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Osmani Simanca. Santa Clara, Cuba, 1960. Licenciado em artes plásticas no Instituto Superior de Arte em Havana. Seus desenhos têm sido publicados em The Best Political Cartoons of the Year, 2006, 2007, 2008.Cagle Edition, USA. Dentre seus premios destacam-se o The United Nations Correspondents Association, Ranan Lurie Political Cartoon Award for the Year 2004. New York, USA e o Greekartoon. Ministério Helénico de Cultura. Atenas, Grécia. Primeiro prêmio World Press Cartoon 2009, Sintra, Portugal. Desde 1995 mora no Brasil onde se naturalizou brasileiro. Chargista do Jornal A Tarde.
In: Poemas – Antologia e inéditos. Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1996, p. 109.
Soy loco por ti América – Capinan / Torquato Neto
José Carlos Capinan – Filho de Osmundo Capinan e Judite Bahiana Capinan, nasceu na Fazenda Gavião, município de Esplanada – Bahia. Diplomou-se em pedagogia e medicina. Em 1960, mudou-se para Salvador e estudou teatro no Centro Popular de Cultura, ligado à UNE; conheceu Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos cursando as faculdades de Filosofia e Administração de Empresas, respectivamente.
No ano de 1963, escreveu e estreou a peça “Bumba-meu-boi”, musicada por Tom Zé. Em 1964 transferiu-se para São Paulo e trabalhou como redator publicitário na agência Alcântara Machado. Por essa época, conheceu Geraldo Vandré (que fazia jingles para a agência), além de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal (do Teatro de Arena) que o levaram para o meio musical. Logo depois foi apresentado a Edu Lobo.
Participou ativamente dos movimentos culturais da década de 1960: Centro Popular de Cultura (CPC), Feira da Música (Teatro Jovem, ao lado de Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Torquato Neto e Gilberto Gil) e Tropicalismo, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes, Nara Leão, Torquato Neto, Rogério Duarte, Rogério Duprat e Gal Costa.
Em 1965, foi co-autor, com Caetano Veloso e Torquato Neto, da peça “Pois É”, interpretada por Gilberto Gil, Maria Bethânia e Vinicius de Moraes, no teatro Opinião, no Rio de Janeiro. Compôs com Caetano Veloso a trilha sonora do filme “Viramundo”, de Geraldo Sarno, que contou também com a música-título “Viramundo”, esta, composta em parceria com Gilberto Gil.
No ano de 1966, publicou o livro de poemas “Inquisitorial”. Em seguida, voltou a Salvador, onde cursou Medicina, profissão que chegou a exercer por algum tempo.
Na década de 1970, foi co-editor ao lado de Abel Silva da “Revista Anima”. Em 1973, dirigiu e produziu o show de Gal Costa e Jards Macalé, no teatro Oficina, em São Paulo, e o espetáculo “Luiz Gonzaga, o Rei do Baião”, no teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. Em 1976, publicou poemas na antologia “26 poetas hoje”, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda. No ano seguinte, lançou pela editora Macunaíma “Ciclo de navegação Bahia e gente”.
Em 1982 formou-se em Medicina, pela UFBA. Dois anos depois, estruturou a TV Educativa da Bahia, criando diversos programas para seu lançamento e em 1985 atuou como diretor da emissora. Em 1986 foi nomeado Secretário Municipal da Cultura, de Camaçari (BA), passando a integrar o Conselho Nacional de Direito Autoral, do Ministério da Cultura (MinC). De 1987 a 1989, atuou como Secretário da Cultura do Estado da Bahia, e como presidente dos Fóruns Nacional de Secretários da Cultura e Estadual de Cultura. Neste mesmo ano editou três livros: “Inquisitorial” (reedição, o original é de 1967) e “Confissões de Narciso”, pela editora Civilização Brasileira, além de “Balança Mas Hai Kai”, pela editora BDA.
Em 1990, fez o show “Poeta, mostra a tua cara”, tendo como convidados especiais Gilberto Gil, Paulinho da Viola e Geraldo Azevedo, no Jazz Club, no Rio de Janeiro. No ano de 1995, relançou do pela Editora Civilização Brasileira, “Inquisitorial”, seu livro de poemas, contou com ensaio crítico de José Guilherme Merquior, escrito em 1968 e publicado no livro “A astúcia da mímese” em 1969. No ano seguinte, em 1996, publicou “Uma canção de amor às árvores desesperadas”, livro de poemas. Neste mesmo ano apresentou-se no projeto “Fala, poeta”, acompanhado pelo grupo Confraria da Bazófia, em Salvador, Bahia. Publicou também “Signo de Navegação Bahia e Gente” e “Estrela do Norte, Adeus”.
São nove dias de atividades artísticas e culturais, com cinema, dança, música popular, teatro (de bonecos, de palco e de rua), em espaços de Feira de Santana como o Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Casarão Olhos d’Água, Centro de Cultura Amélio Amorim, Centro de Cultura Maestro Miro, Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), Teatro Margarida Ribeiro, e no próprio Centro SESC de Feira de Santana, que realiza o projeto Mostra de Artes SESC – Aldeia Olhos d’Água, entre esta sexta-feira 8, e sábado, 16 de abril.
São contemplados espetáculos do Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além da Bahia, com Feira de Santana e Salvador. Nesta Mostra, além dos espetáculos, são oferecidos oficinas e workshops com a finalidade de capacitar artistas locais e incentivar as reflexões sobre as temáticas abordadas nas peças apresentadas em painéis chamados “Pensamentos Giratórios”.
O público alvo é formado por comerciários e pela comunidade interessada nas atividades.
PROGRAMAÇÃO:
Sexta-feira, 8– Espetáculo de rua “O Tatro Chamado Cordel”, do Grupo Imbuaça, de Sergipe, às 16
horas, na praça João Barbosa de Carvalho, a praça do Fórum
– Apresentação da Banda Limusine, na arena do Centro Universitário de Cultura e Arte
(CUCA), às 20 horas
Sábado, 9
– Apresentação do espetáculo de rua “O Mundo Está Virado: Tá Que Vai ou Não Vai”, do Grupo Imbuaça, de Sergipe, às 16 horas, na praça do Fórum
– Apresentação da Sua Cia de Dança, às 20 horas; no Teatro Margarida Ribeiro
Domingo, 10
– Oficina Treinamento do Ator Com a Linguagem da Máscara Teatral, pelo Grupo Teatral Moitará, do Rio de Janeiro, no Centro de Cultura Maestro Miro, entre
13 e 17 horas, no Cuca (também nos dias 11 e 12)
– Exibição do filme francês “O Oitavo Dia” (Le Hutieme Jour), de Jaco Von Dormael,
1996, no auditório do SESC, às 15 horas
– Apresentação do espetáculo “Uma Família em Apuros”, da Cia Cuca de Teatro, no
Cuca, às 17 horas
– Encenação de “Quiprocó”, do Rio de Janeiro, às 19 horas, no teatro da Câmara de
Dirigentes Lojistas (CDL)
Segunda-feira, 11
– Oficina de Preparação do Ator, pelo Grupo Delírio, do Paraná, das 8 às 12 horas, no Cuca (a mesma será realizada no mesmo horário, até sábado, 16)
– Apresentação do espetáculo “O Evangelho Segundo São Mateus”, do Paraná, no
Centro de Cultura Amélio Amorim, às 16 horas
– Apresentação do espetáculo “Acorda Zé! A Comadre Tá de Pé”, pelo Grupo
Teatral Moitará, no Teatro Margarida Ribeiro, às 19 horas
Terça-feira, 12
– Reapresentação de “O Evangelho Segundo São Mateus”, no Centro de Cultura Amélio Amorim, às 19 horas
Quarta-feira, 13
– Oficina de Animação, pela Cia Mão Molenga, de Pernambuco, das 13 às 18 horas, na sala de ensaios do Cuca (também na quinta-feira, 14, das 13 às 18 horas, e no
sábado, 16, das 9 às 12 horas)
– Apresentação do espetáculo de dança “Filhos da Terra”, de Avany Vaz, no Centro
de Cultura Maestro Miro, às 19 horas
Quinta-feira, 14
– Apresentações do Samba de Tócos, às 19 horas, e de “Maryzélia e Os Coisinho”, às 21 horas, no Casarão Olhos d’Água
Sexta-feira, 15
– Apresentação de “Era uma Vez”, adaptação de “Rapunzel” em teatro de bonecos, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), às 16 horas
– Concerto de Ispinho e Fulô, de São Paulo, no Teatro Margarida Ribeiro, às 20
horas
Sábado, 16 – Realização do “Pensamento Giratório”, pela Cia do Tijolo, de São Paulo, das 10 às 12 horas
– Reapresentação do Conserto de Ispinho e Fulô, no Teatro Margarida Ribeiro, às
20 horas
– Baile de Micareta, animado pelo cantor feirense Djalma Ferreira, na arena
do Cuca, a partir das 20 horas.
OBJETIVOS
A Mostra SESC de Artes – Aldeia Olhos d’Água em Feira de Santana objetiva reunir as diversas formas de linguagens artísticas proporcionando a interação e a troca de experiências entre público, artistas regionais e nacionais. Também os objetivos de reunir diversas linguagens artísticas num só projeto, estimulando os comerciários, estudantes, artistas, produtores e público em geral a procurar os espaços ocupados pelo SESC como opção de lazer e desenvolvimento cultural, difundindo experiências de grupos e artistas cênicos, bem como facilitar o acesso a platéias distintas. “Enfim, permitir ao artista local alternativas de levar à cena sua produção e fazer um trabalho de formação de público”, como explica a orientadora social do SESC, Ana Paula Barbosa.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Mostra Aldeia Olhos d’Água
Centro SESC Feira de Santana – Rua Guaratatuba, 345, Tomba – Feira de Santana