Machado de Assis no Salão do Livro de Paris

 

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O Salão do Livro de Paris foi aberto ao público no dia 20 de março, tendo o Brasil como convidado de honra. Mas no dia 16, na Sala Miró 3, na Unesco, o escritor Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira foi homenageado com uma exposição multimídia e reedição de obras por três grandes editoras francesas.

A proposta do evento sobre Machado de Assis teve como objeto mostrar vida e obra do escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL). O visitante conhecerá a história das traduções francesas do autor que mostra diferenças entre três traduções do conto “O enfermeiro”, publicados em 1909, 1910 e 1911. Exemplares de obras machadianas traduzidas em francês também estarão expostas.

 A Livro machado

A grande novidade é que o maior escritor brasileiro da história, enfim começa a ser trabalhado em colégios franceses. Neste ano, “Conto de Escola”, que Machado de Assis publicou em 1886, foi aprovado pelo governo da França para ser um dos possíveis livros adotados por educadores. A obra é sobre uma criança que vai à escola apenas para não apanhar do pai. Um dia, recebe a proposta do filho de um professor para que faça as lições de casa do garoto em troca de uma moeda de prata. O protagonista aceita, porém, logo é delatado por um terceiro personagem.

A partir disso, a ideia é que mestres utilizem o conto para abordarem temas como a corrupção e a delação para alunos na faixa dos 10 anos. Tal feito é resultado principalmente do trabalho do pesquisador e professor universitário brasileiro Saulo Neiva, que reside em Paris há 24 anos e dirige o projeto “Machado de Assis, le sorcier de Rio” (O brixo do Rio), para a divulgação da obra do escritor.

Em um primeiro momento, a equipe de Neiva atuou junto a 90 estudantes de três centros de ensino para analisar a recepção do conto. Depois, desenvolveu uma espécie de guia destinado a professores, conselheiros pedagógicos e supervisores regionais de educação de como trabalhar o texto em sala de aula. “Ninguém conhece o Machado de Assis, então, precisamos apresentá-lo. A vontade é que as crianças já passem a conhecê-lo assim que aprendem a ler”, diz Neiva.

O pesquisador argumenta que levar Machado para um público que o ignora abre uma possibilidade para que os leitores tenham uma relação “mais livre” com o escritor. “Ele não é para os franceses a mesma coisa que é para gente, não tem o peso institucional que possui no Brasil”. Além disso, “a dificuldade do vocabulário e do entendimento da vida no século 19 viraram mais uma oportunidade de aprendizado”.

A edição francesa de “Conto de Escola” foi publicada pela editora Chandeigne. No Salão do Livro de Paris também é possível encontrar outras obras de Machado, como a edição bilíngue da coletânea de contos “Várias Histórias”, publicada pela Classiques Garnier, e alguns romances que saíram pela Métalié. Ao mesmo tempo que o Brasil é homenageado no evento, o prédio da Unesco na cidade recebe uma exposição sobre o escritor.

Fonte:  Página 5

Lançamento de livro sobre Salvador

 

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Será lançado na próxima quinta-feira, dia 26 de março, às 19 horas, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, o livro “Salvador, uma iconografia através dos séculos”, da historiadora e museóloga Heloísa Helena Gonçalves da Costa.

Salvador, uma iconografia através dos séculos, é uma publicação bilíngue e impressa em 4 cores que não só apresenta um conteúdo textual e imagético de relevância, como desempenha a função de registro desse riquíssimo acervo da Biblioteca Nacional, reconhecido mundialmente. Para Francisco Senna a importância de iniciativas como esta “é apresentar o conjunto do maior e mais importante registro iconográfico da primeira capital do Brasil, um patrimônio para a construção da nossa memória cultural”.

Lançamento: “Salvador, uma iconografia através dos séculos”

Autores: Fernanda Terra, Francisco Senna e Daniel Rebouças

Dia 26 de março, quinta-feira, a partir das 19 horas

Livraria Cultura, Salvador Shopping

324 páginas

Valor : R$ 130,00

 

Aniversário do SESC Feira de Santana

 

O Centro SESC Feira de Santana visa proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador do comércio e serviços, de sua família e da sociedade, bem como contribuir para o desenvolvimento econômico, cultural e social da Princesa do Sertão.

E com a certeza de estarmos apenas iniciando este grandioso trabalho, estaremos comemorando com uma grande festa no dia 22 de março, o 18º Aniversário do Centro SESC Feira de Santana, contando com uma programação rica e diversificada, com atividades lúdico-educativas, voltadas para todas as idades e gostos, destacando-se as apresentações de Marcionílio Prado e da Banda Jamil e Uma Noites, presenteando a nossa razão de existência, o Comerciário, com o melhor da música baiana nesta data simbólica tão importante para quem vive o SESC.

Data: 22/03/2015

Horário: Das 09:00h às 17:00h

 

 Brinquedos Infláveis;

Torneios: Futebol Society, Sinuca, Tênis de Mesa e Totó;

Recreadores;

Exposições Monitoradas SESC Saúde e SESC Meio Ambiente;

Massagem relaxante;

Apresentações Artísticas;

Palestras odontológicas.

Venha e traga a sua família!

SESC, a maior rede privada de bem estar social!

Atenção! O acesso é exclusivo aos associados SESC, com carteira atualizada independente da idade.

Feliz Natal!

 

Natal 2008 031Foto: Leni David

Compras de Natal

 

Cecília Meireles

A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu.

As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência.

Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.

Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo. Grandes e pequenos, parentes e amigos são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis.

Também eles conhecem todas as lojas e seus preços — e, nestes dias, a arte de comprar se reveste de exigências particularmente difíceis. Não poderemos adquirir a primeira coisa que se ofereça à nossa vista: seria uma vulgaridade. Teremos de descobrir o imprevisto, o incognoscível, o transcendente.

Não devemos também oferecer nada de essencialmente necessário ou útil, pois a graça destes presentes parece consistir na sua desnecessidade e inutilidade.

Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo (ou mesmo um saco) de arroz ou feijão para a insidiosa fome que se alastra por estes nossos campos de batalha; ninguém ousará comprar uma boa caixa de sabonetes desodorantes para o suor da testa com que — especialmente neste verão — teremos de conquistar o pão de cada dia.

Não: presente é presente, isto é, um objeto extremamente raro e caro, que não sirva a bem dizer para coisa alguma. Por isso é que os lojistas, num louvável esforço de imaginação, organizam suas sugestões para os compradores, valendo-se de recursos que são a própria imagem da ilusão.

Numa grande caixa de plástico transparente (que não serve para nada), repleta de fitas de papel celofane (que para nada servem), coloca-se um sabonete em forma de flor (que nem se possa guardar como flor nem usar como sabonete), e cobra-se pelo adorável conjunto o preço de uma cesta de rosas. Todos ficamos extremamente felizes!

São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes, os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos.

Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.

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