{"id":3455,"date":"2012-01-30T14:49:40","date_gmt":"2012-01-30T17:49:40","guid":{"rendered":"http:\/\/lenidavid.com.br\/?p=3455"},"modified":"2012-01-30T14:55:20","modified_gmt":"2012-01-30T17:55:20","slug":"simplesmente-por-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=3455","title":{"rendered":"Simplesmente por amor&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 270px;\"><strong>AMAR<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 420px;\"><em>Ana J\u00e1como<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0&#8220;Procure me amar quando eu menos merecer, porque \u00e9 quando eu mais preciso&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falamos \u00e0 be\u00e7a de amor. Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados. Amados, de prefer\u00eancia, com o requinte da incondicionalidade. Na celebra\u00e7\u00e3o das nossas conquistas e na constata\u00e7\u00e3o dos nossos fracassos. No apogeu do nosso vigor e no tempo do nosso abatimento. No momento da nossa alegria e no alvorecer da nossa dor. Na pr\u00e1tica das nossas virtudes e no embara\u00e7o das nossas falhas. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso viver muito para percebermos nos nossos gestos e nos alheios que n\u00e3o \u00e9 assim que costuma acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos facilidade para amar o outro nos seus tempos de harmonia. Quando realiza. Quando progride. Quando sua vida est\u00e1 organizada e seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 contente. Quando n\u00e3o h\u00e1 inabilidade alguma na nossa rela\u00e7\u00e3o. Quando ele n\u00e3o nos desconcerta. Quando n\u00e3o denuncia a nossa pr\u00f3pria limita\u00e7\u00e3o. A nossa pr\u00f3pria confus\u00e3o. A nossa pr\u00f3pria dor. F\u00e1cil amar o outro aparentemente pronto. Aparentemente inteiro. Aparentemente est\u00e1vel. Que quando sofre n\u00e3o faz ru\u00eddo algum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e1cil amar aqueles que parecem ter criado, ao longo da vida, um tipo de m\u00e1scara que lhes permite ter a mesma cara quando o time ganha e quando o cachorro morre. F\u00e1cil amar quem n\u00e3o demonstra experimentar aqueles sentimentos que parecem politicamente incorretos nos outros, embora costumem ser justific\u00e1veis em n\u00f3s. F\u00e1cil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. F\u00e1cil amar aqueles que vivem noites terr\u00edveis, mas na manh\u00e3 seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita, a barba atualizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 f\u00e1cil amar o outro na mesa de bar, quando o papo \u00e9 leve, o riso \u00e9 farto, e o chope \u00e9 gelado. Nos caf\u00e9s, ap\u00f3s o cinema, quando se pode filosofar sobre o enredo e as personagens com flu\u00eancia, um bom cappuccino e p\u00e3o de queijo quentinho. Nos corredores dos shoppings, quando se divide os novos sonhos de consumo, imediato ou futuro. \u00c9 f\u00e1cil amar o outro nas f\u00e9rias de ver\u00e3o, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas no calend\u00e1rio do de vez em quando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil \u00e9 amar quando o outro desaba. Quando n\u00e3o acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. E fala o tempo todo do seu drama com a mesma m\u00e1goa. Dif\u00edcil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com algu\u00e9m que n\u00e3o aceitamos que ele esteja. Dif\u00edcil \u00e9 permanecer ao seu lado quando parece que todos j\u00e1 foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele n\u00e3o v\u00ea mais ningu\u00e9m na plateia. Quando at\u00e9 a pr\u00f3pria alma parece haver se retirado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil \u00e9 amar quando j\u00e1 n\u00e3o encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explica\u00e7\u00e3o. Dif\u00edcil amar quando parece existir somente apesar de. Quando a dor do outro \u00e9 t\u00e3o intensa que a gente n\u00e3o sabe o que fazer para ajudar. Quando a sombra se revela e a noite se apresenta muito longa. Quando o frio \u00e9 t\u00e3o medonho que nem os prazeres mais leg\u00edtimos oferecem algum calor. Quando ele parece ter desistido principalmente dele pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil \u00e9 amar quando o outro nos inquieta. Quando os seus medos denunciam os nossos e p\u00f5em em risco o prop\u00f3sito que muitas vezes alimentamos de n\u00e3o demonstrar fragilidade. Quando a exibi\u00e7\u00e3o das suas dores exp\u00f5e, de alguma forma, tamb\u00e9m as nossas, as conhecidas e as an\u00f4nimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou n\u00e3o, exige que a gente saia do nosso ego\u00edsmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil \u00e9 amar quando o outro repete o filme incont\u00e1veis vezes e a gente n\u00e3o aguenta mais a trilha sonora. Quando se enreda nos v\u00edcios da forma mais grosseira e caminha pela vida como uma estrela do\u00edda que ignora o pr\u00f3prio brilho. Quando se tranca na pr\u00f3pria tristeza com o aparente conforto de quem passa um feriad\u00e3o \u00e0 beira-mar. Quando sua autoestima chega a um n\u00edvel t\u00e3o lastim\u00e1vel que, com sutileza ou n\u00e3o, afasta as pessoas que acreditam nele. Quando parece que n\u00f3s tamb\u00e9m estamos inclu\u00eddos nesse grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dif\u00edcil \u00e9 amar quem n\u00e3o est\u00e1 se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado. Para entender, basta abrirmos os olhos para dentro e lembrar das fases em que, por mais que quis\u00e9ssemos, tamb\u00e9m n\u00e3o consegu\u00edamos nos amar. A empatia pode ser uma grande aliada do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; AMAR &nbsp; Ana J\u00e1como \u00a0&#8220;Procure me amar quando eu menos merecer, porque \u00e9 quando eu mais preciso&#8221; Falamos \u00e0 be\u00e7a de amor. Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados. 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