Servidores rejeitam mudanças no PLANSERV, mas governo consegue sua aprovação

 

O Projeto de Lei 19.394/2011, que institui mudanças no Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais – PLANSERV, foi aprovado com 39 votos a favor e 20 contra (03 ausentes), na Assembleia Legislativa, na quarta (31/08). A votação foi marcada pelo protesto de funcionários públicos de todo o estado que paralisaram suas atividades para demonstrar seu repúdio ao projeto. Os manifestantes estiveram reunidos com os parlamentares da base governista antes da votação, mas apenas o Fórum das ADs, o SINTEST e a CSP Conlutas defenderam intransigentemente a rejeição ao PL.

Boa parte dos representantes do funcionalismo ligada à CUT e à CTB aceitou negociar “melhoras”, a exemplo de ampliar de 5 para 10 o número de atendimentos de emergências e de 6 para 12 o número de consultas anuais. Essa postura foi contrária à decisão aprovada em assembleia geral pelos servidores públicos, no dia 25 de agosto.

Os representantes da Adufs, conforme deliberado em assembleia no dia 29/08, mantiveram a posição de rejeitar todo o conteúdo do projeto. “Saúde é um direito constitucional. Não poderíamos negociar. O que o governo quer é que sobre dinheiro para investir no capital”, afirma o coordenador da Adufs, Jucelho Dantas. O Fórum das ADs analisa em reunião nesta quinta (08/09) formas de denunciar os deputados que votaram a favor do Projeto aqui.

Deputados que votaram contra os trabalhadores:

 

ZÉ NETO (PT)

YULO OITICICA (PT)

ZÉ RAIMUNDO (PT)

ROSEMBERG PINTO (PT)

PAULO RANGEL (PT)

NEUSA CADORE (PT)

MARIA DEL CARMEN (PT)

MARCELINO GALO (PT)

LUIZA MAIA (PT)

JOSEILDO RAMOS (PT)

JOACY DOURADO (PT)

JOTA CARLOS (PT)

BIRA COROA (PT)

FATIMA NUNES (PT)

ADERBAL CALDAS (PP)

ADOLFO MENEZES (PSD)

ALAN SANCHES (PSD)

ALVARO GOMES (PC DO B)

ANGELA SOUZA (PSD)

ANGELO CORONEL (PSD)

CACÁ LEÃO (PP)

CARLOS UBALDINO (PSD)

CLAUDIA OLIVEIRA (PSD)

DERALDO DAMASCENO (PSL)

EUCLIDES FERNANDES (PDT)

EURES RIBEIRO (PV)

FABRICIO FALCÃO (PC DO B)

GILDÁSIO PENEDO (PSD)

IVANA BASTOS (PSD)

JOÃO BONFIM (PDT)

KELLY MAGALHÃES (PC DO B)

LUIZ AUGUSTO (PP)

MARCELO NILO (PDT)

MARIA LUIZA LAUDANO (PT DO B)

MARIO NEGROMONTE JR. (PP)

NÉLSON LEAL (PSL)

JOSÉ DE ARIMATÉIA (PRB)

SARGENTO IZIDÓRIO (PSB)

ROBERTO CARLOS (PDT)

ROGÉRIO ANDRADE (PSD)

RONALDO CARLETTO (PP)

SIDEL VAN NOBREGA (PRB)

TEMOTEO BRITO (PSD)

Fonte: Boletim Eletrônico ADUFS

Um poema de Damário Dacruz

 

Observação do Tempo

 

Amanhecemos

com os olhos de amanhã

e o dia é hoje.

 

Anoitecemos

com os sonhos  de ontem

e a noite é hoje.

 

E de tanta

falta de sintonia,

de tanta busca

e farta agonia,

rabiscamos no calendário

a morte dos dias

(Damário da Cruz)

 

 

Receita de Martha Medeiros

 

Eu, modo de usar… 

 

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.

Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.

Acordo pela manhã com ótimo humor mas … permita que eu escove os dentes primeiro.

Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo esse tipo de herança de seus pais.

Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.

Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada.

(Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta!

Não se vista tão bem… gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.

Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.

Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.

Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca …

Goste de música e de sexo, goste de um esporte não muito banal.

Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família…  isso a gente vê depois … se calhar …

Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.

Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.

Não me conte seus segredos … me faça massagem nas costas.

Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.

Me rapte!

Se nada disso funcionar …

Experimente me amar !!!

Martha Medeiros

 

 

Reflexão oportuna

 

“Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros por que não colocar também:

de gente obesa em pacotes de batata frita,

de animais torturados nos cosméticos,

de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas,

de gente sem teto nas contas de água e luz,

e, principalmente, de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?” 

(Enio Stahlhofer)

 

 

Uma canção eterna

 

Petite fleur

Fernand Bonifay, Mario Bua, Sydney Bechet

Si les fleurs

Qui bordent les chemins

Se fanaient toutes demain

Je garderais au cœur

Celle qui

S’allumait dans tes yeux

Lorsque je t’aimais tant

Au pays merveilleux

De nos seize printemps

Petite fleur d’amour

Tu fleuriras toujours

Pour moi

Quand la vie

Par moment me trahit

Tu restes mon bonheur

Petite fleur

 Sur mes vingt ans

Je m’arrête un moment

Pour respirer

Ce parfum que j’ai tant aimé

Dans mon cœur

Tu fleuriras toujours

Au grand jardin d’amour

Petite fleur…

A canção Petite Fleur foi lançada em 1952 por Sidney Bechet em versão instrumental. A letra é de Fernand Bonifay et Mario Bua, de 1952, cantada originalmente por Henri Salvador.