A Sagração da Aparência

 

O Forte São Diogo, no Porto da Barra foi o espaço escolhido para o lançamento do novo livro da jornalista e professora Renata Pitombo, “A Sagração da Aparência: Jornalismo de Moda na Bahia”. O evento aconteceu na sexta-feira, dia 05 de agosto. A publicação traz o selo da Editora da Universidade Federal da Bahia – EDUFBA

O lançamento integrou a programação da sétima edição do Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT), promovendo um intercâmbio entre professores, estudantes, pesquisadores e demais interessados na área de estudos culturais.

Com 227 páginas, o livro de Renata Pitombo “resgata a discussão teórica sobre a moda, indo além do universo fashion e analisa a abordagem que este fenômeno recebe por parte dos meios de comunicação, sobretudo na Bahia”, segundo a autora. Além disso, a obra lança um olhar interpretativo sobre os jornais A Tarde e Tribuna da Bahia e analisa os elementos que contribuem para uma possível aproximação entre a moda e a área da comunicação.

Renata, que é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, apresentou seu novo trabalho após uma temporada de estudos de oito meses na Europa, cumprindo programa de pós-doutorado na área, na Sorbonne. Em Paris, ela participou ainda de um curso de estilismo na Escola de Moda – ESMOD, exposições de arte e uma série de eventos acadêmicos.

 

Lançamento de livro – Sertões da Bahia

 

A Livraria LDM, a Editora Arcádia e os autores

convidam para o lançamento da obra

SERTÕES DA BAHIA

Formação Social, Desenvolvimento Econômico,

Evolução Política e Diversidade Cultural

 

Organizado por Erivaldo Fagundes Neves

 Sábado, 06 de agosto, à partir das 10h, na Livraria LDM.

(Rua Direita da Piedade, nº 22, Piedade. Próximo ao Banco do Brasil e à Secretaria de Segurança Pública)

A OBRA:

Este estudo coletivo dos sertões da Bahia pretende oferecer um panorama de viveres comunitários e de recortes regionais com o objetivo de ampliar as possibilidades de investigação de suas peculiaridades e estimular novos estudos de cotidianos históricos das diversas Bahias sertanejas. Organizado para uso de alunos de História da Bahia, atende também a interesses de estudiosos da economia, da sociedade, da cultura e da vida política desta unidade federativa. Apresenta análises tanto de algumas opções temáticas quanto de determinados recortes espaciais, em formato diferente dos tradicionais compêndios de história de unidades federativas, que tentam abarcar as suas totalidades territoriais. Do mesmo modo que a História do Brasil, a da Bahia não se caracteriza por um somatório de fatos e dados regionais e locais ou de assuntos sobre determinados temas, porque deve registrar os grupos sociais nas suas articulações inter-regionais, nacionais e exteriores, cujas memórias se conseguem recuperar.

Para o estudo de viveres e saberes de grupos humanos recorre-se ao uso de diferentes recursos metodológicos através da articulação de temas específicos ou do cotidiano de determinadas comunidades, sem que se constituam fragmentos do todo, mas conhecimentos de experiências sociais em tempos e lugares historicamente construídos por distintos grupos, em diferentes formas de interação social, diversificação cultural, integração econômica e articulação política.

 O ORGANIZADOR:

Erivaldo Fagundes Neves – Cursou Licenciatura em História na Universidade Católica do Salvador (1976), Especialização em Conteúdo e Métodos do Ensino Superior na Universidade Federal da Bahia (1977), Mestrado em História na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1985) e Doutorado em História na Universidade Federal de Pernambuco (2003), com um ano de bolsa na Universidade de Salamanca (Espanha). Professor pleno da Universidade Estadual de Feira de Santana. Tem experiência de ensino na área de História, em cursos de graduação, especialização e mestrado nas disciplinas: História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil, Evolução do Capitalismo, História da Bahia, Metodologia da Pesquisa Histórica, Historiografia, História Regional e Local e História Agrária. Desenvolve pesquisas sobre os sertão da Bahia, escravidão na pecuária e nas policulturas do semi-árido, História Agrária, Teoria e Metodologia da História.

Língua portuguesa: certo/errado, adequado/inadequado…

 

                                                 Livros pra inguinorantes

                                                                                 Carlos Eduardo Novaes

 Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!

A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.

A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei – como se diz? – magna.

Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.

 

Fonte : Jornal do Brasil – Blog do Novaes  

 

Franklin Maxado

Depois de ser homenageado por Marcia Porto em seu trio elétrico, na Micareta, o poeta Franklin Maxado prepara o lançamento do seu folheto “Portugal Fez e Faz Cordel Navegar por Ares Outros”, publicado em Portugal no livro “Crônicas” do escritor Abreu Freire, o qual estará presente na Galeria Carlo Barbosa, do CUCA, na noite do dia 27 de maio (sexta-feira). Na ocasião, também será aberta a exposição de Xilogravuras de F. Maxado a qual ficará ali até o dia 09 de junho, sendo apresentada pelo intelectual Edivaldo Boaventura:

“O escritor Antônio Abreu Freire é um  português voltado para o mar, para a sua Universidade de Aveiro, para o grande padre Antônio Vieira, para a Bahia e para o Brasil. De Feira de Santana, Portal do Sertão, com o cordel e a xilogravura de  Franklin Maxado, Abreu Freire penetra nos sertões da Bahia em busca de outros espaços, confirmando no livro Crônicas em prosa de mar e verso de cordel  a aventura portuguesa por terras e mares visitados.”

Praticamente, todas as entidades culturais de Feira, além da UEFS,estão apoiando a iniciativa,  como a AFL – Academia Feirense de Letras; a ALAFS-Academia de Letras e Artes de Feira de Santana; o IHGFS-Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana; a ACEFS-Academia de Educação de Feira de Santana; e a Academia de Ciências, Artes e Letras de Feira de Santana .

CONTATOS: (075) 3623-3845

 

Um grande lançamento: Poesia Reunida e Inéditos

A obra Poesia Reunida e Inéditos concretiza uma antiga aspiração dos admiradores de Florisvaldo Mattos: ver reunida, no seu conjunto, sua poesia, dos anos 1950 até os nossos dias. O livro, editado pela Escrituras, de São Paulo, foi  lançado na Livraria Cultura, do Salvador Shopping, ontem,  dia 14.

Como diz Alexei Bueno, no texto das orelhas, o livro representa “meio século de expressão lírica de um grande poeta grapiúna, soteropolitano, baiano brasileiro e universal, um dos poetas com mais requintado senso da terra, da coisa rural, dos mais ligados a seu momento histórico”.

Entre os poetas brasileiros surgidos na década de 1960 – fase extremamente criadora, aqui e no mundo — um dos altos postos pertence a Florisvaldo Mattos. Sua obra poética, dominada por uma dicção fortemente pessoal, é, ao mesmo tempo, de uma abrangência e de uma variedade que desconcertam qualquer crítico.

Um dos polos essenciais da criação de Florisvaldo Mattos, como destaca JC Teixeira Gomes no prefácio do livro, “é o cultivo de um lirismo sempre comedido, trabalhado com extrema propriedade de recursos, sendo certamente o único na sua geração que transita do lírico para o épico com absoluta naturalidade, mestre nos dois caminhos poéticos, consciente do poder que tem sobre as palavras”.

O vasto conjunto lírico que encontramos nesta Poesia reunida e inéditos representa, portanto, um monumento da poesia brasileira de entre a segunda metade do século passado e a primeira década do presente, erguido por um espírito agudamente atento ao tempo e dele liberto, como sempre é, paradoxalmente, o dos grandes poetas.

Sobre o autor

Florisvaldo Moreira de Mattos é natural de Uruçuca, no sul do Estado da Bahia. Fez os estudos primários na cidade natal e os secundários em Itabuna e Ilhéus, completando-os em Salvador, onde se diplomou em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1958); mas optou pelo exercício do jornalismo profissional, ocupando cargos em vários jornais, como repórter, chefe de reportagem, redator, editor e editor-chefe. Integrou o grupo nuclear da Geração Mapa, que atuou na Bahia nos anos 1960 sob a liderança do cineasta Glauber Rocha.

Escritor e poeta, atuou nas revistas Ângulos e Mapa, ambas editadas em Salvador. De 1990 a 2003, foi editor do suplemento Cultural, publicado semanalmente pelo jornal A Tarde, premiado em 1995 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Desde 1995, ocupa a Cadeira 31 da Academia de Letras da Bahia. Ex-professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, também exerceu, entre 1987-89, a presidência da Fundação Cultural do Estado. Obras publicadas: Reverdor (1965); Fábula Civil (1975); A Caligrafia do Soluço & Poesia Anterior (1996), pelo qual recebeu o Prêmio Ribeiro Couto de Poesia, da União Brasileira de Escritores; Mares Anoitecidos (2000) e Galope Amarelo e Outros Poemas (2001) (todos de poesia); Estação de Prosa & Diversos (coletânea de ensaios, ficção e teatro, 1997); A Comunicação Social na Revolução dos Alfaiates (1998) e Travessia de oásis – A sensualidade na poesia de Sosígenes Costa (2004), ambos de ensaios. Como poeta e ensaísta, publicou textos em jornais e revistas de literatura e ciências humanas, estaduais e nacionais, e tem poemas publicados em antologias do Brasil, Portugal e Espanha (Galícia).

Fonte: plugcultura