Croácia – Destinação Zagreb

 

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No final de semana o blog ficou sem novidades; saímos de Opatija logo depois do almoço, na sexta-feira, e pegamos a estrada em direção a Zagreb. Foram 198 km, primeiro com chuva, depois com neve e novamente com muita chuva até chegarmos ao nosso destino no finalzinho da tarde. Famintos, encontramos rapidamente um local agradável para jantar. Depois de um breve passeio pelas ruas da capital da Croácia, nada melhor do que uma boa noite de sono, pois no dia seguinte deveríamos seguir cedo para o aeroporto.

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Zagrebe é uma cidade plana e bem arborizada. Muitos parques e praças floridas. A cidade que abriga cerca de um milhão de habitantes é muito limpa e muito bem sinalizada. A atmosfera  de Zagreb inspirava confiança e tranquilidade. Os croatas, além da língua natal, falam inglês com desenvoltura e alemão e com um pouco de sorte, podemos encontrar quem fale italiano. Não encontramos ninguém que falasse português ou espanhol; já em relação ao francês, encontrei duas pessoas que se comunicavam na língua de Voltaire.

Um dia pretendo voltar para conhecer Trieste e a costa sul do Adriático.

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Quinta-feira em Rijeka – Croácia

 

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De Opatija fomos conhecer Rijeka, também na costa do mar Adriático. Cidade bonita e alegre. Muita gente jovem e bonita pelas ruas; tudo muito limpo e organizado, trânsito fluído e bem sinalizado. A comida também vale um comentário especial; como se come bem nesse país! Pena que chovia muito e não pudemos aproveitar o melhor que a cidade oferece. Quem sabe em uma nova viagem?

Sexta-feira iremos para Zagreb, que vi de passagem na terça-feira e que parece muito bonita.

Observação: Quase todas as igrejas que vi por aqui são amarelas. Curioso, não?

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O mundo é um carrossel

 

A poema 10696459_693416644080999_8887822057181702724_n

Ao publicar o belo poema de Antônio Brasileiro, um samba antigo me veio à lembrança: “Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí”…

Ao sair de férias  roubo a borboleta que pousou na caneta do poeta e saio voando com ela por aí.

Ps. Quando coisas bonitas acontecerem (e se houver um computador por perto), passo para dar notícias. Até breve!

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Cuca promove eventos culturais abertos ao público nesta sexta

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), promove sexta-feira (10) o Projeto Cinco e Meia Infantil. Os alunos dos cursos básicos do Seminário de Música do Cuca vão apresentar peças musicais para estudantes de escolas públicas municipais e para o público em geral. As apresentações começam às 15h30 no Teatro do Cuca.

O projeto faz parte do calendário de atividades do Seminário e é realizado de dois em dois meses. “Para o estudante de música é importante ter contato com o público. Além disso, eventos como este ajudam na formação de plateia”, afirmou Vandson Nascimento, coordenador do Seminário de Música.

Ainda na sexta-feira, será realizado o projeto Lua Cheia de Performance, com a participação de seis artistas, que vão se apresentar em diferentes ambientes do Cuca. Nessas apresentações, o corpo é o principal suporte para a realização dos trabalhos. O Lua Cheia de Performance começa às 20h e a entrada é franca.

 A curadoria do evento é do artista visual Victor Venas. Ele reuniu neste projeto o artista corporal Fernando Lopes, os artistas visuais Amilton Santana, Wagner Lacerda e Jailton Santoz, a dançarina Natália Ribeiro e a atriz e cantora Katia Lanto.

O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) funciona na rua Conselheiro Franco, nº 66, Centro, Feira de Santana. Mais informações através dos telefones (75) 3221-9744 ou 3221-9766 ou da página do Cuca na internet www.uefs.br/cuca.

A Luacheia !cid_ii_i0yaiii70_148e73a827f7200a.

Viver é resgatar os sonhos esquecidos no fundo do armário

 

Rebeca Bedone

Vencer dificuldades, ultrapassar preconceitos e seguir em busca de sonhos e ideais nem sempre é uma jornada fácil nessa vida tão competitiva e cheia de inveja e intolerância. E, muitas vezes, temos que primeiramente enfrentar uma luta interior antes de estarmos prontos para a guerra que acontece lá fora. Mas, quando existe paixão de verdade e uma autêntica aspiração de quem sonha, não há limites que possam ser enfrentados.

Quando eu escrevo, tento superar os meus limites. Inicio uma busca incessante das minhas lembranças, de mim mesma, dos meus sonhos guardados e até daqueles que foram esquecidos em caixas bem lá no fundo do armário. É também um encontro com o desconhecido. Um lugar que eu não sabia, mas que sempre esteve ali, à minha espera.

“Eu tenho um pouco de girassol”, dizia Van Gogh, um dos meus pintores preferidos, e ele acreditava que essa flor tinha um significado especial por causa da sua cor amarela, representando a esperança e a amizade. E, ainda, achava que a gratidão era um sentimento relacionado ao jeito como as flores se abriam. Por isso, ele pintou os quadros de girassóis para enfeitar a sua casa amarela, em Arles, enquanto aguardava o seu amigo e pintor Paul Gauguin.

O amarelo expressa otimismo e criatividade e simboliza a prosperidade e a felicidade. Esta cor desperta alegria porque significa luz, energia e calor.

Acredito que Van Gogh pintava para se libertar. Infelizmente, ele teve um final trágico muito jovem devido a sua doença mental que lhe causara tanto sofrimento. Apesar do esplendor de suas obras e da quantidade significativa de quadros que produziu, ele não conseguiu suportar a sua alma atormentada.

Mas, quando eu olho Os Girassóis, sou capaz de me libertar das minhas angústias e dúvidas. Fecho os olhos e corro por um campo de girassóis.

Hipocrisia, doenças, distância, saudade, maldade, mentiras, miséria, morte, corrupção? Escuridão. Sigo correndo por um campo de girassóis. Porque virá dia depois do outro, o tempo passará, as perguntas aumentarão e o que não posso é ficar parada. É, nós não podemos parar. Então, vamos! Vamos, porque nós também temos um pouco de girassol.

Vamos correr por um campo de girassóis. Seremos uma só corrida de braços abertos, leves como um pincel, a receber um beijo do vento e girar na direção dessa luz que nos conduz a uma dança contra todas as guerras e todos os medos.

Porque hoje seremos as flores do Sol. Aquelas que agradecem a beleza da vida e o mistério divino de estarmos todos aqui. Todos juntos em busca do nosso melhor tom de amarelo.

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Foto: Internet

Fonte: Revista Bula

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Iderval Miranda

 

 Diário

 

o homem. as palavras. o amor. as mercadorias.

troca. essência. essência. essência. vida.

aqui e agora. a mão. a arma. a fome.

o medo. o medo. o medo. sempre.

portagradecadeadodoportãoportalpistola. defesa

defensa devesa. pesadelo e pesar.

longe. pendor e precipício. viver perigosamente.

o homem. a fera. a moeda. a pobreza. o negro

horizontes do caos. simples palavras.

                                   Iderval Miranda

 Poema extraído do livro “Então” (poemas).1972/2012, Feira de Santana, Ed. Tulle, 2013, p. 88.

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