Professores das universidades estaduais da Bahia fazem ação conjunta pela valorização da carreira docente

Nesta sexta-feira, 5, os professores das quatro Universidades Estaduais da Bahia farão uma ação conjunta no Facebook. Neste dia, “vamos todos substituir a foto do nosso perfil pelo cartaz de reivindicação da categoria. A arte já está disponível no site da Adufs”.

 “Colabore com a discussão, postando durante o dia frases e links sobre a luta dos professores das universidades estaduais da Bahia pela valorização da carreira docente e por melhores salários. Compartilhe, convide amigos, colegas de trabalho, familiares e simpatizantes das reivindicações do Movimento Docente (MD)”, é o apelo.

Já na segunda-feira, 8, será “a vez de agirmos, todos juntos, no Twitter”. A ação acontece das 10h30 às 11h30. Copie e cole a hashtag #reajustejá no seu Twitter e depois escreva uma frase sobre a luta do MD pela valorização da carreira acadêmica e melhores salários.

Fonte: Informativo Adufs

 

Regra da FIFA ameaça venda de acarajé em jogos da Copa 2014

A Arena Fonte Nova, estádio que vai abrigar jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em Salvador, pode ficar sem acarajé. A venda do tradicional  bolinho, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial, é caracterizada como comércio ambulante. A Fifa recomenda o afastamento dessa modalidade de comércio num perímetro de até dois quilômetros das praças de jogos. O acarajé, em tese, não pode ser concorrente dos hambúrgueres produzidos pela rede McDonald’s, patrocinadora oficial da Fifa.

“Até agora ninguém me chamou para conversar  sobre a situação das baianas”, reclama a presidente da Associação das Baianas de Acarajé e Vendedoras de Mingau (Abam), Rita Maria Ventura dos Santos.

Ela classifica como absurda a hipótese de não haver baianas vendendo acarajé na Fonte Nova. “Eram oito baianas lá dentro que tiveram que sair  devido à obra. Agora que está tudo novo vão retirar as baianas? Todas tinham carteira”, conta Rita dos Santos.

A presidente da Abam ainda reclama de atraso nos cursos de preparação. Segundo ela, o Sebrae programou a formação de 300 baianas para o serviço de receptivo, mas calcula que, mesmo com a abertura de nova turma em 29 de outubro, este número não será alcançado.

De acordo com ela, a Secretaria Estadual do Turismo (Setur) inscreveria outras cinquenta para curso de formação  realizado pelo Ministério do Turismo. “Mas não há previsão”, lamenta.

Há a ideia de que os acarajés sejam levados já fritos para o estádio e aquecidos em fornos de micro-ondas – esta prática já ocorre no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, onde ocorrem jogos do Vitória.

“Alegam que há risco para os torcedores. Se for assim, era proibido venda de acarajé no Carnaval. Nunca soube de ninguém queimado com azeite nestas festas”, diz a presidente da Abam. No Estádio Roberto Santos, mais conhecido como Pituaçu, com mando de campo do Bahia,  a venda é permitida.

Incerteza – A Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 (Secopa) informa que não há certeza sobre o local onde as baianas ficarão durante os jogos. “Mas elas serão contempladas”, diz a chefe de gabinete da Secopa, Liliam Pitanga, que não assegurou se este local será dentro do estádio.

Ela disse que a Fifa também participa da discussão. “Mas ainda não há informações concretas”. A chefe de gabinete garante que cursos estão sendo oferecidos para as baianas e outras categorias, como os taxistas.

De acordo com Liliam Pitanga, no final de setembro, cinco mil pessoas foram inscritas em cursos de inglês, espanhol e língua brasileira de sinais (Libras). A Setur informou, via assessoria de comunicação, que vai realizar cursos de capacitação para atender as baianas de acarajé.

COL – A reportagem entrou em contato, ontem, com o Comitê Organizador  Local da Copa (COL), mas não houve posicionamento sobre a venda do acarajé nos estádios até o fechamento da edição.

A reportagem fez o primeiro contato às 14h30 e foi solicitado pelo COL o envio de um e-mail com as perguntas. Às 18 horas, a reportagem recebeu do COL e-mail informando que aguardava resposta do marketing da Fifa, sediado em Zurique, Suíça.

Às 18h08, o COL comunicou que não seria possível ter resposta da Fifa no mesmo dia devido ao fuso horário com cinco horas de diferença.

Fonte: A Tarde – Colaborou Luan Santos

27 de setembro é dia de caruru!

 

“Se a promessa é para os santos católicos, que a tradição aponta como adultos e não gêmeos, ou se é para as divindades infantis do Candomblé, pouco importa.

O bom é que hoje é dia de festejar essa delícia que é a infância. Essa sacralização permite aos adultos, pelo menos por um tempo, relembrar esses dias. Portanto, vamos comer muito caruru e festejar essa beleza da cultura popular.”

Tem caruru na Bahia

Maria Stella de Azevedo Santos

Vinte e sete de setembro está chegando. A Bahia se prepara para brincar com as crianças, com muito caruru e doces. Coisa boa é criança, coisa boa é brincar. Enquanto festa, que mal pode existir na cerimônia de se reunir para comer o popularmente conhecido “Caruru de Cosme e Damião” e/ou “Caruru de Ibeji”? Creio que nenhum. Entretanto, tudo muda quando se fala em culto religioso. Repito: enquanto cultura popular, maravilha; enquanto religião, fazem-se necessários alguns esclarecimentos.

Para uma população que busca cada vez mais o conhecimento, nenhum sentido tem a frase: “Minha mãe sempre fez assim”. Afinal, nossas mães passavam roupa com ferro a carvão e nem por isto continuamos a usá-lo. Também não adianta dizer: “Eu sempre dei o caruru e sempre me dei bem”. Claro! Será que São Cosme e São Damião ou mesmo Ibeji se aborreceriam com festas feitas com tanta devoção e carinho? Não acredito.

Minha intenção com este artigo não é a de criar polêmicas, mas sim a de transmitir o conhecimento que possuo sobre Ibeji, para que o alegre povo baiano possa ampliar cada vez mais seus conhecimentos e, assim, possa realizar suas festas populares com a alegria que lhe é peculiar e que tanto agrada aos povos de outras localidades.

Entender o porquê da data 27 de setembro ser escolhida para a realização dos carurus é fácil: esta era a data em que a Igreja Católica Apostólica Romana celebrava os santos Cosme e Damião (hoje, para a Igreja, estes santos são festejados no dia 26 do mesmo mês). Mas não sei onde foi encontrada a relação dos amados santos católicos com Ibeji – seres espirituais cultuados pelos africanos. A única semelhança que até hoje percebi é o fato de os referidos santos terem sido irmãos. Já que ibeji é a palavra yorubá que significa gêmeos. Se houver outras semelhanças, peço aos leitores que nos transmitam o que sabem, a fim de que nossa cultura popular torne-se mais consistente, consequentemente mais fortalecida.

Não podemos ser vaidosos, nem preconceituosos com um assunto que interessa a todos, indistintamente. Somos todos baianos. Para que se compreenda essa necessidade, cito o exemplo de uma “filha de santo” que me fez a seguinte pergunta: “Minha mãe, tem algum problema eu ir num caruru de Cosme, Damião e Dou?”. Diante daquela pergunta, não me restou alternativa a não ser indagar-lhe: Cosme e Damião são conhecidos, mas quem é Dou?. Ao que ela, cheia de opinião, respondeu-me: “Oxente, mãe Stella, é o irmão de Cosme e Damião!”. Cumpro aqui, portanto, o que considero uma das funções de uma iyalorixá: esclarecer os devotos da religião de que é sacerdotisa, como também a toda a população, temas que se cristalizaram de forma equivocada.

Ibeji não é Cosme e Damião! Ibeji é a palavra usada pelo povo yorubá quando quer referir-se a qualquer gêmeo nascido. Em uma  família yorubá, o primeiro gêmeo (ibeji) nascido se chama taiwo – nasce com a luz; já ao segundo gerado se dá o nome de kéhìndè – sobrevive para unir; a terceira criança que chega ao mundo depois do nascimento de gêmeos é  ìdowu – tem prazer em unir; a quarta criança nascida é alabá – aquela que recebe e aceita os sonhos e visões.

O seguinte mito explica, muito bem, essa relação familiar: Egbé – redemoinho de vento (Iansã), mãe de gêmeos (ibeji) – vivia inquieta e alarmada. Sua casa estava sempre em reforma, porque seus filhos, muitos travessos, gostavam de brincar colocando fogo na casa. Egbé, então, resolveu consultar um babalawô, a fim de tentar uma solução para o problema. Ele aconselhou a mãe dos gêmeos a ter mais um filho. Assim ela fez, e o terceiro filho (idowù) conseguiu com a sua chegada acalmar os seus irmãos ibeji. Eles pararam de brincar com fogo e Egbé voltou a ter calma.

Ibeji são crianças que gostam de brincadeiras e doces. Ibeji gosta de quiabo com azeite, gosta de caruru. Afinal, são crianças africanas. São filhos de divindades (Xangô e Iansã), sendo também cultuados como divindades. Dar caruru a Ibeji é atrair alegria, inocência, renovação… Enfim, é fazer renascer a cada ano a criança que habita em nós.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. Seus artigos são publicados, quinzenalmente, sempre às quartas-feiras.

Fonte – Blog Mundo Afro

Turismo social – SESC

 

FERIADÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA

              Sítio do Conde com Passeio de Escuna a Mangue Seco

            11 A 14/10/12 (5ª feira a domingo)

Dia 11.10.2012 – quinta-feira

18h00 – Saída do SESC Feira de Santana

20h00 – Chegada prevista em Sítio do Conde

Acomodação no Hotel Coco Beach

Jantar no hotel (incluso)

 
Dia 12.10.2012 – sexta-feira

Café da manhã

09h30 – Saída para Terra Caida (SE)

Passeio de Escuna para Mangue Seco

Almoço (incluso)

Tempo para passeio de bugre nas dunas de Mangue Seco

17h00 – Retorno ao hotel

Jantar (incluso)

 

Dia 13.10.2012 – sábado

Café da manhã

09h00 – Livre no hotel

Almoço no hotel (incluso)

Tarde livre – Livre no hotel

Jantar (incluso)

 

Dia 14.10.2012 – domingo

Café da manhã

09h00 – Livre

Almoço (incluso)

16h00 – Saída para Feira de Santana

18h00 – Previsão de chegada em Feira de Santana

* Programação sujeita a alterações.

O pacote oferece: Transporte em ônibus de turismo, serviço de bordo, guia acompanhante, acomodações em apartamentos duplos ou triplos com ar-condicionado, televisão, frigobar, varanda com rede, mesa com 2 cadeiras, chuveiro quente, armário café da manhã, 3 jantares e 2 almoços no hotel, 1 almoço na escuna, passeios descritos na programação c/ acompanhamento de guia turístico cadastrado no Ministério do Turismo, seguro individual de viagem e brindes.