Pré-lançamento: Jardim das Folhas Sagradas

 

Feira de Santana assistiu, nesta sexta-feira (21), ao pré-lançamento do longa-metragem Jardim das Folhas Sagradas, do diretor baiano Pola Ribeiro, que esteve presente na exibição. A ficção expõe a realidade de comunidades afrodescendentes adeptas à religiosidade africana e tem como protagonista o ator e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Antônio Godi.

O pré-lançamento, realizado no Orient Cineplace – Multiplex, contou com a presença de artistas, jornalistas e representantes da Uefs e do movimento negro de Feira de Santana. A professora doutora da Uefs e da Ufba, Elizete Silva, de História das Religiões, elogiou as temáticas apresentadas no roteiro, chamando a atenção para o preconceito demonstrado por segmentos religiosos neo-pentecostais em relação à religiosidade afro.

Para a representante do Movimento Negro de Feira de Santana, Lourdes Santana, Jardim das Folhas Sagradas mostra o preconceito racial ainda presente na sociedade. Sobre a questão religiosa, ela acredita que o filme expõe e desmistifica estereótipos relativos a comunidades afro-descendentes, o que classifica como ainda uma herança do colonialismo.

Também prestigiou o pré-lançamento o reitor da Uefs, José Carlos Barrreto. Ele afirmou que o filme é um marco porque, além de produzido, é dirigido e interpretada por atores baianos.

Jardim das Folhas Sagradas já foi lançado na França e estreia nos cinemas brasileiros em 4 de novembro. É um longa de ficção construído a partir de Bonfim, um bancário bem sucedido, negro e bissexual, casado com uma mulher branca e de crença evangélica. Ele vive na Salvador contemporânea e recebe a incumbência de montar um terreiro de candomblé no espaço urbano. Para isto, enfrentará a especulação imobiliária numa cidade de crescimento vertiginoso, o preconceito racial e a intolerância religiosa. Confira mais sobre o longa em:  www.jardimdasfolhassagradas.com.br.

O diretor Pola Ribeiro é formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Ufba. Ele já produzia filmes em “super-8” antes de entrar no ensino superior. Acumula no currículo cerca de 40 filmes exibidos em festivais, mostras e cineclubes. Alguns deles, a exemplo de A Lenda do Pai Inácio – que levou oito prêmios nacionais e latino-americanos, e foi considerado o melhor filme brasileiro do ano de 1987, ganharam prêmios por todo o Brasil.

Ascom/Uefs – 21/10/11

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