Um poema de Antero de Quental

 

Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares…
Para surgir do seio desses mares…
Um mundo novo espera só um aceno…

Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções…
Mas de guerra… e são vozes de rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

 

Copa desencadeia protestos e greves

 

 

Silvana Blesa | 17/06/2013 – 02:38

 Os protestos contra a Copa das Confederações e Copa do Mundo e também contra o aumento das passagens de ônibus estão se alastrando pelo Brasil. Na Bahia, além dessas manifestações, Salvador amanhece hoje sob o signo de diversas greves. Os trabalhadores em bares, restaurantes e hotéis ameaçam cruzar os braços, os salva-vidas vão se manifestar e podem parar, e os motorista devem suspender as atividades nesta terça. É um momento de tensão e de muita prudência, para evitar que os ânimos percam a razão.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte Brasília e Salvador, segmentos representativos da sociedade se unem com o único propósito de manifestar a indignação diante dos problemas enfrentados pelo país, que investiu milionários recursos públicos para sediar a Copa do Mundo de 2014 e tem que pagar caro para adentrar num dos estádios palco do torneio internacional de futebol.

Os protestos ocorrem em um momento em que o Brasil vive um lento e baixo crescimento econômico, sob o teto de uma inflação de 6,5% ao ano, a meta oficial, o que tem provocado a queda de popularidade do governo da presidente Dilma Rousseff, vaiada neste sábado, durante a abertura dos jogos.

Em Brasília, pelo menos 26 manifestantes e sete policiais ficaram feridos, enquanto outros 20 foram detidos, durante a abertura dos jogos, na partida entre Brasil e Japão. Antes disso, em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, várias pessoas já vinham demonstrando insatisfações contra o aumento de passagem de ônibus, questões de segurança, saúde e educação nos estados.

Para apoiar os manifestantes, um grupo de 500 estudantes universitários caminhou por várias ruas do centro de Salvador no final da tarde de sábado. Segundo informações da polícia, a mobilização ocorreu de forma pacífica, afetando apenas o trânsito, que ficou engarrafado em algumas ruas por onde o grupo caminhava.

A concentração começou por volta das 16h, no Passeio Público. De acordo com informações da assessoria da Polícia Militar, o protesto de sábado foi pacífico e por isso não teve tumulto entre manifestantes e policiais. “Nós acompanhamos o grupo para manter a ordem”, falou a assessoria.

Porém, os manifestantes prometeram fazer outra caminhada hoje, às 16 horas, e outra na quinta-feira quando dará início ao primeiro jogo no Estádio da Arena Fonte Nova, da Copas das Confederações. A assessoria da PM se posicionou e disse que toda a cúpula está preparada para agir com eficiência quanto às manifestações. “Se ocorrer de forma pacífica, iremos apenas acompanhar, mas se bloquearem ruas, teremos que agir usando gás lacrimogêneo e bombas de borrachas se precisar”, salientou a assessoria.

Segundo a PM, os manifestantes podem gritar e vaiar, porém, não será permitido arremessar objetos que possam ferir alguém. Os manifestantes estão se organizando pela rede social e estão unindo aos estados que estão gritando suas insatisfações, devido várias deficiências enfrentadas pelo país, que investiu vultoso dinheiro nos jogos da Copa.

“Temos uma educação deficiente, uma segurança frágil e uma saúde precária, isso, em todas as cidades do Brasil. Precisamos que os governantes invistam primeiro nesses três itens para depois mostrar uma cidade maravilhosa para os turistas”, disse a estudante de fisioterapia Catiane Freitas Losa, presente na manifestação.

Além disso, o grupo também manifestou a falta de mobilidade urbana para realização da Copa das Confederações. As insatisfações estão por todas as partes da cidade. Os trabalhadores dos hotéis prometeram parar as atividades esta semana e os motoristas de ônibus também prometeram cruzar os braços.

Tudo isso tem refletido negativamente na imprensa internacional. No entorno da Arena da Fonte Nova, a PM disse que cabe à Prefeitura de Salvador manter os preparos da segurança para evitar tumultos de manifestantes. Também, agentes da Marinha, Exército, Polícia Federal, Civil e Militar estão em alerta para manter um jogo sem danos e problemas para turistas e soteropolitanos.

Fonte :  IG

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E um, e dois, e três a zero!

 

Ana Carolina Peliz

Se você mora ou já morou na França depois de 1998, o título deve ter recuperado em sua memória amargos souvenirs. Este é o grito de guerra dos franceses em cada jogo de futebol da seleção francesa contra o Brasil e, claro, faz referência à final da Copa em que fomos arrasados e humilhados por eles, de goleada.

Lembrou? Pois imagine como é dolorido para os brasileiros que moram na França ouvir isso a cada vitória francesa contra nossa seleção. E o pior é que não foram poucas. O Brasil, que ganhou da França por 3 a 0 em um amistoso no último domingo, não ganhava dos bleus desde 1992. Isso fez com que eles perdessem completamente o respeito por nós.

Na Copa da Alemanha, em 2006, eu estava em um casamento na Alsácia no dia do jogo Brasil x França – como diria meu marido, que é francês, “quem pode se casar em um dia como este?” – e era a única brasileira da festa. Após nossa derrota, um convidado veio me consolar e disse, “o Brasil também é muito bom no futebol”. “Também?”, respondi eu, “meu senhor, nós somos o país do futebol”, e ouvi um, “sim, e nós ganhamos do país do futebol”.

Depois dessa, resolvi me calar. E foram derrotas atrás de derrotas. Viramos fregueses! Como explicar? Quando jogávamos com nações com maior tradição de futebol como Itália ou Argentina, eu sabia que tínhamos chances, mas contra a França, parecia um tipo de impedimento psicológico, ou pura e simples “urucubaca”.

Em fevereiro de 2011 fui assistir ao amistoso no Estádio de France, achando “agora vai, não tem mais Zidane”! Perdemos de novo! Os franceses já nem comemoravam. Diziam sem complexo que a França tinha jogado feio, que poderia ter ganho por mais.

Dia de jogo contra a França passou a ser dia de sofrimento. De se trancar em casa para não ouvir o famoso “et un, et deux et trois zéro”. Fazer o quê? Se resignar e voltar sempre, como bom freguês.

Por isso, no domingo passado, quando comecei a assistir o amistoso Brasil x França, achei que parecia um roteiro repetido de outras derrotas, sem muito interesse. Aí o Brasil fez o primeiro gol. Não confiei. Ainda era possível virar.

No segundo gol pensei: “só mais um, só mais um” e… gol! Aí, a frase que queria tanto ser pronunciada, saiu naturalmente: “et un, et deux, et trois zéro!”. Todos meus amigos brasileiros que moram na França encheram suas páginas das redes sociais com o grito de guerra que antes era francês.

Para o resto do mundo, pode ter sido apenas um amistoso. Mas para os brasileiros da França, foi uma esperada revanche.

 Fonte; Blog do Noblat – Ana Carolina Peliz é jornalista, mora em Paris há cinco anos onde faz um doutorado em Ciências da Informação e da Comunicação na Universidade Sorbonne Paris IV.

 

Esquizópolis apresenta obras premiadas nos salões de artes visuais da Bahia em 2012

 

Exposição será aberta em 20 de junho e integra a programação cultural do período da Copa das Confederações

Uma mostra da atual produção baiana em Artes Visuais, apontando sua diversidade e ressaltando sua interlocução com o universo artístico: assim é a exposição Esquizópolis, que reúne as 17 obras premiadas nos Salões de Artes Visuais da Bahia 2012, que foram realizados em Irecê, Jequié e Juazeiro, em diálogo com peças do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Como resultado, o conjunto aborda o crescimento desordenado de Salvador e da Bahia, a partir da convivência de formas de desenho urbano e arquitetônico das cidades. Numa correalização entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e o MAM-BA, unidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculados da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), Esquizópolis será aberta no dia 20 de junho, às 19 horas, e seguirá com visitação gratuita até 1º de setembro. A ação também integra as atividades do Cultura em Campo, programação da SecultBA durante a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.

Atualmente, o MAM-BA está trabalhando de acordo com uma proposta de externalização de projetos que promove eventos ligados ao museu em espaços externos a ele. Neste sentido, parte da exposição Esquizópolis acontecerá no espaço do Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra. Obras de três dos artistas que integrarão a mostra – Vauluizo Bezerra, Gaio Matos e Danillo Barata – estarão lá alocadas, em um diálogo direto entre acervo do Museu Náutico e proposta curatorial de exposição. Além destes, os demais trabalhos que integram a mostra estarão expostos na Galeria 3 e na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia.

Esquizópolis resulta de uma ampliação do alcance dos Salões de Artes Visuais da Bahia, que, em 2012, comemoraram 20 anos dos Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia, consolidados como um dos principais objetos de incentivo à criação e difusão de produção artística e à dinamização dos espaços expositivos do interior do estado. Com o novo nome, o projeto assumiu sua representação múltipla e contemporânea, que extrapola referências e características regionais. Na edição do ano passado, foram 75 obras selecionadas através de edital público, de 68 diferentes artistas, dentre 218 propostas inscritas. Além da oportunidade de terem seus trabalhos expostos num projeto reconhecido e que corrobora a qualidade artística das obras, os artistas participantes também concorreram a prêmios: em cada Salão, três obras receberam R$ 7 mil cada, a partir da indicação de Comissões de Premiação. Ainda foram concedidos prêmios simbólicos: as Menções Honrosas, também pela Comissão, e o Prêmio do Público, pela escolha dos visitantes.

Assim, fortalecendo a divulgação e a difusão do trabalho dos participantes, bem como aumentando o alcance do projeto e confirmando a sua inserção num cenário mais amplo das Artes Visuais, todas estas obras premiadas chegam ao MAM-BA em Esquizópolis. A exposição, aliás, outra vez se propôs à expansão: a ocupação não se limita aos espaços físicos e passa a ter uma conexão também conceitual com este importante espaço cultural baiano, evidenciando o modo como estes artistas de diversas origens, técnicas e trajetórias se localizam nos espectros das Artes Visuais da Bahia.

Na ocasião da abertura da mostra, também será lançado o Catálogo dos Salões de Artes Visuais da Bahia 2011/2012, publicação bianual de registro e divulgação. As duas edições já lançadas do Catálogo (2007/2008 e 2009/2010), além de suas versões impressas, estão disponíveis para download na nossa página de publicações.

OBRAS E ARTISTAS PREMIADOS NOS SALÕES DE ARTES VISUAIS DA BAHIA 2012 Veja galeria de fotos clicando aqui

Edição de Irecê = Compartilha e Curte, de Aécio Oliveira (Obra Premiada) Videoarte do artista plástico Aécio Oliveira, nascido e residente em Irecê. A obra faz alusão às redes sociais de uma forma bem humorada, através de um vídeo de um palhaço bocejando. Tem como objetivo fazer com que o espectador se questione sobre as relações humanas, mostrando uma forma de ação e reação semelhante, através do efeito visual que causa a imagem. O trabalho é uma concepção da linha de pesquisa sobre a performance do clown (palhaço) e sua relação com o mundo.

= Que Não Foi de Ninguém, de Juliana Moraes (Obra Premiada) De Salvador, a artista plástica Juliana Moraes, nesta obra, parte do pressuposto de que o ser humano só se reconhece como tal em contato com o outro, “só existe a partir do outro”, a partir do contraste. Pela distinção, o ser humano expressa suas diferenças e se torna particular. O trabalho consiste em quatro imagens impressas em foto porcelana, objetos originalmente utilizados em lápides para homenagens póstumas. Ao afirmar a individualidade contra o individualismo totalizante e em série, afirma também o direito à plena e singular existência.

= Projeções sobre o inacabado, de Rosa Bunchaft (Obra Premiada) Da artista visual Rosa Bunchaft, italiana radicada em Salvador, esta performance urbana se realiza como percurso na cidade e tem como proposta experimentar o corpo não apenas como objeto, mas como suporte de projeção de imagens, articulando performance e imagem enquanto campo de experimentação e encontro na cidade. Uma noiva na cidade… Um andaime como altar… Um véu que é tela de construção civil e torna-se tela de projeções do desabamento acidental de uma das tantas edificações em ruínas que está sendo destruída para construção de novos empreendimentos imobiliários… Um paralelo entre a ideia de vazio e ruína nos processos de construção, destruição e abandono em dois territórios distintos: o amor e a cidade.

= Olimar, grande mãe flor nuclear refletindo seu papel social socorrida por um gardenal…, de Devarnier Hembadoom Apoema (Menção Honrosa) Mestre em Artes Visuais, músico, poeta e livre pensador, nascido em Salvador, residente em Simões Filho, Devarnier baseia esta obra no conceito de Arte Sincrética, desenvolvido pelo próprio autor, e traz a representação do personagem real, Olimar, que, ao deparar-se com sua vultuosa responsabilidade social, passa a automedicar-se com gardenal. Assim, pretende contribuir para a provocação, reflexão e crítica do público apreciador das artes visuais, bem como de toda sociedade pós-lexotan.

= Coma meu coração sem pena, enquanto é tempo – I, de João Oliveira (Menção Honrosa) Artista visual soteropolitano, João Oliveira apresenta gravura em que trata do amor não-recíproco, demente e imaginário – que independe do objeto de amor – e que surge naquele que o sente ou a ele é propenso, comprometido pela sua irrealidade. O amante tenta alcançar no amado algo impossível, simbiótico, numa tentativa desesperada de atingi-lo em sua imaginada essência. Mendigando afeto como um cão sem dono, o ser apaixonado personifica-se no que acredita ser o que o outro espera, nesse caso o cão fiel, incondicional, ladrando seu amor em urgência, e revela-se capaz de renunciar voluntariamente ao seu amor-próprio.

= O cambista, de Jailson Paiva (Prêmio do Público) O artista plástico pernambucano e residente em Irecê Jailson Paiva apresenta escultura em tamanho natural em cimento e ferro, que representa uma pessoa ainda viva que foi excluída do seu ambiente de trabalho por conta do advento das máquinas eletrônicas que substituíram os talões manuscritos dos cambistas.

Edição de Jequié

= Autopoiese, de Ricardo Alvarenga (Obra Premiada) Mineiro residente em Salvador, o performer e artista multimídia Ricardo Alvarenga apresenta instalação com sete fotografias de 40 cm x 60 cm, referenciada no conceito de autopoiese – autoprodução de si, como condição natural de ser vivo, operando em natureza cíclica. A cabeça-tufo se transfigura em tufos-cabeça, e ambos se produzem mutuamente. Os tufos presentes no trabalho são emaranhados de cabelos do performer, recolhidos durante os últimos quatro anos, na ritualização cotidiana dos banhos. A performance consiste na manipulação dos cabelos que ora são esculpidos como uma bolsa que acondiciona os tufos, ora são esculpidos como uma máscara que realiza um ser sem face. A ação de tirar e recolocar os tufos de forma cíclica é realizada ininterruptamente enquanto há público na galeria. Um vídeo da ação é exposto nos dias que se seguem à abertura. Os créditos das fotografias são de Peruzzo e do vídeo, de Paula Carneiro.

= Ausentes, de Rosane Andrade (Obra Premiada) Artista visual nascida em Santo Antonio de Jesus e residente em Salvador mostra uma obra de intervenção urbana que propõe observar o espaço da cidade e posteriormente criar imagens que dialoguem com a rotina dos cidadãos. Nas imagens, são representadas cenas lúdicas de ações cotidianas dos pedestres, como, por exemplo, pegar um ônibus. Deste processo é feito um desenho que combina essas características com a do personagem adormecido reproduzido na obra, que se trata de um corpo com uma cabeça de travesseiro. O desenho situa-se sobre um fundo de linhas que mostra como a artista entende o espaço social-urbano: um fluxo que aprisiona as situações e, portanto, adormece o sujeito. Assim, é traçado um paralelo entre o corpo ausente e o estar presente, sendo este último intuído como uma percepção adormecida, um estado de inércia. Esse estado não é constante, constituindo-se tão somente numa espera por um fenômeno que nos tire dessa realidade sonhada.

= Prometeu e São João brincando de inquisição em paisagem cruzalmense, de Zé de Rocha (Obra Premiada) Zé de Rocha, artista visual e músico, apresenta objeto díptico com 160 cm x 210 cm em que utiliza, como instrumento para riscar/desenhar, o artefato conhecido como “espada de fogo” (espécie de busca-pé construído com bambu, argila e pólvora), proveniente da queima de espadas, manifestação cultural centenária de Cruz das Almas, cidade onde foi criado. Este trabalho tem como princípio criador a polissemia da palavra “risco”, que abarca as acepções de traço feito numa superfície e de possibilidade de passar por perigo. Além disso, evoca a relação de fascinação e medo que prevalece como matriz de interação social. Costumes e festividades estabelecidas em torno do embate com o perigo, que resistem na contramão de uma incitada homogeneização mundial da cultura.

= Cidade Babilônia, de Alex Oliveira (Menção Honrosa) O fotógrafo Alex Oliveira traz ensaio que tem um viés social e político. Traduz um espaço suspenso no tempo, um retorno ao imaginário construído durante o período da infância e adolescência em que morou em Jequié, sua cidade natal. Uma das questões mais importantes do ensaio é a possibilidade que as imagens têm de comunicar, incitar o diálogo e a difusão das questões que abarcam a relação entre o progresso e a decadência das grandes construções arquitetônicas submetidas ao choque de ideologias e interesses econômicos. A obra denuncia, torna evidente, um espaço que foi esquecido, naturalizado como invisível, como tantas outras questões que na contemporaneidade tendem a ser esquecidas pelo fluxo diário do cotidiano.

= Escolha sua garota favorita, de Mike Sam Chagas (Menção Honrosa) Mineiro residente em Salvador, o artista plástico Mike Sam Chagas reúne elementos díspares, como frases, máquinas de fliperama, logotipos, retratos, cenas adolescentes de Salvador, nesta pintura em políptico de 140 cm x 280 cm. As obras funcionam como colagens que, tendo como suporte a tradição da pintura, refletem o desejo dos pintores de desvelar a própria natureza de seu ofício. Ao substituir as modelos anônimas do jogo por mulheres consagradas como musas pela História da Arte, o trabalho brinca, ao inseri-las num contexto de jogo erótico, com a noção de aura que envolve determinados objetos artísticos (e também artistas), misturando sedução e reverência na relação lúdica entre modelo, artista e espectador.

= Contempladores da Ganância Insaciável, de Augus (Prêmio do Público) O conjunto de fotografias de Augus, fotógrafo, artista visual e videomaker de Jequié, tem 200 cm x 90 cm e representa uma visão sequencial de um momento do cotidiano de uma parcela de moradores da cidade. A obra em preto e branco remete ao início do capitalismo e demonstra que, na essência, nada mudou na mente dos empresários opressores e que a grande massa humana continua sendo comandada e imprensada na passarela de ferro dos controladores do sistema. Mostra uma ponte estreita que leva à porta larga da revolta e do desânimo que leva o operário a descer o penhasco pedregoso, e, na margem do rio fétido, explorado e dragado, contemplar no seu horário de repasto a ganância insaciável.

Edição de Juazeiro

= Frente e Verso, de Alex Moreira (Obra Premiada) Nascido em Presidente Dutra e residente em Juazeiro, Alex Moreira apresenta obra em técnica mista, com 90 cm x 60 cm x 4 cm, que trazem todos os documentos originais do artista: RG, CPF, Certidão de Nascimento, Reservista, Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral, Carteira de Trabalho, Diploma de Graduação e todos os cartões de conta bancária e crédito. Uma demonstração de entrega e doação para a arte, deixando-o vulnerável a qualquer acontecimento que necessite de um desses documentos, sem acesso às contas bancárias, sem poder viajar, ser atendido em hospitais, tirar passaporte, realizar pagamentos, ser vistoriado pela polícia ou forças armadas, ficando inclusive exposto a estelionatários. Não poderia, também, comprovar ser um cidadão brasileiro, abrindo uma reflexão sobre o uso exagerado dos documentos que fazem como que sem esses números não existíssemos.

= Passeio Socrático, de George Lima (Obra Premiada) Artista visual de Feira de Santana, George Lima apresenta obra em que busca uma reflexão acerca do sentimento de “ser feliz”, nos tempos “pós-modernos”, em meio a aspectos regidos pela “sociedade do espetáculo”, como publicidade, entretenimento, consumo etc. O registro foi realizado no interior de um shopping center. Composta por uma série de cinco fotografias digitais de 80 cm x 80 cm, plotadas em vinil transparente e fixadas sobre peças de porcelanato polido de mesmas dimensões, na cor branca (uma peça de piso para cada imagem), a obra tem como medida total 80 cm x 400 cm. As cinco imagens são expostas, juntas e alinhadas, sobre o piso, no interior do espaço expositivo, de forma que as pessoas possam circular livremente pelo seu entorno. O propósito é instigar o público a interagir com a obra.

= Maracutaia S/A, de Ramon Rá (Obra Premiada e Prêmio do Público) Artista visual soteropolitano, Ramon Rá apresenta instalação que resulta de observações extraídas dos objetos e das relações do cotidiano. O Bombril, elemento utilizado no serviço doméstico de limpeza, é o suporte escolhido pelas suas características, para modelar cerca de 1.500 ratos de tamanhos que variam de 15 a 40 centímetros. Para o artista, foi fundamental o encontro com esse material de suporte, por ele agregar num mesmo elemento a maleabilidade, a textura e a coloração necessárias para concretizar sua poética visual, além do valor semiótico que assume, evocando elementos como ética, consumo e transitoriedade. A obra propõe um mergulho nas relações homem/objeto, humanizando os objetos e coisificando o humano.

= Sistema de Controle, do Coletivo Neri Neves (Menção Honrosa) George Neri, fotógrafo, artista visual, artista plástico, videomaker, e Núbia Neves, videomaker e artista plástica, ambos residentes em Vitória da Conquista, formam o Coletivo Neri Neves. A instalação premiada dispõe sobre a parede uma impressão em papel do símbolo de um código de barras qualquer. Defronte da imagem do código de barras, um sensor sonoro e uma luz infravermelha detectam o movimento e acionam o som característico emitido quando um leitor de códigos é acionado. Esta proposta sugere uma reflexão múltipla das variáveis que se apresentam na relação consumo, mercado e mercadoria, colocando o público em posição de objeto consumido, ampliando também o relevo estético de uma situação corriqueira que representa o pilar da sociedade capitalista.

= Kab ide Tuti – SEXta SEX – You tube or not You tube, de Tuti Minervino (Menção Honrosa) Tuti Minervino, artista visual soteropolitano, apresenta videoinstalação que reúne três vídeos gravados em uma tarde, durante a residência artística na FAAP em São Paulo, em 2012. Dois dos vídeos partiram da body-art do artista. As tatuagens (Cabide e Sex-Sáb-Dom) foram o motivo para fazer a videoperformance. No Cabide, ele veste e sustenta o personagem, uma espécie de marca e assinatura no seu corpo. O terceiro vídeo (You tube or not You tube) trata da questão de “identidade”, do corpo deslocado. Ali, o artista representa um nordestino caricaturado questionando-se sobre qual o fim que daria à sua obra: postar ou não no Youtube (essa é a questão). Quer dizer da cara e coragem de um cidadão de outro lugar e realidade em terra estranha, onde ainda existe um preconceito com o povo do Nordeste do país. E esse é o destino que ele sonha, a terra prometida, mudar de vida etc.

ESQUIZÓPOLIS Onde: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e Museu Náutico da Bahia – Farol da Barra Abertura: 20 de junho, 19 horas, no MAM-BA Visitação no MAM-BA: 21 de junho a 1º de setembro, terça a sexta, 13 às 19 horas; sábado e domingo, 14 às 19 horas Visitação no Museu Náutico: 21 de junho a 1º de setembro, terça a domingo, 8h30 às 19 horas; durante o mês de julho, a visitação é todos os dias da semanas. Quanto: Gratuito Realização: FUNCEB/ MAM-BA/ IPAC/ SecultBA

 

 

SESC – Projeto Arraiá do Comércio

 

 

Com o intuito de resgatar, promover e valorizar as tradições juninas, o SESC em parceria com a Prefeitura Municipal e o SICOMFS, estará realizando no período de 11 a 19de junho do corrente ano, uma autêntica festa de São João: o “ARRAIÁ DO COMÉRCIO 2013”.

 Visando repetir o sucesso dos anos anteriores, estaremos proporcionando aos feirenses e visitantes, um verdadeiro arraiá do interior, fomentando o aquecimento do comércio no centro da cidade, atraindo a comunidade com uma programação temática de qualidade num espaço onde todas as classes sociais tenham acesso e promovendo a integração campo/cidade, através da propagação de atividades genuinamente rurais (artesanatos, bebidas e comidas típicas). É importante frisar que todos os produtores passaram por um curso com duração de 02 dias (04 e 05/06) no SENAC sobre “Segurança, manuseio e empreendedorismo”, onde tiveram a oportunidade de desenvolver novos conhecimentos e aperfeiçoar o seu trabalho.

A Praça João Barbosa de Carvalho (Praça do Fórum), já consolidada como espaço cultural será o palco onde se apresentarão diversos trios forrozeiros, quadrilhas e grupos culturais da nossa cidade mostrando toda a alegria e magia que compõem a maior festa popular do Nordeste, valorizando assim o nosso Patrimônio Cultural e Humano.

Como no ano passado, serão efetuados alguns ajustes, tanto na programação dos shows, que nos finais de semana encerrarão mais cedo, quanto no horário de fechamento da rua lateral da Praça (trecho entre o Edf. Ducarmo e a Propão), a partir das 17 horas entre os dias 11 e 19 de junho, período este em que o movimento de pessoas toma todo o espaço reservado para a festa.

Convidamos todos os feirenses e visitantes a se deliciarem com muita comida e bebida típica ao som do autêntico forró pé-de-serra, observando a beleza e harmonia dos grupos culturais e a riqueza do artesanato regional. Venham e participem do Arraiá do ComércioO melhor negócio do seu São João.

Mostra de cenas das oficinas de teatro do Cuca

 

10 a 14 de junho

A Universidade Estadual de Feira de Santana e o CUCA – Centro Universitário através da Coordenação das Oficinas de Teatro do Cuca – realizam a MOSTRA DE CENAS DA TOCA 2013.1 – Uma semana repleta de exercícios e cenas teatrais realizados pelos nossos alunos, totalizando 16 apresentações voltadas a todos os públicos.

A platéia poderá apreciar pequenas mostras do que foi trabalhado em sala de aula pelas crianças, adolescentes e adultos das Oficinas de Teatro do Cuca através de esquetes que tem variados temas. Mais uma vez o público poderá participar da Campanha de Doação de Alimentos através da troca de ingresso por um quilo de alimento não perecível.

Contando com uma equipe de renomados professores e artistas de teatro, o Teatro Oficina do Cuca – TOCA – apresenta uma semana inteira de diversão e arte para a comunidade. Acompanhe a programação:

 

DIA: 10 DE JUNHO DE 2013

HORÁRIO: A partir das 18:30h

1 – ESPETÁCULO: NÃO BULA COMIGO

DIREÇÃO: Ive-Anne Stanchi

RELEASE: O texto criado de forma descontraída a partir de cenas, textos, redações e depoimentos trazidos pelos alunos para tratar de um assunto hoje tão importante e tão presente no cotidiano de todos, o bulling.

2 – ESPETÁCULO: LAMPIÃOZINHO E AS FULÔ

DIREÇÃO: Geovane Mascarenhas

RELEASE: Apresentação da primeira cena do espetáculo que conta a história do pequeno Lampião que fugindo de cangaceiros, pretende criar um exército poderoso para acabar com as injustiças do povo sertanejo.

3 – ESPETÁCULO: GRÃOZINHO

DIREÇÃO: Ive-Anne Stanchi

RELEASE: Grãozinho é um grão de areia que nunca saiu do deserto onde vive e com a ajuda de suas grandes amigas Granita e Granota, vai fazer de tudo ara realizar o seu grande sonho… Conhecer o mundo!

 

DIA: 11 DE JUNHO DE 2013

HORÁRIO: A partir das 18:30h

1 – ESPETÁCULO: OXE, É QUASE UMA ESPETÁCULO!

DIREÇÃO: Andréia Fábia

RELEASE: O texto aborda situações do cotidiano de moradores de um bairro popular, que mais parecem fazer parte de um roteiro para novela das oito

 

2 – ESPETÁCULO: “NGM” ME INTENDE”

DIREÇÃO: Denise Chaves

RELEASE: Cenas construídas \ improvisadas \ selecionadas pelo grupo a partir do tema “ADOLESCER” com textos elaborados pelos alunos.

3 – ESPETÁCULO: QUE BICHO É ESSE?!

DIREÇÃO: Andréia Fábia

RELEASE: Conjunto de esquetes que trata da relação dos adolescentes com o mundo, afinal, que “bicho” é esse, que cresce e de repente a gente desconhece?

4 – ESPETÁCULO: A SERRA DOS “DOIS PORQUÊS”

DIREÇÃO: Denise Chaves

RELEASE: Cinco monólogos escolhidos pelo grupo intercalados por quadros criados a partir do título: “A Serra dos “Dois Porquês”.

5 – ESPETÁCULO: UMA FÁBULA SOBRE O TEMPO

DIREÇÃO: Andréia Fábia

RELEASE: Livremente inspirado no texto “O Reino Adormecido” de Leo Cunha, o texto apresenta um rei egoísta que por uma decepção pessoal, decreta que o tempo e as emoções, parem de passar. Propondo de maneira cômica uma relação do homem, do poder e do tempo.

 

DIA: 12 DE JUNHO DE 2013

HORÁRIO: A partir das 19:00h

1 – ESPETÁCULO: GERAÇÃO Z – GAROTAS ONLINE

DIREÇÃO: Lene Costa

RELEASE: Quais são os limites de um adolescente conectado durante 24 horas em redes sociais? Essa e outras questões serão abordadas nessa mostra de cena.

2 – ESPETÁCULO: QUAL “TRIBO”

DIREÇÃO: Denise Chaves

RELEASE: A peça conta as dificuldades de inserção de uma adolescente em uma nova escola. As diversas “tribos” com que ela se depara e seu olhar frente a tudo isso.

3 – ESPETÁCULO: JOÃO E MARIA CONTRA A BRUXA DO CANGAÇO

DIREÇÃO: Lene Costa

RELEASE: Conta a clássica história de João e Maria vista de um ângulo mais nordestino numa adaptação leve, divertida e reflexiva.

 

DIA: 13 DE JUNHO DE 2013

HORÁRIO: A partir das 19:00h

1 – ESPETÁCULO: ESSA TAL REDE SOCIAL

DIREÇÃO: Fernando Pedro Maria

RELEASE: Vivemos um momento de alta comunicação e interação social, e uma boa parcela disso se dá as redes sociais da internet. A mostra de cena traz esquetes com situações engraçadas vivenciados dentro desse mundo tão social.

2 – ESPETÁCULO: POR TRÁS DAS LETRAS

DIREÇÃO: Rodrigo Messias

RELEASE: Improvisações baseadas em canções de Chico Buarque compõem essa mostra que cria uma atmosfera cheia de nuances e traduzem as idéias contextuais das canções desse artista brasileiro.

3 – ESPETÁCULO: HISTÓRIAS DE UM “BUZÚ”

DIREÇÃO: Fernando Pedro Maria

RELEASE: Dramatização de diversas histórias e personagens que encontramos em um ônibus.

DIA: 14 DE JUNHO DE 2013

HORÁRIO: A partir das 19:00h

1 – ESPETÁCULO: ACASO

DIREÇÃO: Tato Tavares

RELEASE: Será que as coisas acontecem por acaso ou são obras do destino? A mostra consiste num exercício de encenação pelos alunos baseado em 4 cenas do texto “Por Acaso”, de Tato Tavares.

2 – ESPETÁCULO: ENCARCERADAS

DIREÇÃO: Fernando Pedro Maria

RELEASE: Improvisações baseadas em canções de Chico Buarque compõem essa mostra que cria uma atmosfera cheia de nuances e traduzem as idéias contextuais das canções desse artista brasileiro.

Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa

 

Prêmio Portugal Telecom 2013 anuncia semifinalistas

(Entre eles, dois poetas baianos: Ruy Espinheira Filho e Roberval Pereyr)

O Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa divulgou nesta segunda-feira (3) os semifinalistas da edição 2013, além do júri que irá escolher os finalistas, em setembro, e os vencedores, em novembro. Nesta primeira etapa, um júri de 280 profissionais da literatura em língua portuguesa indicados pela curadoria selecionou por meio de votação online 63 semifinalistas, dentre 450 livros inscritos, todos publicados no Brasil no ano de 2012.

Devido ao empate na categoria poesia e dois empates entre os romances, 63 livros (e não 60) classificaram-se para a próxima fase. Estão na disputa 21 obras na categoria poesia, 22 na categoria romance e 20 na categoria conto/crônica. Entre os romances, estão contemplados três autores portugueses, um angolano, um moçambicano e 17 brasileiros.

O corpo de jurados que irá selecionar os finalistas e, por fim, os vencedores em novembro é composto por: André Seffrin, Cristóvão Tezza, Italo Moriconi, João Cezar de Castro Rocha, José Castello e Leyla Perrone Moisés.

Confira abaixo a lista completa de semifinalistas:

CONTO/CRÔNICA

A caneta e o anzol – Domingos Pellegrini
A última madrugada – João Paulo Cuenca (leia o Paiol Literário com o escritor)
A verdadeira história do alfabeto – Noemi Jaffe
Ai meu Deus, ai meu Jesus – Fabrício Carpinejar (leia o Paiol Literário com o escritor)
Aquela água toda – João Anzanello Carrascoza
As verdades que ela não diz – Marcelo Rubens Paiva
Cheiro de chocolate e outras histórias – Ronivalter Jatobá
Como andar no labirinto – Affonso Romano de Sant’Anna
Contos inefáveis – Carlos Nejar (leia resenha do livro)
Copacabana Dreams – Natércia Pontes (leia resenha do livro)
Crônicas para ler na escola – Zuenir Ventura
Diálogos impossíveis – Luis Fernando Veríssimo
Essa coisa brilhante que é a chuva – Cíntia Moscovich (leia resenha do livro e Inquérito com a escritora)
Jogo de varetas – Manoel Ricardo de Lima (leia resenha do livro)
Livro das horas – Nélida Piñon (leia o Paiol Literário com a escritora)
Manhãs adiadas – Eltânia André
Mistura fina – Vera Casa Nova
O tempo em estado sólido – Tércia Montenegro
Páginas sem glória – Sérgio Sant’Anna (leia resenha do livro e o Paiol Literário com o escritor)
Shazam! – Jorge Viveiros de Castro (leia resenha do livro)

POESIA

A casa dos nove pinheiros – Ruy Espinheira Filho
A cicatriz de Marilyn Monroe – Contador Borges
A praça azul e Tempo de vidro – Samarone Lima
A voz do ventríloquo – Ademir Assunção
As maçãs de antes – Lila Maia
Caderno inquieto – Tarso de Melo
Ciclo do amante substituível – Ricardo Domeneck
Deste lugar – Paulo Elias Franchetti
Engano geográfico – Marília Garcia
Formas do nada – Paulo Henriques Britto (leia resenha do livro)
Meio seio – Nicolas Behr
Mirantes – Roberval Pereyr
O amor e depois – Mariana Ianelli (leia resenha do livro)
Ouro Preto – Mário Alex Rosa
Píer – Sérgio Alcides
Porventura – Antonio Cícero (leia resenha do livro)
Quando não estou por perto – Annita Costa Malufe
Sentimental – Eucanaã Ferraz
Totens – Sérgio Medeiros
Trato de silêncios – Luci Collin (leia o Paiol Literário com a escritora)
Um útero é do tamanho de um punho – Angélica Freitas (leia Inquérito com a escritora)

ROMANCE

A confissão da leoa – Mia Couto (leia entrevista com o escritor)
A máquina de madeira – Miguel Sanches Neto (leia resenha do livro)
A noite das mulheres cantoras – Lídia Jorge
A sul. O sombreiro – Pepetela
As visitas que hoje estamos – Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira (leia entrevista com o escritor)
Barba ensopada de sangue – Daniel Galera (leia resenha do livro e o Paiol Literário com o escritor)
Big Jato – Xico Sá (leia resenha do livro e entrevista com o escritor)
Caderno de ruminações – Francisco Dantas (leia resenha do livro)
Desde que o samba é samba – Paulo Lins (leia resenha do livro e o Paiol Literário com o escritor)
Deus foi almoçar – Férrez (leia resenha do livro)
Era meu esse rosto – Marcia Tiburi (leia resenha do livro e o Paiol Literário com a escritora)
Estive lá fora – Ronaldo Correira de Brito (leia resenha do livro e o Paiol Literário com o escritor)
Mar azul – Paloma Vidal (leia Inquérito com a escritora)
O casarão da rua do Rosário – Menalton Braff (leia resenha do livro)
O céu dos suicidas – Ricardo Lísias (leia resenha do livro e o Paiol Literário com o escritor)
O filho de mil homens – Valter Hugo Mãe
O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam – Evandro Affonso Ferreira
O que deu para fazer em matéria de história de amor – Elvira Vigna (leia entrevista com a escritora)
O sonâmbulo amador – José Luiz Passos (leia resenha do livro)
Paulicéia de mil dentes – Maria José Silveira
Sôbolos rios que vão – António Lobo Antunes
Solidão continental – João Gilberto Noll (leia resenha do livro e o Paiol Literário com o escritor)