{"id":4592,"date":"2012-12-11T23:07:45","date_gmt":"2012-12-12T02:07:45","guid":{"rendered":"http:\/\/lenidavid.com.br\/?p=4592"},"modified":"2012-12-11T23:07:45","modified_gmt":"2012-12-12T02:07:45","slug":"o-arlequim-da-pauliceia-imagens-de-sao-paulo-na-poesia-de-mario-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=4592","title":{"rendered":"O arlequim da Pauliceia &#8211; Imagens de S\u00e3o Paulo na poesia de M\u00e1rio de Andrade"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-4593\" title=\"Capa de O arlequim da Pauliceia\" src=\"http:\/\/lenidavid.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Capa-de-O-arlequim-da-Pauliceia.jpg\" alt=\"\" width=\"380\" height=\"473\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Passeando em Sampa com M\u00e1rio de Andrade<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um olhar apaixonado sobre uma obra apaixonada. O resultado s\u00e3o estas milhares de linhas\/trilhos que conduzem o leitor aos bondes da S\u00e3o Paulo da garoa, aos lampi\u00f5es a g\u00e1s, levando-o a acompanhar sensorialmente a constru\u00e7\u00e3o do Teatro Municipal, da Catedral da S\u00e9, do Edif\u00edcio Martinelli, ao lado de transeuntes de terno, gravata e chap\u00e9u no centro velho da cidade; mulheres \u00e0 la fran\u00e7aise, \u00e0 sombra dos primeiros arranha-c\u00e9us, ouvindo os ru\u00eddos dos primeiros autom\u00f3veis importados e o gemido cada vez mais rumoroso de uma Pauliceia que engatava marchas em dire\u00e7\u00e3o a uma loucura que se desenhava e se redesenha at\u00e9 hoje. O que diria Mario de Andrade se visse a S\u00e3o Paulo atual do alto do Pico do Jaragu\u00e1, onde pedira, em testamento po\u00e9tico,\u00a0 que os seus olhos fossem sepultados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aleilton Fonseca disseca a obra e a alma do famoso escritor, acrescentando pontos de vistas surpreendentes. Se voc\u00ea nunca leu M\u00e1rio de Andrade ficar\u00e1 com vontade de ler. E se j\u00e1 leu far\u00e1 uma nova leitura, uma redescoberta. De maneira elegante, Aleilton se coloca em segundo plano para elevar M\u00e1rio de Andrade \u00e0 altura que ele merece. Os dois se merecem e se incorporam na busca de compartilhar o sentimento e a poesia com seus semelhantes. M\u00e1rio, frisa o autor, \u201cprocurava incorporar-se ao coletivo, como forma de destruir em si o ego\u00edsmo das distin\u00e7\u00f5es particulares, despojando-se dos valores que o tornam um indiv\u00edduo s\u00f3 e solit\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aleilton nos oferece uma prosa po\u00e9tica, juntando fotos antigas da cidade a excertos da obra do modernista. Uma das fotografias mostra passageiros sentados de costas num bonde, talvez o mesmo em que M\u00e1rio um dia se sentira sozinho ao escrever: \u201cO bonde est\u00e1 cheio\/De novo por\u00e9m\/N\u00e3o sou mais ningu\u00e9m\u201d. Ao exprimir a cidade em versos, o poeta modernista procurou \u201cdom\u00e1-la, p\u00f4-la nas r\u00e9deas da linguagem, de novo humaniz\u00e1-la, tornando-a intelig\u00edvel, transparente ao sentimento humano\u201d, acentua o autor, acrescentando que as cr\u00edticas e os elogios do poeta a S\u00e3o Paulo s\u00e3o puros atos de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pegue o bonde, ent\u00e3o, caro leitor, e vai conversando com Aleilton Fonseca e M\u00e1rio de Andrade. N\u00e3o se assuste se voc\u00ea vir passar um veloz Metr\u00f4 ao largo. Compare as duas metr\u00f3poles, mas volte para o presente. Pode doer. Volte devagarinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jaime Pereira da Silva (Jornalista)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Passeando em Sampa com M\u00e1rio de Andrade &nbsp; Um olhar apaixonado sobre uma obra apaixonada. 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