Feira de Santana sedia o Festival de Fotografia do Sertão

 

aprovado_festsertao

O Clube de Fotografia de Feira de Santana realizará em Feira de Santana o Festival de Fotografia do Sertão, evento de âmbito nacional, de 21 a 24 de agosto de 2014, com o apoio institucional do Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA e evento filiado à Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil, com Curadoria do fotógrafo mineiro Tibério França. Serão realizadas palestras, workshops, exposições, projeções, lançamentos de livros, convocatórias, bate-papo com fotógrafos, escambo fotográfico e apresentações artísticas e culturais que farão parte da programação.

O Festival é gratuito, voltado para Fotógrafos Profissionais e Amadores, Fotoclubistas, Coletivos Fotográficos, Galeristas, Lojistas, Decoradores, Impressores, Professores e Estudantes de Cursos de Fotografia, Comunicação e Arte, Críticos de Arte e a população em geral, oportunizando atualização, difusão de conhecimentos da arte fotográfica, descoberta de novos talentos, interação entre participantes e convidados, formação de público, elém de efetivar no calendário da cidade anualmente este importante evento.

Estão confirmadas as presenças de renomados fotógrafos para palestas e workshops: Adilson Machado-SE, Alberto Melo Viana-PR, Gui Mohallem-SP, João Machado-SP, Juciara Nogueira-BA. Leo Drumond-MG, Renato Soares-MG, Tibério França-MG, Tiago Santana-CE, Hans Georg-RJ e Valdemir Cunha-SP, além das Exposições Convidadas de Rogério Ferrari e Paula Geórgia Fernandes.

As exposições convidadas ficarão em cartaz de 21 de agosto a 21 de setembro no Museu Parque do Saber e a Exposição Coletiva dos 15 selecionados no Centro de Cultura Amélio Amorim.

O evento será realizado em cinco espaços: Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA, Centro de Cultura Amélio Amorim – CCAA, Museu Parque do Saber Dival Pitombo, Praça da Matriz, Praça João Pedreira e Praça da Bandeira.

Acesse o site oficial do Festival em www.festivaldefotografia.com e fique por dentro da programação completa.

 .

Exposição – Panorama 2014

Panorama 10599339_800430746644731_2231070428648674803_n

Hoje, no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana (MAC), às 21h, acontece a abertura da Mostra de Fotografias “PANORAMA 2014″. O evento conta com a participação de vários artistas feirenses que se expressam através da linguagem fotográfica, dentre eles: José Arcanjo, Juraci Dórea, Maristela Ribeiro, George Lima, Mateus Oliveira, Heloisa França, Rafael Moreira, Marcelo Vinícius, Maiara Angels, Hortência Sant´Ana, Pedro Henrique.

Exposição coletiva 30 x 30

 

Galeria de Arte Carlo Barbosa CUCA/UEFS 

 A Galeria de Arte Carlo Barbosa do CUCA/UEFS e a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, convidam para a mostra coletiva 30×30 (Pequenos Formatos), com abertura no dia 20 de março, quinta, às 19 h, reunindo 30 artistas visuais de Feira de Santana e Salvador. Cada artista apresentará uma obra medindo 30×30 cm.

Com a curadoria de Justino Marinho, Lígia Aguiar, Selma Oliveira e Cristiano Cardoso, a mostra abre a programação cultural de 2014, do Centro Universitário de Cultura e Arte. Reúne 30 artistas visuais, com trajetórias e estilos diferentes, de várias gerações, com nomes já consolidados e novos valores. A diversidade de técnicas e de linguagens segue a linha da arte contemporânea e suas múltiplas formas de expressão.

Ao agrupar nomes representativos de várias épocas, revelou-se uma visualidade harmônica, destacada pelas proposições e questões inseridas em cada obra.

São trabalhos nas mais diversas linguagens, como desenhos, fotos, pinturas e performance, dos artistas: Adenor Gondim, André Luiz, Andrea May, Arthur Scovino, Aruane Garzedin, Beth Sousa, Elisa Galeffi,Gabriel Guerra, Guache Marques, José Araripe Jr., Justino Marinho, Lígia Aguiar, , Rebeca Matta, Sara Victoria, Silvério Guedes, Ade Ribeiro, Antonio Brasileiro, Gabriel Ferreira, Gemicrê, George Lima, J. Sobrinho, Jorge Galeano, José Arcanjo, Luiz Gomes, Maristela Ribeiro, Nailson Chaves, Nanja, Rosalice Azevedo, Silvio Portugal e Wania Garcia.

Segundo Justino Marinho, reunir artistas que produzem linguagens técnicas diferentes é interessante por dar uma dinâmica mais abrangente ao evento e a possibilidade de oferecer ao público um leque de opções, dentro do que se faz na arte da nossa terra.  Estipulamos um formato determinado para as obras bidimensionais, a fim de melhor aproveitar o espaço disponível e tornar possível a aquisição de obras assinadas por nomes reconhecidos.

Durante a abertura, o artista visual Arthur Scovino realizará a performance Um Minuto Apenas, em que ele filosofa: “quanto pesa a nossa dor na balança da Justiça? Quantas penas serão necessárias para cobrir o preconceito e a intolerância?” A performance acontece entre notas de um samba-canção da década de 50 e a possibilidade de ser folha nova nadando contra a correnteza, acredita o artista.

Exposição coletiva: 30X30 (Pequenos formatos)

Local: Galeria Carlo Barbosa CUCA/UEFS

Dia: 20 de março de 2014

Horário abertura: 19h

Visitação: De 20.03.2014 a 20.04.2014

Segunda a sexta-feira das 8h às12h e das 14h às 18h

Entrada Franca

Exposição – “100 x 100 Caribé ilustra Jorge Amado”

AmadoCarybe 100X100_MailMKT_FeiradeSantana_5

Com entrada franca projeto visa a difundir a arte conjunta dos artistas, conhecidos por obras inesquecíveis e singular atuação nas áreas de literatura e artes plásticas

Feira de Santana será a segunda cidade a receber entre os dias 1º de agosto e 1º de setembro, no Centro Universitário de Cultura e Arte da Universidade Estadual de Feira de Santana, a exposição “100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado”, que tem como objetivo promover uma reflexão sobre a importância da relação entre Carybé e Jorge Amado, e tornar este legado mais acessível à população.

A exposição tem a curadoria de Solange Bernabó, filha de Carybé, que no dia 1ºde agosto, às 19h, na Galeria Carlos Barbosa (CUCA), fará uma palestra sobre “Carybé e Jorge, uma amizade centenária”.

Com o projeto expográfico assinado pelo arquiteto Daniel Colina, a exposição mostra imagens das capas e ilustrações de livros como O Sumiço da Santa, Jubiabá, A Morte e A Morte de Quincas Berro D’água, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, além de trechos dos textos, cartazes, croquis de cenários e figurinos para os balés Gabriela e Quincas, e também fotos que revelam diferentes momentos da amizade entre Jorge e Carybé.

“100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado” é uma realização do Instituto Carybé, em parceria com a Hasta la Luna Iniciativas Culturais, apoio da Fundação Casa de Jorge Amado e patrocínio do Grupo LM, através da Lei Rouanet.

Segundo o representante do Grupo LM, o gerente da Concessionária Bravo Caminhões e Ônibus de Feira de Santana, João Márcio Pinheiro, é uma honra para o Grupo patrocinar essa grande homenagem, mostrando que acredita e incentiva a cultura.

 “O baiano Jorge Amado e o argentino Carybé, que amava muito a Bahia, marcaram sua época e deixaram um legado na história e na cultura do nosso país, valorizando nossa identidade. A expectativa é grande por Feira de Santana ter sido escolhida para sediar uma exposição dessa grandeza”, explica Pinheiro.

Caminhos da Itinerância

Ilhéus foi a primeira cidade a receber a exposição, seguida de Feira de Santana e por último Salvador, onde ocorrerá entre 6 de setembro e 6 de outubro, no Solar Ferrão.

 A cada cidade visitada, a obra de dois dos principais artistas nacionais reconhecidos internacionalmente poderá tocar diversos públicos, desde fãs a curiosos.

Sobre a Exposição  “100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado”

O imaginário popular sobre a Bahia foi concebido a partir das palavras de Jorge Amado e das imagens de Carybé, que devido às suas singularidades, criaram obras de extrema originalidade e beleza, revelando características da cultura baiana capazes de apresentar o estado ao mundo.

Com sua narrativa particular, Jorge Amado revelou curiosidades sobre a Bahia que vão desde sua mescla de religiosidade e sensualidade, com cheiros, cores, sons e sabores eternizados em romances traduzidos e publicados em cerca de 60 países. Já Carybé materializou-a em imagens. Sua vasta obra, composta principalmente por pinturas, gravuras, ilustrações, murais e esculturas, desvendam o povo baiano de maneira única. Além de únicos em suas áreas, Jorge e Carybé são personagens da vida real que se cruzaram e tornaram-se irmãos, influenciando um ao outro, bebendo muitas vezes da mesma fonte e produzindo um magnífico legado.

 

Esquizópolis apresenta obras premiadas nos salões de artes visuais da Bahia em 2012

 

Exposição será aberta em 20 de junho e integra a programação cultural do período da Copa das Confederações

Uma mostra da atual produção baiana em Artes Visuais, apontando sua diversidade e ressaltando sua interlocução com o universo artístico: assim é a exposição Esquizópolis, que reúne as 17 obras premiadas nos Salões de Artes Visuais da Bahia 2012, que foram realizados em Irecê, Jequié e Juazeiro, em diálogo com peças do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Como resultado, o conjunto aborda o crescimento desordenado de Salvador e da Bahia, a partir da convivência de formas de desenho urbano e arquitetônico das cidades. Numa correalização entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e o MAM-BA, unidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculados da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), Esquizópolis será aberta no dia 20 de junho, às 19 horas, e seguirá com visitação gratuita até 1º de setembro. A ação também integra as atividades do Cultura em Campo, programação da SecultBA durante a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.

Atualmente, o MAM-BA está trabalhando de acordo com uma proposta de externalização de projetos que promove eventos ligados ao museu em espaços externos a ele. Neste sentido, parte da exposição Esquizópolis acontecerá no espaço do Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra. Obras de três dos artistas que integrarão a mostra – Vauluizo Bezerra, Gaio Matos e Danillo Barata – estarão lá alocadas, em um diálogo direto entre acervo do Museu Náutico e proposta curatorial de exposição. Além destes, os demais trabalhos que integram a mostra estarão expostos na Galeria 3 e na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia.

Esquizópolis resulta de uma ampliação do alcance dos Salões de Artes Visuais da Bahia, que, em 2012, comemoraram 20 anos dos Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia, consolidados como um dos principais objetos de incentivo à criação e difusão de produção artística e à dinamização dos espaços expositivos do interior do estado. Com o novo nome, o projeto assumiu sua representação múltipla e contemporânea, que extrapola referências e características regionais. Na edição do ano passado, foram 75 obras selecionadas através de edital público, de 68 diferentes artistas, dentre 218 propostas inscritas. Além da oportunidade de terem seus trabalhos expostos num projeto reconhecido e que corrobora a qualidade artística das obras, os artistas participantes também concorreram a prêmios: em cada Salão, três obras receberam R$ 7 mil cada, a partir da indicação de Comissões de Premiação. Ainda foram concedidos prêmios simbólicos: as Menções Honrosas, também pela Comissão, e o Prêmio do Público, pela escolha dos visitantes.

Assim, fortalecendo a divulgação e a difusão do trabalho dos participantes, bem como aumentando o alcance do projeto e confirmando a sua inserção num cenário mais amplo das Artes Visuais, todas estas obras premiadas chegam ao MAM-BA em Esquizópolis. A exposição, aliás, outra vez se propôs à expansão: a ocupação não se limita aos espaços físicos e passa a ter uma conexão também conceitual com este importante espaço cultural baiano, evidenciando o modo como estes artistas de diversas origens, técnicas e trajetórias se localizam nos espectros das Artes Visuais da Bahia.

Na ocasião da abertura da mostra, também será lançado o Catálogo dos Salões de Artes Visuais da Bahia 2011/2012, publicação bianual de registro e divulgação. As duas edições já lançadas do Catálogo (2007/2008 e 2009/2010), além de suas versões impressas, estão disponíveis para download na nossa página de publicações.

OBRAS E ARTISTAS PREMIADOS NOS SALÕES DE ARTES VISUAIS DA BAHIA 2012 Veja galeria de fotos clicando aqui

Edição de Irecê = Compartilha e Curte, de Aécio Oliveira (Obra Premiada) Videoarte do artista plástico Aécio Oliveira, nascido e residente em Irecê. A obra faz alusão às redes sociais de uma forma bem humorada, através de um vídeo de um palhaço bocejando. Tem como objetivo fazer com que o espectador se questione sobre as relações humanas, mostrando uma forma de ação e reação semelhante, através do efeito visual que causa a imagem. O trabalho é uma concepção da linha de pesquisa sobre a performance do clown (palhaço) e sua relação com o mundo.

= Que Não Foi de Ninguém, de Juliana Moraes (Obra Premiada) De Salvador, a artista plástica Juliana Moraes, nesta obra, parte do pressuposto de que o ser humano só se reconhece como tal em contato com o outro, “só existe a partir do outro”, a partir do contraste. Pela distinção, o ser humano expressa suas diferenças e se torna particular. O trabalho consiste em quatro imagens impressas em foto porcelana, objetos originalmente utilizados em lápides para homenagens póstumas. Ao afirmar a individualidade contra o individualismo totalizante e em série, afirma também o direito à plena e singular existência.

= Projeções sobre o inacabado, de Rosa Bunchaft (Obra Premiada) Da artista visual Rosa Bunchaft, italiana radicada em Salvador, esta performance urbana se realiza como percurso na cidade e tem como proposta experimentar o corpo não apenas como objeto, mas como suporte de projeção de imagens, articulando performance e imagem enquanto campo de experimentação e encontro na cidade. Uma noiva na cidade… Um andaime como altar… Um véu que é tela de construção civil e torna-se tela de projeções do desabamento acidental de uma das tantas edificações em ruínas que está sendo destruída para construção de novos empreendimentos imobiliários… Um paralelo entre a ideia de vazio e ruína nos processos de construção, destruição e abandono em dois territórios distintos: o amor e a cidade.

= Olimar, grande mãe flor nuclear refletindo seu papel social socorrida por um gardenal…, de Devarnier Hembadoom Apoema (Menção Honrosa) Mestre em Artes Visuais, músico, poeta e livre pensador, nascido em Salvador, residente em Simões Filho, Devarnier baseia esta obra no conceito de Arte Sincrética, desenvolvido pelo próprio autor, e traz a representação do personagem real, Olimar, que, ao deparar-se com sua vultuosa responsabilidade social, passa a automedicar-se com gardenal. Assim, pretende contribuir para a provocação, reflexão e crítica do público apreciador das artes visuais, bem como de toda sociedade pós-lexotan.

= Coma meu coração sem pena, enquanto é tempo – I, de João Oliveira (Menção Honrosa) Artista visual soteropolitano, João Oliveira apresenta gravura em que trata do amor não-recíproco, demente e imaginário – que independe do objeto de amor – e que surge naquele que o sente ou a ele é propenso, comprometido pela sua irrealidade. O amante tenta alcançar no amado algo impossível, simbiótico, numa tentativa desesperada de atingi-lo em sua imaginada essência. Mendigando afeto como um cão sem dono, o ser apaixonado personifica-se no que acredita ser o que o outro espera, nesse caso o cão fiel, incondicional, ladrando seu amor em urgência, e revela-se capaz de renunciar voluntariamente ao seu amor-próprio.

= O cambista, de Jailson Paiva (Prêmio do Público) O artista plástico pernambucano e residente em Irecê Jailson Paiva apresenta escultura em tamanho natural em cimento e ferro, que representa uma pessoa ainda viva que foi excluída do seu ambiente de trabalho por conta do advento das máquinas eletrônicas que substituíram os talões manuscritos dos cambistas.

Edição de Jequié

= Autopoiese, de Ricardo Alvarenga (Obra Premiada) Mineiro residente em Salvador, o performer e artista multimídia Ricardo Alvarenga apresenta instalação com sete fotografias de 40 cm x 60 cm, referenciada no conceito de autopoiese – autoprodução de si, como condição natural de ser vivo, operando em natureza cíclica. A cabeça-tufo se transfigura em tufos-cabeça, e ambos se produzem mutuamente. Os tufos presentes no trabalho são emaranhados de cabelos do performer, recolhidos durante os últimos quatro anos, na ritualização cotidiana dos banhos. A performance consiste na manipulação dos cabelos que ora são esculpidos como uma bolsa que acondiciona os tufos, ora são esculpidos como uma máscara que realiza um ser sem face. A ação de tirar e recolocar os tufos de forma cíclica é realizada ininterruptamente enquanto há público na galeria. Um vídeo da ação é exposto nos dias que se seguem à abertura. Os créditos das fotografias são de Peruzzo e do vídeo, de Paula Carneiro.

= Ausentes, de Rosane Andrade (Obra Premiada) Artista visual nascida em Santo Antonio de Jesus e residente em Salvador mostra uma obra de intervenção urbana que propõe observar o espaço da cidade e posteriormente criar imagens que dialoguem com a rotina dos cidadãos. Nas imagens, são representadas cenas lúdicas de ações cotidianas dos pedestres, como, por exemplo, pegar um ônibus. Deste processo é feito um desenho que combina essas características com a do personagem adormecido reproduzido na obra, que se trata de um corpo com uma cabeça de travesseiro. O desenho situa-se sobre um fundo de linhas que mostra como a artista entende o espaço social-urbano: um fluxo que aprisiona as situações e, portanto, adormece o sujeito. Assim, é traçado um paralelo entre o corpo ausente e o estar presente, sendo este último intuído como uma percepção adormecida, um estado de inércia. Esse estado não é constante, constituindo-se tão somente numa espera por um fenômeno que nos tire dessa realidade sonhada.

= Prometeu e São João brincando de inquisição em paisagem cruzalmense, de Zé de Rocha (Obra Premiada) Zé de Rocha, artista visual e músico, apresenta objeto díptico com 160 cm x 210 cm em que utiliza, como instrumento para riscar/desenhar, o artefato conhecido como “espada de fogo” (espécie de busca-pé construído com bambu, argila e pólvora), proveniente da queima de espadas, manifestação cultural centenária de Cruz das Almas, cidade onde foi criado. Este trabalho tem como princípio criador a polissemia da palavra “risco”, que abarca as acepções de traço feito numa superfície e de possibilidade de passar por perigo. Além disso, evoca a relação de fascinação e medo que prevalece como matriz de interação social. Costumes e festividades estabelecidas em torno do embate com o perigo, que resistem na contramão de uma incitada homogeneização mundial da cultura.

= Cidade Babilônia, de Alex Oliveira (Menção Honrosa) O fotógrafo Alex Oliveira traz ensaio que tem um viés social e político. Traduz um espaço suspenso no tempo, um retorno ao imaginário construído durante o período da infância e adolescência em que morou em Jequié, sua cidade natal. Uma das questões mais importantes do ensaio é a possibilidade que as imagens têm de comunicar, incitar o diálogo e a difusão das questões que abarcam a relação entre o progresso e a decadência das grandes construções arquitetônicas submetidas ao choque de ideologias e interesses econômicos. A obra denuncia, torna evidente, um espaço que foi esquecido, naturalizado como invisível, como tantas outras questões que na contemporaneidade tendem a ser esquecidas pelo fluxo diário do cotidiano.

= Escolha sua garota favorita, de Mike Sam Chagas (Menção Honrosa) Mineiro residente em Salvador, o artista plástico Mike Sam Chagas reúne elementos díspares, como frases, máquinas de fliperama, logotipos, retratos, cenas adolescentes de Salvador, nesta pintura em políptico de 140 cm x 280 cm. As obras funcionam como colagens que, tendo como suporte a tradição da pintura, refletem o desejo dos pintores de desvelar a própria natureza de seu ofício. Ao substituir as modelos anônimas do jogo por mulheres consagradas como musas pela História da Arte, o trabalho brinca, ao inseri-las num contexto de jogo erótico, com a noção de aura que envolve determinados objetos artísticos (e também artistas), misturando sedução e reverência na relação lúdica entre modelo, artista e espectador.

= Contempladores da Ganância Insaciável, de Augus (Prêmio do Público) O conjunto de fotografias de Augus, fotógrafo, artista visual e videomaker de Jequié, tem 200 cm x 90 cm e representa uma visão sequencial de um momento do cotidiano de uma parcela de moradores da cidade. A obra em preto e branco remete ao início do capitalismo e demonstra que, na essência, nada mudou na mente dos empresários opressores e que a grande massa humana continua sendo comandada e imprensada na passarela de ferro dos controladores do sistema. Mostra uma ponte estreita que leva à porta larga da revolta e do desânimo que leva o operário a descer o penhasco pedregoso, e, na margem do rio fétido, explorado e dragado, contemplar no seu horário de repasto a ganância insaciável.

Edição de Juazeiro

= Frente e Verso, de Alex Moreira (Obra Premiada) Nascido em Presidente Dutra e residente em Juazeiro, Alex Moreira apresenta obra em técnica mista, com 90 cm x 60 cm x 4 cm, que trazem todos os documentos originais do artista: RG, CPF, Certidão de Nascimento, Reservista, Título de Eleitor, Comprovante de Quitação Eleitoral, Carteira de Trabalho, Diploma de Graduação e todos os cartões de conta bancária e crédito. Uma demonstração de entrega e doação para a arte, deixando-o vulnerável a qualquer acontecimento que necessite de um desses documentos, sem acesso às contas bancárias, sem poder viajar, ser atendido em hospitais, tirar passaporte, realizar pagamentos, ser vistoriado pela polícia ou forças armadas, ficando inclusive exposto a estelionatários. Não poderia, também, comprovar ser um cidadão brasileiro, abrindo uma reflexão sobre o uso exagerado dos documentos que fazem como que sem esses números não existíssemos.

= Passeio Socrático, de George Lima (Obra Premiada) Artista visual de Feira de Santana, George Lima apresenta obra em que busca uma reflexão acerca do sentimento de “ser feliz”, nos tempos “pós-modernos”, em meio a aspectos regidos pela “sociedade do espetáculo”, como publicidade, entretenimento, consumo etc. O registro foi realizado no interior de um shopping center. Composta por uma série de cinco fotografias digitais de 80 cm x 80 cm, plotadas em vinil transparente e fixadas sobre peças de porcelanato polido de mesmas dimensões, na cor branca (uma peça de piso para cada imagem), a obra tem como medida total 80 cm x 400 cm. As cinco imagens são expostas, juntas e alinhadas, sobre o piso, no interior do espaço expositivo, de forma que as pessoas possam circular livremente pelo seu entorno. O propósito é instigar o público a interagir com a obra.

= Maracutaia S/A, de Ramon Rá (Obra Premiada e Prêmio do Público) Artista visual soteropolitano, Ramon Rá apresenta instalação que resulta de observações extraídas dos objetos e das relações do cotidiano. O Bombril, elemento utilizado no serviço doméstico de limpeza, é o suporte escolhido pelas suas características, para modelar cerca de 1.500 ratos de tamanhos que variam de 15 a 40 centímetros. Para o artista, foi fundamental o encontro com esse material de suporte, por ele agregar num mesmo elemento a maleabilidade, a textura e a coloração necessárias para concretizar sua poética visual, além do valor semiótico que assume, evocando elementos como ética, consumo e transitoriedade. A obra propõe um mergulho nas relações homem/objeto, humanizando os objetos e coisificando o humano.

= Sistema de Controle, do Coletivo Neri Neves (Menção Honrosa) George Neri, fotógrafo, artista visual, artista plástico, videomaker, e Núbia Neves, videomaker e artista plástica, ambos residentes em Vitória da Conquista, formam o Coletivo Neri Neves. A instalação premiada dispõe sobre a parede uma impressão em papel do símbolo de um código de barras qualquer. Defronte da imagem do código de barras, um sensor sonoro e uma luz infravermelha detectam o movimento e acionam o som característico emitido quando um leitor de códigos é acionado. Esta proposta sugere uma reflexão múltipla das variáveis que se apresentam na relação consumo, mercado e mercadoria, colocando o público em posição de objeto consumido, ampliando também o relevo estético de uma situação corriqueira que representa o pilar da sociedade capitalista.

= Kab ide Tuti – SEXta SEX – You tube or not You tube, de Tuti Minervino (Menção Honrosa) Tuti Minervino, artista visual soteropolitano, apresenta videoinstalação que reúne três vídeos gravados em uma tarde, durante a residência artística na FAAP em São Paulo, em 2012. Dois dos vídeos partiram da body-art do artista. As tatuagens (Cabide e Sex-Sáb-Dom) foram o motivo para fazer a videoperformance. No Cabide, ele veste e sustenta o personagem, uma espécie de marca e assinatura no seu corpo. O terceiro vídeo (You tube or not You tube) trata da questão de “identidade”, do corpo deslocado. Ali, o artista representa um nordestino caricaturado questionando-se sobre qual o fim que daria à sua obra: postar ou não no Youtube (essa é a questão). Quer dizer da cara e coragem de um cidadão de outro lugar e realidade em terra estranha, onde ainda existe um preconceito com o povo do Nordeste do país. E esse é o destino que ele sonha, a terra prometida, mudar de vida etc.

ESQUIZÓPOLIS Onde: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e Museu Náutico da Bahia – Farol da Barra Abertura: 20 de junho, 19 horas, no MAM-BA Visitação no MAM-BA: 21 de junho a 1º de setembro, terça a sexta, 13 às 19 horas; sábado e domingo, 14 às 19 horas Visitação no Museu Náutico: 21 de junho a 1º de setembro, terça a domingo, 8h30 às 19 horas; durante o mês de julho, a visitação é todos os dias da semanas. Quanto: Gratuito Realização: FUNCEB/ MAM-BA/ IPAC/ SecultBA

 

 

Abertura da exposição Calangos, de Dida Murta

 

Expo !cid_CCE458DBDE2C47CFB8ABD666281DE519@userPC

 

 

Nesta sexta-feira 17 de maio, a partir das 20 horas, acontece no Salão de Eventos do Classe Apart Hotel em Feira de Santana, a abertura da Exposição CALANGOS, do artista DIDA MURTA.

As obras expostas com desenhos em bico de pena e aquarela, têm como figura de inspiração o “Calango”, lagarto típico do nordeste brasileiro, onde o artista cria diversas camuflagens e ambientes para o figura.

Dida Murta é natural de Serrinha, até os 15 anos morou em Feira de Santana, depois mudou-se para Salvador e de lá para os Estados Unidos, França e Portugal. Atualmente reside em Lençóis na Chapada Diamantina.

Trabalhou com design de jóias na H Stern, produção de programas na TV Aratu na década de 80, guia turístico e há 30 anos dedica-se às artes visuais.

A exposição está aberta ao público e permanece no Classe Apart Hotel até o dia  20 de junho.

Fernando Augusto e a Exposição ‘Habitar’ no CUCA

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) lança nesta quinta-feira (13) a partir das 20 horas a exposição de pintura e fotografia intitulada ‘Habitar’ do artista plástico Fernando Augusto. Com o objetivo de pensar o universal a partir de lugares comuns das experiências e afetos, dos espaços em que vivemos, trabalhamos e estabelecemos relações, a exposição foi sucesso de público em Recife (PE), na Galeria Amparo 60.

Por conta desse sucesso, Fernando Augusto promoverá um bate-papo durante o coquetel de abertura da exposição para apresentar o processo de criação dos objetos expostos. A mostra ficará aberta para visitação na Galeria de Arte Carlo Barbosa até 11 de outubro.

Segundo o artista, busca-se enfatizar a visualização de lugares comuns como janelas, cantos de paredes ou o ônibus a partir de uma relação criativa e estética, uma vez que a autonomia da pintura, a partir do abstracionismo informal e geométrico, nos leva a pensar que o seu questionamento, hoje, não recai somente no como pintar, mas também no que pintar.

Fernando Augusto, baiano natural de Itanhém, é doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e pela Lúniversité Paris I – Sorbonne França, e é professor do Centro de Arte da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Ascom/Uefs

 

Exposição Itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios

A partir do dia 03 de setembro, o Centro de Cultura Amélio Amorim, localizado em Feira de Santana, abriga a exposição itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios. A mostra é uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado, em parceria com o Centro de Cultura e fica em cartaz até 28 de setembro, das 8h às 21h. A entrada é gratuita.

Idealizada pelos museólogos Guilherme Figueiredo e Ana Cristina Coelho, a exposição apresenta o perfil dos museus vinculados à estrutura da DIMUS e das 217 instituições museais mapeadas no estado. São 23 painéis que, através de mapas, fotografias e dados estatísticos, evocam o patrimônio integral de 25 territórios de identidade baianos. O total de municípios com espaços museais, situação quanto ao funcionamento e a distribuição dos museus no estado são algumas das informações apresentadas. No território Portal do Sertão, que inclui Feira de Santana e mais 16 municípios, foram mapeados sete espaços museais.

Em Salvador, a exposição Museus da Bahia: Identidade e Territórios já foi apresentada no Centro de Convenções, durante a 10ª Bienal do Livro da Bahia, na Praça Municipal, por ocasião da 10ª Semana de Museus, e em escolas dos bairros de Cajazeiras e Itapuã. A mostra também já circulou por Ilhéus e Vitória da Conquista e nos meses de novembro e dezembro será montada em Jequié e Porto Seguro.

O Centro de Cultura Amélio Amorim fica situado na Av. Presidente Dutra, 2222, Capuchinhos, Feira de Santana. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (75) 3625-0572.

Serviço:

O que: Exposição itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios

Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim – Av. Presidente Dutra, 2222, Capuchinhos, Feira de Santana.

Quando: Abertura dia 03 de setembro. Visitação até 28 de setembro, das 8h às 21h. Tel: (71) 3117-6381 (DIMUS). (75) 3625-0572 (Centro de Cultura Amélio Amorim).

 

Centenário de Jorge Amado – Mostra mergulha na vida e na obra do escritor baiano

A partir de hoje, 09 de agosto às 19h, o público baiano poderá participar da abertura da exposição “Jorge, Amado e Universal”, em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A mostra, aberta até o dia 14 de outubro, já passou pelo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e atraiu mais de 130 mil pessoas.

Salvatore Carrozzo

Tereza, Flor, Gabriela, Dora. São muitas e diversas as mulheres de Jorge Amado (1912- 2001). Assim como os homens: Nacib, Vadinho, Pedro Arcanjo… Eles habitam os romances e o imaginário de leitores no Brasil e no mundo. Todos saídos da cabeça inventiva do autor, que por sua vez também não era um só.

As diversas facetas de Jorge – o escritor, o marido, o pai, o político, o amigo, o viajante – são a tônica da exposição Jorge Amado e Universal, um dos destaques da programação do  centenário de Jorge, comemorado amanhã. A mostra tem abertura para convidados, hoje, e para o público, amanhã. Depois de estrear no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, chega ao Museu de Arte Moderna da Bahia, no Solar do Unhão.

Quem é Jorge?

Para um nome forte da literatura, um time de peso. A direção geral é de William Nacked, que produziu as exposições sobre Clarice Lispector (1920–1977) e Gilberto Freyre (1900–1987) no Museu da Língua Portuguesa. A cenografia é de Daniela Thomas e Felipe Tassara; e a parte multimídia foi desenvolvida pela O2 Filmes, do cineasta Fernando Meirelles.

“Quando nós começamos a montar a exposição, eu disse: ‘ninguém conhece Jorge’. Me chamaram de louco. As pessoas conhecem algumas obras de Jorge Amado. Com a mostra, vamos apresentar quem é esse Jorge, essa Bahia, esse Brasil, esse mundo”, afirma o diretor, em referência ao contexto sócio-histórico.

Jorge Amado e Universal foi dividida em módulos. O primeiro é dedicado aos personagens, como Gabriela e Nacib (Gabriela, Cravo e Canela), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres) e  Antonio Balduíno (Jubiabá). O segundo espaço apresenta a faceta política do autor, que foi eleito deputado federal por São Paulo no ano de 1945, pelo Partido Comunista Brasileiro.

Há ainda espaço para a malandragem e a sensualidade presentes nos livros, depoimentos de amigos, artistas e críticos, além de uma cronologia da vida do escritor. O visitante pode ver curiosidades, como fotos de Jorge Amado com sua mãe, Eulália Leal Amado; e escritos originais de Tieta do Agreste.

O custo da exposição, em São Paulo e na Bahia, foi de R$ 3 milhões, metade foi captado com patrocínio via Lei Rouanet. O plano é fazer com que a mostra fique circulando até 2014. No Brasil, já estão definidas duas cidades: Recife – local da próxima etapa – e Rio de Janeiro. Paris, na França, Frankfurt, na Alemanha, e Porto, em Portugal, estão em fase de negociação.

Múltiplos

A cineasta Cecília Amado, neta de Jorge, é só alegria para falar da exposição. “Está incrível. Deram um olhar contemporâneo, de modo a aproximar meu avô das novas gerações. É uma exposição sensorial bem completa, todos os detalhes, os sons. Tem até cheiro de cacau torrado”, observa.

Em pouco mais de dois meses, a mostra foi vista por 143 mil pessoas em São Paulo. E a amadomania ultrapassa o Brasil. Neste ano, aumentou o  número de pedidos de editoras estrangeiras interessadas em editar sua obra.

Para a exposição, a equipe do MAM preparou uma programação com debates, oficinas, contação de histórias e ações voltadas para o público infanto-juvenil. As atividades podem ser conferidas em www.bahiamam.org. “Quem for na exposição vai entrar com um Jorge na cabeça e sair com vinte”, afirma William. Bem que dizem: toda leitura é, na verdade, múltipla.

Fonte: MAM e Correio da Bahia

.