Jorge Amado em letras e cores

 

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Amanhã, 14 de agosto, será lançado o novo livro “Jorge Amado em letras e cores”, de Rita Olivieri-Godet e Juraci Dórea, editado pela UEFS Editora.

O lançamento faz parte da programação do Curso Jorge Amado 2015 – V Colóquio de Literatura Brasileira, promovido pela Academia de Letras da Bahia e pela Fundação Casa de Jorge Amado.

Local: Fundação Casa Jorge Amado – Pelourinho – Horário: 17 horas

 

Jornalista lança Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia

 

A Convite Lançamento - Dicionário de Escritores

Além do livro em destaque, os leitores terão acesso a outras publicações de escritores que integram o dicionário

Com o apoio da União Baiana de Escritores – UBESC e o Círculo de Estudo, Pensamento e Ação – CEPA, será lançado no dia 12 de junho (sexta-feira), às 18h, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Salão Nobre Kátia Mattoso), nos Barris, em Salvador, o “Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia”, uma publicação organizada pelo jornalista Carlos Souza Yeshua, que apresenta 206 verbetes de autores baianos. A obra sairá pela Editora CEPA e tem prefácio do professor Germano Machado. Durante a apresentação do dicionário, também será lançado o livro de poesia “Criação”, da escritora Morgana Gazel. A noite dedicada aos amantes da literatura será um momento de celebração e contatos profissionais entre os participantes.  “Teremos um lançamento coletivo, pois diversos integrantes do dicionário farão sessão de autógrafos de suas obras. Portanto, os leitores não terão apenas o livro biobibliográfico, mas publicações de diversos gêneros. Vale apena marcar presença para prestigiar os autores baianos”, recomenda Yeshua. Livros da Editora Òmnira (Roberto Leal), do Movimento Cultural Artpoesia (José da Boa Morte e Carlos Alberto Barreto), da Cogito Editora (Ivan de Almeida), do Projeto Alma Brasileira (Sandra Stabile), também serão disponibilizados.

O trabalho de catalogação e preparação das notas biobibliográficas durou aproximadamente dois anos e embora não registre todos os artistas da palavra em atividade no estado, nomes importantes do cenário literário estão disponíveis em suas páginas, como por exemplo: Antônio Torres (Academia Brasileira de Letras); Aleilton Fonseca, Antônio Brasileiro, Aramis Ribeiro Costa, Carlos Ribeiro, Florisvaldo Mattos, Ruy Espinheira Filho, Cyro de Mattos (Academia de Letras da Bahia); Valdomiro Santana, Hugo Homem, Jolivaldo Freitas, José Inácio Vieira de Melo, Adelice Souza, Morgana Gazel, Állex Leilla, Roberto Leal, Valdeck Almeida de Jesus, César Romero, Felisbelo da Silva, Germano Machado, Heloísa Prazeres, Vanda Angélica, Karina Rabinovitz, Mariana Paiva, Luislinda Valois, Oleone Coelho Fontes, José Carlos Limeira, Henrique Ribeiro, Cymar Gaivota, Igor Rossoni, Marcos A. P. Ribeiro, entre muitos outros.

Escritores que desenvolvem trabalhos importantes em diversas regiões da Bahia, além de Salvador, também enquerissem o dicionário com suas participações: Araken Vaz Galvão, Alfredo Gonçalves (Valença); Almir Zarfeg, Celso Kallarrari, Fabiana Pinto Silva, Athylla Borborema (Teixeira de Freitas); Maria Izabel – Bebela (Juazeiro); Clarissa Macedo, Franklin Maxado, Eduardo Kruschewsky, Lidiane Nunes, Jotta Rios, Sandra Popoff, Lélia Fernandes, João Rocha Sobrinho, Josué Brandão, Raymundo Luiz Lopes (Feira de Santana); Luiz Américo Lisboa Junior, Pawlo Cidade, Hans Schaeppi (Itabuna), Pablo Rios (São José do Jacuípe / Mairi); Zilda Freitas, Maria Afonsina Ferreira Matos, Jorge Luiz Rosa, Domingos Ailton (Jequié); Crispim Quirino (Maragogipe).

O principal objetivo desse trabalho é promover os autores e suas obras, reunindo em um só lugar as mais completas e confiáveis informações dos escritores da Bahia, além de resgatar e valorizar a memória da literatura do estado onde começou o Brasil. “Este dicionário visa também ser um livro de referência e um instrumento de pesquisa para leitores, estudantes, historiadores, jornalistas, bibliotecários, além de instituições culturais, universidades, veículos de imprensa e outros segmentos interessados em literatura, especialmente a da Bahia”, destaca Carlos Souza.

“Eu participo deste dicionário porque acho de suma importância estar numa obra que reúne artistas da palavra da contemporaneidade, pessoas com as quais eu convivo, outras das quais ouço falar, tantas outras que conheço pelas escritas. É um espaço democrático, de registro histórico-literário, que vai ficar de herança para pesquisadores, historiadores, estudiosos, amantes da literatura”, diz o escritor Valdeck Almeida de Jesus.

No prefácio o professor Germano Machado destaca que “um dicionário é de importância fundamental para todos: no caso, contém o que os autores produziram, quer seja em textos de prosa, de poesia, de conto, em suma, de suas tendências literárias pessoais. É a inicial importância, seguindo-se que serão conhecidos e até mesmo reconhecidos no amanhã a partir de hoje”.

Organizador – Carlos Souza Yeshua é jornalista, profissional de marketing e professor. Presta serviço de assessoria de imprensa e marketing pessoal para escritores, instituições culturais e artistas em geral. Autor dos livros: João Alfredo Domingues – Pau pra toda obra: e Revolução Pessoal – Seu Próximo Desafio. É organizador dos livros: Carta ao Presidente – Brasileiros em busca da cidadania (2012) e Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no séc. XXI (2010). É associado da União Brasileira de Escritores – UBE e da União Baiana de Escritores – UBESC.

Lançamento de livro sobre Salvador

 

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Será lançado na próxima quinta-feira, dia 26 de março, às 19 horas, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, o livro “Salvador, uma iconografia através dos séculos”, da historiadora e museóloga Heloísa Helena Gonçalves da Costa.

Salvador, uma iconografia através dos séculos, é uma publicação bilíngue e impressa em 4 cores que não só apresenta um conteúdo textual e imagético de relevância, como desempenha a função de registro desse riquíssimo acervo da Biblioteca Nacional, reconhecido mundialmente. Para Francisco Senna a importância de iniciativas como esta “é apresentar o conjunto do maior e mais importante registro iconográfico da primeira capital do Brasil, um patrimônio para a construção da nossa memória cultural”.

Lançamento: “Salvador, uma iconografia através dos séculos”

Autores: Fernanda Terra, Francisco Senna e Daniel Rebouças

Dia 26 de março, quinta-feira, a partir das 19 horas

Livraria Cultura, Salvador Shopping

324 páginas

Valor : R$ 130,00

 

Exposição Phantasias – Lançamento de livros

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O Museu de Arte Contemporânea, encerrando suas atividades expositivas do ano de 2014, apresenta no dia 04 de dezembro, às 20h, a mostra de artes visuais Phantasias que reúnem os artistas Antonio Brasileiro e Juraci Dórea. A exposição de Brasileiro consiste em vinte telas de diversos tamanhos e Juraci, telas e instalações. Junto às exposições, teremos os lançamentos dos livros de poesia inéditos Longes terras e O livro das phantasias de Brasileiro e Juraci respectivamente, pelas edições MAC, que publica frequentemente escritores feirenses.

O livro das phantasias é o sexto livro de Juraci quereúne 42 poemas de diferentes décadas (70, 80 e 90) todos intitulados phantasia; “os azulejos sabem/que o silêncio vem de longe/que todo silêncio vem de longe/­- como os crisântemos e as borboletas”. (Phantasia 13)

O livro Longes terras marca o retorno do poeta Antonio Brasileiro com o lançamento de livros inéditos, com 64 poemas que foram escritos entre 2005 e 2013; “Não nos iludamos: Tudo é só real./O sim, velhos panos./O erro, plural./Que a vida é passagem/(sabemos) somente./É tudo real/Criação da mente”. (Poema)

Antonio Brasileiro é pintor, poeta baiano, professor e membro da Academia Baiana de Letras. Possui mais de vinte títulos de poesia publicados. Nasceu em Matas do Orobó, interior da Bahia e reside em feira de Santana desde as obras publicadas, destacando-se entre eles: Caronte (romance, 1995), Antologia poética (1996), Da inutilidade da poesia (ensaio, 2002), Poemas reunidos (2005) e Dedal de areia (poesia). Recentemente lançou o livro Desta Varanda, pelo selo cartas baianas, além de ser o idealizador da revista baiana de literatura Hera.

Juraci Dórea, poeta e artista visual. Nasceu em Feira de Santana, Bahia. Publicou os livros Umquasepoema para Edwirges (poesia), 1976, Eurico Alves, poeta baiano(ensaio), 1979; Poema de Feira de Santana ( poesia), 2012

O evento terá a intervenção de atores e poetas declamando poesias, além da exibição de vídeos Arte produzidos pelos artistas George Lima e Caetano Dias.

 

Data: 04/12/2014

Horário: 20h

Local: Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira

Rua Geminiano Costa, 255, Centro – Feira de Santana -BA

Maiores informações: (75) 3223-7033 – macfeira@gmail.com

 

Caminhando pela cidade com Cíntia Portugal

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Ontem, dia 04 de abril, aconteceu o lançamento do livro Caminhando pela Cidade, de Cíntia Portugal. O meu desejo era de estar presente e de “caminhar pela cidade” de mãos dadas com a autora, pelas ruas da memória, em Feira de Santana, o que não foi possível em razão de problemas de saúde alheios à minha vontade. A minha participação nesse evento seria modesta, mas repleta de boas recordações e alimentadas pelo reencontro com pessoas queridas que fizeram – e que fazem parte da minha vida.

Como feirense tenho pela minha cidade um amor incondicional, apesar das transformações impostas pelo tempo, pelo dito “progresso” e pelo despreparo e indiferença de tantos que a mutilaram ao longo dos anos. Apesar dos esforços realizados nos últimos anos e dos numerosos trabalhos de pesquisa voltados para o interior do Estado, fonte de informações importantes e originais, muito ainda precisa ser resgatado, pois a maioria das pesquisas focaliza Salvador, a capital da Bahia, sobretudo os episódios relacionados ao litoral, costumes e personagens característicos daquela realidade.

Mas, como hoje é dia de festa e alegria, caminhar pelas ruas de Feira da Santana do passado é uma evocação da memória que faz bem à alma; a cidade,  devidamente resgatada através de fontes documentais, iconográficas e escritas, representaram o seu cotidiano em determinadas épocas.

Cíntia Portugal realizou uma leitura das configurações da cidade, seus códigos, regras e procedimentos, praticados e legitimados em momentos distintos da sua história. Identificou atores sociais enquanto agentes e incentivadores da produção cultural local. Ela foi motivada pelo desejo de identificar acontecimentos da vida feirense, reconhecer, desvendar e fixar fatos e personagens no tempo e no espaço, e, para mim, a importância da obra já aparece estampada na capa: uma foto antiga da Rua Sales Barbosa onde se vê toda a lateral do Mercado Municipal, hoje Mercado de Arte. O mais interessante, porém, é a sobreposição de uma foto colorida onde aparecem pernas bem torneadas e um lindo par de sapatos vermelhos decorados com bolinhas brancas e laçarotes.

Ao adquirir o livro, a primeira impressão transmitida à minha mente pelos meus olhos foi a de uma jovem que flanava despreocupada pelas ruas da cidade. Ao concluir a leitura, constatei que esse passeio prazeroso estava intimamente ligado à História do Cotidiano, defendida por Le Goff, pois era possível perceber que a cidade funcionava como um mosaico, que ela apresentava e representava o mundo e a sociedade e atribuía a cada ator e a cada elemento histórico, um papel preciso no funcionamento dos sistemas e na decodificação da realidade. Ou seja, o olhar jovem e extravagante da autora, representado aqui pelo par de sapatos vermelhos, deu outra dimensão ao resgate da memória urbana.

Sabe-se que os grupos humanos representam o mundo que os rodeia de maneiras distintas: um mundo figurado ou sublimado, um mundo codificado pelos valores, pela importância do trabalho e do lazer; um mundo dotado de sentido, através das crenças; um mundo, finalmente, fruto dos legados do meio, da educação e da instrução. Assim, segundo Rioux, a História Cultural, reivindica o estudo das formas de representação do mundo no interior de um grupo humano, independentemente da sua natureza, nacional ou regional, social ou política.

Quero concluir essa breve reflexão citando versos singelos de Eurico Alves Boaventura:

Minha terra não é moça,

minha terra é menino,

que atira badogue

que mata mocó.

(…)

Minha terra é menino

é um vaqueirinho

vestido de couro…

Na lírica melancólica de Eurico, que canta as aventuras do menino sertanejo, fica explícito o desejo de resguardar o passado da cidade, sua memória, guardiã de algo que efetivamente ocorreu, pois é ela quem assegura a continuidade temporal e os alicerces da história que se escreverá no futuro.

Os recentes estudos atestam a impossibilidade de uma dissociação, até então possível, entre a memória e a história, haja vista que ela permite uma melhor apreensão das relações entre o passado e o presente; assim sendo, segundo Paul Ricoeur, a memória deve ser entendida como uma construção identitária dos grupos sociais subordinados a determinados contextos sociais, e tem como fundamento a preservação da identidade.

Encerro a minha reflexão parabenizando a escritora Cíntia Portugal pelo excelente trabalho que realizou em prol da memória histórico-cultural de Feira de Santana.

Leni David

 

Noitada cultural

 

 

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Caminhando pela Memória de Feira de Santana                  

Programação de lançamento

Local: Casarão Fróes da Mota

Data: 04/04/14

Hora: 19h00

Mediadora: Cintia Portugal

I

Abertura:
Prévia do espetáculo: A cidade da rua Direita.

Grupo Conto em Cena,
direção de Geovane Mascarenhas,
Duração: 20 min. 

 II
Apresentação do livro Caminhando pela Cidade
Pela autora e bate-papo com leitores. 

O projeto de pesquisa Literatura de Jornal em Periódicos Brasileiros Pelo Prof. Doutor Adeítalo Manoel Pinho.”De mãos dadas com a memória“, Profª Mestre Leni David. “Falando de memórias” Uma prática com alunas da UATI /UEFS, Profª. Mestre Ana Angélica Vergne de Morais
Duração: 20 min. 

III
Entre Histórias e Memórias: Olney São Paulo e a peleja do cineasta do sertão.
Pela Profª. Mestre Maria David Santos.

A memória do Jornal Folha do Norte desde 1909.-
Pelos jornalistas Carlos Melo, Dalvaro Silva e Hugo Navarro.
Duração: 20 min.

                                               IV

O A, B, C de Feira de Santana – O livro Caminhando pela cidade.
Mesa com o escritor Cezar Ubaldo, Profª. Mestre Andréia Araújo e convidados
Duração: 20 min.

  V
Exposição do Clube da Fotografia: Exposição Fotográfica “Feira de Santana e o tempo levou!” de autoria dos Associados do Clube de Fotografia de Feira de Santana.

 VI
Encerramento: Apresentação musical Mano Gavazza.

Apoio: Fundação Senhor dos Passos. CUCA: Centro de Cultura e Arte., Mestrado em Estudos Literários (UEFS); Associados do Clube de Fotografia de Feira de Santana;

 

 

Lançamento de livro

O Realismo Pós-metafísico. Uma sociedade de exclusão no cinema e na literatura brasileiros.

Lançamento: 6 de dezembro, às 11 horas, na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho.

Como se formou o crime organizado no Brasil? Qual a responsabilidade da ditadura militar na instauração da criminalidade?

Qual o modo de existência do Estado de Direito na sociedade brasileira? Os direitos humanos acabaram numa sociedade neo-liberal? Por quê esta sociedade não tolera ouvir falar sobre os direitos humanos?

São esses tipos de questões que esse livro suscita através de uma análise apurada de narrativas literárias e fílmicas que abordam a violência urbana atual.

O foco do realismo pós-metafísico é analisar o desmoronamento das idéias universais de justiça, mostrando como os direitos se fragmentaram, de acordo com os contextos de diversidade cultural que a pós-modernidade autorizou.

Na modernidade, os valores metafísicos entraram em crise, uma vez que na sociedade da técnica não havia mais lugar para pensamentos transcendentes. Mas a memória de valores de justiça social emergiram distorcidos no seio de grupos de poder paralelos, numa lembrança deformada do que seria um Estado de Direito.

Esta obra que expõe elos fundamentais entre Literatura, Cinema e Direito, analisa narrativas brasileiras emblemáticas, que mostram como valores pós-metafísicos tem se desenvolvido em comunidades de exclusão, e como tais comunidades buscam compor códigos jurídicos suscetíveis de livrar os sujeitos da brutalidade instaurada por sistemas autoritários e arbitrários de governo. Ela dialoga com Kafka e Foucault para a compreensão do arbitrário do poder; e busca a estética semiótica de Peirce para lidar com as questões complexas que pairam nas representações da história contemporânea.

Licia Soares de Souza professora  da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), colaboradora do Pós-Cultura da UFBa, professora associada da Universidade do Quebec em Montreal, e pesquisadora do CNPq. Doutora em Semiótica pela Universidade do Quebec em Montreal, publicou vários artigos e livros em semiótica narrativa, no Brasil, Canadá e Alemanha, entre outros:  Introdução às Teorias Semióticas (Vozes, 2006), e Literatura e Cinema. Traduções Intersemióticas (EDUNEB, 2009).

SOARES DE SOUZA Lícia. O Realismo Pós-metafísico. Uma sociedade de exclusão no cinema e na literatura brasileiros. Feira de Santana, EDUEFS/ FAPESB, 2013.

 .

 

Cidade inegociável

Na última quinta-feira (12), às 18h, durante a programação da 6ª Feira do Livro de Feira de Santana, foi lançado o livro “INEGOCIÁVEL” (desenho artístico), de autoria do meu amigo George Lima. Trata-se do primeiro livro de arte (Arte –1), da editora TULLE (Editor: Roberval Pereyr), com apresentação de Juraci Dórea.

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A arte é, provavelmente, a melhor forma para amenizar a aridez espiritual da Feira de Santana. Esta Feira de Santana que já assumiu ares de metrópole e que surpreende, a cada dia, pelo crescimento econômico, mas pouco avança em aspectos como cidadania, respeito ao meio ambiente e valorização das expressões artístico-culturais.

É por isso que o aparecimento de novos personagens no cenário artístico local deve ser aplaudido. George Lima é um desses novos e também uma das grandes promessas da arte contemporânea feirense. Primeiro, pelo rigor e seriedade com que vem desenvolvendo seu trabalho, notadamente no campo da fotografia. Segundo, pelo constante diálogo que sua obra estabelece com o cotidiano de Feira de Santana.

Inegociável é o primeiro livro do artista e nasceu de uma exposição planejada recentemente, mas ainda não viabilizada. Reúne 12 obras, todas de pequenos formatos, executadas em técnica mista. A proposta exige um observador atento e criativo, pois é uma espécie de conversa à meia-voz sobre o já combalido patrimônio arquitetônico de Feira de Santana. É também um alerta contra a especulação que humilha e vende a cidade, apagando suas referências identitárias.

Ou seja, um livro que diz coisas fundamentais, na contramão da “grande feira”, da selvageria e do mercantilismo como valor supremo.

 

Juraci Dórea

Arquiteto e artista visual

Julho de 2013

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George LimaArtista visual

Nasceu em Feira de Santana, Bahia, em 1967.

Integra: Grupo de Pesquisa em Arte Contemporânea – GEMA.

É um dos editores da Revista de Arte QUANTA.

Reside em Feira de Santana.

Rita Olivieri-Godet lança livro e recebe comenda em Feira de Santana

 

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A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) convida a comunidade para o lançamento da obra “A alteridade ameríndia na Ficção Contemporânea das Américas: Brasil, Argentina & Quebec” (Belo Horizonte: FinoTraço, 2013), da professora doutora Rita Olivieri-Godet. A solenidade será quinta-feira (29), às 20h, na Galeria Carlo Barbosa, Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), localizado na rua Conselheiro Franco, 66, Centro, Feira de Santana.

No mesmo dia, Rita Olivieri-Godet será condecorada com a Comenda Maria Quitéria, concedida pela Câmara Municipal de Feira de Santana, em solenidade que começa às 18h30 na Câmara.

A obra, conforme explica Rita Olivieri-Godet, proporciona discussão sobre a questão da autonomia dos povos ameríndios e as modalidades de um projeto inclusivo no que diz respeito à construção da cidadania no interior dos estados nacionais. Busca-se, ainda, uma reflexão sobre o significado da “americanidade” no âmbito do cosmopolitismo pós-moderno.

Esta obra de Rita Olivieri-Godet, conforme relata a própria autora, contribui para deslocar o imaginário que reserva aos povos indígenas o lugar marginalizado de “estrangeiros de dentro”, de “relíquias de um passado” a ser preservado, “impulsionando, ao modo delas, a reconfiguração da sensibilidade contemporânea”.

Rita Olivieri-Godet é professora titular de Literatura Brasileira e diretora do Departamento de Português na Universidade de Rennes na França. Especializou-se nas relações entre literatura e identidade, tomando como corpus privilegiado a produção literária brasileira dos séculos XX e XXI. Escreveu, entre outros, um estudo monográfico sobre a obra do autor baiano João Ubaldo Ribeiro, intitulado Construções identitárias na obra de João Ubaldo Ribeiro (São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: ABL; Feira de Santana: UEFS Editora, 2009).

Foi professora titular de Teoria da Literatura na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Publicou vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras e livros sobre literatura e cultura brasileiras no Brasil e na França.

“A alteridade ameríndia” integra a Coleção Litteris da Fino Traço Editora. O lançamento conta com apoio cultural do Cuca e da Secretaria Municipal de Cultura.

Ascom/Uefs

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Noite Cultural no Casario Fróes da Motta

 

Dia 06.07.2012 às 19:30h.
A Fundação Senhor dos Passos convida Vossa Senhoria para participar de uma noite cultural, na próxima sexta-feira,
06 de Julho, às 19:30 horas, no Memorial de Feira de Santana, localizado na Praça Fróes da Motta, Centro, em nossa cidade.
Programação:
  • Lançamento do Livro “História do Fluminense em Fotos “de Carlos Alberto Melo
  • Lançamento do Livro “A Importância das Fundações Privadas Para Efetivação dos Direitos Fundamentais: Um Estudo das Entidades em Feira de Santana “ da Promotora Luciana Machado dos Santos Maia
  • Lançamento do DVD “ As Filarmônicas Estão Voltando”
  • Lançamento do II Festival de Filarmônicas – Princesa do Sertão

Livro sobre Cordel transforma o museu em “arraiá”

Um “arraiá” junino será  montado no MAC para o lançamento do livro “O Que é Cordel” do poeta Franklin Maxado no dia 27 (quarta-feira) a partir das 18 h, agora reeditado pela Queimabucha , do Rio Grande do Norte, por ser considerado um classico no gênero  e especial para professores, estudantes e público em geral, principalmente no dizer de Jorge Amado.  O Museu de Arte Contemporânea fica na rua Geminiano Costa, 255 no Centro.

Além da fogueira, as bendeirolas  estarão misturadas às 50 xilogravuras e folhetos de cordel  de Maxado que estarão expostas à venda até o dia 20 de julho naquele Museu aberto à visitação pública. Muitas dessas xilogravuras  foram feitas para ilustrar  capas de folhetos sendo que  algumas estão nos EUA, Portugal, França, Japão, Inglaterra, Alemanha, Peru, Brasil e em outros países. Assim, a xilogravura popular brasileira hoje saiu das capinhas do folheto de Cordel para ilustrar capas de discos e de livros eruditos, virar quadros em paredes, além de serem objeto de interesse de colecionadores de arte e de  agencias para serem peças de publicidade.

É possível que  haja aulas-espetáculo semanais até o dia 19 de julho quando a exposição de xilogravuras será encerrada para o Museu entrar com outra programação de aniversário. Para isso,  dependerá da procura e interesse de pessoas e escolas e assim Franklin Maxado  convidará  cordelistas  colegas e xilogravadores para declamarem, cantarem, desenharem e  se apresentarem  ali com entrada gratuita, aproveitando a sala de reuniões do Museu.

O LIVRO

 ”O Que É Cordel na Literatura Popular” foi primeiro lançado pela Editora Codecri/Jornal Pasquim do Rio de Janeiro em l980 e foi   vendido em todo o Brasil tendo contribuido para mudar o conceito sobre este tipo de poesia pelos intelectuais . Os prefácios foram escritos pelo escritor Paulo Dantas e pelo jornalista Juarez Bahia no qual afirma:

“Franklin Maxado, baiano de Feira de Santana, pode ter sido tudo na sua vida ainda jovem. Jornalista, escritor, fazendeiro, bacharel e o que se imagine dele. Mas, nada é maior nele que o poeta. Sua profissão é poeta – e a poesia do povo, como fica melhor a qualquer destino de vate.”

Esta observação o responsável pelo MAC, o sr Edson Machado , gosta de transcrever em folhetos seus que publica.

A segunda edição a ser lançada dia 27 traz um novo prefácio  do cordelista cearense Arivaldo Viana no qual testemunha a autenticidade, pioneirismo e atualidade de Franklin Maxado, o Maxado Nordestino , como assina seus mais de 300 folhetos em quase 40 anos de profissão, tendo se apresentado lem todos os Estados do Brasil e  em alguns países. Essa atuação para muitos estudiosos  o torna um dos mestres mas isso não o envaidece, pois tem muito mais livros a ser lançados e escritos.  sendo aquele feirense simples que  vai ao Centro de Abastecimento “fazer feira”, conversar com os tabaréus e vaqueiros do mesmo modo que vai à Universidade, onde ainda trabalha no meio a doutores e a estudantes jovens, depois de ser diretor por mais de 10 do seu Museu Casa do Sertão. Ou participa de reuniões da Academia Feirense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico dos quais já foi presidente.

 XILOGRAVURAS

Franklin Maxado no prazer de contar  casos e escrever versos chega a esnobar a sua arte de desenhar e de fazer xilogravuras, apesar de muitos críticos de arte o considerar um dos maiores xilógrafos de Cordel. Ele começou profissionalmente em l976 em São Paulo quando o colecionador Zacarias José  que gostou dos seus desenhos no “Album Feira de Santana” lhe encomendou uns “tacos” para ilustrar seu folheto “Acidentes do Trabalho no Ramo da Construção”. Devido à aceitação, após veio a encomenda para fazer o retrato do presidente da Bayer do Brasil e as ilustrações para o brinde de Natal de l978 daquela indústria. Depois disso, continuou a fazer ilustrações para as capas de seus folhetos e a pesquisar  outros  artistas brasileiros do ramo, tendo publicado em l982 o livro “Cordel, Xilogravuras e Ilustrações”, também “um clássico” para o mesmo Jorge Amado quando prefaciou outro livro de Maxado, “O Cordel Televivo”.

Nisso, começou a pesquisar o inicio da Xilogravura e descobriu que é uma arte milenar, originária da índia e China, onde se imprimiam até dinheiro com carimbos de madeira. Isso motivou a Gutemberg, na Alemanha, a inventar os tipos moveis de metal criando a Imprensa,  inspirando-se dos tipos móveis esculpidos em madeira dqueles orientais. Na Europa. quando ainda não havia iventado a fotografia, a Xilogravura foi muito usada para retratar paisagens e rostos humanos a fim de serem impressos. Essa tradição é cultivada e muitos estrangeiros adquirem a xilogravura  popular para enfeitar suas casas, mesmo sabendo que , com o tempo, elas amarelecem por ser um papel.

Os jesuítas trouxeram esta arte para o Brasil para imprimir figuras de santos e paisagens da Bíblia com a meta de ajudar na evangelização dos índios, além da  arte irmã de esculpir imagens de santos. Com os jornais e as tipografias pelo interior, principalmente pelo Nordeste,  a tecnica foi muito usada para  ilustrar  notícias e retratar figuras. Os jornais feirenses mesmo usou muito tendo registrado dois profissionais, o  pernambucano Pacheco e o alagoano  Antonio Carimbeiro. Houve também o potiguar Isau Mendonça.

Franklin em Feira  diz que sempre foi bom aluno em Desenho e começou a entalhar madeira para as aulas da professora Judite Pedra, no Colegio Estadual bem como conhecer e trabalhar em madeira desde  pequeno com o primo Carlos José na Serraria Eco, do tio Osvaldo Boaventura. E nas férias, com o tio Alfredo Pinto e com  o carpinteiro José Sales, ambos de Mundo Novo.

Contatos: MAC – 75-3223-7033