Revista bilíngue difunde obra de escritores de diversos países

 

 

Lançada em formato digital, a revista Portal Literário quer se constituir numa ponte que, tendo a tradução como material constitutivo, põe em diálogo escritores de várias partes do mundo, e tem como objetivo principal difundir a produção literária de escritores lusófonos e francófonos. Idealizada pelo professor doutor Humberto Luiz Oliveira, pesquisador vinculado ao Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a revista, bilíngue, quer contribuir para a difusão da literatura como ferramenta para o conhecimento de si mesmo, do outro e do mundo.

Neste primeiro número o Portal literário conta com narrativas (contos e novelas) de autores de vários espaços lusófonos  ( Adna Couto, Assis Freitas Filho, Humberto de Oliveira, Júlio César Martins Monteiro, Luciano Penelu e Victor Mascarenhas) e francófonos (Claire Varin, Patrick Imbert e Zakaria Lingane (Quebec) e  Sèverine Arnaud (França) cujos textos versam, diretamente ou indiretamente, sobre a errância, o exílio, a reconfiguração identitária.

Segundo Humberto Oliveira, “a tradução para o português de textos de escritores ainda desconhecidos do público lusófono se reveste de importância indiscutível, assim como a tradução para o francês de textos literários de escritores baianos e nordestinos e daqueles que estão fora dos chamados grandes centros, tem o inegável mérito de dar visibilidade a uma produção que ficaria restrita ainda a um público especializado e local”.

A primeira edição da revista pode ser acessada através do endereço eletrônico http://www.portalrevistaliteraria.com.br.

 

Festival de Sanfoneiros e Caminhada do Folclore

 

Situação orçamentária faz Uefs cancelar eventos culturais

Dois eventos culturais do calendário da Universidade Estadual de Feira de Santana, o Festival de Sanfoneiros e a Caminhada do Folclore, não serão realizados esse ano. O motivo é a atual situação orçamentária da Instituição, que enfrenta dificuldades financeiras para o exercício de 2015. Outros dois importantes eventos foram mantidos: o Bando Anunciador e o Aberto.

De acordo com Rosa Eugênia Vilas Boas, diretora do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), unidade responsável pela execução dos eventos, a realização do Festival e da Caminhada demandaria um custo estimado de R$ 171 mil, valor que a Administração Central da Uefs não tem como disponibilizar nesse momento, já que teve seu orçamento reduzido em R$ 1,8 milhão em relação ao ano de 2014. Em comparação ao exercício de 2013, a redução é ainda maior: cerca de R$ 6 milhões.

Tradicionalmente realizado no mês de maio, o Festival de Sanfoneiros, que esse ano estaria em sua 8ª edição, chegou a mobilizar um público de mais de 1.500 pessoas em 2014. As últimas edições do evento registraram a presença de sanfoneiros de diversos estados, que disputaram premiações em dinheiro em duas categorias: até oito baixos e acima de oito baixos. E já contou também com a participação de músicos renomados, como Targino Godim, Celo Costa e Carlos Capinan, no corpo de jurados, e de Xangai, que encerrou o Festival do ano passado.

Realizada há 15 anos ininterruptamente, a Caminhada do Folclore, por sua vez, chegou a ter a participação de mais de 100 grupos folclóricos de Feira de Santana e de mais dez municípios circunvizinhos, tendo se tornado um importante espaço para as mais diversas manifestações da cultura de raiz.

Oficinas

Segundo a professora Rosa Eugênia, nem o apoio de alguns parceiros, que anualmente colaboram para a realização dos eventos, seria suficiente para cobrir os custos. “Foi uma decisão difícil. Lamentamos muito, mas seria irresponsabilidade manter os eventos. Não tivemos verbas sequer para empreender a logística que o Festival e a Caminhada demandam nos meses que antecedem a realização dos mesmos, a exemplo das viagens para a divulgação da abertura de inscrições em outros municípios”, ressaltou, lembrando que os eventos não poderiam ser redimensionados sem um estudo prévio.

Sobre a continuidade no próximo ano, Rosa Eugênia salientou que ainda não há uma perspectiva, mas que a Instituição, reconhecendo a importância dos eventos para a cidade, espera ter condições de voltar a realizá-los em 2016. “Nosso esforço será em prol da continuidade, ainda que, futuramente, precisemos adequá-los à realidade orçamentária. Para esse ano, vamos manter dois outros eventos importantes do calendário municipal: o Bando Anunciador, que desfila pelas ruas da cidade em 19 de julho, e o Aberto, a ser realizado no dia 18 de setembro”, informou.

Conforme o professor Aldo José Morais Silva, assessor do Cuca, a Instituição também está realizando ajustes nos custos de manutenção das 89 oficinas e cursos básicos nas áreas de artes visuais, música, teatro, dança e atividades corporais. “O objetivo é tentar mantê-los em funcionamento sem nenhum prejuízo para comunidade feirense, principal público-alvo dessas atividades. A oferta desses cursos tem grande relevância, já que se trata de um projeto de inclusão social, que visa o acesso à arte e à cultura por parte de pessoas que normalmente não têm essa oportunidade”, destacou.

Na opinião da vice-reitora da Uefs, professora Norma Lúcia Almeida, essa medida, ainda que temporária, “representa um duro golpe para a cultura popular regional, diminuindo a visibilidade de grupos tradicionais e interditando a apresentação de jovens sanfoneiros”. Aponta, também, conforme salienta, “para um encolhimento do importante papel da Uefs na fomentação de atividades culturais”.

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Observação: Simplesmente lamentável!.

O grande dia – Reinauguração do Museu Regional

 

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É hoje!

 A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), reinaugura, o Museu Regional de Arte de Feira de Santana (MRA). O coquetel comemorativo, que está marcado para começar às 20 horas, contará com uma vasta programação cultural. Além de um recital de música clássica, a ser executado pelo Grupo de Câmara do Cuca, serão realizadas diversas performances e intervenções artísticas.

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Cesar Romero

Ontem, sexta-feira (8), a diretoria do Cuca convidou a imprensa a conhecer as novas instalações do prédio, que passou por um minucioso processo de restauração, sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), órgão responsável pela salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis e pela política pública estadual voltada ao patrimônio cultural. Na ocasião foi servido um café da manhã.

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Raimundo de Oliveira

Primeira instituição museológica do município, o Museu Regional de Arte foi fundado em 26 de março de 1967, pelo embaixador Assis Chateaubriand, magnata das comunicações no Brasil, que idealizou a Campanha Nacional dos Museus Regionais, com o objetivo de dotar as diferentes regiões do Brasil com expressivos acervos de arte. Por iniciativa de Chateaubriand, o Museu Regional de Arte de Feira de Santana tem hoje uma das mais importantes coleções de arte do mundo.

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Carlo Barbosa

Inicialmente instalado no prédio onde hoje funciona o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Regional de Arte foi incorporado ao Cuca em 1995, passando a funcionar no imponente prédio de estilo eclético que, no passado, abrigou a Escola Normal de Feira de Santana. Localizada na Rua Conselheiro Franco, antiga Rua Direita, a atual sede do Museu Regional permaneceu fechada por dois anos, período em que não apenas a sua estrutura física foi restaurada, mas também o seu imponente acervo, que passou por um meticuloso processo de limpeza e conservação, realizado pelo Studio Argolo Antiguidades e Restaurações, de Salvador, sob o comando do renomado restaurador José Dirson Argolo.

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Gil Mário

Acervo histórico

Com a reabertura do Museu Regional, o público terá a oportunidade de voltar a contemplar o valioso conjunto de obras assinadas por Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro, precursores do Movimento Modernista Brasileiro. A Coleção Inglesa, composta por 30 telas confeccionadas a óleo nas décadas de 50 e 60, pertencentes a consagrados artistas modernos ingleses, como Antony Donaldson, Alan Davie, Bary Burman, Bryan Organ, David Leverret, Derek Hirst, Derek Snow, Joe Tilson, John Kiki e John Piper, será um dos destaques da exposição de reinauguração, assim como a Coleção de Arte Naïf e a Coleção Nipo-Brasileira, que têm grande importância no cenário das artes plásticas mundial.

Juraci Dórea

Juraci Dórea

De acordo com Selma Oliveira, diretora do Cuca, também comporão a mostra obras pertencentes a importantes artistas estrangeiros naturalizados brasileiros, como Manabu Mabe, Carybé, Hansen Bahia e Reinaldo Eckenberger, e telas de artistas feirenses e outros artistas baianos que alcançaram projeção internacional, a exemplo de Raimundo de Oliveira, Carlo Barbosa, Juraci Dórea, César Romero, Gil Mário, Mario Cravo, Calasans Neto, Carlos Bastos, Jenner Augusto, Juarez Paraíso e Sante Scaldaferri. “A ideia é montar a exposição através de um recorte do acervo histórico. Vamos comemorar 48 anos de atuação institucional e contribuição para o imaginário cultural feirense”, salientou.

Com informações de Ísis Moraes – Ascom/Uefs

Mário Cravo

Mário Cravo

Calasans Neto

Calasans Neto

Hansen Bahia

Hansen Bahia

Vicente do Rego

Vicente do Rego

Carybé

Carybé

Di Cavalcante

Di Cavalcante

A. Reynoldes

A. Reynoldes

 

UEFS Editora lança novos livros na próxima quinta-feira

 

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A UEFS Editora lança, na próxima quinta-feira (14), a partir das 16h, oito novos títulos de diversas áreas do conhecimento. A solenidade de lançamento, aberta ao público, será realizada no hall do prédio da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana.

As obras focalizam a etnografia do candomblé, a história do protestantismo brasileiro, as artes sacras católicas, a antropoentomofagia, a ecologia humana, a herpetologia, a historiografia da cultura, da sociedade e da política e a competividade territorial no polo de desenvolvimento de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia.

Julio Braga, em “Candomblé: a cidade das mulheres e dos homens”, mostra porque, no universo das religiões afrobaianas, a presença masculina, como a do babalaô Martiniano Eliseu do Bomfim, é tão relevante quanto a feminina, a exemplo das ialorixás Mãe Aninha e Mãe Menininha do Gantois. O ponto de partida da obra é o estudo “A cidade das mulheres”, da etnóloga norte-americana Ruth Landes, publicado em 1947.

“Fiel é a Palavra: leituras históricas dos evangélicos protestantes no Brasil”, organizado por Elizete da Silva, Lyndon de Araújo Santos e Vasni Almeida, está em sua 2ª edição e recupera a memória de anglicanos, luteranos, presbiterianos, congregacionais, batistas e metodistas no país, do século XIX até a atualidade.

Em “Imagens de roca: uma coleção singular da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira”, Selma Soares de Oliveira estuda a importância das imagens sacras que se destinam a procissões e são vestidas com trajes de tecido. Em sua pesquisa nos acervos católicos da Bahia, a autora encontrou nessa igreja histórica de Cachoeira, no Recôncavo, a coleção de peças que mais lhe chamou a atenção.

“Antropoentomofagia: insetos na alimentação humana”, 2ª edição, é organizado por Eraldo Medeiros Costa Neto e reúne textos de diversos pesquisadores. Os trabalhos ressaltam o fato de que os insetos são o grupo mais rico e diverso do reino animal, porém ainda muito pouco estudado do ponto de vista da etnoecologia e da cozinha entomofágica.

“Os anfíbios e répteis da Reserva Madeira, Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil”, organizado por Geraldo Jorge Barbosa de Moura, Eliana Maria de Souza Nogueira e Eraldo Medeiros Costa Neto, reúne trabalhos de pesquisadores de várias universidades nordestinas. O livro se destina a herpetólogos e ao público interessado em conhecer mais sobre a fauna de anfíbios e répteis dos remanescentes de Mata Atlântica brasileira.

“Ecologia Humana: uma visão global”, organizado por Ronaldo Gomes Alvim, Ajibola Isau Badiru e Juracy Marques, é uma coletânea de artigos sobre o surgimento e a abrangência dessa nova ciência, que, como área de formação e pesquisa em sua perspectiva pluridisciplinar, estuda as complexas relações entre o ser humano e seu entorno.

“Cultura, sociedade e política: ideias, métodos e fontes na investigação histórica”, organizado por Elizete da Silva e Erivaldo Fagundes Neves, é uma antologia de ensaios que abordam a produção contemporânea em ciências humanas do ponto de vista historiográfico. Os trabalhos tematizam história e política, história e literatura, história e religião e metodologias da pesquisa em história agrária e história regional.

“Competividade territorial e federalismo na Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) Petrolina-Juazeiro”, de Reinaldo Santos Andrade, é um estudo analítico e interpretativo do espaço geográfico, no sentido de território usado, e sua relação com o capitalismo global contemporâneo, o ordenamento territorial-regional, os diferentes federalismos, a dinâmica do polo de desenvolvimento em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) e o problema das desigualdades socioeconômicas e territoriais.

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Juraci Dórea conta em livro a história de Feira de Santana

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Eron Rezende

Embora esteja no centro de Feira de Santana, apinhado de motos, vendedores de rua e negociantes de megafone, a casa de Juraci Dórea, feita à semelhança da arquitetura árida (barro e tijolos aparentes, plantas urticantes, terreno pedregoso), tem o som de um mosteiro no sertão. “Me apeguei fácil, por isso não consigo sair”, diz ele, erguendo os braços, como se apontasse para a invisível camada que abraça sua casa e a distingue da urgência mundana. “Dizem que um artista tem que encarar o silêncio como fonte de criatividade. Aprendi isso desde cedo”.

Sua reverência ao silêncio, no entanto, parece ser menos resultado da disciplina de um artista, e mais de um traço perene de personalidade. Juraci Dórea é um sertanejo. Seu corpo viceja o sertão. Nascido, criado e “enraizado”, com ele diz, em Feira de Santana, cidade que oscila entre a geografia árida e a litorânea, ele aparenta sempre habitar o lado árido da história. “A maior parte da minha infância passei vendo os vaqueiros, as boiadas no meio da rua. A minha vivência foi em cima dessa cultura”.

Daí vem o ímpeto que o fez colocar em telas, murais e esculturas o cotidiano das terras ressequidas, a ponto de utilizar o próprio semiárido baiano como superfície de exposição, espelhando obras em comunidades do interior – algo que está na base do Projeto Terra, iniciado há 30 anos, que levou o nome de Dórea para importantes mostras de arte, como as bienais de São Paulo, Havana e Veneza. Em seu ateliê, situado ao fundo da casa, ele, com 70 anos, trabalha agora num novo projeto, uma mescla de biografia, memórias e colagem: pretende, num livro, contar a história de Feira de Santana.

“Eu queria fazer um trabalho sisudo e histórico, mas, aos poucos, percebi que o maior legado que posso deixar é uma história subjetiva”, diz, indicando uma mesa atulhada de livros, fotos e revistas que versam sobre a cidade, acumulados em quase 50 anos de carreira. Com a mente livre de um ensaísta, Dórea pretende, a partir das mudanças arquitetônicas (como a extinção de prédios históricos de arquitetura eclética), fazer uma narrativa pessoal sobre sua cidade natal.

O livro, que será concluído no final do primeiro semestre, terá edição da Universidade Estadual de Feira de Santana, onde Dórea atuou como professor do Departamento de Letras e Artes. Hoje aposentado, ele debruça-se exclusivamente sobre a feitura da obra. “É um projeto que martela minha cabeça há tanto tempo que eu achava que nunca fosse realizar. Quando a universidade colocou prazo, pensei: ‘É agora’”.

Terra

A formação em arquitetura pela Ufba o ajudará na análise das mudanças urbanas, mas é o talento de arquivista que parece sustentar a empreitada. Dórea possui catalogado praticamente tudo referente a sua própria trajetória. Numa estante próxima ao computador, que usa para digitalizar registros ainda em papel, ele guarda negativos de fotos que exibem suas primeiras exposições, a passagem das telas em carvão para as de tinta, a utilização das primeiras peças de couro em esculturas e, claro, todo o percurso do Projeto Terra.
“Esse foi um trabalho que não achava muito espaço nas mostras de arte oficiais. Aí me ocorreu  não expor na cidade, nos museus, nos circuitos oficiais, mas devolver esse trabalho para o sertão”, diz sobre o Projeto Terra. “Em vez de fazer a exposição nos museus, eu fiz a exposição no próprio ambiente de inspiração”.

Os registros mais curiosos da saga do Projeto Terra são os da interação dos moradores com as obras, sobretudo com as esculturas abstratas feitas com madeira e couro curtido. Há sempre uma reverência cautelosa, como a que exibe Edwirges, senhora que, durante o início do projeto, em 1984, auxiliou Dórea no contato com os moradores de diversos povoados do sertão, como Monte Santo, Canudos e Raso da Catarina – a estação ecológica próxima a Santa Brígida, local das aventuras de Lampião e seu bando.

“Sertão é uma palavra abrangente, porque em cada estado do país tem um. Mas o meu  é o do Nordeste. Começa em Feira e se espalha pelo oeste”, diz. “Mais do que isso,  para mim, é o lugar das coisas essenciais, onde nada é supérfluo, nada pode sobrar”.

No ano passado, quando a trajetória de Dórea foi reverenciada com uma mostra na 3ª Bienal da Bahia e com o documentário O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão: Veredas, dirigido por Tuna Espinheira, passou pela sua cabeça que a vida, dali em diante, seria feita com o “ócio de quem se  aproxima do fim”. Ideia que, ele diz, “chegou e foi em dois segundos”. Após concluir o livro, já planeja retomar a série de quadros Cenas Brasileiras (que emulam a literatura de cordel) e já não acha descabido aventurar-se numa nova expedição para o Projeto Terra. Um fruto, ele lembra, da produtividade germinada no silêncio.

Fonte: Jornal A Tarde

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Reinauguração do Museu Regional de Arte de Feira de Santana

 

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Após dois anos fechado para reforma, o imponente prédio de estilo eclético que abriga o Museu Regional de Arte de Feira de Santana (MRA) será reinaugurado na segunda metade de abril. Além da restauração do prédio, o acervo passou por um processo de conservação e restauro, de acordo com a museóloga Selma Oliveira, diretora do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), entidade vinculada à Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

A análise técnica para conservação das obras foi realizada em 2014 pelo Instituto Cátedra, de Salvador, através do conservador-restaurador Orlando Ramos Filho, com experiência em entidades públicas e privadas de diversos estados brasileiros. Ele atuou em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), órgão responsável pela salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis e pela política pública estadual voltada ao patrimônio cultural.

A Cuca Orlando Ramos Filho - ao fundo, obra A Mulata, Di Cavalcanti, acervo MRA

Fundado em 26 de março de 1967, por Assis Chateaubriand, o MRA funcionou, inicialmente, no prédio onde hoje está instalado o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Em 1995, foi incorporado ao Cuca.

Primeira instituição museológica do município, o Museu Regional destaca-se exatamente pela importância de seu acervo, constituído por obras de renomados artistas brasileiros e estrangeiros. Com a reinauguração, cujo projeto expográfico ficou a cargo do museólogo e diretor do MRA, Cristiano Silva Cardoso e equipe, com supervisão de Selma Soares de Oliveira, o público poderá voltar a contemplar, por exemplo, o valioso conjunto de obras assinadas por Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro, percussores do Movimento Modernista Brasileiro, além das coleções Inglesa, de arte Naïf e Nipo-Brasileira.

Segundo Selma, a ideia é montar a exposição através de um recorte do acervo histórico. “Vamos comemorar 48 anos de atuação institucional e contribuição para o imaginário cultural feirense. A noite de reinauguração contará com uma vasta programação, com a realização de performances, intervenções artísticas e recital do Grupo de Câmara do Cuca”, destaca.

A Cuca Orlando Ramos Filho e o diretor do Museu, museólogo Cristiano Silva Cardoso

 

Aniversário do SESC Feira de Santana

 

O Centro SESC Feira de Santana visa proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador do comércio e serviços, de sua família e da sociedade, bem como contribuir para o desenvolvimento econômico, cultural e social da Princesa do Sertão.

E com a certeza de estarmos apenas iniciando este grandioso trabalho, estaremos comemorando com uma grande festa no dia 22 de março, o 18º Aniversário do Centro SESC Feira de Santana, contando com uma programação rica e diversificada, com atividades lúdico-educativas, voltadas para todas as idades e gostos, destacando-se as apresentações de Marcionílio Prado e da Banda Jamil e Uma Noites, presenteando a nossa razão de existência, o Comerciário, com o melhor da música baiana nesta data simbólica tão importante para quem vive o SESC.

Data: 22/03/2015

Horário: Das 09:00h às 17:00h

 

 Brinquedos Infláveis;

Torneios: Futebol Society, Sinuca, Tênis de Mesa e Totó;

Recreadores;

Exposições Monitoradas SESC Saúde e SESC Meio Ambiente;

Massagem relaxante;

Apresentações Artísticas;

Palestras odontológicas.

Venha e traga a sua família!

SESC, a maior rede privada de bem estar social!

Atenção! O acesso é exclusivo aos associados SESC, com carteira atualizada independente da idade.

Oficinas de artes do Cuca ainda dispõem de vagas

 

O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), entidade da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), realiza até a próxima terça-feira (3) matrícula para preenchimento de vagas remanescentes das oficinas de criação artística e teatro. As vagas são para as turmas de Desenho Básico, Desenho de Observação Intermediário, Produção em Vídeo Básico, Mosaico Básico, Teatro Brasileiro – história de letras e vozes e Teatro Adolescente.

O atendimento é das 8 às 12h e das 13 às 17h. Será cobrada taxa única de R$ 80, válida para o semestre. Servidores, estudantes bolsistas e residentes da Uefs estão isentos. Dependentes de servidores e os demais estudantes da Uefs têm desconto de 50%.

No ato da matrícula é preciso apresentar original de comprovante de residência e de documento de identificação com foto ou certidão de nascimento.

O Cuca funciona na rua Conselheiro Franco, nº 66, Centro.

 

Exposição Phantasias – Lançamento de livros

A phantasias

O Museu de Arte Contemporânea, encerrando suas atividades expositivas do ano de 2014, apresenta no dia 04 de dezembro, às 20h, a mostra de artes visuais Phantasias que reúnem os artistas Antonio Brasileiro e Juraci Dórea. A exposição de Brasileiro consiste em vinte telas de diversos tamanhos e Juraci, telas e instalações. Junto às exposições, teremos os lançamentos dos livros de poesia inéditos Longes terras e O livro das phantasias de Brasileiro e Juraci respectivamente, pelas edições MAC, que publica frequentemente escritores feirenses.

O livro das phantasias é o sexto livro de Juraci quereúne 42 poemas de diferentes décadas (70, 80 e 90) todos intitulados phantasia; “os azulejos sabem/que o silêncio vem de longe/que todo silêncio vem de longe/­- como os crisântemos e as borboletas”. (Phantasia 13)

O livro Longes terras marca o retorno do poeta Antonio Brasileiro com o lançamento de livros inéditos, com 64 poemas que foram escritos entre 2005 e 2013; “Não nos iludamos: Tudo é só real./O sim, velhos panos./O erro, plural./Que a vida é passagem/(sabemos) somente./É tudo real/Criação da mente”. (Poema)

Antonio Brasileiro é pintor, poeta baiano, professor e membro da Academia Baiana de Letras. Possui mais de vinte títulos de poesia publicados. Nasceu em Matas do Orobó, interior da Bahia e reside em feira de Santana desde as obras publicadas, destacando-se entre eles: Caronte (romance, 1995), Antologia poética (1996), Da inutilidade da poesia (ensaio, 2002), Poemas reunidos (2005) e Dedal de areia (poesia). Recentemente lançou o livro Desta Varanda, pelo selo cartas baianas, além de ser o idealizador da revista baiana de literatura Hera.

Juraci Dórea, poeta e artista visual. Nasceu em Feira de Santana, Bahia. Publicou os livros Umquasepoema para Edwirges (poesia), 1976, Eurico Alves, poeta baiano(ensaio), 1979; Poema de Feira de Santana ( poesia), 2012

O evento terá a intervenção de atores e poetas declamando poesias, além da exibição de vídeos Arte produzidos pelos artistas George Lima e Caetano Dias.

 

Data: 04/12/2014

Horário: 20h

Local: Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira

Rua Geminiano Costa, 255, Centro – Feira de Santana -BA

Maiores informações: (75) 3223-7033 – macfeira@gmail.com

 

Fotógrafo feirense reeleito para o Colegiado de Artes Visuais da Bahia

 

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A Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB, divulgou no último dia 13 de novembro o resultado da eleição para o Colegiado Setorial de Artes Visuais da Bahia para o biênio 2015-2016, onde o fotógrafo feirense José Angelo Leite Pinto, representando o Macroterritório 3, mais precisamente o Território de Identidade “Portal do Sertão” composto pelos  municípios: Agua Fria, Amélia Rodrigues, Anguera, Antonio Cardoso, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Feira de Santana, Ipecaetá, Irará, Santa Bárbara, Santanópolis, Santo Estevão, São Gonçalo dos Campos, Tanquinho, Teodoro Sampaio e Terra Nova, foi reeleito para mais um mandato de dois anos.

Também aumentando o número de representantes de Feira de Santana, foi eleito o fotógrafo Antônio Carlos Lima Rios e para Suplente Antônio Carlos Santos Vieira, ambos membros da Diretoria do Clube de Fotografia de Feira de Santana, na certeza de que estes representantes unidos aos outros membros do Colegiado, continuarão dando importante contribuição às Artes Visuais em nosso estado.

Em cumprimento à Lei Orgânica da Cultura da Bahia (Lei nº 12.365 de 30/11/2011), a FUNCEB realizou o processo eleitoral do segundo mandato dos Colegiados Setoriais das Artes da Bahia. A primeira gestão, do biênio 2013-2014, está sendo concluída no dia 31 de dezembro de 2014, e foi construída igualmente a partir de um processo articulado com a classe artística, em 2012. Vinculados a cada uma das linguagens artísticas que integram o escopo da FUNCEB – Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro, os Colegiados Setoriais das Artes serão novamente compostos por membros do poder público e da sociedade civil, eleitos através de processo participativo. Os Colegiados orientam e respaldam decisões políticas voltadas a cada área, atuando como instâncias de consulta, participação e controle social das ações promovidas pelos órgãos do governo.

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Cuca promove apresentação de Jazz no domingo

 

Vai ser realizada no próximo domingo (16) a segunda apresentação do projeto musical Jam no Cuca. O evento de Jazz será no Teatro de Arena do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), às 17 horas, com entrada gratuita.

A banda Jam é formada pelos instrumentistas Gilmar Araujo (guitarra), Rogério Ferrer (acordeon), Anderson Silva (contrabaixo) e Adson Junior (bateria). Eles integram o grupo Quaternária. Também participa o pianista Tito Pereira.

O Cuca, órgão vinculado à Uefs, funciona na rua Conselheiro Franco, 66, Centro, Feira de Santana. Mais informações através dos telefones (75) 3221-9744 e 3221-9766 ou da página do Cuca na internet (www.uefs.br/cuca).

 

Cuca promove eventos culturais abertos ao público nesta sexta

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), promove sexta-feira (10) o Projeto Cinco e Meia Infantil. Os alunos dos cursos básicos do Seminário de Música do Cuca vão apresentar peças musicais para estudantes de escolas públicas municipais e para o público em geral. As apresentações começam às 15h30 no Teatro do Cuca.

O projeto faz parte do calendário de atividades do Seminário e é realizado de dois em dois meses. “Para o estudante de música é importante ter contato com o público. Além disso, eventos como este ajudam na formação de plateia”, afirmou Vandson Nascimento, coordenador do Seminário de Música.

Ainda na sexta-feira, será realizado o projeto Lua Cheia de Performance, com a participação de seis artistas, que vão se apresentar em diferentes ambientes do Cuca. Nessas apresentações, o corpo é o principal suporte para a realização dos trabalhos. O Lua Cheia de Performance começa às 20h e a entrada é franca.

 A curadoria do evento é do artista visual Victor Venas. Ele reuniu neste projeto o artista corporal Fernando Lopes, os artistas visuais Amilton Santana, Wagner Lacerda e Jailton Santoz, a dançarina Natália Ribeiro e a atriz e cantora Katia Lanto.

O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) funciona na rua Conselheiro Franco, nº 66, Centro, Feira de Santana. Mais informações através dos telefones (75) 3221-9744 ou 3221-9766 ou da página do Cuca na internet www.uefs.br/cuca.

A Luacheia !cid_ii_i0yaiii70_148e73a827f7200a.

Feira do Livro atrai público de diversos municípios

 

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Um ambiente diversificado em que a leitura se destaca como a interseção que une, motiva e desperta o imaginário. Nos corredores e estandes, crianças e adultos se misturam em busca do que os livros são capazes de proporcionar.

Assim pode ser descrito o cenário da 7ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultura, iniciado terça-feira (23) e que prossegue até domingo (28), com contação de histórias, palestras, apresentações culturais e muito aprendizado. As atividades são desenvolvidas na Praça João Barbosa de Carvalho, a Praça do Fórum, numa promoção conjunta da Uefs, Direc 2, Secretarias de Educação do Estado e do Município, Arquidiocese de Feira de Santana, Sesc e Fundação Egberto Costa.

As atividades e serviços oferecidos, bem como de pessoas que visitam os estandes, superaram as melhores expectativas. A professora da Uefs Anna Cristina Gonçalves, coordenadora geral da 7ª Feira do Livro, informou que também cresceu o número de visitantes de outros municípios, inclusive alunos de estabelecimentos de ensino que não se cadastraram previamente, “mas que são bem vindos”.

A Feira do Livro Foto Bernardo Bezerra 25-09-14 (7)

Inserção

O menino Anderson Santos, de 9 anos, disse que nunca viu nada parecido e que gostou muito da programação. Já a professora dele, Adriane Leile, chamou atenção para o trabalho de inserção dos jovens no mundo da leitura. “Trazê-los para este espaço é uma forma de incentivar a buscar do conhecimento através dos livros. Muitos estudantes se identificaram com as histórias que ouviram aqui. Com a leitura conseguimos despertar sonhos”, finalizou.

A Feira também é uma oportunidade de promover encontros entre leitores e escritores. Foi o que aconteceu com o autor Luiz Ruffato, que recebeu o público para um bate-papo na quarta-feira (24). “Todo evento que tem como objetivo fazer circular ideias tem que ser incentivado. Precisamos estimular o hábito da leitura. Depois desse encontro, não importa se as pessoas vão procurar os meus livros. Quero que elas saiam daqui e busquem algum livro. Isso vai me deixar feliz”, garantiu.

A Feira do Livro Foto Bernardo Bezerra 25-09-14 (10)

Até domingo o público terá acesso a muitas atividades como as que estão previstas para Arena Jovem, novidade desta edição da Feira do Livro. Apresentações de street dance, oficina de grafitagem e de quadrinhos irão acontecer neste espaço, na tarde de sexta-feira (26) e manhã do sábado (27). Também estão previstos lançamento de livros, recitais e apresentações musicais com artistas da terra como Timbaúba e Cescé.

Confira a Programação:

http://www.uefs.br/portal/arquivos/programacao-7-feira-do-livro.pdf/at_download/file

A Feira do Livro Foto Bernardo Bezerra 25-09-14 (8)

Fotos: Bernardo Bezerra

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