{"id":1879,"date":"2011-05-15T16:05:49","date_gmt":"2011-05-15T19:05:49","guid":{"rendered":"http:\/\/lenidavid.com.br\/?p=1879"},"modified":"2011-09-12T23:10:38","modified_gmt":"2011-09-13T02:10:38","slug":"curiosidades-sobre-o-portugues-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=1879","title":{"rendered":"Curiosidades sobre o portugu\u00eas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">\n<h3 style=\"padding-left: 60px;\">Hist\u00f3ria das l\u00ednguas ind\u00edgenas<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 240px;\">Sylvia Estrella*\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">O tupi era a l\u00edngua ind\u00edgena mais falada no tempo do descobrimento do Brasil, em 1500. Teve sua gram\u00e1tica estudada pelos padres jesu\u00edtas, que a registraram. Era tamb\u00e9m chamada de l\u00edngua Bras\u00edlica. O padre <strong>Jos\u00e9 de Anchieta<\/strong> publicou uma gram\u00e1tica, em 1595, intitulada <strong>Arte de Gram\u00e1tica da L\u00edngua mais usada na Costa do Brasil<\/strong>. Em 1618, publicou-se o primeiro Catecismo na L\u00edngua Bras\u00edlica. Um manuscrito de 1621 cont\u00e9m o dicion\u00e1rio dos jesu\u00edtas, Vocabul\u00e1rio na L\u00edngua Bras\u00edlica. O tupi \u00e9 considerado extinto hoje e deu origem a dois dialetos, considerados l\u00ednguas independentes: a <strong>l\u00edngua geral paulista<\/strong> e o <strong>nheengat\u00fa <\/strong>(l\u00edngua geral amaz\u00f4nica). Esta \u00faltima ainda \u00e9 falada at\u00e9 hoje na Amaz\u00f4nia.Nos primeiros tempos da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa no Brasil, a l\u00edngua dos \u00edndios Tupinamb\u00e1 (tronco Tupi) era falada sobre uma enorme extens\u00e3o ao longo da costa. J\u00e1 no s\u00e9culo 16, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que, de in\u00edcio, eram minoria diante da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Aos poucos, o uso dessa l\u00edngua, chamada de Bras\u00edlica, intensificou-se e generalizou-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a popula\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Em 1758, o <strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong> proibiu o uso da l\u00edngua geral para favorecer o portugu\u00eas. Nesta \u00e9poca, todos os habitantes da col\u00f4nia falavam a l\u00edngua geral, ou tupi, que deixou fortes influ\u00eancias no portugu\u00eas falado no Brasil. No vocabul\u00e1rio popular brasileiro ainda hoje existem muitos nomes de coisas, lugares, animais, alimentos que v\u00eam do tupi, o que leva muita gente a pensar que &#8220;a l\u00edngua dos \u00edndios \u00e9 (apenas) o tupi&#8221;, como explica o professor e pesquisador de tupi professor Navarro. \u00a0A l\u00edngua geral amaz\u00f4nica ou <strong>Nheengat\u00fa<\/strong> desenvolveu-se no Maranh\u00e3o e no Par\u00e1, a partir do Tupinamb\u00e1, nos s\u00e9culos 17 e 18. At\u00e9 o s\u00e9culo 19, ela foi ve\u00edculo da catequese e da a\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica portuguesa e brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Apesar de suas muitas transforma\u00e7\u00f5es, o Nheengat\u00fa continua sendo falado nos dias de hoje, especialmente na bacia do rio Negro (rios Uaup\u00e9s e I\u00e7ana). Al\u00e9m de ser a l\u00edngua materna da popula\u00e7\u00e3o cabocla, mant\u00e9m o car\u00e1ter de l\u00edngua de comunica\u00e7\u00e3o entre \u00edndios e n\u00e3o-\u00edndios, ou entre \u00edndios de diferentes l\u00ednguas. Constitui, ainda, um instrumento de afirma\u00e7\u00e3o \u00e9tnica dos povos que perderam suas l\u00ednguas, como os Bar\u00e9 e os Arapa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>L\u00edngua original do Brasil\u00a0 <\/strong>A l\u00edngua tupi \u00e9 aglutinante (uma frase \u00e9 dita em uma palavra), n\u00e3o possui artigos, como o Latim e n\u00e3o flexiona em g\u00eanero e nem em n\u00famero. Um bom exemplo do tupi \u00e9: Paranapiacaba = parana+epiaca+caba, mar+ver+lugar+onde. \u00a0Ou, lugar de onde se v\u00ea o mar; a vila fica a 40km de S\u00e3o Paulo, bem na Serra do Mar e de l\u00e1 se avista a Baixada Santista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Por causa da obra do padre Anchieta, no final do s\u00e9culo 16, com sua Arte de Gram\u00e1tica da L\u00edngua Mais Usada na Costa do Brasil e do jesu\u00edta Lu\u00eds Figueira, com a A Arte da L\u00edngua Bras\u00edlica, \u201co tupi \u00e9 a l\u00edngua ind\u00edgena mais bem-documentada e preservada que temos\u201d, diz o professor Eduardo Navarro, pesquisador da mat\u00e9ria na Universidade de S\u00e3o Paulo. Ele afirma que o tupi \u00e9 importante para se entender a cultura brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1881\" title=\"ANCHIETA\" src=\"http:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ANCHIETA.jpg\" alt=\"\" width=\"406\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ANCHIETA.jpg 406w, https:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ANCHIETA-300x226.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>O brasileiro j\u00e1 nasce falando tupi, mesmo sem saber<\/strong>. &#8220;O portugu\u00eas falado em Portugal diferencia-se do nosso principalmente por causa das express\u00f5es em tupi que incorporamos. Essa incorpora\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o profunda que nem nos damos conta dela. Mas \u00e9 isso o que faz a nossa identidade nacional. Depois do portugu\u00eas, o tupi \u00e9 a segunda l\u00edngua a nomear lugares no Pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">A lista de nomes \u00e9 extensa e continua aumentando. H\u00e1 milhares de express\u00f5es, como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Ficar com <strong>nhenhenh\u00e9m<\/strong> \u2013 que quer dizer falando sem parar, pois nhe\u2019eng \u00e9 falar em tupi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Chorar as <strong>pitangas<\/strong> \u2013 pitanga \u00e9 vermelho em tupi; ent\u00e3o, a express\u00e3o significa chorar l\u00e1grimas de sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Cair um <strong>tor\u00f3 <\/strong>\u2013 toror\u00f3 \u00e9 jorro d\u2019\u00e1gua em tupi, da\u00ed a m\u00fasica popular \u201cEu fui no Toror\u00f3, beber \u00e1gua e n\u00e3o achei\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Ir para a <strong>cucuia<\/strong> &#8211; significa entrar em decad\u00eancia, pois cucuia \u00e9 decad\u00eancia em tupi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Velha <strong>coroca<\/strong> \u00e9 velha resmungona \u2013 kuruk \u00e9 resmungar em tupi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Socar <\/strong>\u2013 soc \u00e9 bater com m\u00e3o fechada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Peteca<\/strong> &#8211; vem de petec que \u00e9 bater com a m\u00e3o aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Cutucar<\/strong> &#8211; espetar \u00e9 cutuc.<\/p>\n<p style=\"text-align:   justify; padding-left: 30px;\"><strong>Sapecar<\/strong> &#8211; \u00e9 chamuscar \u00e9 sapec, da\u00ed sapecar e sapeca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Catapora<\/strong> \u2013 marca de fogo, tat\u00e1 em tupi \u00e9 fogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">O significado de grande parte dos nomes de lugares s\u00f3 se sabe com o tupi. Como nomes de bairros da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Pari <\/strong>\u00e9 canal em que os \u00edndios pescavam,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Mooca <\/strong>\u00e9 casa de parentes,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Ibirapuera<\/strong> \u00e9 \u00e1rvore antiga,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Jabaquara<\/strong> \u00e9 toca dos \u00edndios fugidos,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><strong>Mococa<\/strong> \u00e9 casa de boc\u00f3s \u2013 boc\u00f3 \u00e9 tupi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Na fauna e flora brasileiras, o tupi aparece massivamente: <strong>tatu<\/strong>, tamandu\u00e1, <strong>jacar\u00e9<\/strong>. At\u00e9 nas artes ele \u00e9 encontrado \u2013 como o famoso quadro de Tarsila do Amaral, o <strong>Abaporu<\/strong>, que quer dizer antrop\u00f3fago (canibal) em tupi. Segundo o professor Navarro, o tupi foi a l\u00edngua mais falada do Brasil at\u00e9 o s\u00e9culo 18 e foi a segunda l\u00edngua oficial do Brasil junto com o portugu\u00eas at\u00e9 o s\u00e9culo 18. \u00a0S\u00f3 deixou de ser falado porque o Marqu\u00eas de Pombal, em 1758, proibiu o ensino do tupi. \u00a0O tupi antigo era conhecido at\u00e9 o s\u00e9culo 16 como l\u00edngua bras\u00edlica. No s\u00e9culo 17, ele passou a ser chamado de l\u00edngua geral, pois incorporou termos do portugu\u00eas e das l\u00ednguas africanas. Mas continuava sendo uma l\u00edngua ind\u00edgena, assim como \u00e9 at\u00e9 hoje o guarani no Paraguai, falado por 95% da popula\u00e7\u00e3o. A dissolu\u00e7\u00e3o do tupi foi r\u00e1pida porque a persegui\u00e7\u00e3o foi muito violenta. Mesmo assim, at\u00e9 o s\u00e9culo 19 ainda havia muitos falantes do tupi. Hoje, a l\u00edngua geral s\u00f3 \u00e9 falada no Amazonas, no alto Rio Negro \u2013 chama-se nhengat\u00fa e tem milhares de falantes entre os caboclos, \u00edndios e as popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">O professor Navarro conta que o nheengat\u00fa foi preservado na Amaz\u00f4nia porque l\u00e1 a presen\u00e7a do Estado era mais fraca. \u201cNa Amaz\u00f4nia, o portugu\u00eas s\u00f3 se tornou l\u00edngua dominante no final do s\u00e9culo 19. Isso porque, em 1877, houve uma seca terr\u00edvel no Nordeste, o que ocasionou a sa\u00edda de 500 mil nordestinos da regi\u00e3o, que foram para a Amaz\u00f4nia levando o portugu\u00eas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Apesar do tupi ser uma l\u00edngua morta, \u00e9 tamb\u00e9m uma <strong>l\u00edngua cl\u00e1ssica<\/strong>, pois foi fundamental para a forma\u00e7\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o, assim como o foram o latim, o s\u00e2nscrito e o grego, que \u00e9 uma l\u00edngua cl\u00e1ssica ainda falada. O tupi foi fundamental tamb\u00e9m para a unidade pol\u00edtica do Brasil.\u00a0 Havia outras l\u00ednguas ind\u00edgenas que n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o com o tupi, como a dos \u00edndios Guaianazes e Goitacazes. Mas eram l\u00ednguas regionais. O tupi evoluiu para outras l\u00ednguas al\u00e9m da geral. No Xingu, h\u00e1 l\u00ednguas que v\u00eam do tupi antigo e s\u00e3o faladas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">O curso de tupi da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) foi fundado em 1935, pelo professor Pl\u00ednio Airosa e \u00e9 o \u00fanico\u00a0 dessa l\u00edngua em todo o Brasil. Tem dura\u00e7\u00e3o de um ano e a procura \u00e9 muito grande \u2013 em cada semestre h\u00e1 cerca de 200 alunos.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">*Sylvia Estrella (Jornalista formada pela Universidade de S\u00e3o Paulo, com especializa\u00e7\u00e3o em jornalismo ambiental pelo The Institute for Further Education of Journalists \u2013 Fojo (Su\u00e9cia). Trabalhou em diversos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, empresas e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Fonte:<a href=\"http:\/\/pessoas.hsw.uol.com.br\/linguas-indigenas1.htm\"> UOL<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u00a0Aqui est\u00e3o outras palavras de origem tupi que usamos no nosso cotidiano:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Aracy<\/strong>: a m\u00e3e do dia, a fonte do dia, a origem dos p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Arapuca<\/strong>: armadilha para aves.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Arax\u00e1<\/strong>: lugar alto onde primeiro se avista o sol.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Babaquara<\/strong>: tolo, aquele que n\u00e3o sabe de nada.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Biboca<\/strong>: moradia humilde.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Caboclo<\/strong>: (kariboka) procedente do branco, mesti\u00e7o de branco com \u00edndio (cariboca, carij\u00f3, cabur\u00e9, tapuio).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Cabur\u00e9<\/strong> (tupi): kabur\u00e9, caboclo, caipira.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Canoa<\/strong>: embarca\u00e7\u00e3o a remo, esculpida no tronco de uma \u00e1rvore; uma das primeiras palavras ind\u00edgenas registradas<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Carioca<\/strong>: kari&#8217;oka, casa do branco.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">C<strong>u\u00edca<\/strong>: ku&#8217;ika,esp\u00e9cie de rato grande com o rabo muito comprido.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Curumim<\/strong>: menino (kurum\u00ed).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Capenga<\/strong>: pessoa coxa, manca.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Guaratinguet\u00e1<\/strong>: reuni\u00e3o de p\u00e1ssaros brancos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Ibitinga<\/strong>: terra branca (tinga).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Ig:<\/strong> \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Igua\u00e7u<\/strong>: \u00e1gua grande, lago grande, rio grande.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Ipanema<\/strong>: lugar fedorento.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Ipiranga<\/strong>: rio vermelho.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Iracema<\/strong>: l\u00e1bios de mel (ira, temb\u00e9, iratemb\u00e9).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Ita<\/strong>: pedra<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Itaberaba <\/strong>\u2013 Pedra que brilha<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Itabuna <\/strong>\u2013 Pedra Preta<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Itajub\u00e1<\/strong>: pedra amarela (ita, ajub\u00e1).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Itaparica<\/strong> \u2013 Cerca feita de pedra<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Itapuan<\/strong> \u2013 Pedra que ronca<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Itatiba<\/strong>: muita pedra, abund\u00e2ncia de pedras (tiba).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Jacu<\/strong>: (yaku) uma das esp\u00e9cies de aves vegetarianas silvestres, semelhantes \u00e0s galinhas, perus, fais\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Ju\u00e7ara<\/strong>: palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Jurubeba<\/strong>: planta espinhosa e fruta tida como medicinal.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Jururu<\/strong>: de aruru, que significa triste<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Mandioca<\/strong>: aipim, macaxeira, raiz que \u00e9 principal alimento dos \u00edndios brasileiros.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Marac\u00e1<\/strong>: mbarak\u00e1, chocalho usado em solenidades.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Nhenhenh\u00e9m<\/strong>: nhe\u00eb nhe\u00eb \u00f1e\u00f1\u00eb, fala\u00e7\u00e3o, falar muito, tagarelice.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Oca:<\/strong> cabana ou palho\u00e7a, casa de \u00edndio ( ocara, manioca)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Par\u00e1<\/strong> : rio<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Para\u00edba<\/strong> : paraiwa, rio ruim, rio que n\u00e3o se presta \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Paran\u00e1<\/strong>: mar<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Pereba<\/strong>: pequena ferida.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Pernambuco<\/strong>: mar com fendas, recifes.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Piau\u00ed<\/strong>: Rio de piaus (tipo de peixe).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Pinda\u00edba<\/strong>: anzol ruim, quando n\u00e3o se consegue pescar nada.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Tijuca:<\/strong> lama, charco, p\u00e2ntano, atoleiro.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Tiririca<\/strong>: arrastando-se, alastrando-se, erva daninha que se alastra com rapidez.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Tocantins<\/strong>: bico de tucano.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Tupi<\/strong> (1): povo ind\u00edgena que habita(va) o Norte e o Centro do Brasil, at\u00e9 o rio Amazonas e at\u00e9 o litoral.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Tupi<\/strong> (2): um dos principais troncos ling\u00fc\u00edsticos da Am\u00e9rica do Sul, pertencente \u00e0 fam\u00edlia tupi-guarani.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Tupi-guarani<\/strong>: um das quatro grandes fam\u00edlias ling\u00fc\u00edsticas da Am\u00e9rica do Sul tropical e equatorial.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Xar\u00e1:<\/strong> (X-rer-\u00e1) tirado do meu nome.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Yara<\/strong>: deusa das \u00e1guas, lenda da mulher que mora no fundo dos rios.<br \/>\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0(V\u00e1rias fontes)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0 Hist\u00f3ria das l\u00ednguas ind\u00edgenas Sylvia Estrella*\u00a0 O tupi era a l\u00edngua ind\u00edgena mais falada no tempo do descobrimento do Brasil, em 1500. Teve sua gram\u00e1tica estudada pelos padres jesu\u00edtas, que a registraram. Era tamb\u00e9m chamada de l\u00edngua Bras\u00edlica. 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