Saudades de casa

 

Muito Obrigado Axé

Composição: Carlinhos Brown

Odô, axé odô, axé odô, axé odô
Odô, axé odô, axé odô, axé odô

Isso é pra te levar no ilê
Pra te lembrar do badauê
Pra te lembrar de lá

Isso é pra te levar no meu terreiro
Pra te levar no candomblé
Pra te levar no altar

Isso é pra te levar na fé
Deus é brasileiro
Muito obrigado axé

Ilumina o mirin orumilá
Na estrada que vem a cota
É um malê é um maleme
Quem tem santo é quem entende

Quanto mais pra quem tem ogum
Missão e paz
Quanto mais pra quem tem ideais e
Os orixás

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz um samba

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Traz a orquestra

Joga as armas prá lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa

 

Assembleia aprova a continuidade da greve e indica intervenções na minuta do governo

 

A minuta do Termo de Acordo apresentada pelo governo no dia 19 de julho foi apreciada pelos professores da Uefs em assembleia realizada nesta quinta-feira (23). Apesar de contemplar minimamente as reivindicações, o documento representa uma grande conquista para a categoria, pois foi arrancada após forte mobilização e ocupação da Secretaria da Educação (SEC), entre os dias 15 e 18 deste mês. No intuito de avançar ainda mais o debate sobre a pauta, os docentes aprovaram a continuidade da greve, que segue também na Uesc, Uesb e Uneb.

 “Precisamos radicalizar as ações e ocupar a Secretaria da Educação para que o governo nos recebesse. A proposta, no entanto, atende uma pequena parte das reivindicações. A questão orçamentária, um dos pontos centrais da nossa luta, continua com poucos avanços. Já são 71 dias de greve”, disse o professor Adroaldo Oliveira. Na assembleia, os docentes discutiram a minuta do governo e aprovaram o documento com as alterações de texto indicadas pelo Fórum das associações de professores.

Também foi aprovada a elaboração de uma moção de repúdio ao secretário da Educação, Osvaldo Barreto, e ao governador Rui Costa por usar a Polícia Militar (PM) para reprimir e criminalizar o movimento dos professores e estudantes acampados na SEC, mais a construção de nota denunciando a omissão do Fórum de Reitores à greve e ao processo de ocupação da Secretaria.

Conforme a pauta da assembleia, os docentes definiram os nomes de Gracinete Bastos como delegada do 60º Conad, mais Elson Moura e Linesh Rossy como observadores. O evento acontecerá entre 13 e 16 de agosto, em Vitória (ES). Um grande ato público expondo a crise orçamentária nas Ueba, dia 29 deste, foi indicado para avaliação do Fórum das ADs.

O Fórum se reúne nesta sexta-feira (24), às 9h, na Aduneb, com a proposta de unificar a discussão das assembleias e apresentá-la ao governo na reunião que acontecerá às 15h do mesmo dia, na Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. Uma nova rodada de assembleias nas quatro Ueba está prevista para a próxima semana.

Proposta do governo

Conforme a minuta do Termo de Acordo apresentado ao Movimento Docente (MD), o PL que revoga a lei 7176/97 será encaminhado à Assembleia Legislativa (Alba) no prazo de 60 dias, contados a partir da data de assinatura deste. Sobre a pauta, a proposta do MD acrescenta que não deve haver qualquer texto que restrinja, reduza ou diminua a autonomia universitária.

Em se tratando das promoções, progressões e mudança de regime em trâmite na Secretaria da Administração (Saeb), a minuta prevê implementação dos processos em até 60 dias. O governo também encaminhará à Alba, PL efetivando o remanejamento do quadro de vagas por universidade, de modo a viabilizar a implementação das promoções em 2015. Para este caso, o Fórum das ADs reivindica o encaminhamento do documento em regime de urgência, além de uma agenda para discutir o novo quadro de vagas para as Ueba.

Por fim, a minuta estabelece que os recursos necessários para a implementação das promoções, progressões e mudança de regime, bem como o remanejamento do quadro de vagas serão disponibilizados pelo Estado, sem comprometer a verba de custeio e investimento das universidades. A proposta docente, por sua vez, estabelece: que os recursos mencionados acima sejam disponibilizados sem prejuízo dos demais direitos trabalhistas e sem comprometer a manutenção; que o governo se comprometa em suplementar o orçamento de manutenção, investimento e custeio em 2015; que assuma o compromisso de, em 2016, efetivar a recomposição do orçamento para manutenção, investimento e custeio retirado das instituições nos últimos dois anos; e que a categoria participe do GT da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016.

Os docentes se mantêm firmes e mobilizados na luta em defesa das Ueba, importante patrimônio do povo baiano.

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Professores em greve ocupam Secretaria da Educação do Estado da Bahia

 

Professores em greve ocupam Secretaria da Educação por tempo indeterminado e cobram solução do governador Rui Costa

Professores, estudantes e técnicos das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) ocuparam, na manhã desta quarta (15), a Secretaria de Educação (SEC), em Salvador, por tempo indeterminado. Os docentes estão em greve há mais de 60 dias e reivindicam respeito aos direitos trabalhistas e mais recursos para as instituições. O movimento responsabiliza o governo pela manutenção de mais de 60 mil alunos fora de sala de aula, além de cobrar solução breve para os problemas das universidades.

O protesto foi iniciado por volta das 9h30, enquanto representantes do movimento participavam de mesa de negociação. Com o retorno da reunião e a notícia de que o governo não avançou no atendimento das reivindicações, os manifestantes decidiram ocupar a SEC por tempo indeterminado.

Mobilização

No dia 9 de julho, o Movimento interditou trechos da BR 116, BR 101 e BR 415 nas cidades de Vitória da Conquista, Ilhéus, Eunápolis e Feira de Santana, contra o descaso do governo. Ainda nesta data, representantes sindicais abordaram o governador Rui Costa em cerimônia oficial do programa Todos pela Alfabetização. Mesmo sob truculência da segurança, os professores arrancaram uma reunião com o gestor, mas, por parte do governador, não houve compromisso em resolver os problemas.

Reivindicações

A categoria reivindica que promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho sejam garantidas. O Movimento cobra a ampliação do número de professores, valorização da carreira docente e investimento de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para o orçamento das instituições. Além disso, a criação de uma política de permanência estudantil efetiva que assegure aos alunos condições de concluírem os cursos.

Faltam professores, salas de aula, materiais para laboratórios, combustível e recursos para o pagamento de água, luz e telefone nas universidades estaduais. Mesmo com o crescimento total do orçamento, as verbas para manutenção, investimento e custeio sofreram uma queda de R$ 19 milhões nos últimos dois anos. Após a redução de recursos, o orçamento, que já era insuficiente, comprometeu ainda mais o funcionamento das instituições.

A ocupação da Secretaria de Educação, nesta quarta (15), é uma denúncia da política do Partido dos Trabalhadores contra a educação pública e os direitos trabalhistas.

#ABahiaQuerResposta

#OcupaçãoSec

Juraci Dórea conta em livro a história de Feira de Santana

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Eron Rezende

Embora esteja no centro de Feira de Santana, apinhado de motos, vendedores de rua e negociantes de megafone, a casa de Juraci Dórea, feita à semelhança da arquitetura árida (barro e tijolos aparentes, plantas urticantes, terreno pedregoso), tem o som de um mosteiro no sertão. “Me apeguei fácil, por isso não consigo sair”, diz ele, erguendo os braços, como se apontasse para a invisível camada que abraça sua casa e a distingue da urgência mundana. “Dizem que um artista tem que encarar o silêncio como fonte de criatividade. Aprendi isso desde cedo”.

Sua reverência ao silêncio, no entanto, parece ser menos resultado da disciplina de um artista, e mais de um traço perene de personalidade. Juraci Dórea é um sertanejo. Seu corpo viceja o sertão. Nascido, criado e “enraizado”, com ele diz, em Feira de Santana, cidade que oscila entre a geografia árida e a litorânea, ele aparenta sempre habitar o lado árido da história. “A maior parte da minha infância passei vendo os vaqueiros, as boiadas no meio da rua. A minha vivência foi em cima dessa cultura”.

Daí vem o ímpeto que o fez colocar em telas, murais e esculturas o cotidiano das terras ressequidas, a ponto de utilizar o próprio semiárido baiano como superfície de exposição, espelhando obras em comunidades do interior – algo que está na base do Projeto Terra, iniciado há 30 anos, que levou o nome de Dórea para importantes mostras de arte, como as bienais de São Paulo, Havana e Veneza. Em seu ateliê, situado ao fundo da casa, ele, com 70 anos, trabalha agora num novo projeto, uma mescla de biografia, memórias e colagem: pretende, num livro, contar a história de Feira de Santana.

“Eu queria fazer um trabalho sisudo e histórico, mas, aos poucos, percebi que o maior legado que posso deixar é uma história subjetiva”, diz, indicando uma mesa atulhada de livros, fotos e revistas que versam sobre a cidade, acumulados em quase 50 anos de carreira. Com a mente livre de um ensaísta, Dórea pretende, a partir das mudanças arquitetônicas (como a extinção de prédios históricos de arquitetura eclética), fazer uma narrativa pessoal sobre sua cidade natal.

O livro, que será concluído no final do primeiro semestre, terá edição da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde Dórea atuou como professor do Departamento de Letras e Artes. Hoje aposentado, ele debruça-se exclusivamente sobre a feitura da obra. “É um projeto que martela minha cabeça há tanto tempo que eu achava que nunca fosse realizar. Quando a universidade colocou prazo, pensei: ‘É agora’”.

Terra

A formação em arquitetura pela Ufba o ajudará na análise das mudanças urbanas, mas é o talento de arquivista que parece sustentar a empreitada. Dórea possui catalogado praticamente tudo referente a sua própria trajetória. Numa estante próxima ao computador, que usa para digitalizar registros ainda em papel, ele guarda negativos de fotos que exibem suas primeiras exposições, a passagem das telas em carvão para as de tinta, a utilização das primeiras peças de couro em esculturas e, claro, todo o percurso do Projeto Terra.
“Esse foi um trabalho que não achava muito espaço nas mostras de arte oficiais. Aí me ocorreu  não expor na cidade, nos museus, nos circuitos oficiais, mas devolver esse trabalho para o sertão”, diz sobre o Projeto Terra. “Em vez de fazer a exposição nos museus, eu fiz a exposição no próprio ambiente de inspiração”.

Os registros mais curiosos da saga do Projeto Terra são os da interação dos moradores com as obras, sobretudo com as esculturas abstratas feitas com madeira e couro curtido. Há sempre uma reverência cautelosa, como a que exibe Edwirges, senhora que, durante o início do projeto, em 1984, auxiliou Dórea no contato com os moradores de diversos povoados do sertão, como Monte Santo, Canudos e Raso da Catarina – a estação ecológica próxima a Santa Brígida, local das aventuras de Lampião e seu bando.

“Sertão é uma palavra abrangente, porque em cada estado do país tem um. Mas o meu  é o do Nordeste. Começa em Feira e se espalha pelo oeste”, diz. “Mais do que isso,  para mim, é o lugar das coisas essenciais, onde nada é supérfluo, nada pode sobrar”.

No ano passado, quando a trajetória de Dórea foi reverenciada com uma mostra na 3ª Bienal da Bahia e com o documentário O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão: Veredas, dirigido por Tuna Espinheira, passou pela sua cabeça que a vida, dali em diante, seria feita com o “ócio de quem se  aproxima do fim”. Ideia que, ele diz, “chegou e foi em dois segundos”. Após concluir o livro, já planeja retomar a série de quadros Cenas Brasileiras (que emulam a literatura de cordel) e já não acha descabido aventurar-se numa nova expedição para o Projeto Terra. Um fruto, ele lembra, da produtividade germinada no silêncio.

Fonte: Jornal A Tarde

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Parabéns Salvador da Baía de Todos os Santos

 

Caymmi, o grande cantor da Bahia consagrou-se no cenário musical nacional cantando canções sobre a cidade, seus bairros, a vida simples do povo, principalmente dos pescadores, e canções praieiras ainda vivas na memória do povo; é verdade que Caymmi compôs também alguns sambas-canção românticos, mas essa produção não representa a parte mais importante da sua obra. Um bom exemplo do canto de Caymmi em homenagem à Bahia são as canções O Samba da Minha Terra, Você já foi à Bahia? e O que é que a Baiana tem?:


 

Caymmi afirma que « Tudo, tudo na Bahia / Faz a gente querer bem / A Bahia tem um jeito / Que nenhuma terra tem »; Jerônimo, artista da geração 80, declara que « nessa cidade todo mundo é d’Oxum »; Caetano explica: « Itapuã, o teu sol me queima e o meu verso teima em cantar teu nome »; Gil, no retorno do seu exílio em Londres, faz confissões nostálgicas em Back in Bahia: « …tanta saudade, preservada num velho baú de prata dentro de mim…/ Do luar que tanta falta me fazia junto ao mar…/ Hoje eu me sinto como se ter ido fosse necessário para voltar »; outros artistas baianos também fizeram confissões do mesmo gênero.

Denis Brean, nascido em Campinas – São Paulo, apesar de só ter escrito uma canção sobre a Bahia, compôs uma das mais belas homenagens que já se fez à Bahia. Composta em 1947 e gravada por Francisco Alves, « o rei da voz », Bahia com H foi regravada nos anos 80 por João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia e continua a fazer sucesso ainda nos dias atuais. Eis aqui alguns versos :

« Dá licença, dá licença, meu senhor

Dá licença, dá licença pra Ioiô

Eu sou amante, da gostosa Bahia

Porém, pra saber seus segredos serei baiano também

Dá licença de gostar, um pouquinho só

A Bahia eu não vou roubar, tem dó !

E já disse o poeta, que coisa mais linda não há

Isso é velho, é do tempo em que já se escrevia Bahia com H

Deixa ver, seus sobrados ladeiras e montes tal qual um postal

Deixa ver, Baixa dos Sapateiros, Charriô, Barroquinha

Calçada Taboão…

Sou o amigo que volta feliz

Aos teus braços abertos, Bahia

Sou poeta e não posso viver

Longe da sua magia

Dá licença, de rezar pra o senhor do Bomfim

Salve a santa Bahia imortal,

Bahia dos sonhos mil

Eu fico contente da vida

em saber que a Bahia é Brasil !… »

Lançamento de livro sobre Salvador

 

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Será lançado na próxima quinta-feira, dia 26 de março, às 19 horas, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, o livro “Salvador, uma iconografia através dos séculos”, da historiadora e museóloga Heloísa Helena Gonçalves da Costa.

Salvador, uma iconografia através dos séculos, é uma publicação bilíngue e impressa em 4 cores que não só apresenta um conteúdo textual e imagético de relevância, como desempenha a função de registro desse riquíssimo acervo da Biblioteca Nacional, reconhecido mundialmente. Para Francisco Senna a importância de iniciativas como esta “é apresentar o conjunto do maior e mais importante registro iconográfico da primeira capital do Brasil, um patrimônio para a construção da nossa memória cultural”.

Lançamento: “Salvador, uma iconografia através dos séculos”

Autores: Fernanda Terra, Francisco Senna e Daniel Rebouças

Dia 26 de março, quinta-feira, a partir das 19 horas

Livraria Cultura, Salvador Shopping

324 páginas

Valor : R$ 130,00

 

Beto Pitombo lança novo CD no Cuca

 Beto

Para quem gosta de samba baiano e brasileiro da melhor qualidade, uma boa pedida é o  CD  Subida da Gamboa, do compositor e cantor Beto Pitombo. O novo disco traz entre outras composições o samba “Quina do Rodapé”, que ganhou o prêmio de melhor música com letra do XI Festival de Música da Rádio Educadora da Bahia, com participação especialíssima de Mateus Aleluia e de J Veloso na composição “Saudade.”

Nesse trabalho, que será lançado dia 19 de setembro, no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), o compositor feirense mergulha na essência do samba desde suas origens nos canaviais da Bahia. E, em forma de homenagem, pede passagem a dois dos mais geniais criadores do gênero: o baiano Caymmi e o carioca Cartola.

O CD foi preparado nos últimos três anos, com recursos próprios para a gravação. A finalização (vocal, voz definitiva, edição, mixagem, capa e prensagem) contou com o apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia. Das 12 faixas que compõem o disco, apenas uma é instrumental, “Caldeirão sem Tampa”, uma parceria com Kito Matos ao violão.

A ficha técnica reúne Silvana Kobe – Produção Executiva; Ricardo Markis – Produção Musical; Bráulio Barral – Direção Musical; Alê Siqueira e Sebá Notini – Edição; Flávio Souza – Mixagem; e Carlos Freitas (Classic Master) – Masterização. O material gráfico é da OK Propaganda e a gravação do Estúdio Som das Águas.

A banda que acompanha Beto Pitombo é formada por André Luba – baixo; Ricardo Markis – bandolim; Kito Matos – violão; Mizael – bateria; Ênio – percussão e Ivan Sacerdote – clarinete.

Trajetória

Beto Pitombo iniciou a carreia musical nos anos 60 formando, ao lado de Pepeu Gomes e Jorginho Gomes, o conjunto musical “Os Laifs”. Mais tarde, atuou na banda “Os Trogloditas”, de Feira de Santana. A partir dos anos 70 iniciou carreira solo compondo, participando de festivais, tocando em shows por todo o Estado da Bahia e gravando discos independentes.

Dentre os seus trabalhos editados estão “Prata da Casa”, LP, 1983, participação especial de Sivuca; “Beco do Mocó”, LP, 1986, participação especial de Sivuca e Carlinhos Brown; “Pra Ver clarear”, LP, 1990;  “Estrada Velha”, CD, 2004 e “Subida da Gamboa”, CD, 2014.

Festivais

Noite do Samba – 1973 – 5º lugar com o samba “Não me queira mal”, cujo vencedor foi Ederaldo Gentil com “O ouro e a madeira”.

Festival Universitário da Bahia – 1975 – 1º lugar com a música “Pau de Cerca”.

6º Festival da Rádio Educadora da Bahia (2008) - a música “Eu sou baiano” ficou entre as 50 classificadas.

8º Festival da Rádio Educadora da Bahia (2010) – a música “Couro de Cobra” fica entre as 14 finalistas e integra o CD do festival.

9º Festival da Rádio Educadora da Bahia (2011) – a música “Subida da Gamboa” fica entre as 14 finalistas e integra o CD do festival na interpretação de Marilda Santana.

10º Festival da Rádio Educadora da Bahia (2012)a música “Saveiro” ficou entre as 50 classificadas.

11º Festival da Rádio Educadora da Bahia (2013) – a música “Quina do Rodapé” ganha o prêmio de melhor música com letra.

 

 

Aberto do Cuca – 24 horas de arte

 

O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) promove, sexta-feira (19), mais uma edição do Aberto, com 24 horas de música, dança, teatro, artes visuais, cultura popular, literatura e muito mais. As atividades do Aberto Virado, como é denominada a edição 2014, têm acesso livre do público e serão desenvolvidas em diversos pontos de Feira de Santana.

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O público poderá contemplar e participar de atividades no Cuca, campus da Universidade Estadual de Feira de Santana – Uefs (Biblioteca Julieta Carteado), Praça da Matriz, Biblioteca Monteiro Lobato, Casa do Sertão, Centro de Cultura Amélio Amorim (CCAAm), Museu de Arte Contemporânea (MAC) e Sesc.

A proposta é proporcionar espaço para pessoas que trabalham com arte e cultura nas mais diferentes linguagens, além de sinalizar para a comunidade que o Cuca/Uefs é totalmente aberto para todas as manifestações de cunho artístico e cultural.

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O Aberto é realizado desde 2007 pelo Cuca, órgão responsável pela execução da política cultural e artística da Uefs.  Nesse sentido, tem desempenhado papel importante na promoção e difusão da arte e da cultura no município, oferecendo à comunidade, gratuitamente, uma série de atividades nas mais diversas linguagens artísticas.

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Caminhada do Folclore volta às ruas de Feira de Santana em 24 de agosto

 

Angelo Pinto

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realiza no dia 24 de agosto a 15ª Caminhada do Folclore. O evento tem como objetivo valorizar e preservar as manifestações culturais do povo nordestino.

O cortejo, com previsão de participação de quase 5 mil pessoas, sai do Centro de Cultura Amélio Amorim, no  bairro Capuchinos, e segue pela avenida Getúlio Vargas até o local de dispersão na avenida Professor Fernando Pessoa, no bairro Ponto Central.

O trajeto tem aproximadamente dois quilômetros. Mais de 50 grupos de Feira de Santana e outras cidades baianas já estão inscritos para a Caminhada com o propósito de divulgar a cultura de raiz. Eles vão apresentar capoeira regional e de angola, quadrilha, literatura de cordel, samba de roda, bumba meu boi, afoxé, samba e reisado.

A Caminhada do Folclore de Feira de Santana está inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil e marca também o encerramento das comemorações da Semana do Folclore. O evento é promovido pelo Centro Universitário de Cultura e Arte e está previsto para começar às 8h do dia 24.

As Secretarias Municipais de Cultura, Esporte e Lazer, Educação e Transporte e Trânsito também apoiam o evento.

Mais informações através dos telefones (75) 3221-9744 ou 3221-9766 ou da página do Cuca na internet (www.uefs.br/cuca).

Foto divulgação - Cuca

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Prazo de inscrição no vestibular da Uefs termina quinta-feira

 

Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) inscreve até quinta-feira (8) para o vestibular 2014.2 (ProSel), com a oferta de 920 vagas em 25 cursos. Os candidatos devem acessar o portal www.uefs.br e, na seção ProSel, preencher os dados solicitados nos respectivos campos.

É imprescindível a leitura completa do Edital, também disponibilizado na internet. Após preencher o formulário de inscrição, o candidato deve imprimir o comprovante e efetuar o pagamento da taxa de R$ 90 até o dia 9 de maio, na rede bancária. Neste vestibular, a Uefs ofereceu 3.500 isenções para estudantes egressos da rede pública.

Cinquenta das 920 vagas disponibilizadas, duas por curso, são destinadas a membros de comunidades indígenas e quilombolas. A política de ações afirmativas da Uefs prevê, ainda, a oferta de 50% das vagas para candidatos que tenham cursado, na rede pública, todo o ensino médio e pelo menos dois anos do ensino fundamental (5ª a 8ª série ou 6º ao 9º ano). Destas vagas, 80% são destinadas a candidatos que se declararem afrodescendentes.

O cartão de convocação será disponibilizado online no período de 8 a 19 de julho. As provas serão aplicadas de 20 a 22 de julho de 2014.

Artista encanta povoado de Feira de Santana decorando casas com paisagens

Fotografias em tamanho real instaladas pela artista visual Maristela Ribeiro em fachadas de casas no povoado de Morrinhos, próximo à cidade de Feira de Santana,  mudam a paisagem e a autoestima da população.

24/04/2014 - Thais Borges (thais.borges@redebahia.com.br)

Ao sair de casa pela manhã, a lavradora Maria Luísa Lopes, 84 anos, deu uma olhada na fachada de casa. Há um mês, a visão era familiar: paredes brancas e janelas verdes. No fim da tarde, quando voltou, o susto. No lugar da casa estava uma estrada de terra, rodeada por grama e por uma cerca de arame farpado.

Estava na rua errada? Não. Todos os vizinhos pareciam estar no mesmo lugar – a Rua das Flores, no povoado de Morrinhos, a cerca de 40 quilômetros  de Feira de Santana. Avistou o telhado e viu que o imóvel não tinha desaparecido. Mas… Cadê a porta?

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 Dona Doralice, 88 anos, tomou um susto: ‘Pensei que a minha casa tinha sumido’, conta como foi ver o lugar onde mora após o trabalho da artista visual Maristela Ribeiro. (Foto: Amana Dultra)

É verdade que a estrada, a grama e a cerca são comuns em Morrinhos.  Só que, nesse caso, não passava da fachada da casa onde mora desde que nasceu, com uma pitada de ilusão de ótica.

Quem olha rápido – e até quem olha atentamente – pode não perceber que ali existe uma fotografia adesiva, impressa em tamanho real e colada no que antes era a parede branca. A intervenção faz parte de um trabalho da artista visual Maristela Ribeiro, professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba). Há um ano, ela  começou um projeto que pretendia mostrar a realidade de Morrinhos aos seus próprios moradores e ao mundo.

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_2_amanadultra_jpgNão, dona Maria Luísa não está numa estrada de chão. Está na frente de sua casa em Morrinhos, Feira. Mais especificamente, na frente da porta – que até ela tem dificuldade de ver. (Foto: Amana Dultra)

Após oferecer oficinas de arte e fotografia à população, Maristela partiu para a última fase do projeto, que começou em dezembro e se estendeu até março. “Não encontrei nenhuma imagem da comunidade, que existe desde 1940. Imaginei trazer a paisagem regional e usar as casas como telhado”, afirma Maristela, que usa o projeto na pesquisa no doutorado em Artes na Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Metáfora

Apesar de chamar atenção dos quase 400 moradores e também dos forasteiros, a casa de dona Luísa não é a única: as paisagens de Morrinhos foram transportadas  para outras nove das cerca de 90 residências do local.

“Meu objetivo era que as casas desaparecessem. Para mim, era uma metáfora sobre o esquecimento do local, sobre como essas pessoas são deixadas de lado e se tornam invisíveis”. Lá, a maioria dos moradores vive em casas de taipa, sem saneamento básico. A principal fonte de renda, além da agricultura familiar, é o Bolsa Família, segundo a pesquisadora.

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Morrinhos: cerca de 90 casas, 400 moradores e muito esquecimento. (Fotos: Amana Dultra)

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José Boaventura, o seu Nonô, é só sorriso após a mudança nas casas: ‘Todo mundo amou’. (Foto: Amana Dultra)

Pois, o objetivo foi alcançado. A casa de Luísa, assim como as outras, sumiu. “Eu demorei para achar a porta, na primeira vez”, lembra. Por sorte, viu o poste que fica quase ao lado da casa. “Agora, olho o poste! A porta fica perto dele”. Até os vizinhos estranhavam. “Perguntavam: cadê a casa de Luísa? Agora, todo mundo está encantado”, orgulha-se.

Confusão

A reação de dona Doralice Lopes, de 88 anos, foi parecida. Seis dias atrás, ela não fazia ideia de que sua casa tinha se transformado em uma cerca que separa a estrada de terra de um rebanho de cabras.

Nos últimos quatro meses, o filho, o lavrador José Boaventura, 68, esteve sozinho na casa de três quartos – ela descansava na casa de outra filha, em Salvador, depois de uma cirurgia “nas vistas”. Quando chegou, não reconheceu a residência onde sempre morou.

“Perguntei: cadê minha casa, gente? Achei que tinha sumido! Quando saí, minha casa era branca. Voltei e estava verde!”, comenta, deslumbrada. Ela nunca tinha visto uma foto em tamanho real. Agora, sentada em um banco de madeira sem recosto, dona Doralice também vê a Rua das Rosas, embora a tal rua não fique ali. O que ela vê, na verdade, é  a fachada de outra casa que reproduz a via do povoado.

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A artista Maristela Ribeiro (ao centro), em frente à casa de dona Doralice (de saia laranja) – (Foto: Amana Dultra)

“Eu nasci, me criei e perdi os dentes em Morrinhos, mas nunca tinha visto uma coisa tão bonita!”.  Acostumado a ouvir promessas de políticos que não se concretizam, o filho dela, seu Nonô, achou que o mesmo fosse acontecer com a nova casa. “A gente pensava que não ia sair nada. Quando ela (Maristela) chegou e jogou o papel, foi que a gente viu. Todo mundo amou”.

Atração 

Das dez casas, seis ficam na praça central da comunidade – que também concentra a maior parte da vida do povoado. Quase de frente para a igreja, a cachorra Pintada corre em direção às garças que sobrevoam os mandacarus. Contudo, só a cadela está realmente ali. Garças e mandacarus estão representados na casa da lavradora Joana Lopes, 52.

“O povo vem filmar, gravar, tirar foto. Eu fico até preocupada, do jeito que as coisas estão hoje, né?”, dizia, enquanto um grupo de crianças parava em frente à casa para admirar a paisagem. “Ver a casa assim é bom demais. Pena que a gente ainda não tem condições para reformar dentro, né?”, lamentou, mostrando a parede lateral do imóvel, construída com adubo de barro.

Hoje, Maristela é reconhecida por onde passa, em Morrinhos. Não é política, nem popstar. Mas, lá, é quase uma celebridade. “No início, eles tinham desconfiança, mas são muito hospitaleiros. Perceberam que seria uma troca, porque eles têm uma estética própria”. E se depender dos moradores, essa estética vai ficar exposta por muito tempo, como garantiu dona Doralice: “Não deixo tirar. Só o tempo pode levar embora”, avisa.

 População reclama que abastecimento  de água foi interrompido há 15 dias

Castigados pela seca, os moradores de Morrinhos têm se virado sem água há 15 dias. Para completar, a maioria das casas também não tem saneamento básico. “A gente vai buscar água num tanque duas, três vezes por dia”, conta o lavrador André Batista, 76 anos.

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Sem água há 15 dias, moradores de Morrinhos são obrigados a carregar baldes e galões. (Foto: Amana Dultra)

 O tanque fica a cerca de dois quilômetros do povoado, no terreno que faz parte de uma fazenda da região. Todos os dias, eles caminham até lá com carros de mão e baldes na cabeça. “O tanque é fundo, quase do tamanho do poste, quando está cheio. Mas quem alimenta é a chuva e não está chegando nem nas pernas”, diz, apesar de não saber dizer há quanto tempo não chove.

A água que resta se mistura com a lama do fundo do poço. “Como se não bastasse, a gente disputa com animais que bebem a água. É cavalo, cachorro, porco…”, afirma o lavrador Ivonaldo Barbosa, 30.

Procurada pelo CORREIO, a assessoria da prefeitura de Feira de Santana não deu um posicionamento oficial até o fechamento desta edição, às 20h. Já a assessoria da Embasa, responsável pelo fornecimento de água, não confirmou a informação, devido à paralisação administrativa de 24 horas do órgão, ontem.

Povoado tem cerca de 400 moradores em 90 casas

Localizado no distrito de Jaguara, em Feira de Santana, o povoado de Morrinhos tem quase 400 habitantes, que vivem em cerca de 90 casas. Para chegar até lá, é preciso seguir pela BR-116 e pela Estrada do Feijão.

Apesar de os primeiros moradores terem chegado em 1890, o número de casas só aumentou em 1975, segundo o lavrador André Batista, 76 anos, popularmente chamado de “memória viva” da comunidade. “Só tinha seis casas. Depois, as famílias começaram a chegar e abrir as ruas”.

AMaristela RTEmagicC_morrinhos_mapa_jpgFONTE: Correio da Bahia 

 

Paralisação nas Universidades Estaduais baianas

Por indicação do Fórum das ADs, as assembleias dos docentes nas quatro Universidades estaduais aprovaram a paralisação das atividades na próxima terça-feira (29). Na Uefs, a Adufs servirá um café da manhã no pórtico, a partir das 8h, para convidados de entidades sindicais, movimentos sociais e imprensa. Os servidores técnico-administrativos da instituição também deliberaram pela paralisação na mesma data, unificando a luta por mais recursos. Os estudantes teriam assembleia na última quarta-feira (16), para discutir sobre o problema, mas devido à greve da PM ela não ocorreu.

A mobilização tem o objetivo de denunciar à sociedade a redução de cerca de R$ 12 milhões das verbas destinadas às Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) para custeio e investimento imposta pelo governo. Com isso, a situação vai se agravar, pois as instituições, em breve, não terão como comprar equipamentos e material, nem dar continuidade às obras de reformas e construção, bem como ocorrerá o atraso no pagamento dos fornecedores e terceirizados, além de não terem autorização para realizar concursos e seleções para professores e técnico-administrativos. No caso da Uefs, por exemplo, há possibilidade dos problemas inviabilizarem as atividades acadêmicas, segundo a reitoria. O restaurante universitário (bandejão), inclusive, está ameaçado de fechar a partir de julho por falta de recursos.

Em reunião com o secretário da Educação, no dia 16 de abril, os reitores novamente cobraram uma posição sobre o orçamento para 2014, a realização de concurso público para professores e agilidade na tramitação do Projeto de Lei (PL) que desvincula as vagas das Classes. Sobre a suplementação para custeio e investimento este ano, o governo não apresentou proposta. A única promessa feita pelo secretário foi que o mesmo solicitaria à Secretaria da Administração (Saeb) a liberação de verbas para contratação e nomeação de professores aprovados em concursos e seleções já realizados. Para isso, R$ 14.267 milhões serão destinados às quatro Ueba, sendo R$ 1.805 milhão para a Uefs. Em se tratando do PL da desvinculação, o secretário da Educação se comprometeu a cobrar, também à Saeb, agilidade no seu encaminhamento à Casa Civil.

O Movimento Docente tem tentando esgotar todas as formas de negociação com o governo Wagner, mas caso a situação se agrave a ponto de comprometer o funcionamento das Ueba, não descarta a possibilidade de avaliar o indicativo de greve. A luta por mais verbas para as universidades voltará a ser discutida em reunião do Fórum das ADs, nesta quarta-feira (23), na Adusb, quando serão definidas as próximas ações para a paralisação do dia 28 de maio. Antes, a partir das 9h, haverá reunião do Fórum das 12 (DCEs, ADs e Sintests) com o objetivo de debater o calendário de mobilizações.

A reivindicação das três categorias nas Ueba, conforme documento protocolado junto ao governo e também subscrito pelo Fórum de Reitores, há um ano, é pela destinação de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as universidades estaduais. Atualmente, o valor não chega a 5%.

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