Nanja e suas máscaras

 

 

A criatividade e a sensibilidade são soberanas para a artista plástica Nanja Brasileiro; pinceladas cromáticas e formas inusitadas adquirem novas nuances para o prazer dos olhos e do espírito.

 

Nanja considera o seu trabalho “um estado de alma”, como “uma forma de ver o mundo” e, talvez por essa razão, nesse trabalho ela tenha trocado as telas pelo corpo. A face humana e a textura da pele tornaram-se matéria-prima. Rostos pintados, suaves, deformados, ou simplesmente angelicais, transformam-se em máscaras humanas impregnadas de novos matizes e de novas expressões; elas chocam ou enternecem, amedrontam ou surpreendem.

 

A pintura – tão velha quanto o mundo – e a fotografia, uma arte moderna, representam maneiras de ver e sentir o universo. As máscaras humanas criadas por Nanja e capturadas pelo olhar mágico de Leo Brasileiro são obras de arte em sua mais pura essência, por conceberem o inusitado, pela carga emotiva que deflagram, por eternizarem o efêmero.

 

 

 

Nanja e suas máscaras

 

Neste mês de abril a artista plástica Nanja, expõe seu trabalho. O vernissage está agendado para o dia 27, e dessa vez ela apresenta algo novo e surpreendente.

 

Em vez de telas e mosaicos, Nanja, que considera o seu trabalho como uma forma de ver o mundo,  utilizou o rosto humano como matéria prima.

 

Rostos pintados, suaves ou deformados transformam-se em  máscaras, impregnadas de novos matizes e de novas expressões; elas chocam ou enternecem, amedrontam ou surpreendem. As máscaras humanas foram fotografadas por Leo Brasileiro.

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A magia do olhar de Leo Brasileiro

Foto: Leo Brasileiro

Leonardo Aleixo Brasileiro Borges nasceu em 13 de setembro de 1977. Um nome forte, imponente e solene. Mas, apesar da sua carga sonora, ele se traduz num diminutivo: Leo.  Assim todos conhecem o jovem que observa o mundo, sem pressa.

Foto: Leo Brasileiro

Analisar o trabalho de Leo Brasileiro é uma tarefa que exige tempo e reflexão, pois o que ele capta com a sua máquina é pura poesia. A força e a beleza das imagens contidas nos flagrantes que registra, não carecem de palavras para defini-las. Os olhos são capazes de traduzi-las em qualquer idioma.

 Foto: Leo Brasileiro

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Leo Brasileiro cursou urbanismo, paisagismo e jardinagem na Universidade Politécnica de Valência, na Espanha. Embora suas atividades estejam voltadas para a arquitetura, ele não se afasta de outras paixões da sua vida: a fotografia, a música e o design. Foi um dos sócios fundadores da Vogal Design e sua mais significativa atuação como músico aconteceu entre 2005 e 2008, período em que ajudou a fundar e atuou como baixista da banda Tagua.

Baiacu – Barcos

Segundo seu pai, o poeta e artista plástico Antônio Brasileiro, quando menino Leo era entusiasta, gostava de experimentações, de desenhar histórias em quadrinhos e não sentia nem um pouco de piedade pelos três porquinhos, quando fugiam do lobo mau. Depois de adulto, alguém que não se preocupa muito com o tempo que gasta na realização de um trabalho; o importante para ele é o resultado. Para a mãe, a artista plástica Nanja, Leo é um jovem sensível, observador, mas obstinado e decidido.

Foto: Leo Brasileiro

Foto: Leo Brasileiro

Num tom brincalhão Leo Brasileiro admite que “ser filho de peixe, equivale a lutar para não morrer afogado”, o que contradiz o ditado popular. A admiração que sente pelos pais é notória, embora não seja efusivo. Mas essa afirmação talvez possa justificar o seu perfeccionismo, face aos exemplos que tem em casa. Reservado, gosta de música, da natureza, escolheu a arquitetura como profissão e fez da arte o seu hobby.