e Arte divulgou os selecionados para a segunda etapa do 6º Festival de Sanfoneiros, evento promovido pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). A etapa acontece nos dias 13 e 14 de maio, no Cuca, com a presença apenas dos jurados. O público poderá, mais uma vez, marcar presença na grande final que será realizada no Auditório Central do campus da Uefs.

Os candidatos da categoria de sanfonas acima de oito baixos deverão comparecer ao Cuca em 13 de maio, às 14h, e os candidatos da categoria de sanfonas até oito baixos, deverão comparecer no mesmo local em 14 de maio, às 8h. Todos devem estar munidos de sanfonas para apresentação individual e seleção da banca.

O Festival de Sanfoneiros de Feira de Santana acontece em três etapas. A primeira etapa foi realizada no início de maio e foi de audição dos CD’s entregues no ato da inscrição. A banca de avaliação desta etapa era composta pelo maestro Aderbal Duarte e pelos músicos sanfoneiros Mauricio Ramos e Eugenio Cerqueira.

A 2ª etapa conta com 14 selecionados na categoria I e 20 selecionados na categoria II. Aberta ao público, a última etapa, que é a final, será em 24 de maio, a partir das 18h, além da apresentação dos finalistas, contará com forró pé de serra, barracas de comidas típicas e apresentação dos finalistas.

Os classificados para a segunda etapa são:

Categoria sanfona até oito baixos: Antônio Mendes Soares, Antônio Pinheiro da Cruz, Arcênio de Araújo, Damião Ferreira de Souza, Elton Dheime Machado Mascarenhas, Godealdo de Jesus, Hermes Pereira Silva, José Apóstolo dos Santos, Joselino Pereira dos Santos, Luiz Gonçalves de Andrade, Luiz Pinto Saturnino, Manoel Ferreira de Oliveira, Pedro Pinheiro dos Santos e Raul Carneiro Lima.

Categoria sanfona acima oito baixos: Cícero Limeira Alves, Cícero Paulo Ferreira Feitosa, Daniel de Araújo e Novais, Enoque Marques Reis Filho, Jadson Bastos de Macedo, Jeferson Dias Rios, José Barbosa do Nascimento, José Edson Rodrigues da Silva, José Roberto de Souza Rosário, José Tadeu de Oliveira Filho, Joselito Ferreira Bezerra, Kelvin Diniz Gomes da Silva, Leandro Conceição Aquino, Lucivaldo Pereira Rodrigues, Luiz Carlos Freitas Silva, Pablo Rafael Jordão da Silva, Pedro Paulo Delmondes de Alencar, Thiago Mendes Souza, Thiago Felipe Jordão da Silva e Valdelicio Morais Silva.

 FSA, 7/5/13