Promessas de políticos

 

ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete,

Só os tolos e idiotas podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais

para alcançar nossos ideais.

Mostraremos que é grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será alvo de nossa ação.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

os recursos econômicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

 APÓS A POSSE (LEIA DE BAIXO PARA CIMA).

Colaboração enviada por Alana. Muito obrigada, amiga!

Caminhada do Folclore de Feira de Santana – Cultura de Raiz

Milhares de pessoas coloriram as ruas centrais de Feira de Santana na manhã de domingo, 29 de agosto, durante a 11ª Caminhada do Folclore, evento realizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca).

A Caminhada, que integra as comemorações do mês do folclore, tem o objetivo de colaborar para a manutenção da chamada “cultura de raiz” de Feira de Santana e região.

Cerca de 130 grupos folclóricos oriundos de Feira de Santana, Santo Amaro, Irará, Santa Bárbara, Anguera, Ipirá, Barrocas, Araci, Teodoro Sampaio, Conceião do Jacuípe, Água Fria, Serra Preta, Alagoinhas, Pedrão, Santo Estevão, Antônio Cardoso, Tanquinho e Salvador, participaram do evento.

A concentração organizada no Centro de Cultura Amélio Amorim partiu para o centro da cidade, com destino à avenida Getúlio Vargas. O público presente apreciou a apresentação de repentistas, aboiadores, maculelê, capoeira, reisado, caretas, forró pé de serra, bumba meu boi e quadrilha junina, dentre outras modalidades.

Inserida no Guia de Bens Culturais do Brasil, a Caminhada do Folclore, nesta edição, homenageou dois grupos que sempre prestigiaram a iniciativa: Lagoa da Camisa, de Feira de Santana, e Cara Pintada, de Lustosa, distrito de Teodoro Sampaio.

O evento é resultado do empenho da equipe do Cuca, dirigida pela professora da Uefs, Selma Oliveira. Foram parceiros na execução da Caminhada, a Prefeitura, o Sesc, a TV Subaé, e outros organismos públicos e privados da cidade. A idealizadora da Caminhada do Folclore, Tânia Augusta Pereira, também participou da organização do evento.

 Com informações da Ascom/Uefs.

Veja também o vídeo da décima Caminhada produzido pela TV Olhos d’Água, da Universidade Estadual de Feira de Santana, que mostra pequenos flagrantes do espetáculo cultural.

 

Coisas da Bahia – A Baiana do acarajé

 

A Baiana do acarajé : imagens do real e do ideal

(Parte I)

 Maria Lenilda David

 

“As crioulas da Bahia

Todas têm um certo quê…

Temperam a vida da gente

Como a moqueca de dendê”

(Quadrinha popular de domínio público)

Poetas, músicos e compositores brasileiros e originários de outros rincões dedicaram versos e canções à Bahia e aos seus personagens típicos, entre eles, “baianas”, capoeiristas e ialorixás. Além de “mãe do Brasil”, expressão mais corrente, a Bahia é identificada como a Boa Terra, Terra de Todos os Santos, Roma Negra e a Terra da Felicidade entre as designações mais freqüentes. A essas denominações são associadas imagens visuais inconfundíveis, como o casario colonial barroco do Pelourinho, a figura esbelta do tradicional elevador Lacerda e a imponência da “colina sagrada”, abrigando a majestosa Igreja do Bonfim. A imagem da “baiana”, no entanto, é aquela que está vinculada diretamente à imagem da Bahia como um todo e de Salvador em particular. Pode-se afirmar que a “baiana” é o símbolo baiano por excelência, imortalizada em telas, esculturas, fotografias, versos e canções[1].

Esse fenômeno merece, ao meu ver, ser discutido e analisado pois as imagens da cidade, e da “baiana”, uma trabalhadora urbana tradicional, alvo de homenagens e de versos arrebatados, oscilam entre a descrição idealizada e o pitoresco, encobrindo, na maioria das vezes, aspectos evidentes da realidade. A “baiana”, no entanto, será a personagem principal deste trabalho, por estar vinculada naturalmente ao espaço geográfico do estado e à paisagem da cidade e por representar traços fortes da vida baiana, como a mestiçagem, a religiosidade e as tradições culturais, além de representar, também, a sensualidade atribuída à Bahia (e a ela  própria), a terra do prazer e “de todos os pecados”, sensualidade evocada com freqüência através da dança, dos cheiros, e mesmo da comida que são caracterizadas como “quentes” e apimentadas. A “baiana” personagem-cúmplice da cidade, mestra na arte do feitiço e dos quitutes picantes que elabora e executa “sem parar de mexer”…

Meu objetivo é, por conseguinte, confrontar a “baiana ideal” alvo de galanterias e homenagens diversas, à “baiana real”, a trabalhadora urbana, no espaço geográfico da cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, onde imagina-se que o deleite do prazer tropical sobrepõe-se à uma realidade marcada pelo trabalho e pela rotina.

Em contrapartida, a argumentação será exposta ao longo do texto, por acreditar que a compreensão será mais proveitosa, facilitando também a tarefa de situar a personagem focalizada no tempo e no espaço.

Continua na página seguinte

Artigo publicado:

DAVID Maria Lenilda Carneiro S. A Baiana do acarajé : imagens do real e do ideal, Revista da Biblioteca Mário de Andrade, v. 57, São Paulo, jan./dez., 1999, p. 147-155.


[1] – Numa pesquisa que realizei entre 1994 e 1997, repertoriei cerca de novecentas canções com temas ligados à Bahia, entre as quais, cerca de trezentas dedicadas à “baiana”.