{"id":5046,"date":"2013-06-08T19:44:30","date_gmt":"2013-06-08T22:44:30","guid":{"rendered":"http:\/\/lenidavid.com.br\/?p=5046"},"modified":"2013-06-08T19:44:30","modified_gmt":"2013-06-08T22:44:30","slug":"esquizopolis-apresenta-obras-premiadas-nos-saloes-de-artes-visuais-da-bahia-em-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=5046","title":{"rendered":"Esquiz\u00f3polis apresenta obras premiadas nos sal\u00f5es de artes visuais da Bahia em 2012"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p align=\"center\"><strong><em>Exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aberta em 20 de junho e integra a programa\u00e7\u00e3o cultural do per\u00edodo da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma mostra da atual produ\u00e7\u00e3o baiana em Artes Visuais, apontando sua diversidade e ressaltando sua interlocu\u00e7\u00e3o com o universo art\u00edstico: assim \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o <em>Esquiz\u00f3polis<\/em>, que re\u00fane as 17 obras premiadas nos <em>Sal\u00f5es de Artes Visuais da Bahia 2012<\/em>, que foram realizados em Irec\u00ea, Jequi\u00e9 e Juazeiro, em di\u00e1logo com pe\u00e7as do acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Como resultado, o conjunto aborda o crescimento desordenado de Salvador e da Bahia, a partir da conviv\u00eancia de formas de desenho urbano e arquitet\u00f4nico das cidades. Numa correaliza\u00e7\u00e3o entre a Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e o MAM-BA, unidade do Instituto do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculados da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), <em>Esquiz\u00f3polis<\/em> ser\u00e1 aberta no dia 20 de junho, \u00e0s 19 horas, e seguir\u00e1 com visita\u00e7\u00e3o gratuita at\u00e9 1\u00ba de setembro. A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m integra as atividades do <em>Cultura em Campo<\/em>, programa\u00e7\u00e3o da SecultBA durante a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es da FIFA Brasil 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, o MAM-BA est\u00e1 trabalhando de acordo com uma proposta de externaliza\u00e7\u00e3o de projetos que promove eventos ligados ao museu em espa\u00e7os externos a ele. Neste sentido, parte da exposi\u00e7\u00e3o <em>Esquiz\u00f3polis<\/em> acontecer\u00e1 no espa\u00e7o do Museu N\u00e1utico da Bahia, no Farol da Barra. Obras de tr\u00eas dos artistas que integrar\u00e3o a mostra \u2013 Vauluizo Bezerra, Gaio Matos e Danillo Barata \u2013 estar\u00e3o l\u00e1 alocadas, em um di\u00e1logo direto entre acervo do Museu N\u00e1utico e proposta curatorial de exposi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m destes, os demais trabalhos que integram a mostra estar\u00e3o expostos na Galeria 3 e na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esquiz\u00f3polis<\/em> resulta de uma amplia\u00e7\u00e3o do alcance dos <em>Sal\u00f5es de Artes Visuais da Bahia<\/em>, que, em 2012, comemoraram 20 anos dos <em>Sal\u00f5es Regionais de Artes Visuais da Bahia<\/em>, consolidados como um dos principais objetos de incentivo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica e \u00e0 dinamiza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os expositivos do interior do estado. Com o novo nome, o projeto assumiu sua representa\u00e7\u00e3o m\u00faltipla e contempor\u00e2nea, que extrapola refer\u00eancias e caracter\u00edsticas regionais. Na edi\u00e7\u00e3o do ano passado, foram 75 obras selecionadas atrav\u00e9s de edital p\u00fablico, de 68 diferentes artistas, dentre 218 propostas inscritas. Al\u00e9m da oportunidade de terem seus trabalhos expostos num projeto reconhecido e que corrobora a qualidade art\u00edstica das obras, os artistas participantes tamb\u00e9m concorreram a pr\u00eamios: em cada <em>Sal\u00e3o<\/em>, tr\u00eas obras receberam R$ 7 mil cada, a partir da indica\u00e7\u00e3o de Comiss\u00f5es de Premia\u00e7\u00e3o. Ainda foram concedidos pr\u00eamios simb\u00f3licos: as Men\u00e7\u00f5es Honrosas, tamb\u00e9m pela Comiss\u00e3o, e o Pr\u00eamio do P\u00fablico, pela escolha dos visitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, fortalecendo a divulga\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o do trabalho dos participantes, bem como aumentando o alcance do projeto e confirmando a sua inser\u00e7\u00e3o num cen\u00e1rio mais amplo das Artes Visuais, todas estas obras premiadas chegam ao MAM-BA em <em>Esquiz\u00f3polis<\/em>. A exposi\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, outra vez se prop\u00f4s \u00e0 expans\u00e3o: a ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita aos espa\u00e7os f\u00edsicos e passa a ter uma conex\u00e3o tamb\u00e9m conceitual com este importante espa\u00e7o cultural baiano, evidenciando o modo como estes artistas de diversas origens, t\u00e9cnicas e trajet\u00f3rias se localizam nos espectros das Artes Visuais da Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o da abertura da mostra, tamb\u00e9m ser\u00e1 lan\u00e7ado o<em> Cat\u00e1logo dos Sal\u00f5es de Artes Visuais da Bahia 2011\/2012<\/em>, publica\u00e7\u00e3o bianual de registro e divulga\u00e7\u00e3o<em>.<\/em> As duas edi\u00e7\u00f5es j\u00e1 lan\u00e7adas do <em>Cat\u00e1logo<\/em> (2007\/2008 e 2009\/2010), al\u00e9m de suas vers\u00f5es impressas, est\u00e3o dispon\u00edveis para download na <a href=\"http:\/\/www.fundacaocultural.ba.gov.br\/publicacoes\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0066cc;\">nossa p\u00e1gina de publica\u00e7\u00f5es<\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>OBRAS E ARTISTAS PREMIADOS NOS SAL\u00d5ES DE ARTES VISUAIS DA BAHIA 2012<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.fundacaocultural.ba.gov.br\/saloes2012\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0066cc;\">Veja galeria de fotos clicando aqui<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Irec\u00ea<\/strong> <strong>= <em>Compartilha e Curte<\/em>, de A\u00e9cio Oliveira (Obra Premiada)<\/strong> Videoarte do artista pl\u00e1stico A\u00e9cio Oliveira, nascido e residente em Irec\u00ea. A obra faz alus\u00e3o \u00e0s redes sociais de uma forma bem humorada, atrav\u00e9s de um v\u00eddeo de um palha\u00e7o bocejando. Tem como objetivo fazer com que o espectador se questione sobre as rela\u00e7\u00f5es humanas, mostrando uma forma de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o semelhante, atrav\u00e9s do efeito visual que causa a imagem. O trabalho \u00e9 uma concep\u00e7\u00e3o da linha de pesquisa sobre a performance do clown (palha\u00e7o) e sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Que N\u00e3o Foi de Ningu\u00e9m<\/em>, de Juliana Moraes (Obra Premiada)<\/strong> De Salvador, a artista pl\u00e1stica Juliana Moraes, nesta obra, parte do pressuposto de que o ser humano s\u00f3 se reconhece como tal em contato com o outro, \u201cs\u00f3 existe a partir do outro\u201d, a partir do contraste. Pela distin\u00e7\u00e3o, o ser humano expressa suas diferen\u00e7as e se torna particular. O trabalho consiste em quatro imagens impressas em foto porcelana, objetos originalmente utilizados em l\u00e1pides para homenagens p\u00f3stumas. Ao afirmar a individualidade contra o individualismo totalizante e em s\u00e9rie, afirma tamb\u00e9m o direito \u00e0 plena e singular exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">=<strong> <em>Proje\u00e7\u00f5es sobre o inacabado<\/em>, de Rosa Bunchaft (Obra Premiada)<\/strong> Da artista visual Rosa Bunchaft, italiana radicada em Salvador, esta performance urbana se realiza como percurso na cidade e tem como proposta experimentar o corpo n\u00e3o apenas como objeto, mas como suporte de proje\u00e7\u00e3o de imagens, articulando performance e imagem enquanto campo de experimenta\u00e7\u00e3o e encontro na cidade. Uma noiva na cidade\u2026 Um andaime como altar\u2026 Um v\u00e9u que \u00e9 tela de constru\u00e7\u00e3o civil e torna-se tela de proje\u00e7\u00f5es do desabamento acidental de uma das tantas edifica\u00e7\u00f5es em ru\u00ednas que est\u00e1 sendo destru\u00edda para constru\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos imobili\u00e1rios\u2026 Um paralelo entre a ideia de vazio e ru\u00edna nos processos de constru\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o e abandono em dois territ\u00f3rios distintos: o amor e a cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Olimar, grande m\u00e3e flor nuclear refletindo seu papel social socorrida por um gardenal\u2026<\/em>, de Devarnier Hembadoom Apoema (Men\u00e7\u00e3o Honrosa)<\/strong> Mestre em Artes Visuais, m\u00fasico, poeta e livre pensador, nascido em Salvador, residente em Sim\u00f5es Filho, Devarnier baseia esta obra no conceito de Arte Sincr\u00e9tica, desenvolvido pelo pr\u00f3prio autor, e traz a representa\u00e7\u00e3o do personagem real, Olimar, que, ao deparar-se com sua vultuosa responsabilidade social, passa a automedicar-se com gardenal. Assim, pretende contribuir para a provoca\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e cr\u00edtica do p\u00fablico apreciador das artes visuais, bem como de toda sociedade p\u00f3s-lexotan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Coma meu cora\u00e7\u00e3o sem pena, enquanto \u00e9 tempo \u2013 I<\/em>, de Jo\u00e3o Oliveira (Men\u00e7\u00e3o Honrosa)<\/strong> Artista visual soteropolitano, Jo\u00e3o Oliveira apresenta gravura em que trata do amor n\u00e3o-rec\u00edproco, demente e imagin\u00e1rio \u2013 que independe do objeto de amor \u2013 e que surge naquele que o sente ou a ele \u00e9 propenso, comprometido pela sua irrealidade. O amante tenta alcan\u00e7ar no amado algo imposs\u00edvel, simbi\u00f3tico, numa tentativa desesperada de atingi-lo em sua imaginada ess\u00eancia. Mendigando afeto como um c\u00e3o sem dono, o ser apaixonado personifica-se no que acredita ser o que o outro espera, nesse caso o c\u00e3o fiel, incondicional, ladrando seu amor em urg\u00eancia, e revela-se capaz de renunciar voluntariamente ao seu amor-pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>O cambista<\/em>, de Jailson Paiva (Pr\u00eamio do P\u00fablico)<\/strong> O artista pl\u00e1stico pernambucano e residente em Irec\u00ea Jailson Paiva apresenta escultura em tamanho natural em cimento e ferro, que representa uma pessoa ainda viva que foi exclu\u00edda do seu ambiente de trabalho por conta do advento das m\u00e1quinas eletr\u00f4nicas que substitu\u00edram os tal\u00f5es manuscritos dos cambistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Jequi\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Autopoiese<\/em>, de Ricardo Alvarenga (Obra Premiada)<\/strong> Mineiro residente em Salvador, o performer e artista multim\u00eddia Ricardo Alvarenga apresenta instala\u00e7\u00e3o com sete fotografias de 40 cm x 60 cm, referenciada no conceito de <em>autopoiese<\/em> \u2013 autoprodu\u00e7\u00e3o de si, como condi\u00e7\u00e3o natural de ser vivo, operando em natureza c\u00edclica. A cabe\u00e7a-tufo se transfigura em tufos-cabe\u00e7a, e ambos se produzem mutuamente. Os tufos presentes no trabalho s\u00e3o emaranhados de cabelos do performer, recolhidos durante os \u00faltimos quatro anos, na ritualiza\u00e7\u00e3o cotidiana dos banhos. A performance consiste na manipula\u00e7\u00e3o dos cabelos que ora s\u00e3o esculpidos como uma bolsa que acondiciona os tufos, ora s\u00e3o esculpidos como uma m\u00e1scara que realiza um ser sem face. A a\u00e7\u00e3o de tirar e recolocar os tufos de forma c\u00edclica \u00e9 realizada ininterruptamente enquanto h\u00e1 p\u00fablico na galeria. Um v\u00eddeo da a\u00e7\u00e3o \u00e9 exposto nos dias que se seguem \u00e0 abertura. Os cr\u00e9ditos das fotografias s\u00e3o de Peruzzo e do v\u00eddeo, de Paula Carneiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Ausentes<\/em>, de Rosane Andrade (Obra Premiada)<\/strong> Artista visual nascida em Santo Antonio de Jesus e residente em Salvador mostra uma obra de interven\u00e7\u00e3o urbana que prop\u00f5e observar o espa\u00e7o da cidade e posteriormente criar imagens que dialoguem com a rotina dos cidad\u00e3os. Nas imagens, s\u00e3o representadas cenas l\u00fadicas de a\u00e7\u00f5es cotidianas dos pedestres, como, por exemplo, pegar um \u00f4nibus. Deste processo \u00e9 feito um desenho que combina essas caracter\u00edsticas com a do personagem adormecido reproduzido na obra, que se trata de um corpo com uma cabe\u00e7a de travesseiro. O desenho situa-se sobre um fundo de linhas que mostra como a artista entende o espa\u00e7o social-urbano: um fluxo que aprisiona as situa\u00e7\u00f5es e, portanto, adormece o sujeito. Assim, \u00e9 tra\u00e7ado um paralelo entre o corpo ausente e o estar presente, sendo este \u00faltimo intu\u00eddo como uma percep\u00e7\u00e3o adormecida, um estado de in\u00e9rcia. Esse estado n\u00e3o \u00e9 constante, constituindo-se t\u00e3o somente numa espera por um fen\u00f4meno que nos tire dessa realidade sonhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Prometeu e S\u00e3o Jo\u00e3o brincando de inquisi\u00e7\u00e3o em paisagem cruzalmense<\/em>, de Z\u00e9 de Rocha (Obra Premiada)<\/strong> Z\u00e9 de Rocha, artista visual e m\u00fasico, apresenta objeto d\u00edptico com 160 cm x 210 cm em que utiliza, como instrumento para riscar\/desenhar, o artefato conhecido como \u201cespada de fogo\u201d (esp\u00e9cie de busca-p\u00e9 constru\u00eddo com bambu, argila e p\u00f3lvora), proveniente da queima de espadas, manifesta\u00e7\u00e3o cultural centen\u00e1ria de Cruz das Almas, cidade onde foi criado. Este trabalho tem como princ\u00edpio criador a polissemia da palavra \u201crisco\u201d, que abarca as acep\u00e7\u00f5es de tra\u00e7o feito numa superf\u00edcie e de possibilidade de passar por perigo. Al\u00e9m disso, evoca a rela\u00e7\u00e3o de fascina\u00e7\u00e3o e medo que prevalece como matriz de intera\u00e7\u00e3o social. Costumes e festividades estabelecidas em torno do embate com o perigo, que resistem na contram\u00e3o de uma incitada homogeneiza\u00e7\u00e3o mundial da cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Cidade Babil\u00f4nia<\/em>, de Alex Oliveira (Men\u00e7\u00e3o Honrosa)<\/strong> O fot\u00f3grafo Alex Oliveira traz ensaio que tem um vi\u00e9s social e pol\u00edtico. Traduz um espa\u00e7o suspenso no tempo, um retorno ao imagin\u00e1rio constru\u00eddo durante o per\u00edodo da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia em que morou em Jequi\u00e9, sua cidade natal. Uma das quest\u00f5es mais importantes do ensaio \u00e9 a possibilidade que as imagens t\u00eam de comunicar, incitar o di\u00e1logo e a difus\u00e3o das quest\u00f5es que abarcam a rela\u00e7\u00e3o entre o progresso e a decad\u00eancia das grandes constru\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas submetidas ao choque de ideologias e interesses econ\u00f4micos. A obra denuncia, torna evidente, um espa\u00e7o que foi esquecido, naturalizado como invis\u00edvel, como tantas outras quest\u00f5es que na contemporaneidade tendem a ser esquecidas pelo fluxo di\u00e1rio do cotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Escolha sua garota favorita<\/em>, de Mike Sam Chagas (Men\u00e7\u00e3o Honrosa)<\/strong> Mineiro residente em Salvador, o artista pl\u00e1stico Mike Sam Chagas re\u00fane elementos d\u00edspares, como frases, m\u00e1quinas de fliperama, logotipos, retratos, cenas adolescentes de Salvador, nesta pintura em pol\u00edptico de 140 cm x 280 cm. As obras funcionam como colagens que, tendo como suporte a tradi\u00e7\u00e3o da pintura, refletem o desejo dos pintores de desvelar a pr\u00f3pria natureza de seu of\u00edcio. Ao substituir as modelos an\u00f4nimas do jogo por mulheres consagradas como musas pela Hist\u00f3ria da Arte, o trabalho brinca, ao inseri-las num contexto de jogo er\u00f3tico, com a no\u00e7\u00e3o de aura que envolve determinados objetos art\u00edsticos (e tamb\u00e9m artistas), misturando sedu\u00e7\u00e3o e rever\u00eancia na rela\u00e7\u00e3o l\u00fadica entre modelo, artista e espectador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Contempladores da Gan\u00e2ncia Insaci\u00e1vel<\/em>, de Augus (Pr\u00eamio do P\u00fablico)<\/strong> O conjunto de fotografias de Augus, fot\u00f3grafo, artista visual e videomaker de Jequi\u00e9, tem 200 cm x 90 cm e representa uma vis\u00e3o sequencial de um momento do cotidiano de uma parcela de moradores da cidade. A obra em preto e branco remete ao in\u00edcio do capitalismo e demonstra que, na ess\u00eancia, nada mudou na mente dos empres\u00e1rios opressores e que a grande massa humana continua sendo comandada e imprensada na passarela de ferro dos controladores do sistema. Mostra uma ponte estreita que leva \u00e0 porta larga da revolta e do des\u00e2nimo que leva o oper\u00e1rio a descer o penhasco pedregoso, e, na margem do rio f\u00e9tido, explorado e dragado, contemplar no seu hor\u00e1rio de repasto a gan\u00e2ncia insaci\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o de Juazeiro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Frente e Verso<\/em>, de Alex Moreira (Obra Premiada)<\/strong> Nascido em Presidente Dutra e residente em Juazeiro, Alex Moreira apresenta obra em t\u00e9cnica mista, com 90 cm x 60 cm x 4 cm, que trazem todos os documentos originais do artista: RG, CPF, Certid\u00e3o de Nascimento, Reservista, T\u00edtulo de Eleitor, Comprovante de Quita\u00e7\u00e3o Eleitoral, Carteira de Trabalho, Diploma de Gradua\u00e7\u00e3o e todos os cart\u00f5es de conta banc\u00e1ria e cr\u00e9dito. Uma demonstra\u00e7\u00e3o de entrega e doa\u00e7\u00e3o para a arte, deixando-o vulner\u00e1vel a qualquer acontecimento que necessite de um desses documentos, sem acesso \u00e0s contas banc\u00e1rias, sem poder viajar, ser atendido em hospitais, tirar passaporte, realizar pagamentos, ser vistoriado pela pol\u00edcia ou for\u00e7as armadas, ficando inclusive exposto a estelionat\u00e1rios. N\u00e3o poderia, tamb\u00e9m, comprovar ser um cidad\u00e3o brasileiro, abrindo uma reflex\u00e3o sobre o uso exagerado dos documentos que fazem como que sem esses n\u00fameros n\u00e3o exist\u00edssemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Passeio Socr\u00e1tico<\/em>, de George Lima (Obra Premiada)<\/strong> Artista visual de Feira de Santana, George Lima apresenta obra em que busca uma reflex\u00e3o acerca do sentimento de \u201cser feliz\u201d, nos tempos \u201cp\u00f3s-modernos\u201d, em meio a aspectos regidos pela \u201csociedade do espet\u00e1culo\u201d, como publicidade, entretenimento, consumo etc. O registro foi realizado no interior de um shopping center. Composta por uma s\u00e9rie de cinco fotografias digitais de 80 cm x 80 cm, plotadas em vinil transparente e fixadas sobre pe\u00e7as de porcelanato polido de mesmas dimens\u00f5es, na cor branca (uma pe\u00e7a de piso para cada imagem), a obra tem como medida total 80 cm x 400 cm. As cinco imagens s\u00e3o expostas, juntas e alinhadas, sobre o piso, no interior do espa\u00e7o expositivo, de forma que as pessoas possam circular livremente pelo seu entorno. O prop\u00f3sito \u00e9 instigar o p\u00fablico a interagir com a obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Maracutaia S\/A<\/em>, de Ramon R\u00e1 (Obra Premiada e Pr\u00eamio do P\u00fablico)<\/strong> Artista visual soteropolitano, Ramon R\u00e1 apresenta instala\u00e7\u00e3o que resulta de observa\u00e7\u00f5es extra\u00eddas dos objetos e das rela\u00e7\u00f5es do cotidiano. O Bombril, elemento utilizado no servi\u00e7o dom\u00e9stico de limpeza, \u00e9 o suporte escolhido pelas suas caracter\u00edsticas, para modelar cerca de 1.500 ratos de tamanhos que variam de 15 a 40 cent\u00edmetros. Para o artista, foi fundamental o encontro com esse material de suporte, por ele agregar num mesmo elemento a maleabilidade, a textura e a colora\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para concretizar sua po\u00e9tica visual, al\u00e9m do valor semi\u00f3tico que assume, evocando elementos como \u00e9tica, consumo e transitoriedade. A obra prop\u00f5e um mergulho nas rela\u00e7\u00f5es homem\/objeto, humanizando os objetos e coisificando o humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Sistema de Controle<\/em>, do Coletivo Neri Neves (Men\u00e7\u00e3o Honrosa)<\/strong> George Neri, fot\u00f3grafo, artista visual, artista pl\u00e1stico, videomaker, e N\u00fabia Neves, videomaker e artista pl\u00e1stica, ambos residentes em Vit\u00f3ria da Conquista, formam o Coletivo Neri Neves. A instala\u00e7\u00e3o premiada disp\u00f5e sobre a parede uma impress\u00e3o em papel do s\u00edmbolo de um c\u00f3digo de barras qualquer. Defronte da imagem do c\u00f3digo de barras, um sensor sonoro e uma luz infravermelha detectam o movimento e acionam o som caracter\u00edstico emitido quando um leitor de c\u00f3digos \u00e9 acionado. Esta proposta sugere uma reflex\u00e3o m\u00faltipla das vari\u00e1veis que se apresentam na rela\u00e7\u00e3o consumo, mercado e mercadoria, colocando o p\u00fablico em posi\u00e7\u00e3o de objeto consumido, ampliando tamb\u00e9m o relevo est\u00e9tico de uma situa\u00e7\u00e3o corriqueira que representa o pilar da sociedade capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>= <em>Kab ide Tuti \u2013 SEXta SEX \u2013 You tube or not You tube<\/em>, de Tuti Minervino (Men\u00e7\u00e3o Honrosa)<\/strong> Tuti Minervino, artista visual soteropolitano, apresenta videoinstala\u00e7\u00e3o que re\u00fane tr\u00eas v\u00eddeos gravados em uma tarde, durante a resid\u00eancia art\u00edstica na FAAP em S\u00e3o Paulo, em 2012. Dois dos v\u00eddeos partiram da body-art do artista. As tatuagens (Cabide e Sex-S\u00e1b-Dom) foram o motivo para fazer a videoperformance. No Cabide, ele veste e sustenta o personagem, uma esp\u00e9cie de marca e assinatura no seu corpo. O terceiro v\u00eddeo (You tube or not You tube) trata da quest\u00e3o de \u201cidentidade\u201d, do corpo deslocado. Ali, o artista representa um nordestino caricaturado questionando-se sobre qual o fim que daria \u00e0 sua obra: postar ou n\u00e3o no Youtube (essa \u00e9 a quest\u00e3o). Quer dizer da cara e coragem de um cidad\u00e3o de outro lugar e realidade em terra estranha, onde ainda existe um preconceito com o povo do Nordeste do pa\u00eds. E esse \u00e9 o destino que ele sonha, a terra prometida, mudar de vida etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ESQUIZ\u00d3POLIS<\/strong> <strong>Onde:<\/strong> Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e Museu N\u00e1utico da Bahia \u2013 Farol da Barra <strong>Abertura: <\/strong>20 de junho, 19 horas, no MAM-BA <strong>Visita\u00e7\u00e3o no MAM-BA:<\/strong> 21 de junho a 1\u00ba de setembro, ter\u00e7a a sexta, 13 \u00e0s 19 horas; s\u00e1bado e domingo, 14 \u00e0s 19 horas <strong>Visita\u00e7\u00e3o no Museu N\u00e1utico: <\/strong>21 de junho a 1\u00ba de setembro, ter\u00e7a a domingo, 8h30 \u00e0s 19 horas; durante o m\u00eas de julho, a visita\u00e7\u00e3o \u00e9 todos os dias da semanas. <strong>Quanto: <\/strong>Gratuito <strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> FUNCEB\/ MAM-BA\/ IPAC\/ SecultBA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aberta em 20 de junho e integra a programa\u00e7\u00e3o cultural do per\u00edodo da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es Uma mostra da atual produ\u00e7\u00e3o baiana em Artes Visuais, apontando sua diversidade e ressaltando sua interlocu\u00e7\u00e3o com o universo art\u00edstico: assim &hellip; <a href=\"https:\/\/lenidavid.com.br\/?p=5046\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1517,478,1516,348],"class_list":["post-5046","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-esquizopolis","tag-exposicao","tag-mam-ba","tag-salvador"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5046"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5046\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5047,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5046\/revisions\/5047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lenidavid.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}