Mais um poema de Antônio Brasileiro

Os Barcos

Nenhum lugar é onde estamos.

A vida é para passar.

Os filhos, hoje, são homens;

os barcos, naves do mar.

Nosso destino, o jogamos

inteiro naquele ás.

Mas, da vida., que levamos?

As mágoas as marcas, as

plurivórtices lembranças?

Naves sábia, alto mar:

que filho não é criança?

IN:BRASILEIRO, Antônio. Dedal de Areia, Rio de Janeiro: Garamond, 2006, p. 34.

Nanja (2004) Foto: Leo Brasileiro

.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.