{"id":1615,"date":"2011-03-18T03:10:29","date_gmt":"2011-03-18T06:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/lenidavid.com.br\/?p=1615"},"modified":"2011-09-12T23:55:30","modified_gmt":"2011-09-13T02:55:30","slug":"champanhe-no-maxixe-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=1615","title":{"rendered":"Champanhe no maxixe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center; padding-left: 60px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1616\" src=\"http:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/capaculturalatarde.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"598\" srcset=\"https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/capaculturalatarde.jpg 434w, https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/capaculturalatarde-217x300.jpg 217w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>O artigo abaixo foi publicado no Caderno Cultural<\/strong> <strong>do <\/strong><a href=\"http:\/\/www.atarde.com.br\/\"><strong>Jornal A Tarde<\/strong><\/a><strong>,\u00a0 em\u00a010\/01\/2009 como contribui\u00e7\u00e3o para o Ano da Fran\u00e7a no Brasil, que teve in\u00edcio em abril daquele ano, com cerca de setecentos eventos culturais, econ\u00f4micos e esportivos em todo pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"padding-left: 120px;\"><strong>Brasil e Fran\u00e7a: reciprocidade musical<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"padding-left: 360px;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Leni David<\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Dois franceses legend\u00e1rios foram os precursores de um lan\u00e7amento musical cujo nome era inspirado do ritmo brasileiro do <em>Maxixe<\/em>. Foram eles o compositor Charles Borel-Clerc e o cantor Felix Mayol. O primeiro havia iniciado sua carreira em 1903 e gra\u00e7as ao sucesso da can\u00e7\u00e3o de sua autoria, <em>Amour de trottin<\/em>, a pedido do editor Ricordi, comp\u00f4s <em>La Machiche<\/em> (O Maxixe) para Felix Mayol, que se tornou seu parceiro na letra. Anunciada como \u201cuma c\u00e9lebre can\u00e7\u00e3o espanhola\u201d, tratava-se simplesmente de um arranjo da \u00f3pera <em>O Guarany<\/em>, de Carlos Gomes, em ritmo de <em>passodoble<\/em> \u00e0 qual foi adaptada uma letra maliciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Em 1908, por\u00e9m, o verdadeiro Maxixe estreou em Paris com a dupla brasileira Os Geraldos, que se apresentava no <em>Th\u00e9\u00e2tre Marigny<\/em>. Mas o grande sucesso desse ritmo s\u00f3 aconteceria com a chegada de Duque, Ant\u00f4nio Lopes de Amorim Diniz, baiano, dentista, que havia vivido no Rio de Janeiro como representante farmac\u00eautico e que mudara-se para a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>OITO BATUTAS<\/strong> &#8211; <em>Bon vivant<\/em>, dono de uma eleg\u00e2ncia impec\u00e1vel e excelente dan\u00e7arino, Duque, que frequentava a noite parisiense, constatou o grande sucesso das dan\u00e7as ex\u00f3ticas na capital francesa. Resolveu abrir uma curso de dan\u00e7a em Pigalle, onde dava aulas e gra\u00e7as ao sucesso alcan\u00e7ado apresentava-se dan\u00e7ando Maxixe com suas parceiras, em teatros e cabar\u00e9s parisienses. Duque foi aclamado como dan\u00e7arino e logo tornou-se propriet\u00e1rio do <em>Tango Duque Cabaret<\/em>. Em 1914 foi convidado para inaugurar e\u00a0dirigir o <em>Dancing Luna Park<\/em>, onde se reunia a elite parisiense, inclusive o Presidente Poincar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">O sucesso e o prest\u00edgio de Duque, aliados ao patroc\u00ednio de Arnaldo Guinle facilitariam a ida dos <em>Oito Batutas<\/em> para a Fran\u00e7a, em janeiro de 1922, com contrato para tocar no <em>Dancing Sh\u00e9h\u00e9razade<\/em> durante um m\u00eas. No entanto, seis meses depois o grupo fazia sucesso em Paris e s\u00f3 voltaria ao Brasil em agosto, por \u201cn\u00e3o suportar as saudades de casa\u201d e em raz\u00e3o dos festejos do centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil. Nessa \u00e9poca, o choro e o samba foram as grandes novidades no ambiente musical parisiense. Exemplos bem significativos desse sucesso s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es de <em>Carinhoso<\/em>, de Pixinguinha, pelo violonista Django Reinhardt, a interpreta\u00e7\u00e3o da orquestra <em>Ray Ventura et ses Coll\u00e9giens<\/em> de <em>Apanhei-te Cavaquinho<\/em>, de Ernesto Nazar\u00e9 e de <em>Tico-tico no fub\u00e1<\/em>, de Zequinha de Abreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1617\" src=\"http:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/oitobatutasnm.jpg\" alt=\"\" width=\"562\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/oitobatutasnm.jpg 562w, https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/oitobatutasnm-299x216.jpg 299w\" sizes=\"auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong>Os Oito Batutas em Paris (1921) Acervo da Biblioteca Nacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MAXIXE <\/strong>&#8211; Mas \u00e9 preciso lembrar do compositor Darius Milhaud, secret\u00e1rio particular de Paul Claudel, embaixador da Fran\u00e7a no Brasil entre 1914 e 1918. De volta ao seu pa\u00eds Millhaud homenageou o Brasil em duas de suas obras: A primeira, de 1919, <em>Le b\u0153uf sur le toit<\/em>, inspirada do maxixe (Boi no telhado) lan\u00e7ado no carnaval de 1918 no Rio, pelo compositor Z\u00e9 Boiadeiro, pseud\u00f4nimo de Jos\u00e9 Monteiro, e de outros elementos da cultura popular brasileira. A composi\u00e7\u00e3o de Millhaud foi adaptada para bal\u00e9 por Jean Cocteau e tornou-se posteriormente nome de uma reputada casa noturna parisiense onde o ritmo brasileiro despertava admira\u00e7\u00e3o;<em>Le b\u0153uf sur le toit<\/em>era era frequentado por intelectuais como Apollinaire, L\u00e9ger, o pr\u00f3prio Cocteau e Darius Milhaud, al\u00e9m de Blaise Cendrars, entre outros. A segunda, <em>Saudades do Brasil<\/em>, uma su\u00edte para piano, orquestrada posteriormente, foi lan\u00e7ada em 1921.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/Maxixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1618\" src=\"http:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/Maxixe.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"536\" srcset=\"https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/Maxixe.jpg 424w, https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/Maxixe-237x300.jpg 237w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>LA CHOUPETTA<\/strong> &#8211; Na realidade, s\u00e3o muitas as adapta\u00e7\u00f5es e vers\u00f5es da can\u00e7\u00e3o brasileira difundidas na Fran\u00e7a. Ariane Witkowksky cita uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es brasileiras gravadas por artistas franceses, entre elas, <em>Mam\u00e3e eu quero mamar<\/em>, de Vicente Paiva e Jararaca, adaptada por Maurice Chevalier como <em>La Choupetta<\/em>, cujo tom malicioso do original em portugu\u00eas foi mantido. Em 1938, a marchinha carnavalesca <em>Touradas em<\/em> <em>Madrid<\/em> foi adaptada por Maurice Vandair sob o t\u00edtulo de <em>Le Matador Pararatcimboum<\/em> num ritmo semelhante ao do <em>passodoble<\/em>, executada pela orquestra de Jacques H\u00e9lian. Em 1942 foi a vez do cantor Jean Sablon adaptar <em>Am\u00e9lia<\/em>, de M\u00e1rio Lago e Ataulfo Aves. Ele cantou ainda <em>Peguei um Ita no Norte<\/em> e <em>N\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o<\/em> de Dorival Caymmi e <em>Ave Maria no morro<\/em> de Herivelto Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Ainda segundo Witkowsky, a Fran\u00e7a descobriu os ritmos negros com trinta anos de atraso. Como se n\u00e3o bastasse, tamb\u00e9m negligenciou a recomenda\u00e7\u00e3o de Noel Rosa, \u201co samba n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o em idioma franc\u00eas\u201d; no entanto, al\u00e9m de traduzir sambas brasileiros,\u00a0eram \u00a0adaptados novos estilos, como o samba-can\u00e7\u00e3o e o samba exalta\u00e7\u00e3o, muito em voga nos anos 40-50 e at\u00e9 mesmo o bai\u00e3o. Assim, <em>Kalu<\/em>, de Humberto Teixeira, transformou-se em <em>Kalou<\/em> e tornou-se quase irreconhec\u00edvel na interpreta\u00e7\u00e3o de artistas como Yvette Giraud.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>NACIONALISMO<\/strong> &#8211; Outro aspecto importante vinculado \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira na Europa diz respeito aos filmes de Walt Disney, produzidos durante a institui\u00e7\u00e3o da \u201cpol\u00edtica da boa vizinhan\u00e7a\u201d, protagonizada pelo Brasil e Estados Unidos durante a segunda Guerra Mundial. A m\u00fasica produzida nessa \u00e9poca foi marcada por um excesso de nacionalismo e por valores ideol\u00f3gicos e pol\u00edticos. A \u201cbaiana\u201d de Carmem Miranda e os sambas-exalta\u00e7\u00e3o eram utilizados como propaganda do Brasil no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Depois do lan\u00e7amento do filme de Disney <em>Voc\u00ea j\u00e1 foi \u00e0 Bahia?<\/em> &#8211; cujo t\u00edtulo \u00e9 o mesmo da can\u00e7\u00e3o de Caymmi lan\u00e7ada no Brasil em 1941 \u2013 que teve Ary Barroso como respons\u00e1vel por parte da trilha sonora, as can\u00e7\u00f5es <em>Aquarela do Brasil<\/em>, <em>Na Baixa do Sapateiro<\/em> e <em>Boneca de Pixe<\/em>, depois de adaptadas para o franc\u00eas foram cantadas por Jos\u00e9phine Baker, Luis Mariano e Gl\u00f3ria Lasso. Em contrapartida pelo apoio do Brasil ao Estados Unidos, Disney criou o personagem Z\u00e9 Carioca, parceiro do Pato Donald, que no filme se apaixona pela Iai\u00e1 vendedora de quindins, Aurora Miranda,\u00a0na Pra\u00e7a Cairu (veja v\u00eddeo abaixo). Segundo Afonso Romano de Sant&#8217;Anna, o nacionalismo tornou-se um dado social e hist\u00f3rico bem t\u00edpico da m\u00fasica brasileira daquele momento. Este painel sonoro de temas, ritmos e valores ideol\u00f3gicos foram estimulados   pelo DIP &#8211; <em>Departamento de Informa\u00e7\u00f5es e Publicidade<\/em> da ditadura Vargas, principal instrumento de repress\u00e3o e censura. Certo \u00e9 que essas can\u00e7\u00f5es chegaram \u00e0 Fran\u00e7a via Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Al\u00e9m dos artistas franceses em evid\u00eancia na \u00e9poca, a brasileira Vanja Orico, famosa pelas can\u00e7\u00f5es &#8220;<em>folcl\u00f3ricas&#8221;<\/em> interpretadas em filmes nacionais dos anos 50, sobretudo <em>O Cangaceiro<\/em>, concorreu para divulgar a m\u00fasica brasileira no exterior com can\u00e7\u00f5es como <em>Ningu\u00e9m me ama<\/em> (Fernando Lobo, Ant\u00f4nio Maria e J. C. Damal) e <em>Maring\u00e1<\/em> de Joubert de Carvalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>BOSSA NOVA<\/strong> &#8211; Dando continuidade a essa febre de vers\u00f5es da m\u00fasica brasileira pelos artistas franceses, por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento do filme <em>Orfeu de Carnaval<\/em> em 1958, uma nova onda de adapta\u00e7\u00f5es de letras brasileiras tomou conta do ambiente art\u00edstico franc\u00eas. Entre elas o samba <em>Madureira chorou<\/em> (<em>Se tu vas \u00e0 Rio<\/em>) de Carvalhinho e J\u00falio Monteiro, que \u00a0fez bastante sucesso. Ocorre que na sua vers\u00e3o original a letra\u00a0fazia \u00a0uma homenagem \u00e0 atriz Z\u00e1quia Jorge que havia falecido v\u00edtima de um acidente. Na vers\u00e3o francesa, por\u00e9m, a letra sugere que \u201cse voc\u00ea for ao Rio n\u00e3o esque\u00e7a de subir o morro\/ para ver os cariocas na festa do samba\/ a mais louca das dan\u00e7as\u201d. O grupo <em>Les Compagnons de la Chanson<\/em>, al\u00e9m de gravar <em>Madureira chorou (Se tu vas \u00e0 Rio)<\/em>, tamb\u00e9m gravou <em>Andorinha Preta<\/em>, traduzida como <em>Amour<\/em> <em>br\u00e9silien<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Mas a m\u00fasica brasileira na Fran\u00e7a teria uma ascens\u00e3o inesperada ap\u00f3s o lan\u00e7amento de <em>Orfeu Negro<\/em>, ganhador da Palma de ouro no Festival de Cannes em 1958, cujo sucesso projetaria Vin\u00edcius de Moraes, Tom Jobim e Lu\u00eds Bonf\u00e1 no cen\u00e1rio musical internacional. Nessa mesma \u00e9poca Vanja Orico gravou <em>Manh\u00e3 de Carnaval<\/em> e <em>A felicidade<\/em>, temas do filme, tamb\u00e9m interpretadas por cantores franceses. Dando prosseguimento a essa ascens\u00e3o, a Bossa Nova seria consagrada internacionalmente e a Fran\u00e7a n\u00e3o seria uma exce\u00e7\u00e3o. No entanto, ap\u00f3s o lan\u00e7amento do filme <em>Um Homem, uma mulher<\/em> de Claude Lelouch, em 1966, tamb\u00e9m agraciado com a Palma de Ouro em Cannes, a Bossa Nova se consolidou de forma definitiva e p\u00f4s em evid\u00eancia um novo artista brasileiro, Baden Powell, que em parceria com Vin\u00edcius comp\u00f4s o <em>Samba da B\u00ean\u00e7\u00e3o<\/em>, um dos temas musicais do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Continuar\u00edamos de bom grado a discorrer sobre os artistas franceses e brasileiros, personagens desse interc\u00e2mbio cultural, se o tema n\u00e3o fosse vasto e se tiv\u00e9ssemos espa\u00e7o para tanto. Desse modo \u00e9 aconselh\u00e1vel arrematar esse pequeno resumo com um ponto final, haja vista que a trajet\u00f3ria dos artistas franceses no Brasil e dos artistas brasileiros na Fran\u00e7a, sobretudo a partir de 1966 \u00e9 bastante rica em detalhes e em parcerias. Assim sendo, retomaremos o tema em outra ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"480\" height=\"390\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/v8VC0AaabjQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"480\" height=\"390\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/v8VC0AaabjQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong><strong><\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong>: O jornal A Tarde n\u00e3o publicou as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, o que fa\u00e7o nesse momento, por achar que elas s\u00e3o fundamentais em qualquer trabalho de pesquisa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Obras consultadas<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">ALENCAR, Edigar de. <em>O carnaval carioca atrav\u00e9s da m\u00fasica<\/em>. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 5<sup>a<\/sup> ed, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">CABRAL, S\u00e9rgio. <em>Pixinguinha, vida e obra<\/em>. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">DREYFUS, Dominique. In PARVAUX, Solange &amp; REVEL-MOUROZ, Jean. (Coordinateurs). <em>Images r\u00e9ciproques du Br\u00e9sil et de la France.<\/em> Paris\u00a0: Minist\u00e8re de l\u2019\u00c9ducation Nationale (France), Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (Brasil, Collection Travaux et M\u00e9moires de l\u2019IHEAL, n\u00b0 46, S\u00e9rie Th\u00e8ses et Colloques, n\u00b0 2. 1991, p. 299-307.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">EFEGE, Jota. <em>Maxixe, a dan\u00e7a excomungada<\/em>. Rio de Janeiro: Conquista, 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">LOPES, Antonio Herculano. \u201c<em>Um forrobod\u00f3 da ra\u00e7a e da cultura<\/em>&#8220;. Revista Brasileira de Ci\u00eancias Sociais, vol. 21, n\u00ba 62, p. 69-83, outubro de 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">MILHAUD, Darius. Notes sur la musique. Paris\u00a0:Flamarion, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">NERONDE, Claude de. <em>Le tango, la maxixe br\u00e9silienne<\/em>. Paris\u00a0: Librairie et \u00c9dition 40, rue de Seine, 1920.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">SANTANA, Afonso Romano de, <em>M\u00fasica popular e moderna poesia brasileira<\/em>, Vozes, Petr\u00f6polis, 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">SEVCENKO, Nicolau. <em>A capital irradiante : t\u00e9cnica, ritmos e ritos do Rio<\/em>. \u00a0In: Sevcenko, Nicolau e Novais, Fernando (org) <em>Hist\u00f3ria da vida privada no Brasil, <\/em>S\u00e3o Paulo, Companhia das Letras, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">SODRE, Muniz, <em>Samba, o dono do corpo<\/em>. Codecri, Rio de Janeiro, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">SOUZA, T\u00e4rik de. <em>Gostos e rostos da m\u00fasica popular brasileira<\/em>. Porto Alegre, LPM, 1979.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">TATIT, Luiz. <em>A can\u00e7\u00e3o &#8211; efic\u00e1cia e encant<strong>o<\/strong><\/em>, Atual, S\u00e3o Paulo, 2\u00aa ed., 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">TINHOR\u00c3O, Jos\u00e9 Ramos. O samba agora vai \u2013 A farsa da m\u00fasica popular no exterior. Rio de Janeiro: JCM, 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">TINHORAO, Jos\u00e9 Ramos. <em>Pequena Hist\u00f3ria da m\u00fasica popular<\/em>. Vozes, Petr\u00f6polis, 1978<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Witkowsky, Ariane. <em>Cahiers du Br\u00e9sil contemporain<\/em>, n\u00b0 12. Paris, d\u00e9cembre 1990, p.146-149.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo abaixo foi publicado no Caderno Cultural do Jornal A Tarde,\u00a0 em\u00a010\/01\/2009 como contribui\u00e7\u00e3o para o Ano da Fran\u00e7a no Brasil, que teve in\u00edcio em abril daquele ano, com cerca de setecentos eventos culturais, econ\u00f4micos e esportivos em todo &hellip; <a href=\"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=1615\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19,119],"tags":[265,174,1861,121,143],"class_list":["post-1615","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-musica","tag-brasil","tag-franca","tag-musica","tag-musica-brasileira","tag-musica-francesa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1615"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1615\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2433,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1615\/revisions\/2433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}