Livro do poeta baiano Cyro de Mattos é publicado na Itália

 

 

 “Canti della terra e dell’acqua” é uma antologia do poeta Cyro de Mattos. Ela  reune 38 poemas, e foi publicada recentemente pela Editora Romar, de Milão,  (www.romar.editrice.it) com seleção e tradução de Mirella Abriani. Ela  já traduziu para o italiano, autores como Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade.

Com  esta antologia, Cyro de Mattos alcança a marca de cinco livros de poesia publicados no exterior. Os livros são os seguintes: “Vinte Poemas do Rio”, edição bilíngüe, com tradução do poeta Manoel Portela para o inglês, e “Ecológico,  ambos editados pela Palimage, de Coimbra, Portugal; “Zwanzig Gedichte von Rio und andere Gedichte”, da Projekte-Verlag, Halle, Alemanha, com tradução de Curt Meyer Claso;, e “Poesie della Bahia”, publicação da  Runde Taarn Edizoni, em Gerenzano (Varese), Itália, com tradução de Mirella Abriani.

A antologia “Canti della terra e dell’acqua” é constituída de quatro partes: Os Sinais da Terra, Águas do Rio, Alguns Bichos e Águas do Mar. No livro estão presentes poemas inspirados na infância, rio Cachoeira, bichos e meio ambiente.  Sobre o autor Cyro de Mattos disse Jorge Amado: “Cantor da terra e das águas. Cantor do amor. Pastor de diversos bichos. Tão esplêndido poeta, tão esplêndido ficcionista”. Já a escritora e professora Graziella Corsinovi, da Universidade de Genova, presidente do júri do XII Prêmio Internacional de Poesia Maestrale Marengo d’Oro, assim opinou: “Poesia do mais amplo horizonte histórico e existencial, que evoca mistérios da epopéia brasileira com grande poder de sugestão”.

Livro sobre João Ubaldo Ribeiro é premiado pela União Brasileira de Escritores

 

 

Categoria Ensaio – PRÊMIO AMELIA SPARANO

 Depois de ter sido lançado com sucesso na França (2005), o livro da professora Rita Olivieri-Godet, João Ubaldo RibeiroLittérature Brésilienne et Constructions Identitaires foi lançado também no Brasil – Bahia – no dia 31 de julho de 2009.

O trabalho é inteiramente dedicado ao estudo de romances, contos e crônicas do autor de Viva o Povo Brasileiro. A capa, obra da artista plástica Nanja, acrílico sobre tela, Série Barcos, 1998, tem arte final de Mariana Nada.

Com 288 páginas, o livro, uma publicação conjunta das editoras UEFS, Hucitec e da Academia Brasileira de Letras, constitui-se na mais completa reflexão até hoje publicada sobre a obra do escritor baiano, segundo a professora Zilá Bernd, da UFRGS/CNPq, na apresentação da obra. Ela afirma, ainda, que trata-se “de  leitura indispensável para todos os interessados nas relações literatura e identidade nacional e cultural, nas relações literárias e culturais interamericanas, literatura brasileira contemporânea e na constituição da nação e, mais especificamente, para aqueles que se detêm na produção literária de João Ubaldo Ribeiro”

A edição brasileira, Construções Identitárias na Obra de João Ubaldo Ribeiro,  é dividida em quatro capítulos que são precedidos por apresentação teórica sobre a questão identitária. O primeiro, com o título “Identidade, território e memória”, aborda Viva O Povo Brasileiro; o segundo, intitulado “Identidade, território e utopia”, trata de Vila Real e o Feitiço da ilha do pavão. Já no terceiro capítulo, que traz o título “Voz e identidade”, a autora analisa A casa dos budas ditosos, do ponto de vista da voz autorial e o Diário do Farol, tendo como foco a violência e o sujeito totalitário. O quarto e último capitulo “Estratégias narrativas e problemática identitária”, aborda alguns contos e as crônicas contidas em Um Brasileiro em Berlim, onde a relação do autor com a alteridade é tratada com originalidade.

Rita Olivieri-Godet é professora titular de Literatura Brasileira na Universidade de Rennes 2, França e diretora do Departamento de Português. Brasileira, especializou-se nas relações entre literatura e identidade, tomando como corpus privilegiado a produção literária dos séculos XX e XXI. Ela foi professora titular de Teoria da Literatura na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Publicou vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras e livros sobre literatura e cultura brasileiras no Brasil e na França.

 

Rita Olivieri-Godet é Licenciada em letras Vernáculas com francês pela UFBa. Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP e pós-doutorado na Universidade de Paris 10. Foi professora titular de Teoria da literatura da Universidade Estadual de Feira de Santana–Bahia e Professora Visitante de literatura brasileira da Universidade de Bordeaux 3. Vive atualmente na França, tendo prestado concurso para professora titular de literatura brasileira na Universidade de Rennes 2 em 2003, depois de ter assumido o cargo de  Maître de Conférences na Universidade de Paris 8 (1998-2003).

Entre 2004 e 2006 foi diretora adjunta da Ecole doctorale “Humanités et Sciences de l’Homme” de Rennes 2. Diretora do Departamento  de  Português de Rennes 2 é também responsável pela  coordenação do Master internacional “Les Amériques” e pelo laboratório de pesquisa PRIPLAP- Pôle de Recherche Interuniversitaire sur les pays de langue portugaise da equipe de pesquisa ERIMIT – Equipe de Recherche “Mémoires, Territoires, Identités”, no seio do qual organiza inúmeras atividades em torno da cultura brasileira, com um destaque especial para a cultura baiana.

O último colóquio internacional “João Guimarães Rosa: memória e imaginário do sertão-mundo”, realizado em Rennes2, em outubro de 2008, contou com a participação de pesquisadores de várias universidades brasileiras e estrangeiras e a presença representativa de artistas e professores baianos como Antônio Brasileiro, Juraci Dórea e Aleilton Fonseca.

Colabora com várias Universidades brasileiras entre as quais se destacam a Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, a Universidade de São Paulo, a Universidade de Brasília, a Universidade Federal de Minas Gerais, entre outras. Publicou vários artigos em revistas nacionais e estrangeiras e vários livros sobre literatura e cultura brasileiras no Brasil e na França. Construções identitárias na obra de João Ubaldo Ribeiro é a versão revista de um livro publicado originalmente em francês, João Ubaldo Ribeiro: literatura brésilienne et constructions identitaires pela Presses Universitaires de Rennes, em 2005.

 Obras publicadas:

. GODET, Rita Olivieri, Construções identitárias na obra de João Ubaldo Ribeiro; tradução de Rita Olivieri-Godet e Regina Salgado Campos. São Paulo: Hucitec; Feira de Santana, BA: UEFS Ed.; Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2009. 288p.-(Linguagem e cultura; 44)

. GODET, Rita Olivieri, João Ubaldo Ribeiro : littérature brésilienne et constructions identitaires, Rennes : Presses Universitaires de Rennes, Collection Interférences / Programa de Pós-Graduação em Literatura e Diversidade Cultural/UEFS-Bahia, 2005, 244 pages.

. GODET, Rita Olivieri et HOSSNE, Andrea, La littérature brésilienne contemporaine  (de 1970 à nos jours), Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2007, 238 pages.

. GODET,Rita Olivieri et PENJON, Jacqueline, Jorge Amado : lectures et dialogues autour d’une œuvre, Paris : Presses de la Sorbonne Nouvelle, 2005, 208 pages.

. GODET, Rita Olivieri et PENJON, Jacqueline, Jorge Amado : leituras e diálogos em torno de uma obra, Salvador : Fundação Casa de Jorge Amado, 2004, 283 pages.

. GODET, Rita Olivieri et PEREIRA, Rubens Alves (sous lã direction de), Memória em movimento : o sertão na arte de Juraci Dórea , Feira de Santana – Bahia : UEFS/Programa de Pós-Graduação em literatura e Diversidade Cultural, 2003, 150 pages.

. GODET, Rita Olivieri (sous la direction de), Figurations identitaires dans les littératures portugaise, brésilienne et africaines de langue portugaise, Saint-Denis : Université Paris 8, Série “Travaux et Documents” n° 19, 2002, 259 pages.

. GODET, Rita Olivieri et SOUZA, Lícia Soares (sous la direction de), Identidades e representações na cultura brasileira, João Pessoa : Ideia Editora, 2001, 230 pages.

.  GODET, Rita Olivieri et BOUDOY, Maryvonne (sous la direction de), Le modernisme brésilien, Saint-Denis : Université Paris 8, Série “Travaux et Documents” n ° 10, 2000, 197 pages.

. GODET, Rita Olivieri (direction, présentation, sélection de poèmes, bibliographie) A poesia de Eurico Alves. Imagens da cidade e do sertão. Salvador : Fundação Cultural da Bahia / EGBA, 1999, 220 pages.

 

Retratos de Mulheres – Resenha

 

                                           Por Socorro Pitombo*

Mulher, um tema recorrente, mas sempre muito instigante, revelador, inesgotável. Quanto mais nos debruçamos sobre o feminino, mais mulheres encontramos.  Extraordinárias, com trajetórias singulares. Algumas fortes, outras nem tanto, sofredoras, gloriosas ou detestáveis, mas interessantes. Muitas relegadas ao esquecimento.

Há séculos o ser humano se pergunta, e até hoje não há uma resposta clara, por que as sociedades ainda diferenciam tanto os dois sexos em termos de hierarquia e funções. Na realidade, apesar dos avanços e conquistas, a mulher ainda é discriminada em muitas situações. É o caso de perguntarmos: como se estabeleceram as hierarquias, como isso aconteceu e se sempre foi assim.

O filósofo alemão Friedrich Engels já sustentava que a sujeição da mulher começou com a família e a propriedade privada, quando os humanos se assentaram em povoados. Antes, na vida nômade, o homem caçava, protegia. A mulher paria, amamentava, criava. E essa assombrosa capacidade deve tê-la tornado muito poderosa. Talvez, quem sabe, a ânsia de controle dos homens tenha nascido desse medo. Do medo do poder inquestionável das mulheres.

Essas e outras questões estão contidas no livro “Histórias de Mulheres”, da espanhola Rosa Montero, considerada a escritora do momento. Rosa traça o perfil de quinze mulheres extraordinárias, que tiveram a coragem de se afastar das normas estabelecidas e de trazer à tona as mudas aflições de suas épocas.

A Fugitiva

Uma das biografadas é a escritora Agatha Christie, a “Rainha do Crime” como ficou conhecida pelos seus romances policiais. Apesar de famosa – seus livros foram lidos em todo o mundo – era perseguida por um monstro interior. Sua existência foi marcada por aflições, uma eterna fuga do negror, um combate secreto contra o caos.

Para ela, era importante que o mundo fosse ordenado, correto, tudo em seu devido lugar: o universo de sua infância.  Preocupava-se com a aparência, embora a sua própria não fosse das mais agradáveis. Aos 40 anos começou a engordar e transformou – se numa matrona, de seios fartos e quadris avantajados. Os dentes eram ruins e, por isso mesmo, nunca aparecia sorrindo nas fotografias.

Embora não seja mencionado em sua autobiografia, o desaparecimento da escritora provocou especulações de toda ordem.  À essa época já era famosa. Não é difícil imaginar o impacto que causou, desaparecer assim, misteriosamente, sem deixar nenhuma pista. Ao final de onze dias Agatha foi encontrada, bem instalada em um hotel.  Não se lembrava de nada. Tinha perdido completamente a memória, fugido de si mesma. Mais tarde, com ajuda psiquiátrica, foi reconstruindo as lembranças. Mas nunca se referiu a esse episódio.

Com Archie Christie, seu primeiro marido, viveu tempos de aventura. Durante um ano viajou com ele para dar a volta ao mundo. Agatha, que sempre procurou ser a esposa ideal, viu aos poucos a sua relação cair por terra. Archie se interessou por outra mulher e a separação foi inevitável. O que na época era impensável. Muito menos para ela, que gostava de tudo certinho, no seu devido lugar, mesmo que para isso tivesse que fingir para si mesma. Porque Agatha passou a vida ocultando coisas, dissimulando defeitos. Foi, sem dúvida, uma grande farsante, uma impostora, no bom sentido.

A esquecida

Jovem, inteligente, talentosa, escultora de gênio. Assim era Camile Claudel, outra mulher “fotografada” por Rosa Montero. Tinha tudo para triunfar, mas acabou sucumbindo, vítima das convenções e dos preconceitos da época. Francesa de Villeneuve começou a esculpir ainda criança, por conta própria. Aos 12 anos produziu um trabalho em argila que chamou a atenção dos artistas locais.

Chegou a Paris aos 19 anos, em 1881. Nessa época às mulheres era vedado o direito de estudar na Escola de Belas Artes.  Mas a destemida  Camile não se acovardou, se matriculou numa academia e alugou um estúdio com três jovens escultoras inglesas. As poucas moças que saíam das normas eram consideradas quase prostitutas. Conheceu Auguste Rodin, ele com 44 anos de idade e ela 19. Tinha plena consciência de que era genial e queria conquistar o mundo. Seu grande pecado foi ter-se apaixonado perdidamente pelo celebérrimo mestre. Casado há 20 anos, Rodin não abriu mão da estabilidade familiar e a aprendiz foi relegada a segundo plano, ao semiclandestino lugar de amante. Apaixonada e envolvida por um homem muito mais velho, admirado, cortejado, Camile se submeteu e pagou caro por isso. A sociedade não lhe perdoou.

São muitas as controvérsias sobre a vida tumultuada de Camile Claudel, sobretudo sobre a sua relação amorosa e profissional com Rodin. Trabalhava, apaixonada e incansavelmente, mas pouco assinou as suas obras. Também lhe serviu de modelo, ocupação que lhe consumia horas de dedicação e não se sabe ao certo se era remunerada.

Há quem diga que muitas obras assinadas por Rodin tenham sido esculpidas por Camile, pois trazem a marca do seu estilo: audacioso, inovador. Produziram muitos trabalhos em conjunto. Mas quem aparecia era o grande escultor, sempre festejado.  Embora igualmente genial, ela não teve o seu talento reconhecido. A sombra do mestre a esmagou.

Conservadoras, a imprensa e a sociedade não aceitavam suas esculturas arrojadas. Alguns críticos importantes chegaram a reconhecer a sua genialidade. Mas não o suficiente para consagrá-la como artista.   Enquanto isso, Rodin triunfava com obras mais transgressoras que as de Camile. Talvez inspiradas na criatividade e no talento da aluna dedicada. Afinal, não se sabe quem copiou quem. Mas não há dúvida de que ele a usou, tanto como mulher quanto como artista. Prova disso é que a década em que estiveram juntos foi a mais efervescente e produtiva para o escultor.

Camile rompeu com Rodin e a partir de então, em seu próprio estúdio, tentou manter-se a si mesma. As suas obras não vendiam, o que a levou progressivamente ao empobrecimento. Acabou desequilibrada. Tinha alucinações, mania de perseguição. Toda a sua revolta voltou-se contra Rodin.

No manicômio para onde foi levada, por ordem da própria mãe, não recebia visitas, exceto a do irmão Paul, que algumas raras vezes esteve  com ela. Na verdade, Camile foi punida pela família e pela sociedade por transgredir. Por tentar viver da sua arte e amar sem restrições, enfim, ser dona da sua própria vida. Não conseguiu. Apesar das suas comovedoras súplicas, permaneceu 30 anos internada. Morreu no manicômio de Montdevergues em 1943.

A autora

Rosa Montero é uma escritora ainda jovem, mas com uma obra madura. Nasceu em Madrid, em 1951. Frequentou a Faculdade de Filosofia e Letras e desde 1976 é colunista exclusiva do Jornal El País. A série de artigos reunidos no livro Histórias de Mulheres (2008) foi publicada oportunamente em El País Semanal e aparece numa versão ampliada, libertada da ditadura do espaço. É autora de diversos livros, dentre os quais Te trataré como a una reina (1983) e El Corazón Del Tártaro (2001, além dos já publicados no Brasil pela Ediouro: A Louca da Casa (2004), que recebeu o prêmio Grinzane Cavour de literatura estrangeira e o prêmio Qué Leer de melhor livro espanhol – Paixões (2005), História do Rei Transparente (2006) e A Filha do Canibal (2007), prêmio Primavera de melhor romance.

As biografadas

Agatha Christie – Camile Claudel – Frida Kahlo – Simone de Beauvoir – Charlotte, Emily, e Anne Brontë – George Sand – Margaret Mead,- Isabelle Eberhardt – Laura Riding- Maria Lejárraga – Alma Malher – Lady Ottoline Morrel – Zenóbia Camprubi-  Mary Wollstonecraft – Aurora e Hildegart Rodriguez.

* Socorro Pitombo é jornalista e colaboradora do Blog.

Aleilton Fonseca – Nhô Guimarães

Concebido como uma homenagem ao escritor João Guimarães Rosa, no cinquentenário de Grande Sertão: Veredas, o romance Nhô Guimarães, de Aleiton Fonseca, é um saboroso As Mil e Uma Noites sertanejo. Trabalhando a linguagem de forma imaginativa, Aleilton cria uma personagem que, ao narrar histórias e causos, em boa parte inspiradas no imaginário popular brasileiro e no vasto universo rosiano, relembra seu velho amigo Nhô Guimarães.

“O sertão vem a mim”, diz a narradora. “Acredite: o sertão vem a mim, todo dia mais. As histórias vêm: aqui se arrancham, almoçam e jantam, bem fartas, tiram madorna na rede, de prosa comigo. O senhor compreendeu o meu dizer? Elas vêm a mim, guardo os fatos, aceito: protejo, velo, resguardo, no meu firmar. Tomo conta de um tesouro.”

“Aleilton Fonseca resgata uma prosa cheia de beleza, cuja oralidade passa por um apuro formal que lhe filtra os cacoetes e excessos”, escreve nas orelhas Antonio Torres. “Mas sem abdicar do colorido, do ritmo e sabor das conversas num avarandado ou ao pé do fogão, para espantar o medo das assombrações, ou se livrar das más lembranças.” 

Destinado tanto a iniciantes quanto a iniciados na obra de Guimarães Rosa, Nhô Guimarães, de Aleilton Fonseca, é um romance-homenagem que segue seu próprio caminho. Como afirma Maria Lúcia Martins, neste romance “cada letra é sinal de rastro rasgado entre brumas de solidão e o vermelho do sangue”.

O  autor

Aleilton Fonseca nasceu em Firmino Alves, BA (1959), viveu em Ilhéus, Vitória da Conquista, João Pessoa, São Paulo, e reside em Salvador. Cursou Letras (UFBA), fez mestrado (UFPB) e doutorado em literatura (USP). Lecionou na UESB, foi professor na Université d’Artois (França), em 2003, e hoje atua na UEFS-Bahia. Publicou Jaú dos Bois e Outros Contos (1997), O Desterro dos Mortos (2001) e O Canto de Alvorada (2003). Co-organizou os livros Oitenta: Poesia e Prosa (1996), Rotas & Imagens: Literatura e Outras Viagens (2000) e O Triunfo de Sosígenes Costa (2004). Recebeu, entre outros, o  Prêmio Nacional Herberto Sales (ALB-BA, 2001) e o Prêmio Marcos Almir Madeira (UBE-RJ, 2005). É co-editor da revista de arte Iararana, correspondente de Latitudes, “cahiers lusophones” (França), membro da Academia de Letras da Bahia e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana. Acredita que a “literatura é uma sentença de vida; uma forma eficaz de conhecer profundamente o ser humano”.