Protesto

 

Desrespeito à arte

O artista plástico Leonel Mattos, que participou da exposição Arte efêmera em Feira de Santana, fez o seguinte protesto:

“Estive em Feira de Santana para realizar uma intervenção  urbana de Arte Efêmera, por sinal com um excelente resultado. Lamentável foi ver o monumento do artista plástico Feirense, JURACI DOREA, coberto  uma parte, com um tecido vermelho servindo de varal de corda!
Amanhã vou fazer uma carta ao prefeito de Feira de Santana para pedir a retirada do tecido, que não sei se foi para a decoração do Natal ou coisa parecida!”
Leonel Mattos
Artista Plástico e Presidente do SINAPEV-BA

Exposição no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira

No dia 29 de setembro, quinta-feira, às 20h, o Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira promove a abertura da Exposição “Somos todos heroicos” com trabalhos de 20 artistas visuais do Recôncavo.

Os trabalhos foram realizados com a utilização de diversas técnicas: fotografia, desenho, pintura, escultura e gravura, compondo um painel representativo da arte que está sendo produzida nas cidades de Cachoeira, Muritiba e São Félix.

A mostra fica em pauta até 30 de outubro de 2011.

 

 

 

 

 

Arte e Cultura durante 15 horas seguidas

  Aberto do Cuca

 Evento que marca o 16º aniversário do Centro Universitário de Cultura e Arte, o Aberto do Cuca, este ano, está recheado de novidades. O Aberto acontece na próxima sexta-feira (16), oferecendo ao público 15 horas de arte e cultura.  A partir das 8h, na Praça da Matriz haverá o “Aberto de Repente”, com a dupla de repentistas Caboquinho e João Ramos, que se apresentam no Coreto. Logo depois, um grupo de palhaços de Cia Cuca de Teatro, acompanhado de fanfarra faz o percurso até entrada do Cuca, convidando o público para participar das atividades.

Este ano a grande novidade fica por conta do aproveitamento como palco de apresentações, da escadaria que dá acesso ao Museu Regional de Arte, dando maior visibilidade ao evento. No espaço, já denominado “Escadaria da Arte”, haverá execução de peças musicais ao piano, duo de violão e sax, dança tribal, apresentação do grupo Zé das Congas  e do Coral Scherzo.

No Teatro de Arena, durante manhã e tarde, se apresentam os mais diferentes grupos,  como o Quinteto de Violão e Sax,  Dança do Ventre,  grupo Os Nó Cego e integrantes das Academias  Prelúdio e Alegro, além de Filarmônica.

O evento também conta com exposições de artes plásticas e oficinas de teatro, pintura e dança, para aqueles que desejam não só apreciar, mas também participar das atividades. Esse é justamente o objetivo do Aberto, atrair o grande público para o Cuca, oferecendo arte e cultura gratuitamente, durante todo o dia.

O duo de violões, com os irmãos Horácio e Leonardo Barros Reis  encerram as atividades do Aberto, em apresentação no Teatro Universitário, a partir das 21h.   O duo oferece ao público um repertório variado, com arranjos e interpretações que irão empolgar os apreciadores da música instrumental.

Concertistas, compositores e arranjadores, os irmãos Barros Reis fizeram vários recitais e participaram de seminários com renomados violonistas como Henrique Pinto, Thomas Patterson, Sérgio Abreu e Marco Pereira.

Assessoria Cuca/Uefs

Obra de Juraci Dórea é destaque em mostra de arte em São Paulo

No período de 27 deste mês a 3 de junho, o artista plástico Juraci Dórea participa da exposição individual “Arquivos em Processo”, em São Paulo. A mostra é promovida pela Intermeios – Casa de Artes e Livros e pelo Centro de Estudos da Oralidade (PUC/SP), com apoio da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Apresentará documentos que compuseram o processo de criação do artista feirense no Projeto Terra.

Esculturas feitas de madeira e couro fincadas em pleno sertão compõem o Projeto Terra, que chamou a atenção dos críticos justamente por mudar o circuito tradicional da obra de arte, tirando-a dos locais previstos e previsíveis. Seu criador, por hábito, registrava cada etapa em diversas mídias: fotos, vídeos, gravações de áudio e anotações num diário. Este registro ganhou status de obra ao se transformar em livros e exposições nos museus e bienais. O projeto nasceu para viver em lugares inusitados e ganhou o mundo através da sua documentação.

A exposição, que tem a curadoria das professoras Jerusa Pires Ferreira e Cecília Almeida  Salles, além de Carolina Lobo, mestranda na PUC/SP, apresenta vídeos, fotos, anotações e outros documentos que compuseram o processo de criação no Projeto Terra, com o qual o artista participou de exposições como as Bienais de São Paulo, Veneza e Bienal de Havana, entre outras.

Coletivas

Juraci Dórea também participa da mostra “Artistas Arquitetos” – Coletiva que pode ser visitada até 30 de junho, no Museu Regional de Arte, em Feira de Santana. Nessa exposição ele apresenta quatro obras da série Cenas Brasileiras.

Com a instalação ”Concerto para Raposas e Violoncelo”, Juraci Dórea ocupa uma das salas do Museu de Arte Contemporânea, na coletiva “Pontos Cardeais”, que fica aberta ao público até 15 de junho, ao lado de Maristela Ribeiro, Edson Machado e George Lima.

Lembranças de Feira de Santana” é a instalação que o artista apresenta na Exposição “Intercâmbio Bahia & São Paulo” – coletiva que já foi vista em Feira de Santana. A mostra será aberta em 1º de junho, na galeria Asia Arts/ Asia 70 em São Paulo, com artistas baianos como Leonel Matos, Sante Scaldaferri, Bel Borba, César Romero e Sergio Rabinovitz e os paulistas, Caciporé Torres, Ivaldo Granato e Antonio Peticov, entre outros.

Socorro Pitombo – Assessoria Cuca/Uefs

 

 

O artista Jorge Galeano faz interferências no campus da Uefs

 

 

Ao utilizar painéis de alvenaria para compor trabalhos da série “Uma Canción para Anita”, o artista visual Jorge Galeano, deu um toque especial ao campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).  Durante 15 dias, ele trabalhou com interferências artísticas em nove painéis fixos localizados entre os módulos de aula do campus universitário.

De acordo com o artista, trata-se de uma realização independente, sem nenhum custo para a Universidade. “A minha intenção é levar a arte para o campus”, disse ele. Galeano informou ainda que está desenvolvendo projeto para realizar interferências em árvores da cidade, como uma forma de preservar o verde, de humanizar e embelezar Feira de Santana.

Assessoria Cuca/Uefs

Nanja e suas máscaras

 

 

A criatividade e a sensibilidade são soberanas para a artista plástica Nanja Brasileiro; pinceladas cromáticas e formas inusitadas adquirem novas nuances para o prazer dos olhos e do espírito.

 

Nanja considera o seu trabalho “um estado de alma”, como “uma forma de ver o mundo” e, talvez por essa razão, nesse trabalho ela tenha trocado as telas pelo corpo. A face humana e a textura da pele tornaram-se matéria-prima. Rostos pintados, suaves, deformados, ou simplesmente angelicais, transformam-se em máscaras humanas impregnadas de novos matizes e de novas expressões; elas chocam ou enternecem, amedrontam ou surpreendem.

 

A pintura – tão velha quanto o mundo – e a fotografia, uma arte moderna, representam maneiras de ver e sentir o universo. As máscaras humanas criadas por Nanja e capturadas pelo olhar mágico de Leo Brasileiro são obras de arte em sua mais pura essência, por conceberem o inusitado, pela carga emotiva que deflagram, por eternizarem o efêmero.

 

 

 

Oiticica – Um Breve Depoimento

 

Festival de Inverno da Universidade católica do Recife, julho de 1979.

 Entre os convidados, Hélio Oiticica para realizar experiências com “parangolé” e fazer uma rápida retrospectiva de sua obra através de slides. Eu estava no festival realizando uma pequena exposição que… tinha um pé na arte conceitual e outro na arte construtiva, com o título “Manias de Narciso”, que muito impressionou o Oiticica. Conversamos muito sobre arte, a partir daí.

No seu trabalho com “parangolé”, queria um público da periferia, marginal, livre de influências culturais acadêmicas, já que via na marginalidade uma idéia de liberdade. Sem dúvida, era um inventor que mantinha certo domínio intelectual sobre seu próprio trabalho. Sabia o que queria e não queria fazer qualquer coisa. Uma noite circulamos pela periferia da cidade do Recife, na busca de uma escola de samba, Oiticica, Paulo Bruscky, Jomard Muniz de Brito e Almandrade. Uma aventura, papos e papos pela madrugada a dentro, de bar em bar nos arredores da cidade. A vida e a arte, os agitados anos de 1960, a mangueira, a tropicália, Londres, Nova York etc. A arte era, para ele, uma experiência quase cotidiana contra toda e qualquer forma de opressão: social, intelectual, estética e política. Na projeção de slides na Universidade Católica, as ilustrações dos papos da madrugada anterior, as imagens de uma obra que a arte jamais se livrará. Arte concreta, neo-concreta, penetráveis, ambientes coloridos, bólides, arte ambiental, tropicália etc.

No princípio era Mondrian, Malevith, depois Duchamp. Uma trajetória exemplar na arte brasileira. Uma tensão entre fazer arte e habitar o mundo. Foi assim, uma das últimas performances do Hélio. Quase oito meses depois, misturado com suas obras na solidão de um apartamento/ninho/penetrável, agonizou por três dias vítima de um derrame cerebral. Ficou a lembrança de uma brilhante e discreta presença num festival de inverno em pleno calor do nordeste brasileiro.

 

Almandrade (artista plástico, poeta e arquiteto)

Publicado no Suplemento Literário, Belo Horizonte, novembro de 1997

Observação: Colaboração enviada pelo fotógrafo George Lima. Muito obrigada, George!

 

 

Centenário de Carybé

 

A leitura do romance Jubiabá, em 1938, um dos romances de Jorge Amado, trouxe à Bahia o argentino Hector Julio Paride Bernabó, mais conhecido como Carybé. O artista plástico, escultor, gravador e diretor de arte, fixou residência na Bahia e naturalizou-se brasileiro em 1957, época em que recebeu o título de Cidadão baiano.

 

Sobre a Bahia Carybé escreveu:

« A Bahia não é uma cidade de contrastes. Não é não. Quem pensa assim está enganado… Tudo aqui se interpenetra, se funde, se disfarça e volta à tona sob os aspectos mais diversos, sendo duas ou mais coisas ao mesmo tempo, tendo outro significado, outra roupa, até outra cara… Tudo misturado: gente, coisas, costumes, pensares. Vindos de longe ou sendo daqui, tudo misturado… Além da terra onde um dia descansaremos, há duas coisas : o preto e o branco. Havia. A loura de biquíni tem uma estrutura de ombros formidável, genuinamente sudanesa. A vendedora de mingau, escura como a noite, tem um holandês nos olhos. Tudo misturado! »

(In, CARYBÉ -. Livraria Martins Editora, São Paulo, 1962, p. 23).

 

Concordo plenamente com Carybé, quando ele diz que a velha Salvador é a cidade das misturas; mistura de velho e novo, de pitoresco e inusitado. Mistura de gente, cores, sol, mar, cheiros e sabores. Uma cidade singular e plural, com suas qualidades e defeitos.

 

Em 2009, uma exposição sobre a obra do artista ficou aberta ao público entre os meses de abril e maio. Carybé – 70 anos de Bahia, organizada pelo Instituto Carybé reuniu 200 obras que retratam a diversidade de temas e técnicas utilizadas pelo artista. Trata-se de pinturas, painéis, gravuras, esculturas, murais, ilustrações de livros, objetos pessoais, além dos figurinos criados por ele para cinema, teatro e balé.

Os responsáveis pelo evento também organizaram um passeio cultural denominado Rota Carybé, visando mostrar dezenove pontos de Salvador onde existem trabalhos do artista, entre eles, o painel do aeroporto, os gradis do Campo Grande e do Solar do Unhão, a estátua da mulher com uma criança, .que se encontra na entrada do Shopping Iguatemi, os painéis do teatro Castro Alves, entre outros.

Além da exposição, Caribé foi alvo de homenagem dos Correios e Telégrafos que lançaram um selo comemorativo; também está prevista pelos responsáveis do Instituto Carybé, a restauração da sua antiga residência localizada no bairro da Boa Vista de Brotas, que deverá tornar-se Memorial e centro cultural.

Em maio de 2009 também foi lançado um livro onde está registrada a arte de dois estrangeiros ilustres, baianos de coração e por afinidade; trata-se de  “Carybé & Verger – Gente da Bahia”, , idealizado por Enéas Guerra, que também foi colaborador de Pierre Verger e com textos de José de Jesus Barreto.É o primeiro livro da trilogia Entre Amigos. Ele marcou a comemoração dos 20 anos da Fundação Pierre Verger.

Em dezembro desse mesmo ano foi lançado em Salvador, Caybé, Verger&Caymmi: Mar da Bahia, o segundo livro da trilogia, que tem como objetivo celebrar a arte e a grande amizade entre esses personagens que escolheram a “Boa Terra” e o jeito de viver de sua gente, como motivo e cenário para suas obras.

 * Hector Júlio Páride Bernabó, conhecido como Carybé, nascido no subúrbio de Lánus, em Buenos Aires, em 1911, de pai italiano e mãe brasileira; veio à Bahia pela primeira vez em 1938, estabelecendo-se definitivamente à partir de 1942. Caribé faleceu em 1° de outubro de 1997 aos 86 anos de idade. Durante a sua vida foi jornalista, ilustrador,  desenhista, pintor e escultor, deixando uma série de trabalhos que retratam aspectos culturais da Bahia.

Galeano expõe pinturas no Museu de Arte Contemporânea

Após um longo período sem expor em Feira de Santana, o artista visual Jorge Galeano volta a mostrar suas obras mais recentes.  O vernissage acontece no dia 18 deste mês, às 20h, no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira.

Galeano apresenta cerca de 20 trabalhos, acrílico sobre tela, fechando uma série de exposições no Museu de Arte Contemporânea. Ele está voltando de uma recente tournée de exposição na Argentina, onde apresentou “Cun La luz del sertão”, com curadoria da artista Nora Dobarro.

 A mostra, uma realização da Fundación Centro de Estudos Brasileiros, aconteceu no período de 7 a 29 de outubro, com o apoio da Embajada  del Brasil, Secretaria de Cultura da presidência de La Nación , Gobierno de La Ciudad  e galeria de Arte Ruth Benzacar.

 Sobre Galeano, que é argentino, mas radicado em Feira de Santana, Nora afirma  que “o artista produz o entrelaçado de cores e as formas em uma ação de combate visual intenso apropriando-se ainda das ruas que transita diariamente e seus rituais”.

Nanja e suas máscaras

 

Neste mês de abril a artista plástica Nanja, expõe seu trabalho. O vernissage está agendado para o dia 27, e dessa vez ela apresenta algo novo e surpreendente.

 

Em vez de telas e mosaicos, Nanja, que considera o seu trabalho como uma forma de ver o mundo,  utilizou o rosto humano como matéria prima.

 

Rostos pintados, suaves ou deformados transformam-se em  máscaras, impregnadas de novos matizes e de novas expressões; elas chocam ou enternecem, amedrontam ou surpreendem. As máscaras humanas foram fotografadas por Leo Brasileiro.

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